Apocalipse
53 Capítulo Final
Notas iniciais
Pov Stefany
Quando vi meu homem cair chorando aquilo me matou, pior que mil espadadas na cabeça. Daryl chorava ao ver o corpo de Merle entrando em decoposição por conta do vírus.
– Daryl... — murmurei chocada, levando as mãos na boca.
Eles começaram a lutar entre si, Daryl empurrava Daryl toda vez que Merle avançava. Até que, Daryl tira sua faca da cinta e a enterra na testa de Merle. Assim que ele saiu de cima do corpo do irmão, corri até ele me ajoelhando e o abraçando com força.
5 dias depois
Estavamos prontos, era isso, iriamos ter uma guerra em breve e já estavamos armados. RIck planejou tudo friamente, disse que era para os mais novos se esconderem na floresta enquanto o resto cuidava do bando do Governador
Eu torço do fundo do meu coração para que Emily não estaja ao lado de Philip, que Andrea esteja bem, assim como Christopher.
Daryl desses dias para cá andou frio e grosseiro, não o culpo afinal ele perdeu seu irmão mais velho.
Ele não quer que eu lute, mas como já disse, essa decisão é minha. Ele está nervoso, não falamos muito nesses últimos dias.
Então, o rádio toca. Se aquele rádio tocasse era para que todos saíssem da prisão. Aquele era o alerta, Ben estava de vigia em Woodbury,na floresta encima de uma árvore observando, se Governador saísse com muitos carros e armas, ele tocaria o rádio.
Então os mais novos pegaram seus pertences e saíram da prisão, seguidos por Hershel. Quem estava nesse grupinho era Ashley, Carl, Annabelle, Beth, Judith, Andy e Taylor.
Carl e Ashley ficaram putos pois não podem participar do tiroteio, Ben também pois depois de uma semana e tantos dias ele se tocou que Emily foi embora/Que eu a expulsei.
Eu também fiquei irritada pois me contaram que no dia que voltei e Rick, Michonne, Carl e Ashley saíram, Ashley foi baleada.
Nos últimos dias passamos as tardes geladas assim, alguns discutindo, outros arrumando algo que já deviam ter arrumado e outros, bem, rezando.
O clima ficou tenso entre todos, principalmente entre Carl e Rick.
– Ele é só uma criança. – ouvi Glenn falar para Rick.
– Ele é só uma criança, vai esquecer. – Rick disse confiante.
– Ou apenas culpar você pelo resto da vida. – pensei e continuei a andar, deixando minhas coisas no porta malas de um carro.
Estávamos calmos, não corríamos, de Woodbury para cá são 45 minutos de carro, mesmo se corressem.
Alguns pontos da estrada estavam com muito entulho o que atrasava o percurso.
Colocando a mala no carro, pude ver Daryl sentado ao lado da moto de Merle. Me aproximei por trás, não sei se ele me viu mas sentiu minha presença.
– Sabe, Merle foi um bom homem. Mesmo não parecendo. – Daryl disse manhoso. Fiquei em silêncio por poucos segundos e pronunciei seu nome.
– Daryl. – foi tudo o que eu disse. Estiquei minha mão para ele, o mesmo tirou um pano de cima do colo e segurou a minha se levantando. – No final, tudo vai dar certo.
– Tem que dar. – Ele falou e me puxou para um abraço, beijando o topo da minha cabeça. – Você sabe que eu prefiro que você fique na floresta.
– Não vamos discutir sobre isso agora, Daryl.
– Mas Stefany, se algo acontecer... – o interrompi.
– Você me disse a cinco dias as trás que se algo acontecesse você iria até Deus para ficarmos juntos, então, de qual quer modo, ficaremos juntos. – falei apertando o abraço – Agora, vamos nos preparar.
– Eu te amo Stefany.
– Eu também te amo Daryl. — falei me afastando e indo para dentro do bloco de celas.
O plano era se vestir feito militar e atirar pela passarela quando eles voltassem do bloco de celas.
Não ficaríamos na torre, seria obvio que alguém estaria lá.
[...]
O primeiro carro foi ouvido, estavam chegando. Meu corpo estremeceu e eu coloquei a mão sobre a minha barriga.
Uma explosão forte fez meu corpo gelar, não era próxima mas também não era muito longe.
