Apenas você

7 Capítulo 7


Notas iniciais
Me desculpem pela demora, mas bem, eu to com o meu tempo relativamente diminuido pra escrever, e além do mais que esse foi difícil pra caramba! tipo 95% apenas de Mndy e Dave, eu fiz uns 4 caps diferentes, e acreditem esse foi o menos meloso e o que eu mais gostei, e eu espero que vocês também gostem, até porque o que tanto esperam está próximo. Não se esquecam de comentar.

´´ Sem poder, também há responsabilidade’’

Dizer que a vida não é bela as vezes faz sentido, as vezes não, olhando por um lado, havia bandidos, tráfico, drogas, prostituição, mercado negro, vilões, e olhando para o outro, tinha amigos, o sorriso de pessoas que receberam um tempo a mais de vida, ou que tiveram um problema resolvido, de ter amigos que pensam quase do mesmo jeito, ou até mesmo de se aventurar e depois poder falar que já fez aquilo.

Porque as vezes é inevitável entrar uma guerra quando se tem algo a perder, era ridículo pensar em como as coisas vem em seu tempo, como por exemplo, antes de Mindy chegar, a vida de Dave era quase solitária, passava a maioria dos feriados sozinhos, vendo as famílias se reunirem, desde que Marty foi para a faculdade, ele meio que se desligou do mundo, Todd estava ali com ele, mas isso não bastava.

Os problemas dele eram bandidos, bandidos e mais bandidos, dificilmente alguma coisa mais grande que um simples assalto, e agora, Hit-Girl voltou e de repente saem vilões extremamente perigosos de qualquer bueiro por aí, bem quando ele descobre que o que ele tem a perder é muito maior do que pensava, não sentia muita coisa além de amizade por Mindy, mas desde aquele beijo, desde que ela voltou, era como se um combo de sentimentos o invadisse, e isso o estava deixando enlouquecido, mas ao mesmo tempo esperançoso em ralação a isso.

Era exatamente no que ele estava pensando agora, enquanto estava deitado na neve igual a um retardado, estava fazendo um frio danado e ele ali de pijama grosso, já deveria se umas dez da manhã, o sol batia nas árvores cadavéricas, a neve já não estava mais tão perigosa como a uns dias atrás, mas sua pele agradecia pelo toque daquela coisa branca, talvez pelo motivo de estarem machucadas, o gélido escondia a dor entre os ossos e carne.

Seus olhos vidrados no nada, tentando de algum modo arrumar seus pensamentos em relação ao que estava acontecendo a sua vida, se não fosse por Bandaged, sua vida seria mais leve, ele também pensava no acidente, em como aquela mulher seguiria suas vidas, tentava não pensar no porque as pessoas não ajudavam, se não iria ficar perturbado. E também o mais importante, Mindy, ele havia percebido o que estava acontecendo entre eles, os abraços, a necessidade de tocar o outro mesmo que por um segundo, os olhares duvidosos que trocavam sem motivo algum, ou até mesmo quando ele a flagrava olhando para ele, e logo depois ela desviava, e vise e versa.

Já não fazia muitos dias desde sua última ocorrência, que lhe dera uma das piores experiências de sua vida, de relance lembrou do passado, de como tudo começou, como é que ele poderia saber que aquele jovem que usava óculos e era assaltado semanalmente pelos mesmos ladrões, um dia teria uma ideia de ser um super-herói, e que nem ao menos imaginava no que isso ia dar, é, já fazia uns 6 anos desde tudo aquilo, como ele saberia que iria a um patamar tão alto, a ponto de se tornar uma espécie de super soldado da vida real, a ponto de bater qualquer um que viesse a sua frente, aprender técnicas que nem os melhores lutadores de MMA sabiam que existiam, saber que tinha habilidade força e coragem para evitar assaltos a bancos, fazer coisas que nem mesmo a policia ou qualquer divisão muito bem treinada pudesse fazer. Saber que seria a inspiração de muitas pessoas, virasse assunto governamental, e que talvez pudesse mobilizar a américa ao seu lado, ele não ligava muito para os problemas de escala mundial, como os males do capitalismo, não diretamente. Era apenas uma pessoa que faria o bem, mesmo que de forma cruel, apenas resolver o que está errado, sem saber o motivo, apenas saber que não é certo, só isso.

Se lembrou da ideia que lhe passou em sua cabeça a uns tempos atrás, Mindy já estava recuperada, porque ele não a convidaria para sair fazer alguma coisa diferente? Até porque tudo que faziam era treinar, ficar em casa, e serem Kickass e Hit Girl.

