Apocalipse
29 Mate-a. Não deixe rastros.
Notas iniciais
Estava zonza, tudo girava em minha volta. Senti meu corpo ser levantado do chão, pessoas falando.
Não me importa nada.
Tudo que eu pedi foi: Não me lembrar.
E agora, eu me lembro.
Como eu queria estar morta. A ultima vez que vi Annabelle foi naquele dia que levei uma pancada na cabeça. Eu não queria me lembrar! Eu me sinto horrível, me sinto partida. Poxa, não consegui proteger minha família. Não conseguir proteger Annabelle, Taylor. Não consegui proteger meu grupo.
Meu coração é o que mais dói. Falta algo dentro dele, é como se ainda tivesse alguém. Como se eu tivesse que ainda me lembrar de algo ou alguém.
Minha respiração estava falhando, ouvi um motor de carro, logo sendo acelerado. Meus ouvidos parecem como se tivessem entrado água. Minha visão estava embaçada, só via as pessoas se mexendo junto de uma mancha grande e branca.
Eu fechei meus olhos e deixei uns segundos fechados. Quando abri, vi grandes árvores sendo clareadas pelo sol escaldante que batia em minha testa. Eu respirei fundo novamente e fechei os olhos. Quando os abri novamente, estava deitada no Jipe. Merle olhava para mim, ele esta sentado no banco da frente.
Eu, mais uma vez respirei fundo, como se quisesse ter todo o oxigênio terrestre nos pulmões.
( Pov Narrador )
Stefany olhava a paisagem passar, quando se olhava para ela, bem nos olhos, você sentia dor. Ela se sentia como se tivesse com o coração estraçalhado em milhões de pedaços. Sua respiração está ofegante, o ar perto dela, antes um ar divertido, festeiro... Agora está triste, depressivo.
Ela se sente igual ao um ruivo se sente. Comparação esquisita não é? Vou explicar bem, Em um mundo de morenos, loiros. Ser ruivo de nascença é uma coisa diferente. Entre 20 pessoas, uma é ruiva. Talvez não. Voltando ao assunto da Stefany... Ela se sente diferente de todos, ela se sente conturbada por ser diferente. Ela se sente fraca.
Em seus olhos, você enxerga um grande e vazio buraco. Um buraco preto, daqueles que você cai e nunca mais sai.
Stefany é só uma menina, que cresceu e se tornou uma grande mulher.
A vida tem seus altos e baixos, mais tudo acontece por um motivo.
Todos nós já passamos por aquilo, reclamar algo que não tem.
‘’ Ah! Uma criança de sete anos tem um IPhone4s e eu ainda com aquele Nokia azul mais duro que tudo! ‘’
Mais lembra, tem pessoas que reclamam algo que não tem, mais é necessário viver. Tem pessoas que reclamam, que se sentem péssimas por não conseguir trazer pão para a família comer.
É assim que Stefany se sente, ela não conseguiu proteger a família. E ela, faria de tudo para conseguir voltar no tempo.
O Jipe, dirigido por Tim, logo chegou em Woodbury. Merle, novamente, pegou a menininha no banco de trás que se culpava por tudo.
As pessoas olhavam atentas, curiosas, perplexas. E esse, é o olhar que a nossa ‘’ menininha ‘’ Odeia.
Merle correu com a nossa, menininha, até a enfermagem. Colocou-a rápido em uma maca, pronta para ser atendida pela doutora.
- Ela morreu? – Merle perguntou desesperado – ELA MORREU?
- Me de espaço Merle, vá fazer algo e logo te chamo. – A doutora exigiu insolente.
Merle bufou e se retirou da pequena sala de enfermagem que estava vaga.
A doutora cuidadosamente passou a pequena lanterna em frente os olhos de Stefany.
Alguns minutos depois, Governador, chegou a Woodbury e entrou rapidamente na enfermagem, passando de sala em sala. Desesperado.
Até que, ele abriu a porta e seus olhos brilharam ao ver a sua pedra preciosa.