– O que foi isso? – Maggie perguntou.
– Eles devem ter explodido a torre. – disse me prensando contra a parede.
– Tudo bem Stefany? – Glenn perguntou me olhando.
– Sim, só estou nervosa. – murmurei e respirei fundo.
Tiros também eram ouvidos.
– Graças a deus não botamos ninguém na torre. – Maggie disse e eu e Glenn assentimos.
Tiros e mais tiros ecoaram, junto com uma segunda explosão.
– Para que tudo isso? – Maggie perguntou nervosa, estremecendo o corpo
– Estão matando os zumbis. – disse.
Em seguida dava para se ouvir o portão ser arrombado por um carro e o primeiro portão do bloco de celas ser puxado.
– Vão. – falei para os dois irem para a passarela. Fomos e fechamos a porta, ficamos abaixados na passarela.
Dava para ouvir os passos deles dentro da prisão, eram muitos passos, Governador recrutou muitas pessoas para esse ataque. O barulho da porta ecoou como um rangido.
– Conte 4 minutos. – Glenn disse.
[...]
E assim, quatro minutos se passaram sendo seguidos por gritos e o alarme da prisão surgindo.
– Cessem o fogo! – dava para ouvir o Governador gritando.
– Prontos? – perguntei e em seguida dava para ouvir os passos deles no pátio.
Gleen abaixou o capacete e colocou a cabeça para o lado de fora.
– FORA DAQUI! – ele berrou atirando, juntamente comigo e Maggie.
Vi Philip correr com Emily ao seu lado, parei de atirar no mesmo instante. Então, eles entraram no carro e todos deixaram a prisão.
– Conseguimos? – Maggie perguntou animada. – CONSEGUIMOS! – ela festejou.
– É! Conseguimos! – Glenn repetiu
Descemos da passarela e nos encontramos com os outros no pátio, mas precisamente Rick, Michonne, Carol e Daryl
– Conseguimos, expulsamos todos. – Rick disse olhando para o gramado que já continha alguns zumbis.
– Devíamos ir atrás deles. – Michonne disse
– Acabar com isso. – Daryl completou.
– Eles são só civis, se matarmos o Governador e contar a verdade para o resto, teremos a confiança deles. – falei – Eles são só moradores.
– Mas já acabou, não viram eles saindo? – Maggie perguntou.
– Eles podem se reagrupar. – Michonne continuou mais foi interrompida por Glenn
– Não podemos arriscar, ele não vai parar.
– Não podemos continuar assim. – Carol falou.
– Vamos levar a luta para Woodbury, dá ultima vez quase não deu para voltar. – Maggie disse
– Vamos ver os outros. – Rick falou.
[...]
– Então vamos de uma vez. – falei perdendo a paciência com a discussão de quem iria.
– Fiquem aqui. – Rick falou.
– Quando vocês vão perceber que não somos crianças? – Ashley falou furiosa entrando no bloco de celas, seguida por Carl.
Daryl já estava em cima de sua moto, me sentei atrás e segurei em seu ombro, ele deu partida e saímos.
[...]
Depois de uns 30 minutos achamos dois carros parados, aqueles usados no ataque. Muitos corpos de zumbis também estavam a vista, juntos com zumbis comendo.
Michonne deu um jeito neles com sua katana,
– Eles são moradores de Woodbury. – falei observando um dos zumbis. – Que merda aconteceu aqui?
Vi Daryl tomar um susto pois uma mulher apareceu no vidro, Rick levantou sua arma para ela.
Daryl abriu a porta e ela saiu com as mãos para cima.
– Que merda aconteceu aqui? – perguntei reconhecendo seu rosto, era Karen.
– Governador enlouqueceu, matou todos. – ela disse.
[...]
Estávamos escondidos atrás de um carro enquanto a Karen e um homem dialogavam. Eles nos viram, por isso estávamos lá.
– Cadê o Governador? – o homem berrou.
– Ele atirou em todo mundo e depois fugiu! – ela disse. – Matou todos.
– Por que está com eles? – ele continuou
– Eles me salvaram – ela disse.
– Vamos sair! – Rick disse e saiu com as mãos atadas, seguido por mim, Daryl e Michonne.
O portão foi aberto, entramos e em seguida o fecharam.
