Apocalipse
6 Insensível
Notas iniciais
T-Dog, esta esperando no telhado. Nós, estamos fazendo papeis de idiota.
– Erros foram cometidos – Rick falou. – Dos dois lados.
– O que esse cara é seu? Não parecem parentes.
– Ele acabou de entrar pro nosso grupo.
– Estão com meu irmão ai? – Daryl perguntou.
– Desculpa aê, não tem mais branquelos aqui – Guillermo falou. – Tem um asiático. Tá afim?
– Eu tenho um dos seus e vocês tem um dos meus. Parece uma troca justa.
– Pra mim não parece justo – o Guillermo falou.
–Di, que isso. – o Miguelito falou. – Que isso cara.
– Meu pessoal foi atacado, onde tá a compensação por isso? Em? Olha, eu vou direto ao assunto, onde tá a minha bolsa de armas?
– Que bolsa de armas? – perguntei
– A Bolsa que o Miguel viu na rua, a bolsa que o Felipe e o Jorge foram buscar. Aquela bolsa de armas.
– Está enganado – Rick falou calmo.
– Eu acho que não.
– A bolsa não é sua, é MINHA a bolsa de armas – ênfase no minha.
– Aquela bolsa tava na rua, qual quer um podia pegar ela. Eu posso aceitar a sua palavra? – ficamos em silencio – O que pode impedir meu pessoal de atirar em você agora? E eu pegar o que é meu?
Vários homens saíram de dentro da porta.
– Pode fazer isso? – o Rick perguntou. – Ou não. – ele apontou a arma para T-Dog, que esperava no telhado, apontando a arma para o Guillermo.
– Odde!– ele gritou algo que não entendi. Logo, no telhado em cima de nós, saiu dois homens segurando outro com um saco na cabeça. Um dos homens tirou o saco e o rosto do Gleen apareceu debaixo do saco.
– Filho da mãe... – pensei.
– Vou te dar duas opções, você traz o Miguel e a bolsa de armas e todo mundo se livra. Ou então, pode vir todo mundo armado. Vamo vê que lado sangra mais. – O Guillermo falou confiante.
Ficamos em silencio e eles entraram.
Voltamos para o ‘’ laboratório‘’.
– Vai dar as armas pelo garoto? – perguntei
– Se entregasse ao mesmo tempo, eu até concordaria. Você acha que aqueles mexicanos vão entregar o Gleen? – T-Dog se rebelou, ele estava certo.
– O Di não é mentiroso. – O Miguel falou
– CALA A BOCA! – Daryl falou alto, parecia que ia arrancar os cabelos de tanta raiva. – Tá querendo perder os dentes? – ele deu um tapa de leve na cara o Miguel.
– A questão é. Você vai confiar no Guillermo? – perguntei
– A QUESTÃO É. Você vai querer apostar? A aposta pode ser mais que as armas, pode ser a vida. – Dixon se rebelou, o cara chato viu. – Gleen vale isso para você?
– Eu devo a minha vida a ele. – Rick falou. – Eu não era ninguém pro Gleen, era só um... Idiota preso no tanque, ele podia ter ido embora, mais não foi. Eu também não vou.
– Ele é o meu melhor amigo, faria tudo por ele. – falei – se não fosse por ele, não teríamos comida lá, ele pegou muita comida para nós.
– Vai entregar as armas mesmo?- Daryl falou.
– Eu não disse isso. – Rick comentou confiante. – Vocês não precisam ficar aqui, vão embora.
– E dize o que pra sua família? – o T-Dog falou
Trocamos olhares. Nenhum de nós iria.
Peguei uma escopeta e umas armas menores.
– Qual é... isso é loucura. – Miguel se rebelou.
– Fica ai. – o empurrei e apontei para o local onde ele estava. – É para o seu bem, estou sendo gentil, se depender desse ai. – apontei pro Daryl – Você já teria perdido os pés. – sorri de lado.
Cobrimos a boca do Miguel e voltamos para o local onde o Guillermo se encontrava.
Abriram a porta. E entramos.
Ficamos de frente com o Guillermo.
– Eu to vendo as minhas armas. Mas não tão todas na bolsa. – Guillermo argumentou
– É porque elas não são suas. – Rick falou. – Eu já te disse isso.
– Vamos atirar nesses Perros agora. Vamos acabar com as raças deles. – Felipe se rebelou.
– Eu acho que você não tá entendendo a gravidade da situação. – Guillermo falou sério.
– Não, eu fui bem claro. – Rick falou e ajeitou a arma em sua mão. Rick fez um sinal para mim e eu cortei a corda das mãos do Miguel.