Com isso em mente ele se levanta, pouco se importando com os focos de neve que provavelmente ficaram presos em seu cabelo, apenas entra na casa, de volta ao calor, e tentando esquecer das dores nos punhos.

Mindy, estava sentada em sua cama, lendo uma edição dos quadrinhos do Homem aranha, já havia escovado os dentes e lavado a cara, estava apenas descansando.

–Bom dia- a voz de Dave toma conta do ambiente e chega a ela profundamente, a fazendo se desligar por um segundo.

–Oi- ela responde de volta, dando um leve sorriso.

–Homem aranha? Legal, ei eu estava pensando em uma coisa- ele se senta na ponta da cama, olhando para cima, mas logo mirando a ela – Nós dois bem que podíamos passear hoje, sei lá, é que a gente só fica aqui, esquecemos que temos folga.

–Sei o que você quer dizer, eu aceito.

–Então, daqui a uma hora e meia está bem para você, a gente pode ir a uma cervejaria tradicional, não sei se você bebe.

–Claro né, só não gosto de exagerar, não faz bem.

–É eu sei, então, eu vou tomar uma banho, ou você quer ir primeiro?

–Eu vou terminar de ler essa edição aqui, então vai você primeiro- ela por algum motivo, sorri de canto.

–Ok- ele sai do quarto, indo ao banheiro.

Ela não ouviu muito o som do chuveiro, mas parou para pensar, qual seria o motivo real de convida-la para sair? Ela gostaria muito que fosse um motivo grandioso que ele pudesse estar, talvez, por mais idiota que seja que ela pensasse isso, que ele pudesse estar afim dela, ela não tentava aceitar de que ela queria que fosse isso, apenas pensava ‘’ não seja idiota, Mindy’’.

Ele tomou seu banho também pensando novamente nas coisas, terminou e rumou ao seu quarto, logo foi a vez de ela ir debaixo do chuveiro, lavou-se por completa, foi até seu quarto e abriu o guarda roupas, tentando achar uma roupa decente e quente.

O garoto colocou um tênis bom para andar na neve, uma calça marrom claro, uma blusa grossa negra, por cima uma camisa xadrez de botão branca e um vermelho bem escuro, e um casaco confortável preto, era os melhores que ele tinha, ficou esperando ali no sofá, ele não esperava que Mindy fosse demorar igual a outras garotas, talvez para secar o cabelo, obviamente secar o cabelo, pelo barulho era o que ela estava fazendo.

Depois de um tempo ouviu-a descendo as escadas, quando virou a cara para vê-la, quase caiu para trás, ela usava uma touca, seus cabelos saiam pelos lados caiam sobre o sobretudo preto feminino que usava, possuía uma maquiagem discreta, e botas pretas, ele sinceramente não sabe de onde ela tirou aquelas roupas, e muito menos que sua beleza poderia ser superior ao que já era. Alias, todo dia ele se perguntava isso.

–Nossa- ele ficou meio norteado, mas agitou a cabeça- Você tá sensacional, pensei que não poderia ficar mais bela do que já era- ele a observou de cima abaixo, logo de pois se tocando do que disse, mas depois fez de conta de que nem havia percebido, porém os olhos dela se arregalaram, até abaixou a cabeça, ficou movendo sua mandíbula para os lados e mordia um pouco os lábios.

–Obrigada.

Dave trancou a porta, e por fim saíram andando, o frio se tornou gostoso, ainda mais porque eles não o sentiam em exagero, apenas o necessário, a neve parecia estar mais branco que o normal, e o sol meio laranja já tomava conta um pouco das coisas, as nuvens escondiam a maior parte do brilho. Já andaram meio que sem rumo, mas Dave tinha uma cervejaria em mente, um lugar confortável, bonito, e perfeito para o frio, várias pessoas iam lá para passar o tédio, mas não era tão movimentado.

Ficava a uma meia hora de a pé, e o caminho até lá era particularmente bonito, ainda mais agora que era dezembro, e obviamente, o natal estava chegando, as árvores estava brilhando, as luzes amarelas enfeitavam tudo, mesmo próximas a serem apagadas devido ao horário, dava a pouca impressão de que estava escurecendo, e do lado, apenas uma grade os separava do mar, que passava por ali, parecia um rio, do outro lado não muito distante também havia cidade, por todos os lados, os bacos pareciam erguer vapor.

–Hoje o dia está bom, não acha?- Ele tenta puxar assunto.

