Apenas uma chance.

16 Capitulo 16


Chegamos em casa, era exatamente duas da tarde, o primeiro dia de aula tinha sido legal, foi aquela base de apresentações e de conhecimento, daqui pra frente o bicho pega de verdade. Joguei minha mochila na cama, e antes de responder a galera no whats, fui tomar um banho.

De repente me vi parada sobre o chuveiro, a cada gota a cada pingo d'água meu corpo se remoía, fechei meus olhos, e a imagem de seus rostos me atormentavam naquele instante, não conseguia evitar queria pensar em outra coisa, mais aquilo era mais forte do que eu. Sentia falta dos dois, não podia mais sentia. Eu era uma confusão. Sai de lá, pus uma camisa velha e grande.

—Já almoçou? —estava parada na porta do quarto de louis

—Já sim,tem alguma comida no forno é só esquentar.

Preparei a comida para mim, e enquanto comia falava com o pessoal por mensagens..

Manu: Tão sabendo da festa que vai ter no sábado não é?

Felipe: Claro que sim, é a minha turma que ta organizando...quem vai?

Day: Tô dentro !

Eu: Visssh festa? sei não viu

Bruno: Ouvi dizer q o Vinicius vai viu cla.. abre teu olho

Eu: Tô dentro kkkk

E assim a minha tarde ia indo embora, o assunto do momento era a tal festa, pelo o que me falaram era uma festa de boas vindas. Subi novamente para o meu quarto, deitei, pus o fone no máximo e me desliguei. Estava tão concentrada na musica que a casa podia ta pegando fogo eu não estava nem ai.

A musica foi interrompida por uma chamada, olhei por baixo para ver quem era.

Ligação ON

—Oi Vini !

—Cla?.. Oi, como é que vc tá? E como foi o seu primeiro dia ? —Pelo o tom da sua voz ele parecia estar doente ou algo assim.

—Foi ótimo, já me enturmei com o pessoal lá, e você tá bem? que voz é essa?

—Ah! não é nada demais, só uma gripe chata —Sua voz estava cada vez mais falha.

—Desculpa Vini, tenho que ir ver uma pessoa muito especial ela precisa de mim agora, depois a gente se fala . bjo. —Desliguei rápido

Ligação Of

Gritei pelo o meu irmão enquanto trocava de roupa, estava certa para onde eu ia agora, Vinicius estava doente e eu tinha que ir vê-lo e o único que sabia onde ele morava era Louis. Corri, já era sete e meia da noite.

—Louis, você precisa me levar na casa do Vinicius, ele está doente e eu tenho que ir vê-lo agora.. — Louis me olhava assustado

—Tá, deixa eu só trocar de roupa.

Voei pela a porta esperando o elevador e o louis, imaginei encontrar Rafael de novo quando a porta do elevador se abriu, afinal ele morava no andar de cima, isso ia acontecer frequentemente, mais não felizmente estava vazio, durante duas semanas após nosso encontro evitava sair com receio de encontra-lo.

—Vamos clarissa !

Fomos até a garagem, entramos no carro e enquanto me acomodava, louis falava o tempo todo sobre chegar cedo em casa, tentei dizer que não era mais criança mas não adiantava, ele repeti varias vezes. Demoramos uns 40 minutos para chegar, fui o caminho todo lutando contra meus pensamentos que insistiam em Rafael.

Sair do carro em disparada, dei um beijo no meu irmão que prometeu vim me buscar as onze, isso por que no outro dia eu só iria ter aula a tarde. Vinicius morava em uma casa perto do centro. Toquei a campainha duas vezes e uma senhora muito bonita por sinal abriu a porta.

—Pois não?

—Olá, meu nome é Clarissa e.. — fui interrompida

—Prazer Clarissa, meu filho fala muito de você — corei — Pode entrar !

—Ah!-Exclamei com um sorriso tímido.

A casa era bastante confortável, toda branca, não era muito a cara dele, mais totalmente a cara da senhora acabara de conhecer. Da sala avistei uma menina com um fone enorme no ouvido e lendo algum livro, ela me olhou por relance e depois voltou a se afundar na historia. Nada de Vinicius.

—Pode Subir, ele está em seu quarto,porta esquerda.

Acenei e sorrir como um "sim" para ela. Eu estava tão nervosa em vê-lo que minhas pernas estavam em descompasso a cada passo pela a escada. Me deparei a um corredor, havia quatro quartos, e para a minha sorte o do Vinicius era o primeiro. Bati suavemente na porta. Bati de novo e nada, olhei para a maçanete e sem pensar a girei e felizmente estava aberta.

Quando a porta se abriu, chamei por ele mas o silencio reinava permanentemente, olhei de lado e lá estava ele deitado debaixo de varias cobertas. Me aproximei de sua cama e sentei em sua cabeceira, tirei o lençol de seu rosto e o observei. Seu rosto parecia abalado, ele estava pálido..Fui me aproximando cada vez mais de seu corpo quente, e como estava quente. Acariciava seu rosto lentamente, como não ama-lo? Por que eu não consigo? Varias incógnitas.

Ele foi abrindo seus olhos lentamente..Me olhava incrédulo

—Não disse que tinha que ir ver uma pessoa especial?—sorrimos— Como você tá?

—Mal!—Exclamou ele com a voz fraca—..Quer dizer que sou especial? —sua voz falhava

—Não fala nada, sua garganta ta muito inflamada pode piorar se força-la. Vem deita aqui no meu colo. —disse manhosa

Me acomodei em sua cama e o puxei para deitar em meu colo, e o silencio mais uma vez fazendo o seu papel. Estávamos quietos, acariciava seus cabelos o meu carinho o envolvia, e ele mais uma vez adormeceu. O olhei fixadamente, estava tão vulnerável e ao mesmo tempo tão estável. O tempo ia passando até que seu celular tocou, olhei para ele e vi quem era mais não tive coragem em atende-lo.