Notas iniciais
AAAF, tô sem imaginação, os textos que to tendo que criar pra agradar as crianças do abrigo tão me matando! ( Sim, eu fico quatro horas por semana cuidando das crianças para adoção, pq so muito legal e foda. AHHSUHAUSU) Bom, aqui está o prometido, vou postar agora só terça. Pq sim. :J
Boa Leitura e até as Notas Finais!

– Minha cabeça dói. – respondi passando as mãos entre os fios de cabelo. – O que aconteceu?

– Não sabemos te encontramos já desmaiada. – o homem com o cabelo raspado respondeu.

– Só há vocês de sobreviventes? – perguntei me sentando na cama/maca.

– Não, há mais... 30 pessoas. Não é isso Merle? – o Homem do cabelo loiro respondeu com outra pergunta.

– 32. – o do cabelo raspado, agora nomeado Merle, respondeu.

– Woodbury é uma cidade, vocês limparam uma cidade inteira? – perguntei

– Não. – O tal, Governador, riu. – Limpamos só a metade, o resto iremos limpar quando tivermos mais homens.

– Onde está o meu arco? – perguntei ríspida.

– Está guardado, assim que estiver melhor devolveremos ele para você. – O Governador sorriu, desviei meu olhar para o tal Merle. Eu já vi, não não os olhos dele, mais sim olhos parecidos. Eu sei que já vi.

Meu coração está apertado.

– Vamos deixar você descançar. – o Governador falou

– Não! – insisti – Quero ajudar, fazer algo. Não vou ficar presa em uma sala.

– Se você insiste. – Merle ironizou.

– Primeiro vamos mostrar onde você irá se hospedar, Merle vai te acompanhar. – o Governador falou e desviou o olhar para Merle – Mostra para ela Woodbury.

– Como quiser. – Merle respondeu.

Levantei-me da cama e coloquei meu tênis. Segui Merle por um longo corredor com as paredes de tijolos, lá, havia outras portas, com outras pessoas sendo tratados, outros médicos.

Até que chegamos em uma grande porta vermelha, assim que aberta é vista um salão grande. Com um enorme lustre no topo. Merle foi até uma grandiosa porta marrom, ele a abriu.

– Vocês limparam uma cidade. – Falei com os olhos brilhando – Vocês criaram um abrigo para sobreviventes.

– Nós não criamos um abrigo... Criamos um lar. Um local onde as pessoas podem viver sem ter medo.

A vista é linda, crianças brincando na rua, pessoas sorrindo, conversando. Será que eu morri?

– Isso é lindo. – Meus olhos brilhavam, quando passávamos, as pessoas acenavam, sorriam para nós.

– E isso tudo, se continuar aqui, vai te trazer muita responsabilidade. – Merle falou.

Merle me levou em frente á um grande prédio, contei dez andares.

– Pro seu azar, o décimo é seu. – Merle riu.

– Que merda. – Falei rindo.

Subimos os andares calmamente, até que chegamos no ‘’ meu ‘’ apartamento. Merle abriu a porta, assim que abriu um apartamento estilo meio fazenda, apareceu.

Dois sofás marrões de dois ascentos, uma mesinha de centro, um mini bar.

– Não conte há ninguém, mais aqui são os melhores apartamentos. – Merle sussurrou.

– E porque aqui são os melhores? Os outros não têm chuveiro ou coisas parecidas?

– Tem sim, mais os nossos tem mini bar. – ele piscou.

– O Jantar é servido as oito, você tem... quatro by I Want This\">horas. Se quiser dar uma volta por aqui... Fique a vontade. Eu... é tenho que fazer algumas coisas. – Assim dito, ele saiu.

Fechei a porta do ‘’ meu ‘’ , se é que posso chamar de meu, apartamento. Passei pelos sofás, onde se encontravam duas portas. Abri a primeira e apareceu um escritório, nada muito luxuoso, algumas prateleiras com livros, uma escrivaninha de madeira com uma cadeira que gira. Em cima da escrivaninha, se encontra papéis, caneta, lápis e um abajur. Também, no tal escritório, se encontra uma janela media, com as persianas fechadas. Sem hesitar abri elas, deixando a claridade entrar.

