Aperfeiçoados

4 Sendo Bonzinho?


Notas iniciais
Esse capítulo não ficou muito bom gente me desculpem
bem-vinda nova leitora bdaysuits :)

Sentei na cama, encostei a cabeça nos joelhos e fiquei pensando nas coisas terríveis que poderiam fazer comigo, o pior é que ele tinha razão eu era mesmo frágil e impotente, estava sozinha e não sabia como poderia revidar a ele, mas acho que seria tola se eu o atacasse ele não estava sozinho, tinha o apoio dos outros policiais e do governo.

O que eu poderia fazer? O mínimo era colaborar com eles com que eu pudesse, e em troca pedir ou implorar (por mais que eu não goste disso) para que me deixassem viver. Como vim parar aqui? Tenho certeza que foi o médico que me atendeu que me entregou a eles. Aquele médico talvez tirou o chip de mim porque fez a dor parar,o que vão fazer comigo? Essa era a pergunta que eu mais temia a resposta.

A única coisa que posso fazer é sentar ou deitar e esperar. Ficar aqui sem fazer nada o tempo todo me irritava. Estava aprisionada, sem saber o que me aguardava, não sei o que eles esperavam ver pela mini câmera, já que eu não tinha nada para fazer.

Andei para um lado e outro, e quando cansei passei o resto do dia deitada, estava com fome, eles não me trouxeram comida e muito menos água, minha boca estava seca. Sentia-me mais perdida do que nunca. Ser livre é tão bom, pena que a liberdade não durou. Não tinha noção de que horas eram mais me senti sonolenta, e acabei dormindo.

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Acordei com o barulho da porta se abrindo, quem entrou dessa vez foi o médico que me atendeu no hospital, segurava uma bandeja prateada com café e pãezinhos de queijo, olhei-o com uma cara de interrogativa, mas ele não falou nada, ficou me olhando comer. Ele aparentava ter cerca de uns trinta e dois anos, era novo tinha a pele branca, tinha o cabelo castanho avermelhado e também tinha os olhos azuis, olhos que eram atentos a tudo. Não me parecia ser perigoso.

— Você tirou o chip de mim?-perguntei quase em um sussurro.

“Não”- ele me respondeu em minha mente.

“Porque me entregou pra policia?” — perguntei aflita. –“O que vão fazer comigo?”

“Eles querem respostas, te entreguei porque eu tive que fazer isso. Como conseguiu fazer com que o chip parasse de funcionar?”

“Porque eu te responderia? Você me entregou a esse pesadelo.”

“Justo. Desculpe-me, eu tive que fazer isso.”

“Cheguei ao hospital com uma dor enorme, como conseguiu fazer parar?”

“Segredo... Eu só quero saber como conseguiu deixar só uma parte ativada, conte-me.”

“Só porque trouxe uma coisa pra mim comer, não quer dizer que vou confiar em você.”

“Ok, não vou insistir, mais saiba que eles não vão ser gentis como eu fui.”- ele finalizou a conversa e saiu, levando a bandeja.

Fiquei mais assustada do que antes, mas ele me deixou intrigada, realmente ele tinha sido legal hoje, então isso me deixou confusa, que tipo de loucos eles são? O resto do dia foi como ontem, totalmente parado e se resumia a andar pelo quarto, tomar banho sem trocar de roupas, sentar e deitar. Concerteza eles estavam ocupados com outra coisa mais importante. Mais tarde, o cara que me mostrou seu distintivo, veio de novo.

— Gostando de ficar aqui?-ele me perguntou arrogante, continuei calada. –Ainda não quer falar? Agora você vai sair daqui.

Logo me mostrei mais animada, com esperanças de que ele estivesse falando a verdade. Então ele me algemou, e saímos dali com ele me puxando pelo braço, aquilo era completamente desconfortável. Seguimos por um corredor largo e comprido até chegarmos à outra sala que tinha uma espécie de janela de vidro. O médico estava lá dentro, havia uma poltrona cinza no meio da sala. As batidas do meu coração aceleravam então eles realmente me torturariam?

O policial me jogou bruscamente em cima da poltrona.

— Vamos tentar ser bonzinhos primeiro.

Ele me deu um tapa no lado esquerdo do meu rosto, o qual ficou dolorido por um certo tempo,isso o fez dar um largo sorriso gélido.

— Viu? Posso ser legal. –ele apoiou suas mãos no braço da poltrona, ficando cara a cara comigo.

— É melhor falar logo, enquanto estamos civilizados. Como desativou 90% do chip?

Percorri minhas lembranças de como lutei internamente comigo mesmo até conseguir achar uma brecha de falha no chip, a dor que eu sentia enquanto tentava desativá-lo era como se eu estivesse arrancando minha pele do meu corpo com minhas próprias mãos. O que me motivou? A solidão, os dias e mais dias que eu via as fotos familiares por toda minha casa, sorrisos por todos os porta retratos, eu queria sentir de novo, e o ódio, sim o ódio que ferveu por minhas veias quando assassinaram meus pais na minha frente.

Foram meses até eu consegui ter minha liberdade, antes do chip eu era uma humana plena e realizada com o que eu tinha, por isso não senti tanta necessidade de ser aperfeiçoada com um chip. Mas, os outros queriam sempre mais e mais, o bom não era o bastante tinha que ser o melhor. Mais um tapa desferido contra mim, me fez voltar à realidade. O que eu ia dizê-lo?Que foi só uma questão de persistência e tortura própria até conseguir parar de ser uma calculista e perfeccionista?

— Por agora são só tapas, daqui a alguns minutos pode e vai piorar. – ele me ameaçou, e eu sabia que essas palavras se concretizariam.

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Notas finais
Próximo capítulo ele não vai ser tão "bonzinho"
até mais
bj
O que acharam?