Aphrodisiac
1 Capítulo Único
Notas iniciais
O dia estava infernalmente quente em Magnólia.
Gray suspirou, enquanto suor brotava da sua pele.
– Deus, eu estou derretendo — disse Loke se abanando, e notou que em algum momento suas roupas haviam sumido.
Um calção foi atirado contra o seu rosto.
– Vista algo, pervertido congelado — disse Natsu em um tom repugnado — Isso é uma guilda, não um clube de strippers!
– Você pelo menos sabe o que é isso? — perguntou Gray enquanto vestia a peça de roupa lhe oferecida.
Natsu soltou um rosnido a contragosto.
– Não — disse ele dando os ombros, antes de se virar para o balcão — Mira-san, eu estou com fome, já...
– Um espetinho de fogo para você — disse ela colocando comida na frente do mago antes que ele tivesse cria — E Happy... acabaram os peixes.
O gato caiu do ar.
– Queeee? Como uma tragédia dessas foi acontecer? — disse ele horrorizado.
– Vamos, Vamos, não seja tão dramático — disse ela dando um afago entre as orelhas do Exceed e lhe entregar um maço de Jewells — Vá comprar alguns peixes para você, e traga também algum sorvete, os nossos magos em estado de derretimento logo vão acabar com o estoque.
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Happy já carregava vários quilos de peixe de volta para a guilda quando se lembrou do sorvete. E que Mira provavelmente o fritaria com isca de peixe se voltasse sem o que ela pediu.
– É melhor não arriscar — murmurou ele enquanto procurava por algum estabelecimento onde parecesse possível haver sorvete. Um bar sombrio com um crânio bovino com chifres pendurado acima da porta lhe parecia promissor.
Ele entrou voando pelas portas de empurrar, e viu um lugar quase vazia e de iluminação da porta. As únicas vivas almas visíveis era um gordo vendedor e um mago que bebia algo junto ao balcão.
– Yo! Vocês por acaso tem sorvete? — perguntou ele com naturalidade , fazendo o gordo franzir a testa.
– Isso daqui parece uma doceria?
– Aye! Uma esquisita, mas vocês homens não somos bons decoradores — disse Happy torcendo o bigode em um tom altivo — Gatos tem o talento natural para isso. Eu recomendaria bandeira com peixes nas paredes.
O vendedor abriu a boca, mas o cliente riu.
– Não seja sovina, Crag, venda um pouco de sorvete para o gato — o mago era um jovem esbelto usando uma armadura negra eque tinha os cabelos em uma profusão espetada de cinza, branco e negro, e usava também um tapa olho — Eu acho que ele poderia apreciar o especial. É só para você, pequeno colega peludo?
– Não, é para a minha guilda também, a Fairy Tail — disse ele, e o homem apenas deu um leve aceno, antes de voltar a falar com o vendedor.
– Uns caras barulhentos, aqueles, ou eram a 7 anos atrás — comentou ele com casualidade — Venda logo.
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– Voltei — anunciou Happy, mas nenhum dos magos letárgicos pelo calor se dignou a levantar a cabeça, até ele pronunciar a seguinte frase — O orçamento estava escasso, mas eu trouxe um pote de sorv...
De repente, vários magos saltavam naquela direção, mas Gray foi o mais rápido.
– Ice Make: Wall — uma parede de gelo subitamente deteu os outros atacantes — Happy, seja um bom Exceed e passe esse pote para cá.
O gato passou um dos pequenos potes para Gray, que virou garganta abaixo em segundos, sentido apenas de relance um sabor de frutas exóticas. A substância gelada em seu estomago teve um efeito agradável.
Depois de parcialmente refrescado, ele voltou á sua mesa, e continuou a se dedicar ao ócio.
Mas depois de um tempo, Gray começou a se sentir estranho.