– Boa Sorte – sussurrei para ele e ele sorriu, sorri de volta.
– Você tem o seu garoto e eu quero o meu.
– Eu vou cortar o seu garoto, vou servi-lo de comida pros meus cachorros. E eles adoram comer carne humana, cara. Peguei o satã numa tenda de garagem. Você é surdo? Eu disse como seria se você viesse.
– Não, eu escuto bem, você disse para virmos armados. – Recarregamos as armas. E apontamo-las. – E Estamos aqui. – Rick apontou a arma para a cara do Guillermo.
– Felipe! Felipe! – uma voz idosa ecoou pelo lugar, logo uma senhora de idade apareceu.
– Abuela – Felipe falou – volte para os outros. AGORA!
– Vou por essa velha na minha linha de tiro. – Daryl falou.
– Escuta seu neto tá bom? Aqui não é seguro para a senhora. – Guillermo falou.
– O Senhor Gilbert não consegue respirar. Ele precisa do remédio de asma! O Carlitos não encontrou... Ele preeeeecisa do remédio!
O Guillermo olhou para a senhora e pro Felipe.
– Felipe, cuida disso! E leva a Abuela com você.
– Abuela venir conmigo. – Felipe falou em espanhol, ele quis dizer Abuela vem comigo.
– Quem são eles? – Abuella falou.
– No, por favor, venir conmigo. – Felipe voltou a falar.
– Você veio prender Felipe? – Abuela
– Como? – Rick falou.
– Ele é um bom menino, teve problemas mais ele deu um jeito. Precisamos dele aqui! – Abuela falou, Rick e eu trocamos olhares.
– Senhora, eu não estou aqui para prender seu neto.
– Então, por que você o quer?
– Ele... tá ajudando agente a encontrar uma pessoa. Um rapaz chamado Gleen.
– O rapaz asiático?
Assentimos.
– Ele está lá em cima! Venha, venha. – Abuela falou e pediu para acompanha lá. – Eu vou te mostrar. Gilbert precisa do remédio.
– Os deixa passarem – Guillermo falou.
Senti alguém encostar a mão na minha bunda. Virei-me e um cara, gordo e careca fez um sinal para eu ligar para ele. Dei-lhe uma coronhada com a arma, ele caiu no chão.
– Boa Noite, bela adormecia. – falei e sai andando.
Seguimos a Abuela e entramos em uma espécie de mini-hospital.
– Abuela, por favor, me leve ate ele. – Felipe falou.
Os dois saíram cambaleando.
Havia vários idosos no corredor, sendo atendidos. Entramos no refeitório.
– Vamos, respire. Logo o remédio chega – uma voz doce e feminina falou. – Isso, assim.
– Mas, o que é isso? – perguntei ao Gleen.
– Ataque de asma. Não consegue respirar. – Gleen respondeu.
– Idiota. – dei-lhe um tapa – Achamos que tinha virado comida de cachorro. – O Gleen se virou e vimos três chiuauas.
– Podemos falar com você? – Rick sussurrou para o Guillermo e eles saíram do refeitório.
Segui-os depois de um tempo.
– Como íamos saber? – Guillermo falou – Meu pessoal foi atacado e depois vocês aparecem com o Miguel como refém. Aparências.
– Eu acho que o mundo mudou – T-Dog falou
– Não, foi o mesmo que sempre foi. Os fracos são roubados. – Guillermo comentou, estava certo.
Parei de prestar atenção na conversa e voltei até aonde o Gleen estava.
– Fiquei preocupada. – falei – Judiaram muito de você? – apertei as bochechas dele e ele fez um bico e assentiu.
[...]
– Vai, assume. Fomos para Atlanta só pela metade. – falei
– Deu metade das armas e munição para eles. – Daryl completou
– Não foi nem metade. – Rick falou tentando se defender.
– Pelo que? Um bando de velhos que vão morrer mesmo. – Daryl, sempre tãaaaaaaao sensível. – Quanto tempo acha que lês tem?
– E quanto tempo, NÓS temos?. – Rick completou.
Finalmente chegamos ao caminhão, estávamos a metros dele. Passamos pelo ônibus e tivemos uma incrível surpresa. O caminhão não estava mais lá.
– Meu deus. – Gleen falou
– Merda. – falei
– Cadê nosso caminhão? – Daryl perguntou.
– Não sei, deve estar aqui no meu bolso. – pensei, se eu falasse iria levar uma flechada na bunda igual ao Felipe.
– Agente o deixou aqui. Quem ia pegar? – Gleen falou indignado.
