Apocalipse
40 '' Esqueceu uma flecha ''
Notas iniciais
Boa Leitura e até lá em baixo!
Pov Stefany
Assim que desci do carro, uma lágrima boba escorreu sobre minha bochecha fria.
- Jason. – sussurrei cerrando o punho. – Sorry... – Outra lágrimas escorreu.
- Tudo bem? – Taylor perguntou, limpei as lágrimas rapidamente e olhei para ele.
- Sim! Só estou... Com saudades. – sorri fraco – Onde estão?
- Devem estar no bloco de celas, vamos lá. – Taylor disse colocando uma mão sobre meu ombro.
O acompanhei com passos lentos, apreciando a paisagem.
- Lá, faremos plantações. – Comentou Taylor, apontando para o gramado.
- Aqui não estava tomado? – perguntei indiferente.
- Quando cheguei aqui, já havia sido limpada.
- Algum ataque até agora? – Disse passando os dedos em alguns buracos de bala que estavam estampadas nas paredes cinza deprimente. – Tem muitos tiros nessas paredes.
- Ouve um acidente, um sobrevivente, ou melhor, um detento ligou os alarmes e abriu os portões.
- Alguém morreu? – Mordi meu lábio inferior.
- T-Dog, ele foi mordido tentando fechar o portão, depois se sacrificou para salvar Carol. Ele morreu sendo um herói. A Esposa de Rick se me lembro bem, Lori, ela morreu dando a luz a uma menina.
- Carl está bem?
- Bem até de mais, sabe, não são todos que atiram na própria mãe e ficam que nem ele.
- Ele fez o que?
- Ele estava com a Ashley e a Maggie, fugindo dos zumbis, no mesmo dia desse acidente. Eles se trancaram e Lori estava para dar a luz, Maggie fez o parto e Carl atirou nela.
Não respondi, ou expressei algo. Eu apenas continuei andando.
Continuei a seguir Taylor silenciosamente. Senti frio na barriga assim que chegamos a uma porta vermelha, Taylor a abriu e adentramos a prisão.
Mesas redondas, cinza medianas, deixavam o ar deprimente. As paredes da mesma cor que o chão e as mesas não ajudavam. A única cor que havia ali era as roupas dentro de uma bacia e as faixas dos enlatados.
- Bloco de celas C? – perguntei alguns segundos depois, observando a placa branca e azul com um ‘‘ C ‘‘ no meio
— É. – Taylor respondeu – Anne! Pode vir aqui na cozinha por favor?
- Taylor, eu não sei se percebeu, mas aquele homem que eu quase acertei com uma flecha é o homem que... que... ah... estrupou a sua irmã. – Disse sendo o mais cuidadosa possível.
- O irmão de Daryl? – Taylor sussurrou – FOI AQUELE FILHO DA PUTA?
- Foi. Achei que tinha percebido, por isso não falei antes.
- Eu vou atrás daquele desgraçado.
- Não. – O segurei pelo braço – Deixa isso comigo, se ele voltar ou nos encontrarmos novamente, eu vou cuidar disso.
- Me chamou? – Ouvi a voz doce e calma de Annabelle, me deixando menos tensa.
Anne apareceu, andando levemente, colocando as mãos na parede para se locomover. Taylor a ajudou, segurando-lhe a mão e a puxando até mim.
- Quem está aqui Taylor? – Anne se perguntou a alguns passos de mim.
- Coloque as mãos em seu rosto. – Taylor disse levando uma das mãos de Anne até o meu rosto.
Anne colocou sua mãos quentes em minha bochecha e a passando delicadamente, vi ela sorrir de orelha a orelha.
- Stefany. – Ela disse sorridente, deixando o ar mais alegre.
Sem dizer nada, puxei Anne para os meus braços. A abraçando forte.
- Me desculpe Anne. – Disse chorando.
- Você não sabia... – ela disse e eu a interrompi.
- Mesmo assim! Eu fui tola ao deixar eles prenderem você e os outros, isso não se faz.
- Tudo bem. – Ela disse passando as mãos pelos meus cabelos. – Andy sente sua falta.
- Eu sei, também sinto a falta dele. De todos. – Disse a soltando, ela sorriu e me guiou até dentro do bloco de celas.
- Andy, quero que você veja alguém! – Anne disse sorridente, fazendo todos, TODOS, saírem de suas celas. O bando de curiosos! – Andy, você sabe quem é esse moça? – Anne perguntou assim que pegou Andy no colo.