Por algum motivo, ele começou a sentir o coração estranhamente acelerado a outras reação físicas por olhar coisas corriqueiras como: A Cana em seu tope curto e sentada de maneira desleixada, os seios de Mira saltitando dentro do seu vestido enquanto ela trabalhava...não, ele precisava desviar a sua atenção.
Seus olhos pousaram em Juvia que... estava chupando um daqueles doces de gelo(n/a: tem vários nomes em cada região, geladinho, xup-xup, sacolé, então deixei apenas como doce de gelo).
Aquilo o deixou semi- hipnotizado.
“Não fique olhando e imaginando isso” disse ele enquanto a bonita maga de água chupava aquele doce, e pior que isso, fazia sons de sucção.
Gray bateu com a cabeça na mesa, apenas para tentar se distrair. Aquilo só piorou a situação, chamando atenção para si.
– Você esta bem Gray? — perguntou Mirajane em seu tom maternal, para o mago que estava ficando vermelho como uma romã.
– Completamente — garantiu ele tentando esvaziar a mente. Para o seu terror, Juvia estava se aproximando.
– Você está bem, Gray-sama? — perguntou ela enquanto Gray puxava a mesa mais para perto de si , para esconder a tenda em que se transformava — A Juvia ficou preocupada, você parece perturbado.
– Eu estou bem — disse ele forçando um sorriso, enquanto a maga sentava-se ao seu lado no banco.
Gray se limitou a ficar encarando a mesa na sua frente, enquanto mais sons sugestivos escapavam dos lábios de Juvia. Seus olhos o desobedeceram e de alguma maneira, ele acabou encarando ela.
– O que foi, Gray-sama? — perguntou Juvia com as bochechas rosadas, tirando seu pirulito de gelo da boca.
– Seu rosto... — ele se viu falando, então só pode continuar — É bonito.
Juvia deu um sorriso tão largo que Gray temeu que o rosto dela fosse trincar.
– A-a Juvia está lisonjeada — disse ela assumindo o rosa berrante, e sem saber o que falar, voltou ao seu doce.
Gray resolveu prestar atenção no teto, enquanto os lábios de Juvia rodeavam e deslizavam, produzindo ruídos... aquilo era torturante.
Até que finalmente o maldito pedaço de gelo adocicado acabou, ao se quebrar de tão liso.
– Acabou — disse ela olhando para os últimos fragmentos nos dedos — A Juvia vai buscar outro.
Um som de desespero escapou da garganta de Gray.
Elfman passava por ali, se abanando com um másculo leque colossal, e notou a expressão de Gray.
– Gray, o que houve?
– Meu corpo decidiu ter um dia de pervertido e a garota que eu gosto está fazendo coisas sugestivas com um pirulito — descarregou ele. A verdade é que ele gostava da Juvia, mas achou por bem não revelar aquilo até que o fanatismo louco dela esfriasse um pouco — Conselhos?
– Aja como um homem — sugeriu Elfman, seguindo seu caminho.
Juvia voltava com seu segundo doce, o que fez Gray tomar medidas drásticas.
– Ei Juvia — disse ele se levantando — Você por acaso não quer... dar uma volta, treinar, algo do tipo?
Os olhos de Juvia se transformaram em corações, enquanto ela se aproximou dele, as mãos juntas um largo sorriso. Ela estava tendo mais uma crise de imaginação.
– Oh, Gray-sama, que coisa mais... — isso foi até ela chegar perto demais, e seu quadria roçar em seu corpo. Aquilo trouxesse a gagueira e a vermelhidão de volta — Gray-sama... isso é o seu cinto?
Gray orou por uma desculpa plausível. Para onde haviam ido a suas calças?
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Enquanto lhe trazia mais uma bebida, o vendedor perguntou:
– Por que você teve que abrir essa sua boca enorme — disse ele irritado — Aquele afrodisíaco é caro!
– Ah, por que não levar um pouco de diversão aquela guilda? E eu também sou um tanto endiabrado.
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