Apenas uma chance.
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Parecíamos aqueles casais de comercias de margarina todo sorridente escolhendo o que levaríamos ficamos dentro do supermercado em torno de meia hora, depois Vinicius me deixou na porta do meu prédio e foi para casa.
Subi com a ajuda do Porteiro, seu Seve, entrei pus as compras na cozinha e subi não demorou muito e Louis chegou.
– Ah bem que tava esquecendo de te dizer alguma coisa, desculpa — disse ele mexendo nas sacolas
– Seu safado, passei fome hoje tive que ir com o Vini fazer compras.
– (ele sorriu) Vini?? hummm sei não maninha, vou tomar um banho — logo saiu
Fui arrumar as compras, e guarda-las. Como ainda era terça-feira, fiz o jantar e fui dormir logo em seguida sem grandes acontecimentos.
Na manha seguinte, fui acordada mas uma vez pelo o meu celular, era um numero diferente mesmo assim atendi...
(ligação on)
– Alô? (silencio)
disse mas uma vez
–Alô (e nada)
desliguei e voltei a dormir mas ele tocou novamente o mesmo numero... mas ninguém falava na terceira vez atendi já estressada.
–Olha aqui seu filho da puta, se nao for falar já (fui interrompida)
–Como eu queria ta ai pra ver essa sua cara de brava — uma voz sussurrou do outro lado da linha e desligou.
Fiquei sem reação, me levantei olhei pro celular quis retornar a ligação mas no fundo sabia que poderia ter sido Rafael e sinceramente não quero mas sofrer, fiquei feliz sim mas poxa ele se casou ELE SE CASOU e nada mas me tortura ao ouvir essas três palavras, nada.
– A day, e a Fernanda tão ai — disse louis da porta
– Já to descendo
Desci de pijamas mesmo, olhei para elas que estavam sentadas a mesa de janta tinha alguma coisa errada em seus olhos.
– Bom dia meninas — disse
– Clarissa precisamos falar com você — disse day com um das mãos em seu queixo
– O Que aconteceu? — ja estava nervosa
– O felipe, ele... — interrompi a fernanda
–O felipe o que gente, o que aconteceu?
– Ele sofreu um acidente, ontem. -day disse rapidamente
–O que? Mas ele ta bem? onde é que ele tá? Preciso ver ele
–Calma Clarissa, a gente precisa ser forte por ele...
Nem dei mas ouvidos sai correndo em direção ao meu quarto pus um short e uma camisa qualquer, prendi o cabelo, liguei para um táxi e saímos em direção ao o hospital onde ele estava. Fomos o caminho todo em silencio, pude ouvir Fernanda chorar baixinho, Dayane mantinha aquela pose de forte, e eu chorava baixinho também.
Chegamos em menos de 20 minutos, pagamos o táxi e saímos em disparada para dentro do hospital, Bruno já estava lá, ele veio em direção a nós e nos abraçamos, todos juntos e choramos.
– O medico nos disse que a pancada foi na cabeça, e que ele agora está inconsciente estão esperando ele dá algum sinal — bruno falava baixinho
– Como isso aconteceu? perguntei
– Ainda não sei, acabei de chegar também, os pais dele estão vendo ele agora, e depois somos nós, só pode entrar dois de cada vez.
– Okay.
Ficamos esperando sentados na sala de espera e uma jovem enfermeira, chamou Bruno, falou alguma coisa para ele.
– Quem quer ir primeiro? — ela perguntou
– Eu vou, você vem Fer ? — disse me levantando — Ela apenas concordou com a cabeça
Entramos, ele parecia estar dormindo, não estava entubado nem nada apenas dormindo. Chorei agarrada em fernanda que chorava também. Cheguei mas perto fernanda preferiu ficar ali parada. Sentei-me em sua cabeceira e o abracei, falei baixinho em seu ouvido: "Acorda ciumento, fica bom logo não posso viver sem você".
Ficamos até a visita acabar, depois entraram Bruno e Day. Não queria voltar pra casa iria ficar perto dele, até ele acordar.
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