- Ela não me é estranha! – Ele disse todo fofo, fazendo uma careta. Andy foi posto no chão e ele veio até mim. – Ela parece com a tia Sté! Só que ela tem cabelo ‘’ cumpido’’. – Eu sorri ao vê-lo falar as palavras errado. – Tia Sté! – Ele disse sorridente e me abraçou apertado, o peguei no colo e o apertei.
- Onde você estava? – Ele disse tirando a cabeça de meu ombro. – Você demorou para chegar! Vem ver a Judith, vem! – Ele disse rapidamente rápido, me embaralhando e me puxando pela mão.
Olhei em volta, vendo as pessoas me olhando estranho, como se não me reconhecesse.
Não é pra menos! – Disse minha consciência.
CARALHO! TENHO QUE ATURAR A MIM MESMA AGORA!
- Stefany... – Disse Carol vindo até mim de braços abertos, a abracei com força. – O que houve com seu cabelo?
- Longa história, depois explico para todos o que aconteceu. – Disse a soltando e olhando para Hershel. – Hershel, Deus, o que aconteceu com sua perna?
- Eu fui mordido. – Hershel disse andando até mim de muletas.
- Você que a cortou? – perguntei.
- Não, Rick a cortou. Ele salvou a minha vida. – Ele disse me abraçando.
- Ele salvou a de todos aqui.
- Tem razão. – Ele disse nos soltando.
[...]
Logo que abracei e revi todos, comecei a Ajudar Carol com o almoço.
- Você está bem com tudo isso? – Carol perguntou. – Com a partida de Daryl.
- Por que deveria estar mal? – perguntei confusa.
- Oras, vocês estavam juntos a tempos atrás...
- Estávamos? – perguntei parando de fazer o que estava fazendo. – Eu não me lembro de nada disso.
- Você não se lembra dele?
- Se eu tento, minha mente entra em ‘’ panî ‘’ e fico com uma forte dor de cabeça, por isso tento não lembrar.
- Quem dera eu pudesse esquecer das coisas.
- Não peça isso Carol, ok? – Disse a abraçando – Pode ser forçado que nem eu.
- O que aconteceu com você Stefany?
- Merle, o irmão de Daryl, ele e o Governador planejaram me capturar, me acertaram com uma pá e cortaram meu cabelo. Acordei sem a memória.
- Merle? – Ela perguntou pasma. – Ele está vivo?
- Vivíssimo. Mais não por muito tempo. – Disse a soltando. – Vamos terminar com isso.
Logo, terminamos e servimos a gororoba que Carol mandou preparar.
Estávamos todos sentados nas mesas redondas deprimentes, dois detentos e mais uns quatro sobreviventes que eu não conheço também nos acompanhavam.
Todos comiam em silêncio.
- Você não disse o que aconteceu com você. – Beth disse puxando o assunto. – Por que sumiu por tanto tempo? Não nos procurou?
- Eu estava sozinha Beth, como queria que os procurassem? Aquela noite eu estava atordoada, com medo, eu não sabia o que fazer e quando soube eu corri o máximo de pude.
Pov Narrador
Dita essas palavras, Stefany começou a contar a todos como foi que parou em Woodbury e o que combinou com Governador.
Enquanto isso, com os irmãos Dixon.
Eles andavam em silêncio, até que Merle Para, para se aliviar.
- Não tem nenhum esquilo aqui, só moscas. – Disse Daryl.
- Espere e verá irmãozinho, um esquilo irá aparecer. – Falou Merle.
- Mesmo assim é muito pouco. – Daryl continuou
- Melhor do que nada.
- Acho que devíamos parar naquela casa que vimos na estrada.
- É isso que seus amigos lhe ensinaram, Hum? A procurar por migalhas?
- Agente já está caçando a horas, que tal acharmos um rancho e pescarmos um pouco?- Daryl tentou mudar de assunto.
- Acho que está tentando me levar para as estradas. Para aquela prisão.
- Tem abrigo, comida, privada para mijar. Acho que não é uma má idéia.
- Para você talvez, para mim não vai ser fácil.
- Vão acabar se acostumando.
- Estão todos mortos, não faz diferença.
Daryl ouviu algumas palavras de Merle em silêncio, irritado.
- Vamos pescar. – Merle finalizou. – Anda.
[...]
Eles ficaram algum tempo andando, o sol ainda de pé facilitava os irmãos em sua locomoção.
- Agente não foi tão para o Oeste, tem um rio ali. Yellow Jacket. – Disse Daryl com sua besta nas mãos.
