Apenas você
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Já fazia duas semanas, as coisas já meio que voltaram ao normal, Dave e Mindy treinaram incansavelmente, e hoje, véspera de natal, não estavam querendo lembrar dos problemas que surgiram, estavam querendo retomar um pouco da felicidade que tinham.
–Você sabe quanto tempo exatamente isso fica no forno?- Dave perguntou a Mindy, ele segurava uma bandeja com um peru em cima.
–Não sei direito, coloca umas 4 ou 5 horas, deve ser o suficiente.
–Tá legal, mas se queimar a gente vai passar o natal sem comer quase.
–Fica tranquilo, é só ir olhando se quiser ter segurança.
–Sabe, porque você teve que me arranjar um avental rosa?- Dave novamente olhou para garota cortando legumes na mesa, observando o que estava vestindo ele e ela.
–Isso não é rosa, é lilás.
–Pra mim é a mesma coisa, mas não tinha nenhum branco, verde, porque rosa?
–É lilás, eu comprei esses porque eu quis, qual é o que que tem demais em ser lilás?
–Nada- ele se senta.
–O Marcus vai chegar daqui a três horas e você tá relaxando, se mexe, vamos vamos!- Mindy gritou.
Dave realmente se assustou a ponto de sair cambaleando da cadeira.
–Mas o que é que eu tenho pra fazer? O arroz é pra fazer daqui uma hora, os refrigerantes já estão comprados, a mesa está na sala e arrumada, a casa esta faxinada, você esta cortando os legumes, o peru tá no forno, e as outras comidas estão todas feitas.
–Então corte a salada, isso eu sei que não está pronto- ela respondeu.
–Porque eu não me lembro de tudo? Eu não comprei a salada- Ele fez uma cara típica.
–Como assim não tem salada? Eu vi o quanto que nós tínhamos esses dias.
–É mas a gente comeu tudo, nós comemos mais salada do que nunca esse mês.
–Pelo menos tem frutas?
–É isso tem.
–Então corte as frutas e faça um prato legal!- Ela meio que gritou de novo.
–Tá bom, mas não precisa ficar bravinha – ele ergueu as mãos para o auto.
–Você disse que eu estou o que?- ela ergueu a faca que cortava os legumes, e o garoto arregalou os olhos.
–É que ontem a gente estava de bom humor e hoje.... espera, você está naqueles dias?
Mindy nem respondeu. Lançou a faca e quando Dave percebeu, ela passou raspando do seu lado e foi parar nos armários.
–É melhor você cortar essas frutas logo ou se não eu juro que corto sua bunda, agora me devolve a faca- ela estendeu o braço esperando.
Dave em toda sua ousadia do momento e sem contar da forte adrenalina que sentia, decidiu arriscar sua vida para fazer algo que ele certamente iria rir muito depois, pegou a faca, e rodeou a mesa até chegar na garota, e guando pôs a faca na mão dela, puxou seu braço, e deu a ela um beijinho rápido, Mindy ficou parada olhando para o lado, pensando em alguma coisa.
–Agora eu vou cortar as frutas- Dave disse ainda perto de seu rosto.
Mindy arqueou a sobrancelha e lambeu seu lábio, tá, não era a intensão dela na verdade, mas aquilo provocou Dave mais um pouco, se ela não voltasse ao que estava fazendo, o garoto provavelmente arriscaria de novo.
Já não havia nada mais de interessante para fazer, apesar de Mindy estar meio estressada o resto das horas foram bem calmas, deu tempo para aprontar quase tudo, só faltou uma coisa, eles.
–Tá, copos, talheres, tudo, já pôs o arroz na tigela de vidro?
–Já.
–Já tirou o peru do forno?
–Já, esta tudo certo Mindy, agora eu vou subir tomar um banho e me arrumar, que horas o Marcus chega?.
–Acho que daqui meia hora, se apresse- ela já não gritava mais, certamente havia ficado muito mais relaxada.
