Apocalipse
20 Ou o grupo ou ele.
Notas iniciais
Desculpem a demora, ainda não voltei de viagem, só volto domingo :
Boa Leitura e até as notas finais!
Ok acabei de falar o que sinto ao Daryl. E agora?
- O que disse? – Ele perguntou confuso, ele demonstrava um meio sorriso, seus olhos brilharam ao se encontrarem aos meus. Os olhos dele brilhavam como os de uma criança que acabará de ganhar doce. – Isso é verdade?
- Por que mentiria? – Perguntei e ele demonstrou um sorriso completo – Daryl, eu te amo. – Enfim disse. – Nunca mentiria algo tão sério.
Ele sorriu sinceramente, Cá entre nós, esse não é o Daryl... Mas quem sou eu para dizer?
A pessoa que ele AMA... Minha consciência berrou em minha cabeça.
CALADA!... Retruquei.
Não me segurei, apenas coloquei minhas mãos em seu pescoço e rocei nossos lábios. Ele ficou surpreso, mais logo correspondeu. Ele me puxou para mais perto e pressionou seu corpo contra o meu. Separamo-nos por falta de ar.
- Eu também te amo – Ele falou com a testa colada a minha – E muito.
Voltamos a nos beijar, um beijo simples, mais cheio de sentimentos.
( Pov Emily )
Daryl e Stefany sumiram, sê é que você me entende. Carl e Ashley estão brincando. Jason está dormindo com Andy e eu estou sozinha de guarda. Que lindo...
Senti uma mão quente em meu ombro descoberto, um arrepio percorreu a minha espinha.
- Oi. – Uma voz masculina falou, Ben mais precisamente. – Está de guarda? – Ele sorriu, não não estou de férias no Havaí, tomando água de coco de baixo de uma palmeira. Pensei em dizer, PENSEI.
- Estou – Foi o que respondi, mordi meu lábio inferior.
- Hum. – Ele olhou para os lados, me levantei, com a intenção de deixa-lo sentar.
Um vento gelado e forte bateu em mim, e para o meu total azar, estava de saia. Impedi com as mãos que alguém olhasse por ela... Andei um pouco para trás e tropecei. Duas mãos quentes me envolveram. Ben, lógico, meu herói. O vento continuou, ele ficou olhando para mim e senti uma leve brisa a baixo. Corei, ou melhor, enfiei a cabeça em um balde de tinta vermelha. Ben deu um leve riso, seguido de um sorriso. Ele me puxou e assim que fiquei de pé, corri até a minha barraca. Saia? NUNCA MAIS
(...)
Logo que terminei de jogar minhas saias pela floresta, Stef veio me receber.
- Onde estava?! — ela perguntou preocupada.
- Fui dar uma volta, nada de mais. — Dei de ombros.
- Como assim, " nada de mais " — ela me imitou — Fiquei preocupada.
Ela me abraçou, quanto tempo estive fora?
- Está bem? — perguntei com a mão em sua testa. — Sem febre. — Ela me mostrou a língua.
Stef se prendeu no meu pescoço e caminhou alegremente comigo.
- Hoje teve né safada. — falei sorrindo maliciosamente, Stef me olhou reprovadamente e logo voltou a sorrir.
Assim que chegamos ao acampamento, Stef me puxou para a barraca.
- Oxi! — exclamei — Que foi Stéfany?
- O Daryl me ama! — ela deu um mini gritinho — E eu também o amo! — parecia uma criança que acabou de ganhar um doce. Ela deu outro mini grito.
- Fala pra ele, ué. — dei de ombros.
- Eu falei! AAAH! Ele me ama!! — estava toda boba essa Stefany, Deus. — E você e o Ben?
Engoli a seco, não sei se disse... mais o Ben também disse que sentia algo forte por mim.
- No-nós? Estamos be-bem...
- Sei... — ela se sentou na cama, sorriu e voltou a falar do Daryl.
(...)
Horas e horas se passaram e Stefany só sabia falar do Daryl. Céus... Haja paciência! Estava de noite, anoitecendo mais precisamente.
Sai da barraca e fui em direção a Lori que andava de um lado para o outro, preocupada.
- O que aconteceu? — perguntei
- Rick e Shane ainda não voltaram. — Um carro, no mesmo instante chegou. — Graças a Deus. — ela correu até o carro, assim que Rick saiu, ela pulo em seu pescoço.
Rick e Shane olhavam mortalmente um para o outro.
- Porquê o garoto ainda está com vocês? — Andrea perguntou, encerrado o momento grude Rick/Lori.
Rick e Shane se entreolham, não falaram nada.
( Pov Stefany )
Andei até o carro frustrada, assim que cheguei nele, abri o porta-malas bruscamente.
Assim que vi o garoto amarrado, tive mais raiva. Tirei a sua venda, ele me olhou espantado.
- Você está bem? — perguntei assim que tirei seu fone e a mordaça.
- Estou. — ele respirou fundo, fiquei aliviada.
Ajudei o garoto a descer do carro.
- O que está fazendo?! — Shane perguntou frustrado.
- Tratando ele como uma pessoa e não um animal.
- Stefany você não sabe o que está fazendo.