- Bateu a cabeça? Não estamos nem perto do Yellow – Disse Merle com seu tom grosseiro.
- Não fomos para o oeste fomos mais para o sul, é o que eu acho.
- Sabe o que eu acho? Eu posso ter perdido a mão, mas você é que perdeu o senso de direção. – Merle disse ironizando. – Quer apostar?
- Apostar o que? Estamos lisos. – Daryl disse. – Por que tudo tem que ser uma competição para você?
- Calma maninho, só estou tentando me divertir um pouco. Não precisa ficar todo irritadinho.
- Ouviu isso? – Daryl disse parando de andar.
- É os animais ficando bravos.
- É um bebê.
- Ah, qualé, por que não mija no meu ouvido e diz que tá chovendo? É só o som de um casal de guaxinins fazendo um amor bem gostoso. Entende o que digo? – Merle riu maliciosamente.
Enquanto isso, Daryl já o havia passado e se aproximado do riu.
Logo a frente, uma ponte com zumbis e um grupo de sobreviventes. Daryl começou a correr até a ponte.
- Ei! Perai! Eu não vou ajudar um casal de estranhos, é a minha política. Você devia fazer a mesma coisa! – Disse Merle tentando impedir Daryl.
Daryl e Merle correram até a ponte, ou melhor, Daryl correu e Merle protestou conta inúmeras vezes, fazendo birra e drama.
Até que, Daryl chegou e começou a acertar os zumbis com sua besta. Zumbi por zumbi foram ao chão. Um dos zumbis tentava entrar no carro pelo porta malas, Daryl o puxou e fechou o porta malas em seu cérebro, jorrando sangue para todos os cantos.
A mulher dentro do carro, que segurava o indefeso bebê, chorava e dizia que tudo ficaria bem.
( Tradução: Tudo vai ficar bem )
- Si tocas a mi mujer,voy a matar! – Disse o Chicano.
( Tradução: Se tocar em minha esposa, eu vou matar você! )
- Só to tentando ajudar! – Disse Daryl.
- No te entiendo! – Bradou o Chicano.
(Tradução: Eu não te entendo!)
Assim, todos os zumbis foram mortos.
Merle, aproveitando a situação e com seus ensinamentos de Woodbury. Se aproximou do carro dos Chicanos e começou a mexer em suas tralhas.
Daryl vegetava. Até que, percebeu o que seu irmão fazia. Daryl encostou a ponta da besta na costa de seu irmão.
- Sai do carro. – Disse Daryl ainda com a besta em pé.
- Com certeza não ta falando comigo, não é? – Disse Merle.
- Entra no seu carro e dá o fora daqui. – Daryl disse ao homem. – VAI! ENTRA NO CARRO! – Só berrando os homens compreenderam e entraram no carro.
Merle se virou, olhando Daryl apontar a besta para seu rosto.
O mesmo se levantou calmamente.
Assim, o carro vermelho dos Chicanos partiu. Merle olhava irritado para Daryl. Daryl tirou sua besta do rosto de seu irmão e andou até sua sacola de coisas. Ele a pegou e começou a andar.
- Esqueceu uma flecha. – Merle disse alguns instantes depois. A flecha que Merle segurava, era de madeira, já quebradiça, sua pena tinha detalhes rosa com branco e preto, com as Iniciais ‘’SMC’’- Que gay. – Daryl olhou para Merle raivoso, andou até o irmão e arrancou-lhe a flecha de suas mãos. – O que foi irmãozinho? – Sem resposta. Merle bufou derrotado e acompanhou seu irmão.
Depois de alguns minutos andando, Merle puxa novamente intriga.
- O que deu de apontar essa coisa para mim? – Merle perguntou raivoso.
- Estavam com medo, cara. – Daryl disse ainda andando.
- Eles foram grosseiros, isso sim. Grosseiros e nos devem muita gratidão!
- Não devem nada para agente.
- Você faz isso em troca de que? Bom dado no coração? Um pedaço do paraíso? Mesmo sabendo que pode morrer com isso? Isso que sua namoradinha ensinou para você? Que o xerifinho Rick ensinou para você?
- Tinha um bebê! – Daryl disse parando de andar e enfrentando seu irmão.
- E se não tivesse? Deixaria eles para os bichos então?
- Mano, eu voltei por você! Você não tava lá! Eu não te algemei também, você fez isso. Bem antes deles te prenderem no telhado! Você pediu por isso! Você também não mudou nada não é? Você estrupou uma garota de 15 anos, além de seqüestrar uma mulher.