Dave subiu já tirando a blusa, tomou um belo de um banho, daqueles em que quase esfolou a pele de tanto passar sabonete, lavou os cabelos, se secou, colocou a toalha na cintura, avisou para Mindy que o banheiro estava livre, e finalmente foi ao quarto para se trocar.
Ele não tinha preparado uma roupa especifica para passar o natal, na verdade, ele estava mais afim de por uma roupa relaxada, mas como Marcus iria aparecer, ele teria que se ajeitar um pouco mais. Colocou uma calça marrom claro, tipo um bege, uma camisa de botão totalmente preta, e para por nos pés achou uns tênis negros em uma das gavetas do guarda-roupas, seu cabelo parecia querer atazanar ele, não ficava de um jeito bom, ele não sabia o porque, arrumou um espelho para poder arruma-lo, e se lembrou que ano passado havia arranjado um creme para pentear, ele só não se lembrava de onde estaria, e a primeira coisa que veio a sua mente, foram as gavetas da estante ao lado da sua cama, e lá estava, ele verificou a data de validade, ainda faltava uns 2 anos, e então ele passou nos cabelos, sinceramente ele não achava lá coisa de homem fazer isso, mas tinha que largar mão de ser um preconceituoso.
Acabou que aquilo os deixou mais liso, e de certa forma, ficou excepcionalmente bom. Para finalizar passou um perfume, e desceu as escadas, demorou uns cinco minutos até a campainha tocar.
Dave não havia ido visitar Marcus no hospital como Mindy fizera duas ou três vezes, então, não sabia como ele estava depois do efeito do gás mostarda que havia levado.
Abriu a porta, ele estava com alguns curativos na cara, e seus olhos não pareciam lá estar bons, era difícil manter a postura para ele.
–Oi.
–Entra.
–Nossa, não me lembro de vocês serem organizados- Marcus mencionou ao entrar.
–É, Mindy fez um belo trabalho- Dave respondeu.
–Mindy? Ela? Porque ela não era assim quando morava comigo?.
–Cara, o quarto dela é bem bagunçado a gente só arrumou a casa porque é natal e você iria aparecer, ela não queria passar uma má impressão.
–É, talvez isso seja um pouquinho a cara dela- ele riu.
–E como é que você tá cuidando disso tudo?- perguntou o garoto em relação aos machucados.
–Ah, eu fiquei cego por uns dias, e tem essas bolhas que ainda precisam de curativos, eu fiquei um pouco desidratado o que me deixou meio fraco, mas agora eu já posso comer o que der e vier- ele deu tapinhas na barriga.
O garoto não havia pensado nisso, e se ele não pudesse comer carne e outras comidas, sorte que isso não virou um problema.
–Que bom.
–E a Mindy, onde ela esta?
–Deve tá no quarto se arrumando, daqui a pouco ela desce.
–Aí, eu soube o que aconteceu- Marcus adquiriu uma aparência mais triste.
–É, mas passado é passado, hoje não é dia de falar disso, eu e Mindy estamos tentando melhorar o nosso humor, mas isso não quer dizer que não tenhamos que trabalhar em algumas coisas depois.
–Oh me desculpe, eu como policial teria que prende-lo por essas coisinhas que você vai fazer, mas como padrasto de Mindy e seu sogro, eu digo pra seguir em frente.
–Sogro?- Dave arregalou um pouco os olhos.
–Qual é, a Mindy veio me visitar umas vezes, ela me contou, quando vai pedir ela em namoro?-Marcus parecia uma daquelas garotinhas.
–Shh, ela tem ouvidos aguçados... eu ainda estou planejando isso- ele cochichou como se Mindy realmente pudesse ouvir lá de cima, mas se tratando dela isso era correto em se pensar.
–Então quer dizer que vai pedir- o homem riu.
–Você é bem diferente dos outros pais, normalmente eles são rígidos.
–É porque a filha deles não é a Hit Girl.
–Olha, concordo plenamente, valeu por lembrar- Dave afinou a voz.