- Como ela está? – ele perguntou analisando a situação.
A doutora rolou os olhos pela prancheta que segurava e anotava algumas coisas.
- Eu não sei se é possível, também não sei como aconteceu. Mais ela está em coma. – A doutora falou levantando os olhos e olhando cara a cara com o Governador. – E eu não posso dizer quando ela vai acordar.
Governador olhou, chocado. Ele passou as mãos pelo rosto. Merle entrou logo em seguida perguntando o que aconteceu, Governador explicou a situação.
- O QUE? – Merle gritou. – COMO ASSIM COMA?
- Silêncio Merle! – a doutora, novamente, exigiu insolente. – A outros pacientes aqui. Eu preciso saber, o que aconteceu.
- Estávamos em uma missão, achamos duas pessoas e Stefany começou a gritar... – Merle começou.
- Falando que não queria se lembrar, ela começou a respirar ofegante e depois acelerou, voltou a ficar ofegante. Ela gritava de dor, ela também falou nomes... – Governador continuou – Ashley, Andy, Jason, Lily, Albert..
- CARALHO! ELA ESTÁ SE LEMBRANDO! – Merle novamente gritou, levando um olhar raivoso e perturbado da doutora.
- Como sabe? – o Governador perguntou preocupado. – Como pode saber?
- Ela falou Andrea, T-Dog, Dale, Rick. – Ao pronunciar, Rick, Merle cuspiu as palavras com enorme desprezo. – Esse era o meu grupo...
- Ela não pode estar se lembrando... Isso aconteceu a oito meses. – Governador tentou dar uma outra explicação ao acontecimento.
- É Isso que aconteceu! Aquela mulher Loira é a Andrea! Aconteceu isso com ela, por que ela estava se lembrando da Andrea! – Merle falou.
- Governador, o que Merle está dizendo, tem muito sentido. Mais o que não faz sentido é o fato dela ter entrado em estado de coma. – A doutora se rebelou.
Os três, ficaram quietos. Ambos ouvindo a respiração leve de Stefany.
Eles se olhavam, desviavam o olhar para Stefany.
Stefany estava pálida, poderia ser escondida em uma folha de papel branca. Seus olhos, estavam semi abertos, sua boca, antes rosada. Está levemente branca também.
- O que vamos fazer? – Merle perguntou – As pessoas vão sentir falta dela, vão perguntar por ela. O que dizemos?
- A verdade. – Governador respondeu indo em direção a lado de fora. Aos caminhões novos. Subiu em um, chamando a atenção de todos. – Oi! – Governador tentou puxar a atenção das pessoas, conseguiu. As pessoas que passavam, paravam e olhavam atentas para ele. – Eu sei que teve gente que viu a Fúria passar por aqui no colo de Merle... Bom... – ele estava começando a desistir de dizer.
- O que aconteceu com ela? – uma mulher perguntou.
- É! O que aconteceu? – um homem se rebelou.
- Ela está em estado de coma. – Governador falou, causando um silêncio perturbador em Woodbury. – Não sabemos quanto tempo ela vai ficar assim, Por que ela ficou assim e se ela vai sobreviver. A Doutora Stevens está tentando descobrir isso. Vamos dar um minuto de silêncio a ela e desejar o melhor.
Todos concordaram e abaixaram suas cabeças, desejando o melhor a nossa protagonista. O minuto de silêncio acabou e assim, as pessoas fizeram o sinal da cruz e voltaram a se mexer.
- Veja se temos soro, Fúria precisa se alimentar. – Governador pediu a um de seus homens.
- E agora? O que faremos. – Merle perguntou
- Torceremos para que ela não lembre o que aconteceu. – Governador falou indo em direção a enfermagem.
( Pov Stefany )
Eu estava sentada. Em uma mesa longa de jantar. Em um salão daqueles de filme de princesas. Uma mesa muito grande tinha a minha frente. Em cada lugar, havia uma pessoa sentada.
