Apocalipse
26 Meu nome?
Notas iniciais
Gostaria de agradecer os comentários que vocês deixaram! Estou morrendo de felicidade! 66 comentários (: AAAAAH, eu me lembro de quando comecei a escrever... Ai ai... Bom, como sabem amanhã começa minhas aulas, meu trabalho ( AF! ) Então, vou postar outro capitulo na sexta! Ok?
Boa Leitura e Até as Notas Finais.
Eles, mais uma vez, se entreolharam.
– Você fuma? – Anne perguntou nãããããão, eu to perguntando por que os zumbis fumam e eu sou muito legal e vou dar a eles.
– Fumo. – Foi o que respondi.
– Acho que no quarto onde minha tia está, era o escritório do meu pai. – Taylor falou.
– É a primeira vez que eu vejo um fazendeiro com escritório.- eu ri.
– Meu pai não era fazendeiro, nossa mãe era. Meu pai cuidava mais da segurança e das finanças da fazenda. – Anne continuou.
– Se você quiser, eu posso pegar. – Taylor falou.
– Você nunca matou um zumbi, quem te garante que ela não vai te atacar?
– Ela é minha tia, ela não vai me atacar. – Taylor tentou se gabar.
– Eles não têm memória, não se lembram de nada. – falei vendo minhas unhas. – Esquece, já perdi a vontade mesmo.
Esses dois são bem burrinhos, viu?
Taylor se encostou na parede e esticou as pernas, Anne deitou em sua coxa direita, o cão estúpido ( QUE AINDA ESTOU COM ÓDIO MORTAL ) Deitou ao seu lado.
Sentei-me longe deles e deitei em cima de feno. Fechei meus olhos e esperei no melhor...
... Eu estava novamente correndo em uma floresta escura, mais dessa vez não tinha a garotinha, Valentina.
Eu estava com minhas roupas típicas, calça jeans uma blusa bege de ombro e All Star.
– Por que está vestindo isso Stefany? Hoje é seu grande dia! – Minha mãe, Lily falou para mim e começou a me puxar, Meu grande dia? – Valentina já está pronta. Só falta você! – Ela me puxou forte e fui parar em um quarto branco, com um grande espelho, sofá...
Ela me mandou me despir, obedeci e tirei minha roupa rapidamente. Ela me entregou um vestido branco longo, tomara que caia. Emily apareceu, junto de Beth e Andrea, elas me ajudaram a vestir o vestido branco. Me olhei no espelho, a parte de cima do vestido é branca com lantejoulas brancas, que tão um brilho no vestido. Lily me entregou um salto prata, brilhante. O coloquei com a ajuda das meninas e me sentaram em um sofá.
– Devíamos ter feito seu cabelo primeiro, mais você se atrasou então... – Uma outra moça falou e começou a mexer em meu cabelo. Outras duas moças apareceram e começaram a me maquiar.
Algum tempo se passou, colocaram um véu em mim e estava pronta. Entregaram-me um boque de rosas azuis e brancas e me levaram até uma grande porta marrom.
A garotinha Valentina apareceu, com um vestido azul claro.
– Mamãe, a senhora está linda. – Ela falou sorridente.
– Você também pequena. – falei.
O pessoal apareceu, todos de braços dados: Emily apareceu acompanhada de Ben, Beth com Randall, Andrea de um homem moreno, Carol e Hershel, Rick e Lori, Carl e Ashley, Andy apareceu e deu os braços para Valentina.
Valentina parecia bem mais nova do que no meu ultimo sonho.
Lily veio logo em seguida com meu pai, Albert.
– Todos prontos? – uma mulher perguntou, todos assentiram. – Venha, Stefany, a noiva vai vir na carruagem. – NOIVA? COMO SOU IDIOTA! EU VOU ME CASAR!
A tal mulher, me levou até o lado de fora de local, era um castelo. Do tipo dos contos de fadas, sabe?
Ela me colocou na carruagem branca, que tinha um cavalo branco. O mesmo cavalo do celeiro, pegasus.