Eles se sentaram no sofá, e ficaram conversando por uns 10 minutos, também estavam assistindo a Tv, que passava alguns filmes de natal, reportagens na arvore de natal no centro de Nova York, o natal ao redor do mundo, e esse tipo de coisa, natal, natal, natal. Marcus até exclamou que as emissoras não comentavam do real sentido do natal.
Mas então, pegando de surpresa, os dois perceberam Mindy apenas quando ela terminou de descer a escada, Dave olhou para ela, e se levantou, Marcus também ficou meio boquiaberto.
Ela usava sapatilhas pretas, mesma cor das calças bem coladas, usava um suéter marrom de tamanho maior, a gola era diferente, deixava o ombro direito aparecendo, e o outro totalmente coberto, seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo, e usava um colar dourado, que possuía m HG escrito, a maquiagem estava leve, o garoto não podia negar, que a cada dia que passava, ele a achava mais bonita, e se impressionava de como ela o atingia profundamente se arrumando de maneira moderna, mas também muito simples, esse era o jeito dela, nada de muito exagerado.
–Mindy você está linda- Marcus falou, enquanto mancava em direção a garota para abraça-la.
Eles logo olharam para Dave, que estava com uma cara de bobo, pareceu dormir enquanto olhava para ela. A menina ainda girou o corpo uns 80 graus para cada lado sem mexer os pés. E então, estralou os dedos em direção ao garoto, que finalmente pareceu acordar.
–Você está.... tá..... cara como é que eu vou explicar? Perfeita é pouco- ele realmente estava dizendo aquilo sem pensar, apenas com o que sentia.
A garota riu, e por baixo dos curativos Marcus adquiriu um rosto de satisfação. Por algum motivo ele gostava da ideia dos dois juntos.
Foram para a mesa, ficaram comendo e conversando por algum tempo, até que o policial se lembrou de que tinha levando uma câmera fotográfica.
–Ei, fiquem juntos, vou tirar uma foto.
–Não- Mindy falou com timidez.
–Ué, é só uma foto- Marcus insistiu.
E sem dizer nenhuma palavra, Dave passou o braço no ombro da garota, e juntou o rosto, sorrindo para a câmera, Mindy sem muita reação fez o mesmo, e então, ele bateu a foto.
–Vocês são bem fotogênicos- Marcus verificou a foto.
Ficaram um bom tempo sentados na mesa, e depois foram para o sofá, os assuntos surgiam de lugares em que eles nem imaginavam, e quando o relógio apontou duas da madrugada, Marcus resolveu ir embora, se despediram, e os dois foram para fora, ver seu carro desaparecer nas ruas.
Voltaram para dentro, direto para a mesa, juntar as coisas e levar para a pia, os dois ficaram trocando olhares o tempo todo, dando até sorrisinhos.
Qual é?! Até mesmo Mindy sabia o que viria pela frente!!
Entraram na cozinha, pareceu ficar tudo um tanto vazio depois que Marcus saiu, levavam os pratos da mesa pra por na pia, não trocaram nenhuma palavra, apenas andaram, Dave chegou primeiro e colocou os copos, e foi para o lado, se encostando na mesa ao lado da pia, e observou Mindy deixar os pratos, ela suspirou e deu um passo para trás ainda olhando para a louça, o garoto ainda a observava, ela o olhou sabendo o porque estavam se encarando, mas não sabia o porque sorriu.
Dave andou até ela em passos calmos, e quando chegou, ela não recuou nem um pouco, ela não iria recuar, sabia que não teria nada a temer, afinal era Dave, ele se aproximou, tocando com delicadeza o queixo da garota com os dedos, ele encostou a boca na dela em um beijo que era praticamente confortável, ela não moveu os braços até agora, mas em um instinto que ela não sabia que tinha fez seus braços arrodearem o pescoço do garoto, ele ainda a segurava na cintura, tinha um certo respeito por ela, mas como ele já é um tanto experiente, sabia que se ficasse respeitando o corpo da garota, certamente aquilo não teria tanta novidade.
