Apocalipse
9 Eu te protejo.
Notas iniciais
Com certeza eu fiquei vermelha.
Abaixei minha cabeça.
– Seja sincera... por favor...
– Por que quer saber isso? — perguntei ainda com a cabeça abaixada.
– Por que eu já cheguei a pensar que... que pra mim você é mais que eu uma amiga... — ele terminou de falar e abaixou a cabeça.
– Eu também já cheguei a pensar nisso... se eu sinto algo por você... — falei e levantei a cabeça e logo a abaixei
– Então...
– Então... — levantamos as cabeças ao mesmo tempo. Nossos olhos ficaram sincronizados.
– O que você acha? — ele perguntou
– O que eu acho?
– É... você... sente algo... alem de amizade por mim?
– Bom... é... eu... — senti algo se chocar com a minha cabeça.
– AAH, CALEM A BOCA! — Stefany gritou — SABE O QUANTO É DIFÍCIL DORMIR COM GENTE FALANDO?
– Desculpa Stefany. — falei
– Vão dormir, amanhã será um dia puxado.
– Isso, vamos dormir. Boa Noite Ben — falei meio rápido, beijei a testa do Ben e me deitei. Lily e as crianças já estavam dormindo.
Logo adormeci.
Pov Stefany
Acordei com uma dor de cabeça dos infernos. O pessoal não estava mais lá. Me enrolei nas cobertas e sai a procura do refeitório.
Minha cabeça dilatava e meu pulso doia.
Cheguei no refeitório.
– Bom dia. — falei, todos já estavam lá.
– Bom dia — eles responderão.
– Ovos! Em pó. — T-Dog falou — Essa é a minha especialidade. Proteína que vai ajudar na ressaca.
Gleen gemeu.
– De onde veio isso? — Rick perguntou com um pote de remédios na mão.
– Jenner, achou que alguns de nós iriam precisar. — Lori falou pegando o remédio da mão do Rick e encarando o Shane.
– Bom dia. — Dixon falou.
– Bom dia — o pessoal respondeu.
– Nunca mais, me deixem beber. — falei
– Não façam isso, a Stefany fica engraçada bêbada. — o Dixon falou.
– Sabe o que eu acho... teve mais gente que bebeu de mais... teve gente que me chamou de princesa bêbada. — falei e olhei pro Dixon.
Gleen se engasgou com os ovos.
– O Daryl te chamou de princesa bêbada? — Gleen perguntou.
– Ele bebeu de mais. — o defendi. — Muitos aqui beberam.
– Então... Doutor... — Dale começou a falar — Não queria começar o dia te enchendo de perguntas...
– Mais vai encher... — Edwin completou.
– Não viemos aqui pelos ovos. — Andrea falou
Edwin falou para seguirmos ele, o seguimos até o laboratório.
– Fai, passa o play back ET-19.
– Play back ET-19– A voz robótica da Fai ecoou pelo local.
Coisas começaram a aparecer no telão.
– Poucas pessoas tiveram a honra de ver isso. — Edwin falou. — Muito poucas.
– Aquilo é um cérebro? — Carl perguntou
– Um cérebro extraordinário. — Edwin Jenner falou animado e depois desanimou — Mas nem tanto no fim. Coloque em V.I.A
– Visão internal aumentada.– Fai falou.
A visão do cérebro começou a aumentar. Luzes apareceram.
– Que luzes são aquelas? — Shane perguntou
– Aquela é a vida, memórias... Tudo.
Edwin fez um discurso que eu não prestei a minima atenção.
Até que Andrea pergunta.
– Ela morreu?
– Ela foi mordida, infectada. E se voluntariou... para gravarmos o processo. Fai, avance para o primeiro evento.
– Avançando para o primeiro evento.– Um negócio preto se formou no cérebro.
– O que é aquilo? — Gleen e Emily perguntaram juntos.
– Ele invade o cérebro como meningite. As gandulas super renais tem uma hemorragia o cérebro é desligado. E depois, os demais órgãos vitais.
O cérebro ficou todo preto e a pessoa parou de se mexer.
– Iai a morte. — Edwin completou.
Eles começaram a discutir, não conseguia me concentrar, minha cabeça dilatava. Doia muito.
Só ouvi a voz do Daryl.
– Quer saber, eu vou encher a cara de novo.
– Eu vou com você — falei.
Saímos andando até que uma pergunta do Dale me fez ficar interessada.
– Doutor, eu sei que é tudo difícil para você e eu odeio fazer mais uma pergunta... mas aquele relógio... com contagem regressiva.O que acontece no zero?
– Os... geradores do porão vão ficar sem combustível.
– E depois? — Rick perguntou.
Edwin não respondeu.
– Fai, quando a energia acabar, o que acontece?
– Quando a energia acabar, ocorrerá a descontaminação– Fai respondeu a pergunta de Rick,
– Descontaminação? Como assim? — perguntei indignada.
O Rick, Shane, Gleen, T-Dog e Daryl sem mais nem menos desceram até o porão.
Voltei pro meu quarto, onde a Lily descansava, Fiquei embaixo do acondicionado e logo ele parou.
– Algo errado? — minha mãe perguntou.
– Só... o acondicionado parou.
Saímos do quarto e o pessoal já andava e fazia inúmeras perguntas ao Jenner. O Pessoal gritava, os segui até a ala principal e só ouvi o Rick gritando.