Valentina e Andy vieram para perto da carruagem e adentraram na mesma. Os casais entraram. Um por um. Até que, a música da noiva começou a tocar.
A carruagem começou a se locomover e parou em frente a tão grandiosa porta. Eu sorri, Valentina e Andy desceram e eles adentraram o castelo. Um grande tapete vermelho tinha sobre seus pés. Um homem, o mesmo que dirigia a carruagem me ajudou a descer. Valentina começou a jogar as rosas azuis que tinham em sua cestinha e Albert apareceu, entrelaçou seu braço no meu e eu comecei a caminhar lentamente. Todos estavam de pé, sorrindo. No final do tão grandioso tapete, tinha a pessoa que amo. Daryl Dixon. Assim que cheguei no altar, Albert deu minha mão a Daryl, que sorria que nem criança.
Algum tempo se falou, o padre falava e já estava chegando na parte dos votos.
– Agora vamos aos votos. – O padre anunciou – Daryl, gostaria de começar? – Daryl assentiu e segurou as minhas mãos.
– Bom, eu não tenho um voto pronto. Então vou falar o que vier a cabeça. – ele riu um pouco. – Stefany, no dia que te conheci pensei que você fosse a pessoa mais... vamos dizer, ridícula. Desse mundo... Mais o tempo se passou e comecei a conhecer você melhor e vi, que te amava. – Eu sorri de orelha a orelha. – Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, tirando a pequena Valentina. – Daryl olhou para Valentina, os dois sorriram – Sempre te amarei Stefany Michaelis Collins.
– Isso foi lindo Daryl. – O padre falou – Agora, vamos ouvir os seus votos Stefany.
– Eu também não tenho um voto pronto. Mais... Eu não sei o que dizer, só sei que te amo. Muito, muito mesmo. Sempre te amarei Daryl Dixon.
– Foram poucas as palavras mais disse tudo que importava. Tragam as alianças – o Padre falou sorridente, Andy veio com as alianças em uma almofada branca com um laço azul. – Agora vamos ao momento que todos esperavam. Daryl Dixon aceita Stefany Michaelis Collins como sua legitima esposa, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe?
– Aceito. – Daryl respondeu e colocou a aliança em meu dedo.
– E você, Stefany Michaelis Collins aceita Daryl Dixon como seu legitimo esposo, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe? – O padre continuou
– Aceito – respondi sorridente e coloquei a aliança no dedo de Daryl.
– Então, em nome de Deus e de tudo que é mais sagrado, eu concedo a vocês a união. Bom, pode beijar a noiva. – O padre sorriu e Daryl me pegou na cintura e juntou levemente nossos corpos. Seus lábios roçaram nos meus.
Não sei o que aconteceu depois, só ouvi uma gritaria agoniaste. Olhei em volta, o palco começou a pegar fogo, um tumulto grande para sair, por minha sorte, estava na frente de todos, os seguranças não nos deixavam passar, motivo? Não faço a mínima ideia, consegui passar por eles. Um walk-tok que tinha em cima de uma mesa começou a apitar.
‘’ Stefany, Eu e Valentina não podemos sair, te amamos muito. ‘’ – Era a voz de Daryl falando, deixei uma lágrima escorrer...
... Abri meus olhos levemente, meus olhos, mais uma vez estavam inundados nas lágrimas. Droga, Dixon. Por que tanto mexe comigo?
Levantei-me levemente, Anne e Taylor me olhavam calculadamente.
– Quem é Daryl Dixon? – Anne perguntou.
– O que? – perguntei confusa.
– Você falou dele enquanto dormia, que o amava muito. Seu namorado? – ela continuou.
– Não... Ele não chegou a ser o meu namorado pro que eu não permiti. E essa foi a maior burrada da minha vida. – Meus olhos se encheram novamente – Vamos, já amanheceu. – Tentei disfarçar. Taylor e Anne se levantaram e se ajeitou, Spike foi posto por Taylor na tal bolsa e desamarrei os cavalos. Subi no cavalo, Taylor abriu as portas do estábulo, tudo tranquilo; Anne e Taylor subiram no cavalo e partimos.