Enquanto a beijava, forçou o rosto ainda mais contra o dela, fazendo-a ir para trás, e quando Mindy estava quase perdendo o equilíbrio, ele segurou suas coxas e a levantou, ajeitou a pernas dela ao redor de sua cintura, e agora, ela estava um tanto por cima, ele não tinha absolutamente nenhuma dificuldade em andar com ela daquele jeito, ainda mais que ainda estavam se beijando, mas o que Mindy estava sentindo, parecia ser impossível de explicar, e era, um conjunto de emoções de todos os tipos, ele começou a ir até a sala, não batia em nada, conhecia a casa como a palma da mão.
Se sentou no sofá, e se aconchegou nele, começou a deitar levemente, e ela ainda em cima, se deliciando com aquilo tudo, se separavam a cada instante, mas em menos de um segundo já estavam de volta, ela tirou um dos braços para desprender seu cabelo, que conforme foi liberto, invadiu as laterais de Dave, e alguns daqueles fios sedosos que tinham um cheiro agradável e inesquecível irritaram seu rosto, ele pegou o que pode entre os dedos, e os ajeitou lentamente para trás da garota, os dedos rasparam levemente no pescoço dela, assim a levando a arrepiar-se, acabara de descobrir que seu ponto fraco era o pescoço.
Ela definitivamente não sabia mais o que fazer, mas Dave soube conduzir para deixar a mente dela fluir, eles se separaram agora, mas as bocas ainda estavam encostadas, digamos que o beijo foi parado apenas, ele ameaçou uma ou outra mordida, mas sentiu seus lábios nos dentes da garota, ela finalmente havia se arriscado a fazer alguma coisa, passou a língua lenta e discretamente no lábio do garoto, ela não sabia de onde veio aquilo, mas pareceu atiçar ainda mais Dave.
O jovem começou a invadir com as mãos as costas dela, conforme ia indo por debaixo de seu suéter, ela ia se estremecendo com o toque, parecia que ela estava com muito mais sensibilidade agora, ele aprofundou um pouco mais os dedos, suas mãos pareciam enormes ao lados da garota, ele se juntou ainda mais ao corpo dele, seus seios estavam nos ombros dele, e seus rosto se arqueou um pouco para alcançar sua boca, mas tudo era excepcionalmente confortável, e por fim, Mindy quase se separou ao perceber que ele havia posto as mãos por debaixo do sutiã na parte das costas, ela não estava preparada para ir a um patamar acima daquilo, mas quando percebeu que Dave não desabotoaria a peça, ela decidiu continuar, e se perguntava como ele sabia que não podia ir mais a frente.
Ela decidiu que deveria conhecer um pouco do corpo dele, afinal, esse era um bom momento, mas ela se sentiu meio envergonhada, dizendo assim, colocou as mão no ombro de Dave, sentindo os músculos que haviam naquela região, seus dedos invadiram a gola, e ela desabotoou dois botões, e desajeitadamente colocou a mão lá dentro, levando a atrapalhar tudo um pouco.
Dave apenas riu no beijo, iria ter paciência, ela aprenderia sozinha uma hora ou outra, e ela percebeu que estava fazendo algo errado, então, parou o beijo, se distanciando meio centímetro dele.
–O que eu...?- ela não terminou a frase.
–Pare na parte onde você desabotoou, e veja o que faz depois- ele pacientemente disse, logo voltando ao beijo.
Ela voltou as mãos para os botões, e dessa vez, invadiu de um jeito diferente, passou apenas os dedos por baixo, mas foi subindo, abraçou o pescoço de Dave, uma de suas não tão delicadas mãos foram para a nuca dele, e a outra, um pouco para as costas.
Ela viu que foi melhor do que a tentativa anterior, e então percebeu que o beijo havia ficado um pouco mais voraz, mais molhado, e também, mais provocante.
