Apenas uma chance.
2 Capítulo 2
Notas iniciais
UMA SEMANA SE PASSOU !
E eu ainda não tinha respondido o email dele, estava abalada demais para isso, afinal não sabia o que dizer. Me ocupei absolutamente com tudo para tentar tirar as suas palavras de minha mente o que foi inevitável.
E Hoje era um dia importante, dia da cerimonia da formatura, estava nervosa ao ponto de ter um piripaque. Passamos o dia fora eu e minha mãe fazendo cabelo unhas make tudo o que uma mulher tem direito, já era noite já era chegada a hora.
– Vamos filha, não podemos nos atrasar ! Nossa! Como você está linda Clarissa -.. disse ela
–Obrigada mãe, a senhora também ta uma gatona -.. sorrimos
Descemos e fomos recebidas com vários elogios da parte de papai e Louis. Fomos até a garagem e saímos mas uma coisa me chamou atenção um homem, me olhando do outro lado um pouco distante e eu estava com aquela sensação de que conhecia ele, apesar de estarmos longe trocamos olhares e fui embora.
O Salão escolhido estava muito bem organizado, tinha muita luz na entrada e um fotografo, já dentro tinha uma pista de dança, mesas e um palco improvisado mas a frente onde havia um Dj gato por sinal. Manuela finalmente chegou junto com a turma todos se cumprimentaram e nos sentamos.
Minha professora de biologia escolhida para iniciar já havia chegado e começou a falar, e no meio ela me chamou para representar a turma, todos gritavam eram um bando de loucos. Comecei a suar feito doida, minhas mãos tremiam caraca eu ia morrer de vergonha, fechei os olhos e sussurrei um È agora.
– Tava linda filha, muito lindo as suas palavras -.. falou meu pai
–è verdade meu amor, agora eu e seu pai vamos embora, curta bem a noite -.. minha mãe falou e logo me abraçou
–Obrigada, amo vocês. -.. disse e eles foram embora
Depois de toda a formalidade e blá blá blá, começou a melhor parte: a festa.
A turma se reuniu e começamos a chorar juntos, afinal amizade de colegial é importante sim como qualquer uma, depois da melação fomos dançar. No começo tocou uns baladinhas e depois uns funks já estava no meu terceiro copo de tequila, e um pouco alto.
Até que o Dj colocou uma mas lenta, e justa a musica que me lembrava o rafael, que era nossa musica. Enquanto todos dançavam um film se passava em minha cabeça, até fui interrompida por uma voz muito conhecida.
– Lembra? Dessa musica? Do violão? Da cama? -... sussurrou em meus ouvidos eu estava sonhando
– E como eu poderia me esquecer? -.. disse fraca ainda de costas para a tal pessoa
– Dança comigo? -.. agora já firme, mas por conta do álcool estava confusa apenas me virei e quando fui dizer 'sim'...
NÃO PODIA SER VERDADE, EU BEBI DEMAIS EU ACHO, ERA ELE SIM ELE, MAS COMO? COMO AQUI?
– Rafael? -.. falei desacreditada — Como isso é possível? Você foi embora !
–Sim eu fui, mas eu voltei lôra e pra ficar. Mas você não vai responder a minha pergunta? -.. disse sínico e com um sorriso que só ele tinha, lindo.
–Não me chama de lôra por favor -.. falei e dei a minha mão como um sim para dançar com ele
Ele me puxou firme, e segurou minha cintura, senti aquelas mãos me tocando outra vez era como um sonho, pude sentir o seu perfume era o mesmo, seu penteado bagunçado nunca mudou, ele estava intacto. Comecei a falar.
–Por que? Por que você voltou? -.. disse fraca
–Aqui é o meu lugar ! -.. disse seco
Sua resposta já era prevista, até que a musica parou e eu me afastei dele, estava certa que tinha bebido demais. Ele me olhava com tanta certeza. Chamei meu irmão, para irmos para casa, e quando ele foi pegar o carro Rafael se aproximou de mim mas uma vez agora fora do salão.
–Você está linda, quero dizer sempre foi ! -.. sua voz era suave
–Você também não está de se jogar fora -.. qual é, eu tava bêbada
–Vou levar isso como um elogio. -..disse se aproximando — Senti saudades (silencio) ele se aproximava cada vez mais.
–Também senti saudades -.. disse o olhando
–Muita coisa mudou Clarissa, não somos mais os mesmos de dois anos atrás, precisamos conversar mas não aqui.
– Tem razão, afinal você sempre tem e eu odeio isso -.. fui interrompida
–VAMOS CLARISSA ! -uma voz vociferou, era Louis
–Preciso ir -.. disse rápida — você sabe onde me encontrar -.. fui embora o mais rápido que pude.
Tirei o salto e corri até o meu irmão, e fomos embora. Não falei nada durante o caminho, ainda não acreditava no que tinha acontecido, e na cara de pau dele. Estava confusa.
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