– Dixon – falei e revirei os olhos.
– Ele vai buscar vingança no acampamento. – Daryl falou.
Voltamos a andar, iríamos a pé mesmo.
Pov Stefany
Eu e a Andrea procurávamos uma embalagem para presente.
– Tem papel de pano, embrulho colorido... Qual quer coisa? – Andrea perguntou para Dale que acabava de entrar no Trailer.
– É sério? – ele respondeu com outra pergunta.
– Como você não tem isso?
– Se eu tivesse sido informado que haveria um apocalipse eu tinha feito um estoque.
– É o aniversário da Amy amanhã – falei
– Marco os dias em um calendário, Para ter certeza. – Dale riu ao ver o colar de sereia – Não se dá um presente sem embrulho!
– Acalme-se, com certeza eu acho alguma coisa. – Dale falou e foi procurar algo para embrulhar o presente. Saio do Trailer.
[...]
Começou a escurecer e fui acender a fogueira.
Ed levou outra surra e se trancou na barraca.
Decidir por minha mãe no Trailer, já que estava frio.
– Me dá mais peixe por favor? – Sophia perguntou.
– Ah minha nossa, como isso é bom – Shane comentou. – Senti falta disso.
Amy se levantou.
– Onde vai? – Andrea perguntou
– Faze xixi. – ela sussurrou – Credo to tentando ser discreta. – começamos a rir. Amy foi até o Trailer.
Continuamos a comer.
– Agente tá sem papel? – Amy perguntou e só ouvi ela gritando. Um zumbi havia pegado ela. Mordeu bem no braço.
– MERDA! – gritei. Crianças! Venham! – puxei o Any, a Ashley e o Jason.
Tudo virou um caos. Zumbis de vários lados, gritaria de muitos. Peguei Andy no colo e Ben pegou um bastão e começou a acertar os zumbis que se aproximavam de nós.
Pov Emily
Ouvíamos uma gritaria extrema. Vinha do acampamento.
– MERDA! – gritei e começamos a correr mais rápidos até o acampamento
Pov Stefany
Coloquei todas as crianças dentro do Trailer, junto com a Miranda, a Carol, a Lori e a Jacqui. Andrea se recusava de entrar no Trailer por causa da Amy.
Achei uma arma escondida em baixo do Trailer.
– Eureca. – falei e peguei a arma, não tinha muitas balas. Tinha que dar.
Atirei em um zumbi.
E mais um.
E outro.
– SÃO MUITOS! – gritei – SHANE! CUIDADO! – um zumbi se aproximou por trás do Shane, Atirei no zumbi que caiu rápido no chão.
Avistei A Emily de longe.
– Graça a Deus – falei
Emily correu até mim e me deu uma arma.
Começamos a atirar nos zumbis, Logo Daryl, Rick e Gleen se aproximaram.
Eram muitos zumbis.
– LOORI! CARL! – Rick gritou
– ESTÃO BEM! ESTÃO NO TRAILER! – gritei
Vi Rick se sentir aliviado.
Continuamos a atirar nos zumbis.
[...]
Terminamos de atirar em todos e me voltei a Andrea e a Amy.
Em seu pescoço, tinha uma segunda mordida. Vi seus olhos se fecharem devagar...
– Amy... – sussurrei. – Não...
– AMY! – Andrea gritou, seus olhos estavam inundados nas lágrimas.
– Andrea... – sussurrei. Passei a minha mão por suas costas com delicadeza – Vamos, essa noite foi puxada. Vá dormir um pouco, amanhã a enterraremos.
– Não, eu quero ficar aqui com ela...
– Certeza?
– Sim... – ela voltou a observar Amy.
Sentei-me na porta do Trailer. As crianças estavam atiçadas. Ashley e Andy correram até mim.
– Tia Sté, Tia Sté – Andy falou e me abraço – Tá dodói?
– Não, estou bem. – falei ainda abraçando eles. — Vamos dormir, o dia foi puxado
Coloquei-os na barraca, os cobri.
– Boa Noite pequenos. – falei
– Eu já tenho doze anos! Não sou, mas uma criança! – Ashley falou injustiçada.
– Pra mim, vocês sempre serão crianças, minhas crianças. – falei e lhes dei um beijo – Durmam, amanha sairemos daqui.
– Para onde vamos? – Jason perguntou.
– Ao CCD. – falei
Apoiei-me na cama de Ashley e ali mesmo dormi.
Pov Emily
Chegamos ao acampamento e tudo um caos. Zumbis para todos os lados, as crianças estavam no Trailer, à salvas. Lily devia estar lá também, Não vi Lori, Miranda, Carol ou a Jacqui. Será que?