Começamos a galopar, não tínhamos um rumo certo. Só queríamos um lugar que nos abrigasse.
(...)
O tempo passou não achamos porra nenhuma, só mato, mato, mato, mato, mato, mato, um cervo que não conseguir dar-lhe uma flechada no olho, zumbi, mato, mato, mato, mato, zumbi, mato, mato, mato e voltamos a aquela bendita estrada.
– Bingo! – falei e acelerei o cavalo, indo até onde deveríamos ter deixado os suprimentos para Sophia.
Para a minha surpresa, não tinha nada.
– Bosta. – falei deprimida. – Alarme falso, vamos continuar. – Eles assentiram e continuamos.
Voltamos para a floresta e aquela cena maravilhosa voltou.
Mato, mato, mato, mato, mato, mato, mato, zumbi, pato que vai vira janta, mato, mato, mato, mato, lago, mato, mato, esquilo que vai virar sobremesa, mato, mato, mato, mato, zumbi, mato, mato, mato, mato, mato, mato e mato.
– Que merda, Meu deus! Só tem mato aqui. – Resmunguei.
– Aqui perto tem uma casa abandonada. Ela está em bom estado, talvez não tenhamos zumbis por perto. – Taylor falou e fizemos os cavalos andarem mais rápidos, logo chegamos na tal casa.
A casa era daquelas antigas, sobrada, no tom amarelo antigo. O telhado é laranja e se encontra uma grande sacada nos dois andares.
– Por que mesmo saímos da nossa casa para ir em outra casa? – Anne perguntou.
– Por que a casa de vocês é muito perto da fazenda de que vim. Podemos ter o azar do bando parar na casa de vocês E eu não vou dormir numa casa onde tem um zumbi esponja rolha de poço do capeta na porta ao lado.
– Zumbi rolha de poço do capeta? – Taylor perguntou rindo – Que porra é essa?
– Ah, na antiga fazenda onde estava tinha um poço e dentro dele tinha um zumbi esponja, um zumbi tipo uva passa. Ele estava asqueroso, todo molhado. Eca. Ai veio o nome Zumbi esponja rolha de poço do capeta.
– E porque o do capeta?- Anne perguntou.
– Não sei, inventei agora. – eles riram.
Perto da casa tinha um grande cercado onde se encontrava algumas ovelhas mortas. Duas, mais precisamente. Também havia um grande moinho.
Já falei o quanto eu amo casa com energia eólica?
Um poço se encontrava ao lado da casa.
– Meu Deus, aqui só tem fazenda. – falei.- Vamos tosar as ovelhas mortas e queimar os restos. Quanto mais coisa quente, melhor.
Amarramos os cavalos no pilar de madeira da varanda e adentrei a casa, com o arco na mão e uma flecha na ponta. Assim que entrei na casa, não ouvi nada. Andei até a cozinha, lá havia duas portas, dispensa e um banheirinho. Nada. Fui em direção a um corredor ao lado da escada, onde se encontrava duas portas. Abri a primeira e tinha um escritório, tudo limpo. Assim que encostei-me à maçaneta, ouvi aqueles grunhidos agonizantes. Coloquei meu ouvido na porta, ali mesmo.
Taylor se aproximou, fiz um sinal para fazer silêncio.
– Vem aqui. – sussurrei, — Abra a maçaneta levemente e me de espaço. — ele assentiu e colocou a mão na maçaneta, assim que abriu um zumbi de costas apareceu. Mirei em sua cabeça, ele se virou e atirei nela. Adentrei o quarto, mais precisamente um segundo banheiro só que dessa vez tem chuveiro.
Subi as escadas, devagar e um corredor com três portas apareceu.
Abri levemente a primeira porta, um quarto de casal. Dentro dele se encontrava um closet, o abri e Nada.
(...)