- Sei sim. — Emily me apoiou e me ajudou a levar o garoto.
Passamos por Rick, quando fomos passar pó Shane, ele segurou no meu braço.
- Me solta. — falei friamente.
- Não seja cabeça dura Stefany. Me escuta.
- NÃO, VOCÊS O PRENDERAM COMO SE FOSSE UM ANIMAL. TENHA SANTA PACIÊNCIA, ELE É SÓ UM GAROTO! — Me soltei do garoto e fiquei de frente com Shane.
- Ou é o garoto ou o grupo. Qual prefere?
Olhei para as pessoas e depois para o garoto.
- Se eu escolher o grupo, terei que aguentar você mandando em mim, maltratar os vivos... Se eu escolher o garoto, terei um peso nas minhas costas. Vamos deixar essa decisão aberta. — me voltei ao garoto — Vou deixá-lo no celeiro.
Andamos até o celeiro, sem falar nada.
- Obrigado. — o garoto falou.
- Rick falou para eu ficar aqui, vão lá. — Ouvi Ben falando, concordamos e voltamos para o acampamento.
Sentei em uma cadeira.
- Já decidiu? — Shane perguntou. — Você sabe que esta errada, por que persiste?
- Não estou errada.
- Está sim e sabe muito bem, está colocando sua família em risco!
- Talvez, mais seria um risco maior, bem maior se eu as deixar em suas mãos. — falei rude, senti os olhos curiosos em nós.
- Está insinuando que sou uma merda, que sou um filho da puta? É isso mesmo?
- Não estou insinuando nada, estou concretizando palavras verdadeiras. — Shane serou o punho. Olhei para ele, pro punho. — O que vai fazer? — ri debochando — Jéssica bater.
- Não vou bater em uma pirralhada. — ele serou os dentes.
- Deve ser porque você não tem coragem. — sorri cinicamente. Senti cinco dedos se encontrarem na minha bochecha, seguida de uma dor forte. Conti as lágrimas e vi que Daryl corria até nós. — Deixa. — falei me recuperando. — Tirou um pouco da sua raiva? Espero que sim, mais fique atento. — sorri — Eu também sei lutar.
Dei uma cotovelada na barriga de Shane. Como? Também não sei. Shane quase caiu, ele estava fraco. Perfeito.
Dei outras duas cotoveladas em sua costa. O que fez ele cair, fiquei por cima dele. O virei para mim e o peguei pela gola da camisa.
- Não pense que sou fraca, muito menos idiota. — Soltei ele e me levantei, as pessoas olhavam perplexos, espantados.
Eu gostei disso.
Uma sensação boa....
Andei até minha barraca, do jeito que estava, me joguei na cama e adormeci.
(...)
Acordei no dia seguinte com o Jason reclamando do sol no rosto.
Meus cotovelos doíam, sorri vitoriosa ao lembrar da noite anterior.
Assim que sai da barraca, encontrei Carol fazendo... Carne? Acordei na hora do almoço então...
- Bom dia — falei
- Bom tarde, isso sim. Já são quase três horas da tarde!
- Oh, quer ajuda?
- Não, estou quase acabando. — ela sorriu. — Ele está no celeiro. — sorri para ela e fui em direção ao celeiro.
Assim que cheguei lá, vi Andrea conversando com Shane.
- Boa tarde Andrea. — falei sorrindo.
- Boa tarde Stefany. — Ela respondeu sorrindo. Passei por eles e fui até o celeiro, antes de entrar, ouvi o garoto agoniado, chorando. Barulhos de tapa e socos vinham logo em seguida.
Fiquei alguns segundos, ou , melhor, minutos ouvindo o garoto chorando. Alguém perguntava coisas para ele, não sabia quem era. Um tempo depois, apareceu Daryl na porta.
- Até você Daryl? — perguntei com os olhos levemente marejados. Droga.
- Stetany... Eu sempre apoiaria você, mais dessa vez, Rick e Shane estão certos. — ele falou como se tivesse pena de mim. — Você não sabe o que ele falou!
- Daryl, chega. — falei empurrando ele levemente.
Passei por Daryl e vi um garoto, sangrando. Meu coração apertou, muito forte.
Fui até o garoto que chorava.
- Calma... — falei tentando acalma-lo.
- Eu não vou machucar ninguém. — ele chorava a dizer.
- Eu sei que não... — passei a mão pelo seu cabelo. — Eu vou cuidar de você, se ousarem te tirar da qui, eu irei junto a você. — eu sorri e tirei minha blusa. O garoto olhava atentamente os meus movimentos.Minha blusa era ao levinho, então passei sobre seus machucados.
Corri até a casa e peguei algumas bandagens, junto de um pouco de água.
Corri de volta ao celeiro e Daryl ainda estava lá. Fui até o garoto e passei a bandagem com água em seus ferimentos. Ele gemia a cada vez que passava a bandagem em sua pele.
- Me chamo Randal. — ele falou.
- Me chamo Sefany. — O lábio dele estava cortado. Peguei minha faça e passei sobre as cordas que os prendiam.
- Se me derem uma chance, eu posso ajudá-los. — ele continuou. — É tudo que eu peço.
- Fique calmo, ok? Eu confio em você.
Fale com o autor