Ele arrastou os dedos nas costas dela, descendo até a cintura, ela se arrepiou, ainda mais quando ele pôs as pontas de seus dedos dentro de sua calça, céus ele sabia até o tipo de calcinha que ela estava vestindo com aquilo, ela respirou fundo no beijo, se pressionando ainda mais contra ele, mas então, ele se sentou novamente, segurou sua bunda e se moveu para cima dela, trocando o lado do sofá praticamente.
Eles se olharam por um tempo, ela estava um tanto que imaginando como seria ter mais, mas não precisava imaginar, as mãos dela meio que foram sozinhas para as costas dele, ela sentiu com os dedos e um pouco de unha o quão forte ele era, não dava para analisa-lo bem nos treinos, mas daquele jeito, era tão tenso, parecia ser uma placa de metal com um pele macia por cima, e ela por algum motivo, sentiu alguma coisa por aquilo, que ela suspeitava de ser uma excitação mais acima do normal, aprofundou seus dedos nele ainda mais, e arranhou lentamente para a cintura, a resposta de Dave foi imediata, ou começou a ser imediata, chupou seu lábio, e dessa vez, segurou nos lados da garota, e a trouxe mais para ele, de certa forma, os seios da garota ficaram meio que sem espaço naquilo tudo, mas ela gostou.
–Acha que devemos continuar?- ele perguntou se separando, vendo que aquilo estava indo para algo muito além.
–Sim, mas acho melhor um pouco menos- ela disse com sabedoria, afinal, não estava nem um pouco pronta para o que poderia vir a seguir.
Ele soltou um suspiro.
–Acho melhor a gente pegar mais leve então.
Ele se sentou direito no sofá, e Mindy foi se sentando em cima dele, virada para ele, Dave posicionou suas mãos na cintura da garota, e ela abraçou-o, e continuaram ali, se beijando, não era atoa que ela podia se considerar uma garota de sorte. Afinal enquanto seus lábios deslizavam, a cada estalo, barulho, ou tudo que seja do beijos, ela se sentia mais excitada, mas também mais confortável, aquilo equilibrava as coisas.
Poderiam ficar ali a noite toda, e foi mais ou menos o que fizeram, quando perceberam, estava amanhecendo.
–Que, mas já?- Dave exclamou olhando para a janela.
–Acho melhor irmos dormir, se não vamos perder os horários- Mindy riu, dando mais um beijinho em Dave.
Eles se separaram, estavam extremamente quentes devido a tanto contado corporal, e quando Mindy estava entrando em seu quarto, se virou para o garoto, esperando mais um beijo.
Ele se aproximou dela a segurando no queixo, e deu um beijo calmo, ela o segurou e o fez encurrala-la na parede, quando pararam ela possuía um sorriso no rosto.
–Tá pegando o jeito rápido demais- ele fez uma cara de observador.
Ela riu jogando a cara para o lado e mordendo o lábio.
–Durma bem.
.... Em outro lugar da cidade.....
– Esse cara morreu por minha causa, eu dei trabalho para outros caras, eu tenho que ir ao menos falar com ele!
– Tá, tá, mas você tem certeza que é o certo? Tipo, o kickass pode estar bravo, e tem a Hit Girl, a gente não pode vencer desses dois.
–Eles vão entender, não era a nossa intenção, e além do mais, provavelmente foram eles que mataram o Niveus, eu tenho que ao menos agradecer- o homem disse pegando as duas foices que estavam na parede.
–Pelo menos aproveita o natal cara, vamos deixar pra ver eles em janeiro, a gente é uma dupla boa, não quero arriscar tudo.
–Eles são do bem, nós somos do bem, estamos do mesmo lado, até onde eu sei heróis não são tão vingativos, mas concordo, vamos ver eles depois do ano novo, talvez possamos formar uma espécie de duplas amigas.
–Se! Ele não estiver puto com a gente.
–Cara, larga de ser medroso, agora vamos arrumar o motor do meu querido Dodge e então vamos ver o que podemos fazer.
–Certo- o outro bufou, já que era meio preguiçoso e vendo que teria trabalho pela frente.
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