Notas iniciais
Esse capítulo demorou ser postado devido uns probleminhas com a internet,mas enfim agora esta aqui.

Boa Leitura!!!

Abri os olhos lentamente, encarei o teto por um momento até ter coragem para me levantar,quando fiquei sentada na cama me surpreendi com o que vi,era alguém deitado na outra cama. Aproximei-me nas pontas dos pés e me assustei quando ele se virou de frente para mim me dizendo um oi sem graça.

— Você?-era o mesmo rapaz que me beijou na galeria.

— Pois é.

— Onde estão os outros?

Ele me olhou como se fosse óbvio que não me contaria.

— Como te pegarão?-perguntei.

— Não sei ao certo, foi tudo tão rápido.

— Então bem vindo ao pré inferno.

— Porque pré?

— Porque inferno mesmo é na outra sala.

— Te torturaram?

— Tortura é pouco, eles vão direto a tua mente, você deve bloquear suas lembranças o máximo que conseguir, porque o médico vai tentar invadi-las.

— Que bom que falou.

— Prazer, sou Lorena. -me apresentei esperando que ele fizesse o mesmo.

— Rafael.

Ficamos sem ter nada o que fazer ou falar já que ele não confiava em mim. Jonathan veio, estava ainda mais pomposo do que antes com o seu sorriso de orgulho grudado nos lábios.

Algemou o rapaz, me lançou uma piscada de olho e saiu praticamente arrastando-o pelo corredor direto para o inferno. Encolhi-me na cama, sabendo o que aguardava ao rapaz, ouvi os gritos dele vindo da outra sala, tremi de medo, sabendo que depois seria minha vez.

Horas depois, Jonathan passou pela porta de ferro, jogou o garoto para dentro, sorriu satisfeito por me ver com medo.

— Se considere com sorte, hoje não tenho mais tempo para gastar com você. -ele disse apertando o meu queixo.

Quando Jonathan saiu, olhei para o garoto e ele estava em uma situação deplorável, seu corpo estava cheio de ferimentos, seus olhos roxos indicava que Jonathan o esmurrou por um bom tempo, também foi “bonzinho” com ele.

— Então eu pensei que estava preparado para o que viria depois que você me alertou, mas estava enganado. É bem pior. -ele abriu um sorriso amarelo.

Eu não sabia o que podia fazer muito menos o que podia falar, além de que nada disso poderia mudar o que foi feito. Ele ficava extremamente quieto no canto da cama, de vez em quando me encarava como se fosse falar alguma coisa, mas então desistia da ideia.

— Faz muito tempo que esta aqui?- por fim ele me perguntou, enquanto fitava a porta de ferro.

— Não muito, só alguns dias. Até quando acha que vamos ficar aqui?

— Até eles conseguirem o que quiserem e depois nos matam.

No fundo eu sabia que isso era o mais provável que aconteceria, mas parte de mim tem a esperança de sair daqui e viver em paz.

“Se fugirmos logo, temos chances de continuar vivendo”. -ele disse em minha mente.

“Por acaso tem algum plano?”

“Ainda estou pensando... eu queria conhecer o local melhor.”

“Por aqui só o que tem são várias curvas e longos corredores, o que confunde muito a cabeça da gente.”

Ele balançou a cabeça em sinal afirmativo concordando com o que eu disse. E continuou a pensar se mostrando cada vez mais ansioso e nervoso percorrendo seus olhos por cada canto da sala.

“Eu pensei que o tal médico era uma lenda. Só mais algum boato, que ouvi por ai.”-ele disse intrigado.

“Como assim?”-perguntei.

“Nunca ouviu falar sobre o Henrique?”

“Não, o que ele tem de especial?”

“Nada além dele ser o único do estado a saber tirar o chip, sem acarretar dano algum nas pessoas.”-ele falou irônico, debochando da minha cara.

“Como você sabe disso? E se for outro?”

“Minhas fontes são confiáveis. Mais pelo o que sei, ele nunca trairia a confiança dos federais.”

“O chip dele também não é ativado totalmente é?”

“Acho que não. Foi o pai dele que ensinou a tirar o chip.”

“Quem é o pai dele?”

“Parece que é um dos cientistas malucos que ajudaram a criar o chip e morreu de uma forma misteriosa, Henrique é tipo o filho prodígio que só trouxe orgulho à família dele.”

“E a mãe dele?”-perguntei cada vez mais curiosa sobre esse médico.

“Sumiu, ninguém sabe onde ela foi parar. O que dizem sobre ela, é que era louca. Estava em nossos planos tentar encontrá-la.”

“Porque não me fala das outras pessoas? É sua família?”

“Agora é. Quem sabe você não vai acabar vendo eles.”

Esse era um assunto muito delicado para ele não me falaria mesmo, não posso culpá-lo mais minha curiosidade era muito forte. Planos, o único que eu tinha era, ou melhor, não tinha mais estava tentando construir era de sair daqui enquanto estou inteira. Mais tarde quando o robô trouxe dois pratos daquela comida nada apetitosa, alguma coisa nos olhos de Rafael me fez perceber que ele tinha algumas hipóteses de como poderia sair daqui.

Notas finais
Espero que tenham gostado
Obrigada a todos que leram

reviews são bem vindos :)
bjs