Apocalipse
1 Um mundo novo.
Notas iniciais
Pov Emily
Aulas e mais aulas... Já estou no meu segundo semestre de Psicologia. O professor falava, eu anotava tudo. Até que, minha irmã Stefany, entra na sala de aula correndo.
– Senhorita Collins, em que posso ajudar? — o professor falou
– Professor, desculpe mais eu preciso pegar a Emily agora mesmo! — ela falou indo em minha direção — o pai falou que é urgente! — peguei minhas coisas e me levantei.
Fomos então, até a secretária da faculdade. Onde meu pai estava esperando, junto de minha mãe e minha tia.
– Ainda bem que está viva! — meu pai, Albert, veio até mim e me abraçou apertado, ele usava o uniforme do exército. Igual a sempre. Meu pai é militar, junto de minha tia. Meu pai está com 47 anos, mais parece que ainda tem 30, pois sempre está bombado, barba bem feita.
Meu pai me soltou e minha tia, Sara, veio até mim. Ela tinha 25 anos, quase a mesma idade de Stefany, que tem 23.
– Vamos querida, precisamos ir rápido. — Minha tia me puxou e minha irmã. Não faço a menor ideia do que esta acontecendo.
Entramos em uma mini van, onde meu irmão Jason ( 12 anos), meu primo Andrew (8 anos) que é filho de minha outra tia, já falecida olhei para a criança que estava com a cabeça encostada na cabeça de meu irmão, estava a pequena Ashley (12 anos), Ashley é irmã de Andrew, mais é adotada. Olhei para o porta-malas, onde havia muitas malas.
Olhei para todos, esperando descobrir algo. Ninguém sabia de nada. Eu sei, eu sei, 12 anos não quer dizer que é criança, mais eu adoro falar isso.
Sentei ao lado de minha mãe, que estava com a mesma expressão de todos: Não sabendo de nada.
– Pai — ele entrou no carro e me olhou pelo retrovisor — O que aconteceu? — perguntei
– Já te conto filha. — ele falou ligando o carro — o que precisamos fazer agora é sair da cidade o mais rápido possível — assim que ele terminou de falar, minha mãe arregalou os olhos e o encarou.
– Não podemos sair! E a minha mãe? Devemos passar no hospital primeiro! — ela falou colocando a mão no ombro de meu pai — Por favor.
– Você não acha que eu já havia pegado ela, seu pai, minha mãe no hospital? — ele parou o carro e olhou para mim mãe — Lily, eu sinto muito... Os militares... Entraram no local e mataram todos! Para a doença não se espalhar mais.
– DOENÇA?! — eu, a Stefany, o Jason e a Ashley falamos todos juntos
– Como assim? Doença? PAI! O QUE ACONTECEU?! — a Stefany falou.
– EU CONTO ASSIM QUE CHEGARMOS A ZONA SEGURA! — ele gritou e ligou o carro, minha mãe estava chorando. E muito, coloquei a mão em seu ombro.
Sentei em meu lugar e coloquei o cinto. Encostei minha cabeça na janela do carro.
( ~ ... ~ )
Algumas horas no trânsito se passaram, todos estavam lá parecia. Quando finalmente chegamos a tal Zona segura, ouvimos sons de tiro.
– Droga! — meu pai falou e saiu do carro.
– Fiquem no carro! Não ousem sair dele. — minha tia falou e saiu do carro.
Meu pai e minha tia foram até o porta-malas e tiraram de lá, Metralhadoras e revólveres. O Jason arregalou seus olhos verdes ao ver as armas saindo do carro.
O Rádio de meu pai tocou.
'' Atlanta está infestada! Repetindo, Atlanta está INFESTADA! Coronel, leve sua família para longe! Essas coisas tomaram o local, algum infectado mordeu um dos médicos! ''– barulhos de arma saíram do rádio — '' NÃO SE APROXIMEM DA AVENIDA PRINCIPAL! NÃO SE APROXIMEM DA AVENIDA ''– ele começou a gritar de dor.
– Droga! — minha tia entrou no carro. E pegou o rádio — Soldado! Está na escuta? SOLDADO! — ela falou com o rádio em frente a sua boca. — DROGA! — ela voltou ao lado de fora. E logo voltou com revólveres na mão. — Peguem eles. — ela entregou uma para mim, uma para a Stefany, um para o Jason, um pra Ashley e um para a minha mãe. Minha mãe arregalou os olhos ao ver a arma em seu colo — Protejam-se! — ela falou e meu pai apareceu — Stefany assuma o volante, sua mãe não está disposta a dirigir.
A Stefany se levantou e foi até o banco da frente.
O Rádio voltou a falar.
'' CORONEL, ATLANTA NÃO É SEGURA! MUITOS MORRERAM! ''– os barulhos de tiro voltaram — '' PRECISAMOS DE REFORÇO! ELES SÃO MUITOS! PRECISA ATIRAR NA CABEÇA PARA DERRUBA-LOS! ''
Meu pai deu um beijo em cada, junto com a minha tia.
– Eu encontro vocês no CCD. — meu pai falou para mim. — Proteja-se, tudo que não falar. Atira, está sangrando? Atira. Está com uma mordida? Atire. — ele falou e meu deu outro beijo — Logo voltaremos a nos ver Emily. Logo logo.
Meu pai e minha tia saíram do carro e passaram pelo pelos militares que estavam em nossa frente. Stefany ligou o carro.
( ~ ... ~ )
Algum tempo se passou, entramos em uma estrada, CHEIA de carros.
– Tia Lily, eu to com fome — o Andrew falou com aquela carinha fofa dele. Minha mãe não respondeu — Sté — era como ele chamava a Stefany — Eu to com fome.
– Ok Andy — era assim com ela chamava ele. — Vou pegar aquela rua e voltamos para a nossa cidade, pegamos algumas coisas e voltamos para a estrada. — minha irmã falou e virou o carro para a tal rua.
– Mais Sté — imitei o Andy — O papai falou para irmos para o CCD. — falei
– Eu sei! Logo estaremos lá, ele nem via perceber que chegamos atrasadas. — ela falou e o carro voltou a andar.
O Carro passou por uma longa rua, sem nenhum carro, Graças a Deus, rapidamente chegamos a nossa cidade. As ruas, antes cheia de crianças brincando na rua. Estava vazia, sem ninguém nelas.
– Acho que todos estavam naquela maldita estrada! — pensei
Fomos até o Mercado mais próximo. Ele estava vazio. Entramos nele, tudo normal. Eu e minha mãe saímos do carro e entramos no mercadinho. Minha mãe foi pegar uns refrigerantes, enquanto e pegava bolachas, etc.
– Emily. — minha mãe sussurrou andando de costas. Fui até ela. — Emily olha — ela apontou para o final de outro corredor, onde havia um cara agachado, em cima de uma poça de sangue. Ele devia estar comendo algo.
– O que é aquilo? — eu falei
– Não sei, mas não quero ficar aqui para descobrir. — minha mãe andou para trás e acabou esbarrando em uma prateleira. Uma lata de ervilha caiu no chão.
O homem, antes agachado se virou para nós e eu pude ver sua cara toda ensanguentada. Sua boca tinha uma espécie de mordida em sua bochecha.
Peguei minha arma.
– Se afaste! — falei e ele começou a andar até nós — Vamos! AFASTECE! — gritei
– Atira NELE! — minha mãe gritou.
Puxei o gatilho e a bala atravessou seu peito, ele nem sequer caiu no chão.
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