Toda minha família, grupo de Atlanta, As pessoas de Woodbury todas as pessoas que eu conhecia estavam lá. Mais eu sei, eu sinto, que falta alguém.
Em minha volta, as pessoas conversavam, Riam.
Tudo que eu pedi foi não me lembrar deles, eu estou muito feliz de ver todos rindo, sorrindo. Ver as pessoas que já tinham partido vivas, mas. É triste, eu estou sonhando e quando acordar, muitas, vão estar mortas.
Se eu não tivesse recuperado minha memória, eu não estaria sofrendo.
Eu podia ouvir pessoas falando, mais não no sonho. É como se fosse uma voz de fora dos meus pensamentos... É tudo muito estranho... É algo muito diferente, é como se alguém falasse.
( Pov Narrador )
Enquanto Stefany pensava em sua vida dentro de seu consciente, Merle, Governador, Doutora Stevens ,nossa mais nova personagem Michonne, sua amiga, que já é uma antiga personagem Andrea, dormia.
Stefany e Andrea dividiam as salas. Pois, na enfermagem só há três salas, cada uma com duas salas. As outras salas, já estavam ocupadas.
Todos estavam em silêncio, um silêncio um tanto quanto perturbador. Os únicos ruídos que se ouvia era o relógio com seu famoso ‘’ Tick Tock ‘’ e a respiração de todos.
Governador está localizando sentado ao lado da cama de Stefany, Merle encostado em uma parede observando os movimentos da Doutora.
- Não me olhe assim Merle. – Repreendeu a Doutora. – Você sabe que aqui é um centro improvisado de enfermagem, não um hospital. Não tenho os equipamentos nessesários para ver como Fúria irá sobreviver, sabe disso. Agora, lembrem-se que o hospital que temos aqui foi queimado e não sobrou muita coisa, o que nos resta é esperar.
Governador, já com as orelhas soltando fumaça, puxou Merle para fora da sala e foram até o final do corredor.
- O que há de errado com você? — Perguntou Governador.
- E se Stefany se lembrar do que aconteceu naquele dia? — Merle falou desesperado.
- Você sabe, se ela tentar matar alguém.
- Achei que ela fosse sua pedra preciosa.
-Ela é, tive muito by I Want This\">trabalho para consegui-la e tive muito trabalho para mante-la aqui.
- Qualé, ela só matou dois de nossos homens.
- É, mais ela os matou com uma faca. Se fosse uma arma tudo bem, mais é uma faca.
E ainda ela detonou trinta zumbis em cativeiro! Toda semana eu ia ver e não tinha nada!
- Governador, cara. Quantas vezes eu também não fiz isso?
- Não é essa a questão, Merle. Se você continuar com esses olhares... Vai estragar o nosso plano.
- Ela não vai saber, a menos que veja sua amiga aqui em Woodbury.
- Mate-a. Não deixe rastros.
- Como quiser — Merle respondeu e Governador voltou a sala em que estava.
( Pov Taylor )
Não sei quanto tempo se passo, dez de que levaram Stefany, Annabelle e Spike. Eu me arrependo profundamente por não ter protegido as duas.
~ Flashback on ~
Estava de guarda, Annabelle e Stefany saíram. Spike estava incomodado com algo, deixando os cavalos assustados.
Spike de algum modo, se soltou da coleira e correu, junto com os cavalos. Ambos presos um ao outro.
Tudo que vi e ouvi logo em seguida, era dois cavalos e um pastor alemão correndo em direção a floresta e um grito feminino.
- ANABELLE! — bradei em meio à floresta, estava perdido. – ONDE VOCÊS ESTÃO? – outro grito veio e segui seu som, mais ele foi se afastando cada vez mais e mais. Até que, achei um bilhete.
‘’ Não nos siga. ‘’ – Ele dizia.
- Merda. – falei e chutei o tronco da árvore. ‘’
~ Flashback off ~
Sinto-me péssimo.