Não...
Matamos inúmeros zumbis. Só consegui ver a Amy deitada no chão, sangrando e a Andrea acariciando seu rosto.
Entrei no Trailer e vi a Lori, a Jacqui, Miranda, Carol, as crianças e a Lily. Todos exprimidos.
– Mãe! – falei assim que a vi. – Você esta bem. – nos abraçamos.
– Estou sim. – ela falou – Estou muito cansada. – ela completou.
– Então durma, amanhã, bem cedo sairemos daqui.
Me sentei ao seu lado e peguei no sono.
Pov Stefany
Acordei bem cedo, minhas roupas estavam ensanguentadas.
Me troquei e saio da barraca e vejo todos levantados, T-Dog, Gleen e o Daryl estavam arrastando os corpos para queima-los.
– Bom dia. – falei
– Bom dia – eles responderam.
Devia falar com Rick, de nossa saída. Fui a sua procura e o achei, agachado falando no walk tok
‘’ – Tem outra coisa que precisa saber Atlanta não é o que agente pensava, não é o que prometeram. A cidade está... Não tente entrar na cidade. Ela pertence aos mortos agora. Estamos acampados... Ao noroeste de uma grande pedreira. Dá para vê-la no mapa. Espero que possa nos encontrar, mas cuidado. Ontem à noite os zumbis saíram da floresta. Perdemos pessoas. Tome cuidado Morgan, cuide do seu filho. Eu vou tentar de novo amanhã no entardecer. ‘’ – Rick falou.
Aproximei-me dele e me agachei ao seu lado.
Sorri sem mostrar os dentes.
– Nós vamos embora. – falei.
– Mas por quê? Para onde vão? – ele pareceu surpreso pelo que falei.
– Por que não é mais seguro aqui, você viu quantos zumbis invadiram aqui ontem? Vamos-nos para o CCD, era nosso plano antes de virmos para cá. Falaram que lá é seguro, meu pai falou para irmos lá.
– Entendo... – ele falou e abaixou a cabeça. – Eu acho que todos nós devemos ir... Se você não se importar claro.
– Que isso, acho que quanto mais gente melhor... Mais segurança. Vamos, temos que falar com o pessoal. – terminei de falar e nos levantamos,
Voltamos para o pessoal, Andrea ainda continuava junto de Amy.
Lori tentou falar com a Andrea para enterrarmos a Amy.
– Andrea... – Lori começou a falar – Ela morreu, deve deixar agente. Leva lá Todos nós gostávamos dela, prometo que seremos muito cuidadosos.
Andrea nem chegou a responder.
Aproximei-me delas.
– Hoje era aniversário da Amy... – falei e vi que Andrea começou a chorar. – Eu tenho uma coisa para dar a ela. – Andrea olhou para mim e sorriu de lado.
Fui até a minha barraca e peguei o colar da minha bisa. O nome dela era Amy, tinha seu nome gravado no colar. Ela deu para mim, para eu nunca me esquecer dela.
Voltei até elas e coloquei o colar na Amy.
– Amy... – ela falou e sorriu – Feliz aniversário. – ela colocou o colar de sereia na Amy.
– Vamos sentir sua falta.
Levantei-me e vi o Dixon terminando de matar os zumbis.
Sentei-me ao lado do Dale.
– Eu não te agradeci por ontem a noite. – o Shane falou.
– Como? – falei, não faço a menor ideia do que ele está falando.
– Você salvou a minha vida ontem, um zumbi estava atrás de mim e você o matou. – Shane completou. – Obrigado.
– Ah, que isso. – sorri e ele sorriu de volta.
–Ela ainda não se mexeu? – Rick perguntou.
– Ela nem quer falar com agente. – Lori completou.
– Fale isso por você. Eu falei com ela, ela está triste só isso. Quando for o momento certo ela vai fazer o necessário.
– Então o que vamos fazer? – Lori perguntou.
– Não podemos deixar ela assim – Shane falou. – Temo que resolver isso, assim como os outros.
– Vamos deixar a Andrea se despedir da Amy. – falei – Quando for o momento certo ela fará o necessário.
– Eu vou falar com ela. – Rick se rebelou e foi em direção a Andrea.
– Andrea... – Rick falou e a Andrea sacou a arma pra cara do Rick. TOOOMA.
– Eu sei como a trava funciona. – ela respondeu TOOOMA de novo
– Tudo bem. – Rick levantou as mãos como sinal de rendição e se afastou de Andrea.