Sai do escritório e entrei na segunda porta, onde tem um quarto. Uma cama de casal, um armário com roupas já dentro. Limpas. Dentro do quarto havia uma segunda porta, um banheiro. Não muito grande não muito pequeno. Com uma banheira.

Saí do banheiro, passei pelo quarto e fui em direção a segunda metade do apartamento. Uma cozinha, simples. Geladeira, fogão, balcões e uma mesa simples de cinco lugares. Também há uma dispensa, com alguns potes, panelas e alguns suprimentos básicos: Água, frutas em calda, óleo etc.
Voltei para o quarto e mexi no meio das roupas, a procura de algo confortável. Achei um short escuro, não muito curto. O vesti junto com uma camiseta azul bebê. Um tênis, All Star branco.

Desci as malditas escadas do capeta, assim que cheguei ao térreo estava com o coração na boca. Meu Deus! Quantas escadas.

Assim que cheguei no térreo, abri a grande porta que mantinha o mundo de afora, do lado de fora. Abri a porta e o sol voltou a bater no meu rosto. Cobri meu rosto com a mão, impedindo o sol de atingir meus olhos. Andei um pouco e fui até um caminhão, onde três homens, brutamontes, ficavam de vigia. Merle é um deles.

Subi no caminhão, assim que subi, Merle me olhou de cima a baixo.

– Onde está o meu arco? – perguntei

– Está na casa do governador. – Ele apontou para uma casa, no final da rua, quase de frente para nossa. – Mais tarde você passa lá e pega.

– Zumbi. – Um homem anunciou.

– Quer fazer as honras? – Merle ironizou.

– Estava esperando perguntar. – Sorri ironicamente, Merle me deu uma faca, e assim notei que ele não tinha uma mão.

Um fleche apareceu na minha cabeça, algo como uma mão no chão. É uma mão, como assim? Uma mão em cima de uma poça de sangue, é tudo muito estranho sabe... Será que conheço Merle? Não, com certeza não, deve ser só outro episódio de minha vida que aconteceu. Só isso.

– Você está bem? – Merle falou me expulsando dos pensamentos.

– Estou sim. – respondi. Pulei o caminhão, numa boa. Nem era tão alto e andei em direção ao zumbi, os passos dele aumentaram assim que me viu. Esperei ele vir até mim, segurei em seu pescoço, com força e o joguei no chão, coloquei meu pé em cima de seu peito e enfiei a faca em sua testa. Tirei a faca, minha camiseta ficou levemente avermelhada, junto da minha mão.

Se eu gosto de matar zumbis?

Adoro.

Se eu sou louca?

Um pouco.

Por que não usei uma arma de fogo?

Porque arma de fogo não tem graça.

Por que não o matei rapidamente, sem fazer drama?

Releia a ultima resposta.

– Muito bom. – Merle gritou para mim, os outros dois marmanjos concordaram e aplaudiram.

Reverenciei-me, rindo.

– Obrigada, Obrigada. Não precisam aplaudir, sei que sou foda. – me esnobei brincando. – Mais ainda quero o meu arco!

– Vai lá e pega, ué. – Merle riu.

Voltei até o caminhão e com a ajuda de um dos marmanjos subi em cima dele. Olhei para o lugar que agora mesmo estava, sujo. Pilhas e pilhas de lixo espalhadas. Olhei para a parte onde fica os sobreviventes, limpa.

– Vão queimar o corpo. – Um homem falou, reconheci como o Governador. – As pessoas não gostam desse cheiro.

Os dois outros marmanjos assentiram e desceram do caminham, arrastando o corpo longe. Um cachorro começou a latir, mais não algo como:

‘’ Ah, quero brincar! Brinque comigo ‘’

Era algo mais, forte, assim vamos dizer. Algo como se ele quisesse se soltar de algo ou alguém.