–Sim, e eles ainda não apagaram as luzes das arvores, que estranho- ela observou.

–Deve ser porque ainda está um pouco escuro, mesmo com o sol.

–E posso saber a onde está me levando?

–É uma cervejaria tradicional da cidade, você vai gostar.

–Nunca fui de tomar cerveja, mas espero que eu goste então.

–Não é só cerveja que tem lá, e eu também não sou muito de tomar, só raramente.

–E aqueles vidros lá na sua geladeira?- e o olhou com uma cara de superioridade.

–É pra quem visita, o Todd gosta, e outros também, você já viu que desde que você chegou eu não tomei nenhuma.

–É, você parece dizer a verdade.

–Ah mas essas cervejas dali são as melhores, eles fazem umas coisas legais, tiram de um barril pequeno, eu gosto da parte que o cara tira a tampa de espuma com uma faquinha, é genial.

–Você pareceu uma criança falando isso.

–É que eu não sei o nome dessas coisas.

–Nem eu, então vamos falar desse jeito mesmo.

–Você? Pensei que você soubesse o nome de tudo.

–Não cara, eu só sei das coisas de quadrinhos, escola, e da Hit-Girl, se me perguntarem como funciona um jogo de Futebol americano ou do modelo de uma roupa da moda eu não vou saber.

–Eu não vou nem explicar, sei que você não gosta, e das roupas, já era de se esperar.

Por algum motivo ela deu um riso, eles caminhavam bem próximos um do outro, e Dave finalmente mostrou o lugar para ela, era pequeno, confortável, e parecia um lugar onde apenas pessoas de classe se encontravam, e mesmo assim era simples, não tinha cadeiras e sim sofás, e apenas do lado das paredes, os garçons pareciam de origem europeia, era realmente um lugar impressionante. Assim que entraram, Dave a mandou escolher um lugar, enquanto ele selecionava foi ao balcão fazer os pedidos.

Ela olhou para a janela, vendo o movimento lá fora, os perdidos e poucos focos de neve que apareciam rapidamente não foi o suficiente para prender sua atenção, escolheu um lugar confortável, era no canto, com um sofá de canto e na frente uma mesa grande o suficiente para dois. Enquanto estava sentada desviou o seu olhar para Dave, que estava debruçado sobre o balcão, enquanto esperava que alguém o atendesse, ela o ficou observando por um tempo, reparando em como ele conseguia ser único, o jeito dele, suas manias, as reações dele para as coisas, até mesmo seu estado zumbi de quando estava muito cansado. E por muitas vezes ela riu com algumas lembranças.

Ela nem percebeu que ele já estava voltando, apenas quando se sentou ao lado dela.

–O que pediu?

–Cerveja, uns petiscos, um filé, camarões, e mais umas coisinhas, você vai ver tudo quando chegar, eu pedi pra eles trazerem aqui.

–Quantas vezes você já entrou aqui?- ela perguntou por curiosidade.

–Umas quatro vezes nesses dois anos, pra falar a verdade eu acho que é isso, não tenho certeza, desde que eu parei de frequentar a loja de quadrinhos eu venho aqui, uma vez a cada 5 meses, não sei.

–Você tá confuso, bateu a cabeça?

–Não- ele riu- É que eu não costumo ficar pensando em me divertir, apenas no que faço, e no que você faz.

–Bem, hoje é um dia de folga da sua vida vamos aproveitar esse dia, a gente bem que podia ir jogar boliche depois, acho que você não conseguiria me vencer.

–Ah, eu sou bom no boliche, é serio, faço strike a cada jogada- Dave ergueu a cabeça em desafio, e Mindy também.

–Bem, veremos.

–Com certeza.

Ficaram um tempo em silêncio observando as pessoas e o que estava havendo em sua volta, e a garota percebeu que as pessoas olhavam para Dave e depois cochichavam para outra alguma coisa.

–Ei, essas pessoas estão falando de você, eu estou vendo coisas?- Mindy o perguntou baixinho.

–Deve ser por causa do acidente- Dave olhou normalmente para os cantos, e buscou se distrair na televisão, que no momento passava um jogo de basquete, ao qual ninguém estava interessado.

–Você se lembra de qual foi a primeira impressão sua quando me viu, naquele dia no apartamento daqueles drogados.

–Oh, sim, lembro muito bem.

–Qual foi?- ela parecia curiosa.