Assim que terminei de vasculhar a casa e tosar as ovelhas, estou ajudando Taylor a queimar os corpos.
– Vamos coloca-los longe da casa. – falei e Taylor assentiu, estamos agora, arrastando as ovelhas para longe da casa. O corpo já estava lá. – Depois que sairmos daqui, deveríamos tentar o leste até a SUV.
– Tem certeza?
– Claro, Rick e queria que fossemos para lá dez de primeira.
– Rick?
– O ‘’ líder ‘’ – Fiz aspas com a mão assim que joguei a ovelha no chão.
– Por que as aspas?
– Rick e eu dividíamos a liderança, a nossa opinião tinha o mesmo valor, mais Rick ia mais na onda dos outros, eu já tinha a minha opinião. Salvamos um garoto e assim que ele ficasse melhor eles iam abandona-lo na floresta, na estrada. E eu não apoiei isso, fiz minha parte para deixa-lo vivo, agora... Ele, eu espero mesmo, que esteja vivo.
> * ( Pov Emily ) *
Sabe aquela onda de depressão que invade o ar até não sobrar mais oxigênio?
Esse é o estado do grupo.
Duas pessoas se separaram. Elas podem estar em qual quer lugar. Rick não está conseguindo tomar uma decisão, ele precisava da opinião de Stefany. Andy está triste, Stefany para ele é como uma segunda mãe, Stefany sempre cuidava dele quando era bebê e sua mãe tinha que trabalhar.
Daryl? Meus Deuses, NUNCA vi ele assim. Ele mal esta comendo, ele está se culpando por ter deixado Stefany para trás. Ele diz enquanto dorme, SEMPRE diz: ‘’ Eu prometi que ia te proteger. Nem disso sou capaz. ‘’ , isso não é uma vez ou outra, é toda Santa noite.
Perdemos pessoas, pessoas se separaram. Jimmy, Jason, Patrícia, Shane, Dale e muitos outros.
Randall não esta falando muito, sempre que sorri, sorri forçado. Stefany sempre dizia: ‘’ Se for para sorrir forçadamente, não sorria. ‘’ . Eu também estou triste, arrasada. Meus dois irmãos se foram. O bom, é que o mais novo foi para um lugar melhor. Não terá que passar novamente por isso.
Estamos abrigados em uma espécie de cubículo sem teto. Quem fez isso? Algum idiota que hoje agradeço.
Você sabe o que é perder pessoas?
Eu sei. E preferia não saber.
Droga Stefany! Por que é tão cabeça dura? Por que não foi conosco? Com Daryl? Porra!
Comecei a andar até a fogueira, onde o pessoal estava sentado. Como de costume, em silêncio. O fogo estava mediano, T-Dog estava de guarda, junto de Rick e Gleen.
Estava começando a escurecer. Estava calmo. A brisa é gelada.
> * ( Pov Stefany ) *
O fogão da cozinha é a lenha. Menos mal, também há uma lareira na sala.
– Não vamos dormir em quartos separados, vamos ficar na sala assim podemos fazer uma fuga mais rápida. – Taylor falou, ele aprendeu tanto.
– Como eles crescem rápido. – falei sorrindo e limpei uma lágrima imaginária. – Ontem mesmo você tinha um zumbi vivo, sem estar amarrado e com a porta destrancada no corredor do seu quarto. Hoje, você já pensa como um caçador. Que orgulho – Ele riu.
Taylor ascendeu à lareira, Anne dava um pouco de comida e água a Spike e eu? Estou vasculhando os armários.
São ao todo, 10 armários. 4 superiores e 6 inferiores, tirando os debaixo da pia e a dispensa.
Os de cima, estão limpos. Os inferiores estão limpos também. A dispensa? Tem potes, panelas. Produtos de limpeza. Os debaixo da pia... Bingo.
Três latas de pêssego em calda, Duas latas de Laranja em calda, Quatro latas de Figo em calda, Uma lata de Abacaxi em calda, Duas latas de Abóbora em calda, Uma lata de Ameixa em calda.