– Tem cachorros aqui? – perguntei

– Temos três, dois que as famílias trouxeram e um que... Achamos. – Ele olhou para Merle.

– Pretende fazer o que com ele? – perguntei novamente.

– Por enquanto, deixa-lo calmo. Ele está muito agitado. Assim que estiver mais calmo o daremos para um criança.

– Que raça é?

– Pastor Alemão se não me engano, os Johnson tem um Golden Retriever, os Muller tem um Rottweiler.

– Cães grandes. – pensei. E desci do caminhão sem mais nem menos.

Algo dentro de mim, queria ver aquele cão. Não pensem:

‘’ Ah, ela não quer recuperar a memória. ‘’

Claro que eu quero. É tudo que desejo, agora. Mais primeiro, o cão.

Dois homens tentavam, fracassada mente, levar o cachorro para uma sala. O cachorro se soltou deles e correu até um garoto. Ele derrubou o garoto, que devia ter em média 8, 9 anos.

– SPIKE! – gritei, Spike? Porra cara, Spike? Não é o tio do filme de nave espacial? Sei lá. – Vem aqui. – ordenei, o cachorro olhou para mim e correu até mim. – Senta. – ordenei. – Fica.

O cachorro sentou, corri até o garotinho e o peguei no colo.

– Você está bem? – perguntei

– To sim – ele respondeu todo fofo – O cão estúpido me derrubou. – ele limpou sua roupinha... Cão estúpido. Eu já disse isso antes. Eu sei que já. – Brigada moça. – ele me deu um beijo na bochecha e o coloquei no chão.

Ele andou um pouco e perdi o de visão assim que virou a esquina.

– Como fez isso? – o Governador perguntou, surpreso.

– Eu não sei. O pior foi Spike, que nome de merda é esse? – falei

– Você deve estar começando a lembrar das coisas. – o mesmo falou

– Pode até ser... – respondi me virando.

* Quatro meses depois *

O tempo passa rápido não acha?

Mais quatro meses. Dois chocantes, desafiadores e milagrosos meses. Eles passaram voando! Perdemos pessoas, bastante. A cidade foi invadida. Não por zumbis e sim por pessoas vivas. Pessoas que respiram, falam, pensam e agem. Não basta, ter o mundo atrás de você, querendo um pedaço da sua carne, ainda tem esses bosta querendo-te fuder.

Você deve estar se perguntando:

Eu recuperei a memória?

Não, eu não recuperei a memória. Se você quer saber, eu não quero recupera-la. Se eu a perdi, é porque ela não valia nada, que ela é uma bosta. Não vou correr atrás de bosta. Eu fiquei mais próxima de toda Woodbury, do Governador, sou uma de suas ‘’ seguidoras ‘’ vamos dizer assim, fiquei muito apegada a Merle, ele é tipo... Meu melhor amigo, meu Best [ Risos ] Merle fala para eu não falar isso em publico, por que vamos parecer muito PRÓXIMOS, não próximos, mais sim PRÓXIMOS com mente poluída, sabe? Eu digo: ‘’ Que se foda, existe amizade entre homem em mulher, sabia? ‘’ Ele não dá a mínima para isso, ele fala para não falar em publico e...

– EI! Fúria! – Governador me chamou. – Venha aqui por favor!

– Ah, claro. – revirei os olhos.

Eu ia contar, ganhei um apelido. Fúria da Noite, ou só Fúria como preferir. Foi o mesmo garotinho, que eu ‘’ salvei ‘’ do cão estúpido, Spike. Ele me deu esse apelido a mais ou menos dois meses, quando o acampamento foi invadido pela segunda vez.

* ~ ( Flashback on ) ~ *

O acampamento, mais uma vez, foi invadido por esses filhos da puta. Eles entraram pela parte da cidade ainda não limpa, como? Eles cortaram a cerca. Nos atacaram pelas costas, perdemos muitas pessoas, muitas pessoas. Crianças, mulheres, homens, guardas. Perdemos de tudo. Crianças foram três, mulheres duas, homens que não era guardas foram dez! Tudo com bala perdida, pois os homens filhos de uma vadia obesa queriam nos matar, porque nós temos as armas.