– Tão falando sério? Aquela garota morta é uma bomba relógio. – Daryl falou sempre tão sensível.
– O que você sugere? – Rick falou.
– Dá um tiro. Bem na cabeça. – Tãaaaaaaaaaaaaao sensível. – Olha, eu acerto bem no meio dos olhos nessa distancia. – Aqui temos o premio Nobel de o cara mais sensível do ano... E com vocês... Daryl Dixon!
– Não, pela mor de Deus. Deixe-a em paz. – Lori falou
Daryl saiu andando.
– Acorda, temos muito trabalho a fazer – Daryl falou.
Daryl ajudou o Morales a levar os zumbis para a pilha que vai queima-los.
– EI! O QUE ESTÃO FAZENDO? – Gleen se rebelou – Nossa pessoal vai ali – ele apontou para o outro lado do acampamento.
– Qual a diferença? Então todos infectados.
– Nós não vamos Queima-los! – Gleen falou – Vamos enterra-los!
Daryl falou que merecemos isso, resumindo ele deu seu showsinho matinal.
Peguei uma luva e comecei a arrastar os corpos.
Até que a Jacqui começa a gritar.
– ENTÃO ME MOSTRA!
– Não fala pra eles... Por favor – Jim sussurrou, mas como eu estava perto deles consegui ouvir.
– ELE FOI MORDIDO! ELE FOI PEGO! UM ZUMBI MORDEU O JIM – Jacqui gritou
O Morales, Daryl, Shane e o Rick começaram a andar em volta do Jim
– Mostra pra gente. MOSTRA PRA GENTE JIM! – Daryl levantou a voz.
T-Dog o segurou e o Daryl levantou sua camisa, tinha um arranha em baixo do coração.
– Eu to bem... Eu to bem... Eu to bem... – Jim falou
O pessoal fez uma roda, colocamos o Jim no Trailer.
– Agente acerta ele com a picareta. – o Daryl falou, Quer mais um premio Dixon? — E a garota morta também.
– Você não pode parar de ser tão insensível Dixon? – me rebelei – Nós não vamos acertar ninguém com essa droga de picareta – cruzei os meus braços. – Deixe a Andrea resolver o que vai fazer com a Amy, vamos levar o Jim ao CCD, lá deve ter a cura!
– Quem te garante isso?
– Só estou falando que devemos ao menos tentar levar ele ao CCD, nem que ele vá ao meu carro. Não vou deixar vocês mata-lo, o deixe decidir o que quer. Não podemos mandar nele. – completei. – Você gostaria que fizessem isso se fosse você? Escolheremos sua decisão? Falaremos o que vai acontecer com você?
– Eu agradeceria se fizesse isso. – Insensível.
– Nunca pensei que fosse dizer isso, mas acho que o Daryl está certo. – Dale falou e o Daryl sorriu vitorioso para mim.
– O Jim não é um monstro, nem um cachorro louco. Stefany está certa, devemos leva-lo ao CCD, deve haver uma cura! – Rick se rebelou.
– Não estou falando isso... – Dale começou a falar mas foi interrompido pelo Rick.
– Ele é um homem doente. Se começarmos com isso, aonde vamos parar?
– Pra mim tá bem claro, tolerância zero para zumbis. – Daryl falou ignorante. – Essa é a regra.
– E se conseguirmos ajuda para ele? Conversei com a Stefany, ela vai levar a família pro CCD. Vamos acompanha-la, vai dar certo. – Rick falou.- Eu acho que é a nossa melhor chance, abrigo, proteção.
– Tá, eu também quero essas coisas, eu quero mesmo cara. – Shane começou a falar. — Agora, se o CCD estiver mesmo ativo, estará em um lugar protegido. Agora escutem, se estiverem funcionando estarão bem armados.
– Façam o que quiserem, vão pegar um remedinho. Mas alguém aqui precisa tomar uma atitude. – Daryl falou e foi em direção ao Jim com a picareta na mão.
Corri até ele e coloquei a arma em sua cabeça. Ele parou na hora.
– Não vamos matar os vivos. – falei
Ele virou para mim e abaixou a arma.
– É engraçado, fala isso e põe uma arma na minha cabeça.
– Podemos discordar de algumas coisas, mas não disso. – Shane falou – Agora abaixa essa picareta Daryl.
Daryl abaixou a picareta no chão, com força e esbarrou em minha e saiu andando.
– Grosso – sussurrei
– Vem Jim – Rick falou puxando o Jim.
– Para onde vai me levar?
– Para um lugar seguro. – Rick completou.
Fale com o autor