– Deus, eu te amo. – Falei sorridente. – Pessoal, vem aqui. – Eles atenderam rapidamente.
– Uau. Como você é sortuda Stefany. – Taylor falou.
– O que tem ai? – Anne perguntou.
– Frutas em calda. – Taylor respondeu.
– Quais? – ela perguntou sorrindo.
– Tem de tudo, Pêssego, Laranja, Figo, Abóbora, Ameixa. – respondi
– Abóbora é fruta? – ela perguntou
– Não, acho que não. Não sei. – Taylor respondeu.
– Também tem lata de comida para cachorro. – Falei sorridente. Spike latiu.
A vida é injusta e o mesmo tempo justa.
As portas se fecharam para mim, mais uma janela aberta apareceu.
Anne e Taylor. Dois irmãos, duas vidas diferentes antes de tudo começar. Agora, um depende do outro para sobreviver.
Eu? Só fugi de um bando de Zumbis idiotas e encontrei esse dois. Sem mim ( não, eu não estou me gabando ). Mais é sério, sem mim eles estariam naquela casa, quase morrendo por zumbis.
– Stefany. Stefany... – Anne me expulsou dos pensamentos. – Vamos cozinhar o pato e o esquilo, antes que estrague.
– Ah, ok. – respondi.
Voltamos para cozinha, Taylor foi ascender o fogão.
Anne se sentou na mesa, eu e Taylor começamos a despenar e fatiar os animais.
(...)
Terminamos de comer, todos cheio e agora Taylor e Anne estão se aquecendo na lareira. Eu estou colocando apoio para as tabuas nas janelas e portas no Segundo primeiro andar, se vamos ficar aqui, precisamos estar preparados. No andar de baixo, há Oito janelas. Três na cozinha, Duas na sala, uma em cada um dos quartos do corredor e uma pequena mais dá para passar no banheiro. As tábuas eu tirei do segundo andar, um andar onde não iremos usar. Colocamos os colchões nas janelas para impedir que a claridade chame atenção, Não são muitos colchões mais deu para colocar nas janelas e deixamos um enfrente a lareira, para ninguém dormir no chão. Taylor achou um saco de dormir no andar de cima e vamos revezar. Hoje, eu e Anne dormimos no sofá. Amanhã, Taylor e Anne dormem no sofá, Depois de amanhã, Eu e Taylor dormimos no sofá. Spike já estava deitado aos pés de Anne, Taylor estava acomodado para dormir, Anne já dormia tranquilamente. Taylor está deitado em cima do colchão, o saco de dormir está guardado. A porta principal, está selada com três tabuas, uma corrente com cadeado e ainda tem as trancas da própria porta.
Acomodei-me no sofá e fechei os olhos.
* 4 Meses Depois *
Eu ainda não estou acreditando. Quatro benditos meses se passaram, Anne e Taylor estão vivos, Graças. Spike também. Nós mudados da casa, estava começando a chamar atenção e sempre aparecia um zumbi de longe. Estamos descansando perto de um riacho, dentro de um cubículo de cimento, estou exausta. Ainda temos algumas latas de fruta em calda, também achamos umas maças em uma árvore. Uns ovos, O clima está nem tão frio e nem tão calor. O começo do inverno foi normal, Nevou. Parece que a Neve atrasa os zumbis. Ponto para nós.
Os meus sonhos viraram constantes, parece que a cada movimento que dou eu me lembro dele, me recuso a dizer seu nome. Não, eu não o odeio mais toda vez que digo, meus olhos se enchem de lágrimas, Droga! Por que fui tão cabeça dura? Devia ter aceitado a ajuda dele.
Sinto falta do pessoal, minha irmã, sobrinhos... De todos.
Ainda está de dia, Taylor e eu ficaremos de guarda. Iremos revezar. Os cavalos estão vivos, Graças.
– Eu vou dar uma olhada por ai. – Falei pegando meu arco e a pistola.