Tudo que fiz depois foi andar sem rumo. Sobrevivi por conta de frutinhas que achava em meu caminho e esquilos que conseguia matar com minha faca.
Agora, achei uma prisão, a parte de trás dela ( Por onde estou entrando ) Esta destruída, como se um tanque tivesse tentando entrar por ela. Levantei minha arma e andei pelos corredores, o barulho deprimente daqueles monstros entrou pelos meus ouvidos, me fazendo arrepiar. Andei devagar e avistei um zumbi, ele veio até mim. Eu, agi rapidamente tirando meu machado da mochila e enfiando na cabeça do zumbi.
- Por ali. – Ouvi um homem sussurrando.
Os passos começaram a aumentar, vindo em minha direção, assim que me virei, tinha homens me encarando. Eles apontaram a arma para mim, abaixei as minhas e levantei as mãos.
- Você é um presidiário? – Um deles perguntou, neguei. – O que faz aqui?
- Procurando um lugar seguro. – respondi.
[...]
- O deixe ficar Rick! – uma mulher falou uma garota mais ou menos da minha idade.
- Não precisamos de mais pessoas. – O tal, Rick, respondeu.
- Stefany deixaria. – Uma garota, Loira, muito bonita falou chamando minha atenção. Deveria ter a mesma idade de Annabelle. – Se ela estivesse aqui ela falaria sim.
- É, ela deixaria. – Um garoto falou.
- Deixe-o ficar, Rick. – Uma mulher com os cabelos pretos e que está grávida falou.
- Não precisamos de mais homens, isso só fará com que precisamos de mais suprimentos. – o Rick falou.
- Eu sei lutar, não me faça voltar para fora. – Foi o que pensei em dizer, mais o que saiu foi outra coisa. – Stefany é uma mulher de mais ou menos 23,24 anos? Morena? Stefany... Collins eu acho.
- Você viu minha irmã? – uma outra loira, a mesma que falou ‘’ O deixei ficar Rick! ‘’ Se manifestou. – Ela está viva? Onde está?
- A ultima vez que a vi faz quatro meses. – Senti olhos raivosos em mim, por cima de meu ombro olhei um homem loiro me encarando. – Ela e minha irmã, Annabelle foram sequestradas.
Todos olharam tristes, encarando o chão.
- Fique. – Rick falou. – Se você conhece Stefany, você é bem vindo.
( Pov Narrador )
Andrea já acordada está agora, andando pelas ruas de Woodbury.
- E ali, é onde os guardas mais antigos moram. – Governador falou apontando para o apartamento onde Merle, Stefany e os outros guardas moram.
- Esse lugar é incrível. – Andrea falou com os olhos brilhando,os mesmo que Stefany usou quando chegou. – O que acha Mick? – Andrea perguntou a Michonne.
Michonne não respondeu, a mesma olhava sorrateiro para o lugar.
- Deem uma volta, qual quer coisa é só avisar um dos guardas que querem falar comigo. – Governador falou e se retirou.
- Eu não gostei daqui. – Michonne falou assim que Governador se afastou.
- Vamos ficar só alguns dias Mick, vamos dar uma chance a esse lugar. Olhe para aqui! É seguro, tem comida e... – Andrea foi interrompida por Governador.
- Eu acho que não falei onde fica o aposento de vocês.
Eles andaram até um edifício pequeno, de no máximo três andares. Eles subiram até o ultimo e Governador abriu suas portas. O aposento é pequeno, um quarto, banheiro e uma pequena sala com cozinha.
- Não é muita coisa mais... Tem chuveiro. – Andrea sorriu feliz da vida para Michonne. – Fiquem a vontade.
Andrea assentiu sorridente.
Enquanto isso, na prisão a alguns quilômetros de Woodbury. Taylor explicava aos sobreviventes de Atlanta, como foi que aconteceu.
-... E foi isso. – Taylor finalizou Emily olhou para Daryl, o mesmo saiu da cela.
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