– Por que estão aqui? – ele perguntou, esse cara estava na prisão antes. Eu me lembro dele.
– Vínhamos aqui para acabar com isso. – Rick falou. – Me falaram que Andrea pulo o muro para ir até a prisão, ela não chegou lá. Ela pode estar aqui.
– Eu sei onde ela pode estar. – falei. – Vamos. – comecei a correr até o Galpão, no lugar onde prendíamos os intrusos, no mesmo lugar onde Maggie e Glenn ficaram.
– Governador prendia pessoas aqui? – Tyreese perguntou.
– Ele fazia mais do que isso. – Daryl respondeu.
Assim que entramos dava para ver sangue sair por debaixo de uma porta. Rick a abriu e vi o corpo de Milton, morto, no chão.
– Andrea. – Michonne falou se ajoelhando no chão, então a vi. Ela estava acabada.
Fui até Milton e o analisei. Ele não tinha mordidas, apenas seu rosto estava vermelha por murros que recebera e uma alicate que tinha em sua cabeça, vi que uma macha grande de sangue estava formada na sua camiseta, ele havia sido esfaqueado.
– Eu tentei impedi-los. – Andrea falou fui até ela, me ajoelhando ao seu lado e segurando sua mão.
– Você está queimando. – falei olhando em seus olhos. Ela se remexeu um pouco e afastou sua blusa, a tirando de perto do pescoço. Uma mordida media apareceu lá.
Entrei em estado de choque e não soube o que fazer, se chorava, se sentia raiva, medo, pavor.
– Judith, Carl, Ashley, Andy, o resto deles. – Andrea começou e Rick a interrompeu.
– Nós. O resto, de nós.
– Eles estão vivos? – Andrea continuou.
Rick olhou para Daryl e o mesmo se afastou um pouco.
Andrea sorriu fraco e disse para Michonne:
– Que bom que achou eles.
Michone já caia aos pedaços.
– Ninguém pode sobreviver sozinho agora. – Andrea falou.
– Eu nunca pude. – Daryl falou pondo uma mão em meu ombro.
– Stefany... – Andrea falou sorrindo para mim. – Milton, antes de morrer, me disse que você estava grávida. – ela falou e soltou um riso leve, eu não me mexi. – Meus parabéns. Estou muito feliz por você.
Eu cai aos pedaços ouvindo aquelas palavras, não pude deixar de chorar.
– Eu só queria que ninguém morresse. – Andrea continuou. — Posso fazer eu mesma?
– Não! – Michonne berrou.
– Ah, eu preciso. – Andrea murmurou – Enquanto ainda posso. Por favor.
Eu já chorava muito, assim como Michonne que já deixava lágrimas caírem soltas.
Rick e Andrea se olharam.
– Eu sei como a trava funciona. – ela falou. Rick tirou a arma e deu a ela. Andrea olhou para Michonne.
– Eu não vou a lugar algum. – Michonne falou.
– Eu tentei. – Andrea murmurou.
– É, tentou. – Rick falou e se levantou.
– Ei, Stefany, vamos. – Daryl sussurrou. – Acho melhor você não ver isso.
Eu não prestei atenção a aquilo que Daryl disse e abracei Andrea com força.
– Achei que não iria me abraçar nunca. – Ela falou retribuindo o abraço.
– Quando você chegar lá, diz aos outros que eu sinto a falta deles. – falei chorando ainda mais.
– Eu não vou para aquele lugar Stefany.
– Você vai sim Andrea, o céu te aguarda. – me soltei dela e a olhei.
Daryl pegou no meu braço e me ajudou a levantar, continuei chorando do lado de fora na sala. Daryl me abraçava, enquanto as lágrimas saiam.
Um estrondo fez com que eu parasse e o barulho da bala caindo no chão fez com que eu apertasse ainda mais Daryl.
[...]
Já estava amanhecendo quando estávamos voltando para a prisão, estávamos com mais pessoas. Governador deixou as crianças e os idosos para morrer, ele sabia que muitos iriam morrer nessa guerra.
Conseguimos mais comida, munição, pessoas e alguns cães também, para a minha felicidade achei alguém muito especial.
Eu dirigia o ônibus escolar que transportava a carga nova. O pessoal da prisão foi aparecendo, alguns estranharam o ônibus, outras sorriram ao vê-lo.