– Eu vou com você. – Anne falou sorrindo. Ela amarrou Spike perto dos cavalos.
– Não vão muito longe, qual quer coisa, gritem. – Taylor falou e assentimos. Taylor aprendeu a matar zumbis [ Risos ] Eles virou um grande Serial Killer, assim dizemos. Ele aprendeu rápido e em pouco tempo, gosto disso.
Começamos a andar pela floresta. Ouvi algum barulho, zumbis não são.
– Quem está ai? – Perguntei. – Eu não vou te machucar. – Continuei – Muito... – Sussurrei.
Lembrei-me da vez que fui na floresta e vi um coelho... Sorri ao lembrar-se disso.
Deixei Anne perto de uma árvore e fui me aproximando do tal barulho. E de lá, saiu um esquilo. Aliviei-me ao saber disso. Ouvi barulhos atrás de mim e assim que me virei, vi Anne sendo seguranda por dois brutamontes.
– Soltem ela! – exigi apontando o arco para eles. Um deles tirou um pano do bolso e colocou sobre a face da garota. Ela desmaiou no mesmo istante – IDIOTAS! – gritei e quando fui atirar, senti uma dor insuportável na cabeça, como um soco metálico. Desmaiei no mesmo instante.
* > ( Pov Emily ) < *
Quatro meses. Quatro estúpidos meses. Quatro sofridos meses.
Há quatro meses, eu tinha irmãos.
Há quatro meses, Daryl era ‘’ Feliz ‘’ ( Entre aspas, Daryl não sorria ou coisas parecidas )
Há quatro meses eu tinha Stefany, Andrea, Jason.
Ashley cresceu, está mais madura. Virou uma mulher. Lembro como se fosse ontem, eu brincando de bonecas com ela. Hoje, Ashley faz 13 Anos. O que vou dar a ela? Um colar com a letra ‘’ A ‘’ Dourada. Achei em um zumbi, mais limpei e aqui está.
Não foi só Ashley que cresceu. Carl também amadureceu. Lori está bem, o bebê está crescendo cada vez mais, Lori já está com uma barriguinha. Isso é bom. Randall ainda está vivo, Rick percebeu que precisamos de pessoas.
* > ( Pov Stefany ) <*
Acordei com a cabeça dormente, me sentindo esquisita. Assim que abri os olhos, vi um teto branco.
– Ela está consciente. – Uma mulher falou.
– Ótimo. – Um homem, dessa vez falou. – Qual o estado dela?
– Vai sobreviver. – a mesma respondeu. – Como se sente? – ela falou e retirou um termomento do meu braço esquerdo. Não respondi. – Está sem febre. – Ela sorriu.
Levantei-me devagar.
– Onde estou? – falei apoiada nos cotovelos, me virei e vi três homens, Altos. Um Loiro, um com o cabelo raspado e outro moreno. A mulher que agora pouco tirou um termomento de mim, é morena, usa óculos. Olhei em volta, vi meu arco. – O que vocês querem?! – falei mais alto.
– Opa, calma. – O homem Loiro falou tentando me acalmar. Eu estava deitada em uma maca. – Tudo que quiser saber, será dito. Agora, precisamos saber. Quem é você?
– Quem sou eu? – repeti a pergunta, o mesmo assentiu. – Bom... Eu sou... Eu... É...
– Você sabe o seu nome? – O homem voltou a perguntar – Idade?
– Meu nome? Meu nome é... Hm... É.... – tentava me lembrar, mais nada vinha em mente. – Meu nome... é... meu nome... Eu não sei qual é o meu nome. – O homem olhou para trás e os outros dois assentiram.
– O que você sabe? – O mesmo homem perguntou.
– O que eu sei? É... Que o mundo virou um inferno... Eu sei atirar... Eu... só sei disso. – Passei a mão em meus cabelos, eles são curtos, com as pontas repicadas. Peguei uma mexa de meu cabelo, ele é loiro. – Onde estou?
– Você está em Woodbury. – o homem respondeu.
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