–Bem, quando você começou a dar aqueles golpes doidos e desmembrar os caras eu fiquei tipo, ‘’ ela é doida’’, e eu realmente pensei que depois de tudo aquilo você iria me matar, eu nem me toquei aquela hora que você pareceu querer me impressionar, e depois que você matou todo mundo e falou que estava do mesmo lado, eu fiquei “pera, eu tenho apoio disso, caralho!” mas quando eu cheguei em casa eu me toquei o de quanto vocês eram fodões, e eu era um pateta com uma roupa ridícula, quase desisti.

– Tenho que te confessar que eu era sua fã, por isso tentei te impressionar, queria ter uma boa conversa com você depois, mas você nem pulou o prédio.

–É eu era um bosta.

–Não, você só era um nerd magrela e fraco.

–Pode ser- ele riu.

–E o Bandaged, desde aquele vídeo eu não ouvi notícias dele.

–Deve estar tramando alguma, só pode, eu queria saber quem é esse cara, talvez eu consiga desmascarar ele, não deve ser tão difícil tirar aquelas faixas.

–Saber de onde ele veio seria interessante.

–Alguém por favor tira desse jogo, todo mundo já viu!- um homem de terno disse educadamente para o garçom.

Logo a televisão mudou para o jornal, já que era a única coisa interessante que passava, falavam sobre esportes, a neve, uma reportagem sobre as paisagens que surgiram, e como sempre, os super-heróis.

‘’ Hoje pela manhã, o grupo denominado Justice Forever atacou um armazém o qual estava cheio de drogas e carros roubados, ainda não se sabe o numero de feridos, mas a policia já divulgou o numero de bandidos presos, foram 14, 11 homens e 3 mulheres, entrevistamos um dos heróis, para nos contar mais detalhes- a câmera muda para o herói.

–Como descobriram que aqui havia todas essas drogas e carros roubados?

–Eh, a gente seguiu uns caras depois que fingimos ser compradores da droga, então pegamos um e os fizemos contar de onde veio aquilo.

–E foi muito trabalhoso dar conta disso tudo?

–Foi um pouco, o grupo ajudou bastante, nenhum de nós se feriu, e conseguimos achar muitos quilos de cocaína além de se eu não me engano 20 carros roubados.

–O seu uniforme é bastante parecido com o original do Kickass, você o conhece.

–Um pouco, eu uso esse uniforme e meu nome é Asskicker em homenagem a ele.

–Bom, ficamos por aqui, foi um prazer- A câmera muda de novo para o jornal.

–É pessoal, a arma da população de Nova York ataca novamente, agora vamos para as notícias do mundo...’’

–Seu amigo está fazendo um bom trabalho- Mindy sorriu.

–Advinha quem o treinou- Dave a olhou superiormente.

–Advinha quem treinou o que treinou ele?- ela arregalou os olhos.

–Aqui está- dois garçons chegaram com o pedido, um deles deixou a comida ( os camarões, o filé, e outras especialidades do lugar) e o outro, colocou duas taças de cerveja, a espuma estava a ponto de cair, quando ele passa uma espécie de navalha, e a tampa sai perfeitamente, Mindy olha para o amigo naquela hora, já que foi isso que ele havia falado a ela, o que os caras tinham mania de fazer.

–Vamos ver, vamos ver- ela degusta a cerveja –Cara isso é bom pra caralho- ela se impressiona.

–Eu falei- ele joga um camarão na boca.

–A gente ainda tem a partida de boliche né?- ela o pergunta.

–Sim, é bom se preparar, logo que sairmos daqui, você vai saber o que é perder.

–Vai sonhando, você deve ser um merda no jogo.

A conversa durava, e a comida ia acabando, beberam apenas aquela cerveja para não exagerar, as vezes, ambos perguntavam para si mesmos, se em algum momento daquela não pacata vida deles, principalmente na época que se conheceram, se ao menos imaginaram que um dia iriam estar tão confiantes um do outro, tomando ali sua cerveja, se xingando por motivos alheios e principalmente se divertir com isso, que iriam esconder os sentimentos que tinham pelo outro, e também que iriam fazer a melhor dupla de super-heróis do mundo, quando a conheceu, Dave não teve a impressão de que Hit-Girl era amigável, já que tinha meros 12 anos de idade, e já havia centenas de bandidos, e fazer coisas que nem atletas olímpicos conseguiam, e ela também, quem diria que ela que era tão preservada, brava, daria medo em qualquer homem que tentasse alguma coisa, quem diria que se sentiria apaixonada por um cara cujo ela ensinou a ser homem, ou melhor dizendo um super-herói igual a ela.