- Quer saber? – Merle disse mudando de assunto – Você e aquele xerifinho estão assim agora. – Merle cruzou os dedos. – Aposto tudo que você quiser, que tínhamos planos de roubar aquele acampamento.
- Não aconteceu.
- É, não mesmo! Por que eu não tava lá para te ajudar.
- Como quando éramos crianças? Quem deixou quem?
- COMO É? – Ah esse ponto, ambos gritavam e explodiam de raiva. – FOI POR ISSO QUE PERDI A MINHA MÃO?
- VOCÊ PERDEU A MÃO PORQUE É UM DESGRAÇADO. – Daryl bateu o pé e tentou se afastar de Merle, porem Merle o pegou pela blusa o empurrando e a rasgando.
Merle olhou pasmo as costas de seu irmão, o mesmo ajeitava os trapos em sua costa.
- Eu... é... não sabia que ele. – Merle gaguejava, ainda pasmo.
- É ele fez. – Daryl disse ajeitando a mochila. – Fez o mesmo com você. Por isso foi embora primeiro.
- Ah, eu tive que ir cara, se não teria o matado. – Daryl se levantou e começou a andar. – Por que ficou bravo quando eu falei que aquela flecha rosa era Gay?
- Não é da sua conta.
- Foi ela que te deu?
- Ela quem? – Daryl perguntou indiferente.
- Não se faça de idiota maninho, a loira, morena, sei lá o que aquela idiota era. Aquela loira que tentou me matar mais cedo.
- Eu nunca a vi antes.
- Como não seu lerdo? Ela estava no acampamento a meses atrás, ela é a Stefany. Eu a seqüestrei, eu mesmo a vi antes. Ela é a Stefany.
Daryl parou.
- Como é?
- Caralho Daryl! É A STEFANY PORRA, ANDOU FUMANDO O QUE?
Daryl olhou ao redor por alguns segundos. Seu coração disparou e começou a andar para longe de Merle.
- Aonde você vai?
- Para o meu lugar. – Daryl respondeu desacelerando os passos.
- Não posso ir com você. Eu tentei matar aquela Negra Vadia, A Loira Puta da Stefany está tentando me matar, tirando a garota sem sal que eu me aproveitei. Rick não vai querer eu lá. Eu quase matei aquele garoto chinês.
- Não xingue a minha família. – Daryl deu mais um passo – Ele é coreano.
- Tanto faz. – Merle deu de ombros. – Não importa cara, eu não posso ir com você.
- Quer saber? Eu posso estar indo embora, mas é você que esta amarelando... De novo.
Merle olhou para os lados e começou a pensar.
- Merda. – Disse Merle tentando alcançar o irmão.
Pov Stefany
Passei o resto do tempo dormindo. A tempos não durmo assim, bem. Sem medo.
Estou sozinha em uma cela, legal não? Mais isso para mim é um grande foda-se dês deque me deixem dormir.
Ouvi passos se aproximando da minha cela e um leve choro de bebê. Eu ainda não vi a filha de Rick, ela estava dormindo então quis deixar assim.
Uma leve canção soou pela cela, deixando um ar calmo.
‘’ Good night,
(Boa noite)
Beautiful girl,
(Linda menina)
Sleep well.
(Durma bem )
Sweet dreams come to you,
(Sonhos doces venham pra você)
Sweet dreams all night "...
(Sonhos doces por toda noite)
Um chorinho leve veio em seguida, me levantei. E passei pela porta da cela, onde Beth fazia o bebê arrotar, seguido de um risinho.
- Ei. – Disse baixinho olhando para ambas.
Beth olhou para mim e sorriu, veio até mim.
- Você ainda não a viu. – Ela disse ajeitando a bebê em seu colo. – Ela tem os olhos da mãe.
- Estou vendo. – Disse acariciando o rosto da pequenina. – Você já quis ter filho Beth?
- É o meu sonho, sabe? – Ela riu de leve me entregando a bebê. – Sempre quis, amo crianças, bebês.
- Você leva jeito com elas. – Disse balançando levemente a bebê em meus braços – O nome dela é Judith, não?
- É sim, Carl que escolheu.
- Um nome bonito. – Disse a entregando para Beth, qual quer coisa, estou no pátio.
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Se quiserem saber por que demorei para postar ou quando vou postar o próximo, leiam as notas finas, se não até o próximo capitulo!
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