Desci do ônibus por último, segurando os cães por uma única coleira. Vi de longe Annabelle procurar a origem do som, até ela me encontrar.
– Spock? – Annabelle perguntou alegre sentindo um cão se enroscar em suas pernas, ela se abaixou e acariciou o animal. – Spock. – ela falou com alegria e abraçou aquela bola de pelos. – Ele estava lá em Woodbury?
– Estava, ele estava com uma das famílias de lá. – falei soltando o resto dos animais.
– O que eles é tudo isso? – Ashley veio até mim perguntar.
– Eles vão se juntar a nós. – respondi.
– E Governador?
– Ele matou todos que vieram nos atacar, Karen foi a única sobrevivente. Fomos para Woodbury acabar com isso e encontramo-los, sozinho. Deixados para morrer.
Uma semana depois
Sendo a única pessoa grávida no momento, eu me sentia um pouco excluída. E quando precisava falar comigo mesma e para não parecer idiota, pegava um dos rádios que encontrei em Woodbury e o liguava, colocando em uma estação qual quer.
Eu estava sentada no pátio, em cima de uma das mesas.
– Eu não sei se você sabe o meu nome. Não sei se você sabe a minha idade, o nome dos meus irmãos, o nome dos meus pais. Não sei quem é você que ouve isso, e não sei se há alguém ouvindo isso agora. Eu só quero agradecer por poder me ouvir durante esse tempo, por poder me entender. Mesmo você não falando comigo, eu sabia o que tinha que fazer e como agir. Eu só quero agradecer por me acompanhar. – dei uma pausa. – Eu não sei o seu nome, a sua idade e o seu sexo. Mas sei que você está ai. Ouvindo isso. Meu nome é Stefany Michaelis Collins, tenho 25 anos e meus pais são Albert e Lily. Eu vivo em um mundo pós apocalíptico com um grupo variado de pessoas. Temos comida, armas, medicamentos. Estamos poderosos agora, estávamos piores por causa de uma batalha que tivemos há alguns dias. Essa não vai ser a última vez que vou falar com você, eu vou voltar. Um dia. Vou dar uma pausa com isso, me concentrar na minha nova família. Essa pausa vai ser por um tempo indeterminado, não é que eu não goste de falar com você, é que, eu tenho que me concentrar nesse mundo, cada dia que se passa uma pessoa é morta e um zumbi volta a vida. Bom, acho que é isso. Cambio Final.
Desliguei o rádio com um aperto no coração, estava certo com tudo isso, preciso me concentrar com o grupo, não posso me excluir deles toda vez que tenho a necessidade de falar com esse rádio estúpido. Eu parei milhões de vezes essa semana para falar com ele.
– Alô? Stefany? Você ainda está ai? – ouvi o rádio tocar, no primeiro momento, me espantei. – Stefany querida, aqui é a sua mãe, Lily! Onde você está?
LEIAM AS NOTAS FINAIS! É MUITO IMPORTANTE!
Quero agradecer a Sonhadora que SEMPRE comentou nos capitulos, dando um apoio TOTAL a fic.
A Filha de Poseidon que também comenta sempre, recomendou a fic! Muito linda você.
A Meg e Sam que parou do nada de comentar mas também recomendou e dá muito apoio!
A Duda que começou a ler lá no Anime e veio parar aqui no Nyah!
A Perséfone outra leitora que me ajudou muito!
Quero agradecer a Tatyane, Universo WissiaP, a Letícia Salvatore, Mandy Reedus, EmilyBaroneMelo, Isa Horan, Thays, Amy Hucchi, Andressa.
São muitas pessoas a agradecer, mas eu só lembrei das que mais comentaram então, Obrigada pelo apoio, do fundo do meu coração gente! Você são um máximo!
Notas finais
O capitulo ficou um lixo, pq claro, sou eu que está escrevendo e pq a fic é minha e o ultimo capitulo tem que ser lixo. Mas eu PROMETO q na segunda temporada só capitulos fodas.
Quero agradecer a todos que leram a fic, quero agradecer de verdade, VOCÊS SÃO UNS AMORES ♥ Quando a segunda temporada for postada vcs serão avisadas! Obrigada mesmo, cambio final.
Sua autora, Heróina de All Star
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