– Ei! Moça! – o Garotinho que ‘’ salvei ‘’ do cão Spike, me chamou – Você tá bem.

– To sim querido, aconteceu algo?

– Você salvou eu e a minha mamãe, sabia? – ele perguntou.

– Não, salvei?

– Sim, agente tava em um beco encurralados ai você chegou e acertou o homem mal na cabeça. – ele riu levemente.

– E você ainda ri. – falei irônica.

– Você é uma Fúria da Noite!

– Como?

– Sabe aquele filme, Como treinar o seu ‘’ Dagão ‘’- assenti – Você é o ‘’ dagão ‘’ do Soluço, o Banguela. Que é um Fúria da Noite!

– E o que tem haver eu com um Fúria da Noite? – perguntei curiosa, o pegando no colo.

– É que vocês só caçam ou saem à noite e nunca erram seu alvo.

– Eu não saio só a noite. Tá?

– Sai sim! Eu não vejo você durante o dia andando por ai.

– É que eu gosto de dormir de dia. – mostrei a língua para ele.

– Eu tenho que ir, mamãe quer que eu durma cedo. – Ele me deu um beijo na bochecha e eu o coloquei no chão.

* ~ ( Flashback off ) ~ *

Eu, até agora. Não descobri o nome dele, mais ok.

Fúria da Noite, é até legal se você não sabe o seu nome real ou coisas parecidas. Eu ainda não falei, eu estou começando a pensar que tem alguém vendo o que vejo, sentindo o que sinto. Sei lá, ando meio louca. Toda noite, ou melhor, dia eu sonho com um par de olhos azuis, eu não sei! Olhos azuis. Benditos, Malditos e Perfeitos olhos azuis. Eu conheço esses olhos, sei que conheço! Não sei de onde, ou de quando.

– FURIA! – o Governador insistiu. – VAMOS! ANDE LOGO! – Não pensem, que ele está me advertindo, dando uma bronca. Eles está zoando com a minha cara, é ele é um filho da puta! Porra, na primeira vez que ele gritou comigo, eu fiquei aterrorizada, com uma cara de ‘’ Porra, que merda eu fiz? ‘’ e no final ele riu da minha cara! Também não é pra menos.

Corri até a sala onde o Governador me aguardava.

– Um Helicóptero caiu aqui perto e precisamos ir lá e ver se tem algum suprimento, sobrevivente. – o Governador começou a falar – Eu irei junto, Peguem as armas e Fúria, você quer mesmo ir?

– Claro, não perco uma caçada por nada.

– Ah, não sei é que você gosta de dormir de dia, parece Morcego. – Ele falou e seus seguidores riram, parecem Hienas!

– Há há há. – Ri falsamente – Que engraçado, espero que todos tomem no cu. – Eles riram mais. – Onde o Helicóptero caiu?

– Não muito longe daqui.

– Então o que estamos esperando? Quero matar zumbis! – falei animada, parecendo criança que acabou de receber a noticia que vai a praia. – Ah, Qualé! Eu não mato um zumbi há semanas!

– Você poderia ter mais zumbis para matar se não tivesse decapitado todos que tínhamos. – Merle falou rindo.

– Ah, Dixon. Vai se fuder. Na moral. – falei rindo também – Você sabe, muito bem, que eu gosto de matar zumbis. Eu matar zumbis é tipo comida: Não posso viver sem.

Notas finais
Chato né? :c Bom, sabe o que eu vi? *OOOO* Chegamos nos 71 comentários! YES! Viram a capa nova? Ti linda :3 Inesmarquexx que fez, LIINDONA!
Bom, Até terça agora eu PROMETO que o próximo capitulo já vai ser melhorzinho, com Pov da Ashley falando de como tá lá na prisão e o mais importante: Como está Daryl ~tan tan tan~
Beijinhos !