– Pessoal! PEGUEM SUAS COISAS! VAMOS SAIR DAQUI AGORA.– alarmares começaram a tocar.
– O QUE ESTÁ ACONTECENDO? — Daryl gritou
– VOCÊS OUVIRAM O RICK PEGUEM SUAS COISAS! — gritei, corremos até a porta mas ela se fechou.
– EDWIN! ABRA ESSA MERDA DE PORTA! — gritei
– SEU DESGRAÇADO, DUENTE, IMUNDO, IDIOTA — Daryl foi para cima do Edwin mais foi impedido pelo Shane e pelo T-Dog.
– Abre essa porta Jenner! — falei
– Stefany, não sou eu que controlo isso, são os computadores.
Eles voltaram a gritar discutir, minha cabeça voltou a dilatar. Só ouvi o Jenner terminar de falar.
– Coloca fogo no ar. Sem dor.
Daryl foi até a porta e atirou a garrafa de vinho branco que segurava.
Shane tentou abrir com um machado. Daryl com uma pá. Nada.
As crianças choravam.
– As portas são projetadas para aguentar um foguete. — falei.
– A cabeça dele não. — Daryl falou e foi andando em direção ao Jenner com o machado.
Rick, Shane, T-Dog, Dale entraram na frente.
– DARYL! SAI DAQUI! SAI DARYL SAI DAQUI! — Rick gritou.
A gritaria voltou, Shane pegou uma arma e ameaçou atirar no doutor Jenner. Rick não deixou e Shane começou a atirar nos computadores.
Minha cabeça dilatava.
– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH CALEM ESSAS BOCAS! — gritei — NÃO PODEMOS FAZER NADA! — o Shane me olhou, ele ia começar com seu sermão de que eu que dei a ideia de virmos para cá — SE VOCÊ FALAR ALGUMA COISA, EU ATIRO EM VOCÊ! EU SEI O QUE EU DISSE. EU SEI QUE FALEI PARA VIRMOS PARA CÁ. EU NÃO POSSO FAZER NADA A RESPEITO DISSO, COMO IRIA SABER QUE ISSO IRIA ACONTECER? A CULPA NÃO É DO JENNER, É DOS COMPUTADORES. — gritei, comecei a baixar o tom da minha voz — O que podemos fazer agora é esperar.
Eles ficaram em silêncio, Daryl começou a me encarar. Me sentei no chão, ao lado de Jason e Andy, Abracei os dois.
Daryl voltou a tentar abrir a porta, Rick e Jenner voltaram a discutir,
Jenner abriu a porta.
– VAMOS! — Daryl gritou pro pessoal.
Jason, Ashley, Andy, Emily, Ben se levantaram correndo. Eu não queria ir, não queria morrer dolorosamente. Queria morrer do meu jeito.
– AI! AGENTE TEM QUATRO MINUTOS VAMOS LOGO! — Gleen gritou. Eu nem me mexi
Pov Emily
Terminamos de pegar nossas coisas, nem sinal da Stefany.
Fui até o corredor.
– STEFAANY! — gritei — STEFANY!
Vi o Daryl.
– Daryl, por favor, pega a minha irma na sala principal. Por favor. — fiz cara de cachorro que caiu da mudança.
Ele revirou os olhos e depois de alguns segundos assentiu.
Pov Stefany
Eu não queria morrer por um monstro me agarrando e me mordendo, queria morrer, sem dor.
Daryl veio até mim
– STEFANY! VAMOS! TEMOS TRÊS MINUTOS! — Daryl gritou assim que me viu e correu até mim
– E dez de quando você se preocupa? — falei seca.
– Dez de que me contrataram como babá. — ele falou irônico.
Andrea também não queria ir. Nem Jacqui.
Dale tentava convencer a Andrea, até que ele se infernizou e se sentou. Falou que também não ia.
– Vamos Stefany. — ele falou novamente. E se agachou na minha frente
– Eu não quero morrer. — falei. — Não quero morrer por uma daquelas... coisas... me mordendo e tirando um pedaço de mim.
– Eu te protejo. — O QUE? ELE BEBEU DE NOVO?
– Você tá bem? — coloquei minha mão em sua testa — Tá com febre? Bebeu de novo?
– Stefany... Por favor.. — ele falou, assenti.
Fui até meu quarto, peguei minhas coisa e voltei para a sala principal.
– Andrea, Jacqui vocês não vem? — perguntei.
– Nós também queremos morrer do nosso jeito. — Andrea falou.
Me despedi delas. Cada um morre do jeito que quer. Me despedi do Dale também e do Edwin.
Ele sussurrou algo em meu ouvido. Não entendi o que era.
Sai correndo até a entrada. Rick estava com um negocio redondo na mão. Ele jogou na janela e explodiu.
Senti alguém se jogando em cima de mim, fomos os dois pro chão.
Quando me levantei vi que era o Daryl.
– Salvei sua vida dua vezes, o que ganho com isso? — ele perguntou irônico. Ri pelo nariz, corremos até os carros. Não tinha muitos zumbis lá, ainda.
– OLHEM! — Shane gritou. Era o Dale e a Andrea saindo do CCD.
Uma cor alaranjada começou a tomar conta do lugar.
– ABAIXEM-SE! — gritei. Nos abaixamos. Só ouvi um estrondo ensurdecedor.
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