Aperfeiçoados

5 Ameaça Concretizada


Notas iniciais
Boa Leitura!!
Também não ficou muito bom...Devido as correrias do dia a dia,mas vou me esforçar.

Espero que tenham tido um ótimo feriado e final de semana :)

Meu rosto estava ardendo, acho que devia estar roxo de tanto ele bater, mas eu não podia falar o que ele queria saber, mesmo que eu explicasse estava fora do entendimento de uma pessoa tão insensível como ele.

— Esse foi o modo fácil. –ele me lançou seu sorriso maléfico capaz de estremecer todo meu corpo. –Para uma pessoa fraca até que esta agüentando bem, minha querida. Quer saber o nome da pessoa que você deve ter medo?

Ele andou pela sala, com o seu olhar cortante sobre mim.

— Eu sou o Jonathan.

Percebi que o meu silêncio era o que mais o incomodava, então permanecerei calada por um bom tempo. Jonathan ficava perplexo esperando que eu falasse nem que fosse para reclamar, mais nada saia da minha boca, devido ao esforço que eu fazia para mantê-la fechada.

O médico fixou alguma coisa na lateral da minha cabeça, segurava o que parecia ser um controle na mão, por um momento vislumbrei em seus olhos um misto de raiva e incerteza. Então a dor igual a que senti quando cheguei ao hospital voltou, só que dessa vez estava bem mais forte, não consegui me conter, e gritos involuntários escaparam da minha boca, parecia com um curto circuito só que era mental, como se meu cérebro fosse dilacerado e os ossos e músculos do meu corpo estivessem se estilhaçando.

A única coisa que eu conseguia processar era a dor, e ouvia as risadas de satisfação de Jonathan reverberar pelo recinto. Ele é um monstro. Sangue escorria do meu nariz novamente, essa tortura mental era a pior de todas as situações a qual já passei. O que eu podia fazer?Nada. Ele não ia se dar por satisfeito se eu dissesse que passei meses torturando a mim própria até o chip parar de funcionar,ele não acreditaria.Então fiquei horas sofrendo essa mortificação.

Então a dor parou, Jonathan ficou na minha frente com uma garrafa de água.

— Aposto que deve estar com sede, desde ontem não bebe e depois de usar tanto a garganta com seus gritinhos, imagino que esteja sedenta. -segurava a garrafa bem perto de mim.

Depois que cheguei aqui tenho bloqueado meus pensamentos sobre água e comida, mas agora a vendo sinto a necessidade que tenho de bebê-la. Meu olhar me entregou, e ele achava isso mais um atrativo para o seu show de horrores. Minha boca estava tão seca que meus lábios grudavam um no outro.

— Peça que eu te dou. -sabia que era um blefe, então não precisei dizer nada.

Percebendo que eu não pediria, ele se irritou e fez um sinal para que o médico continuasse com a tortura. E se retirou da sala me avisando que já voltava.

— Porque ainda fica calada?- o médico me perguntou. -Eu sou o Henrique... E não queria estar fazendo isso com você. Sou um médico e não um torturador.

— Tem certeza que não?Porque o que esta fazendo é tortura. –revidei com um grande esforço para formular as palavras.

Ele ficou um pouco surpreso com minha voz, me olhou pesadamente e a dor voltou. Cenas da minha vida passavam pela minha mente, então notei que Henrique estava “sugando” as minhas lembranças, tentei impedi-lo, mas não consegui,estava passando por muita dor, meu autocontrole não estava presente. Tive que fazer um esforço extra, não consegui impedir, mas consegui interferir,as lembranças mais recentes a qual ele teria acesso,seria do começo do ano.Isso porque eu tinha ficado livre,senão ele teria acesso a tudo do primeiro segundo de funcionamento do chip até o último segundo em que me libertei.

O Jonathan voltou, parecia preocupado e nervoso.

— Acho que por hoje esta bom, ela vai continuar calada ao que tudo indica. -falou o Henrique.

— Pode ser, perdemos muito tempo nisso, quase o dia inteiro tinha esquecido aquele outro assunto que temos para resolver. -Jonathan falou perplexo.

— Algum problema?

— Não, sempre vamos ter tudo sobre controle. -Dessa vez notei insegurança na sua voz. -Vamos ver até quando vai ficar calada, podemos seguir com esse esquema por dias Lorena.

Quando ele disse meu nome fiquei enojada, o timbre da sua voz era um ácido. Puxou-me de modo que fiquei em pé e arrancou o troço que tinha na lateral da minha cabeça, me algemou novamente e praticamente me arrastou pelo longo corredor até a sala que eu estava antes com suas mãos firmes sob mim, como se estivesse pronto para me enforcar a qualquer momento.

Chegando à porta de ferro ele tirou as algemas e me jogou para dentro da sala, fechando a porta rapidamente. Olhei para meu pulso agora livre, me sentia fraca e tonta, fui até o banheiro e bebi água da torneira, só pensava em saciar a sede.

Depois de um tempo, alguém abriu a porta um robô entrou me trazendo um pouco de comida, olhei por sob os ombros do robô, tinha dois homens na porta pareciam ser seguranças, comi rápido mal sentia o gosto o importante era preencher o vazio do meu estômago.

As palavras de Jonathan ressoavam em minha mente “vamos ver até quando vai ficar calada, podemos seguir com esse esquema por dias”. Mais até quando eu podia agüentar?Meu corpo era forte mais emocionalmente sou fraca, tenho que pensar em como sair daqui, aqui é confuso parece um labirinto, não será fácil encontrar a saída.

Entreguei-me a exaustão que sentia apaguei a luz, deitei sem pensar em mais nada e fechei meus olhos, tinha que descansar o máximo que podia porque amanhã tem mais tormento. As ameaças de Jonathan não eram feitas em vão.

Notas finais
É isso até a próxima
bjs