Foram ao boliche no fim das contas, chegaram lá como dois meros inocentes sem prática, os homens que passavam o dia inteiro ali, a olharam rindo, como se dissessem “o que uma menininha faz aqui?”.

–Espero que não fique triste- ela disse arrumando o computador que marcava os pontos e o modo que seria o jogo- Você primeiro- ela deu espaços com a mão.

Ele pega a bola mais pesada, mira , se prepara, e quando a lança, parecia um foguete, derrubou todos os pinos, Strike – É isso aí- ele murmura.

Já era um pouco impressionante fazer a pontuação máxima de primeira, mas o modo como ele jogou chamou atenção de muitas pessoas nas outras pistas.

Mindy se levanta das cadeiras e pega a mesma bola, que já havia voltado, já que era a mais pesada e ela gostava, mirou, e lançou, novamente aquilo saiu disparado, e... Strike, ela se virou para trás com os olhinhos de “eu sou foda”.

Ele se levanta, e de novo... Strike, as pessoas já ficaram meio envergonhadas, porque perto dos dois pareciam meros jogadores sem habilidade nenhuma.

Meia hora depois....

–AEE!- as pessoas que estavam em volta comemoram o Strike de Mindy.

Dave se levanta, ajeitando os ombros e verificando as fitas em seus dedos, ele pega a bola e olha para os pinos.

–VAI LÁ!- eles gritavam.

Ele lança a bola com toda sua força, e derruba todos os pinos.

–Caralho, vocês já estão aqui a meia hora e não erraram um Strike?!!- um deles gritou meio admirado, o numero de pessoas em volta se impressionava cada vez mais com o feito.

E então, chegou as últimas jogadas, Mindy se prepara, e lança a pesada bola, ela vai até os pinos e os derruba, mas infelizmente, um começa a se retardar, fica no quase, a garota torçe para que caia, mas no fim o único ficou em pé.

E já que ela não tinha feito Strike, tinha chance a uma segunda jogada, que obviamente acertou.

O garoto se levanta, e se prepara para jogar, se ele derrubasse todas, iria vencer...

... quinze minutos depois...

–Por um pino? Por aquela merda de pino? Como eu não derrubei aquele pino?

–Aceite Mindy, você perdeu, e eu... ganhei!- ele comemorou, os dois já voltavam para casa.

–Cala a boca, vou te submeter a um treino intensivo- ela o olhou brava.

–Mas, mas você já fez isso.

–Estou nem aí, você vai fazer a merda que eu te mandar, e se você reclamar vai fazer de novo.

–Não sabe perder.

–Cala a porra da boca Dave.

–Tá bom, tá bom.

... A um lugar um pouco longe dali...

–Marcus, perdemos dois homens na investigação do Bandaged hoje.

– O que? Mas, como eles foram pegos, descobriram alguma coisa.

–Eu não sei, mas a gente está preocupado porque temos medo de esse cara saber que é você que está por trás da operação.

–Não tem como ele saber disso, a não ser que estivesse pagando alguém por aqui... ele está?

–A gente tem desconfiado do Joe, mas o Billy anda meio suspeito também, e tem o Yang que sempre é suspeito.

–Olha, a gente só tem que continuar com a operação, nada pode dar errado de novo, esse tal de Bandaged não é apenas um maníaco leitor de HQ´s, eu quero provas do tráfico internacional de bebês, de toda a droga, das armas, e até mesmo dos negócios legais que ele tem por aí, estamos lidando com um Frank D´amico versão 2.0 agora? Qual é.

–Uma versão melhorada- o policial o encara com determinação.

–Volte ao trabalho, eu preciso pensar um pouco- Marcus se levanta, pegando o copo de café, e abrindo a porta para o homem.

No momento em que a fecha, o silencio prevalece por uns três segundos, antes de a porta ser inundada por sangue, e gritos começarem soar por todos os lados, em seguida de tiros. Ele ficou meio sem reação, apenas se abaixou e olhou tudo de longe pela janela, quando viu do que se tratava.

Era bandaged, entrou pela porta da frente de uma delegacia, infestada de policiais, com uma metralhadora de calibre pesado, que segurava na cintura, ele deveria ser maluco de fazer isso, que atitude doentia.

–Cadê o filha da puta que tá enchendo o cu dos meus negócios de problemas, cadê você seu bosta, aparece sua bichona, APAREÇA! MARCUS WILLIAMS.

Notas finais
Eai?, como foi? errei em algo? podia ter melhorado? ficou horrivel? comentem.