Apenas uma brincadeira
21 Me desculpa
Cobra
Jade veio com um papo todo estranho de terminar nosso lance, vi que não estava bem então propus uma “despedida” já que ela não me queria mais. Durante o dia planejei como seria, estava tudo indo pro caminho certo, à noite me arrumei e fui busca-la, ela estava linda com um vestido branco, realmente era uma dama, ela subiu na moto mesmo reclamando e fomos a caminho da surpresa. Chegamos na praia e Jade fez uma careta.
— Serio que nossa despedida vai ser aqui Cobra? Não tinha um lugar mais chato que esse?
— Para de reclamar Jade, venha comigo. – Disse a puxando ate o lugar.
Era uma casa no meio na praia, onde coloquei umas luzes e tinha uma toalha estendida com uns lanches naturais e suco, quando vejo a mesma sorrir vendo o cenário.
— Sei que está cafona e você merecia mais que isso, mas foi isso que consegui fazer.
— Está lindo Cobra, bem romântico por sinal, vamos comer?
— Bora, to morrendo de fome. – Disse disfarçando o desconforto do “romântico” da Jade
Depois que comemos ficamos olhando o mar, segurei a mão da Jade para gente dar uma volta na beira do mar, estávamos andando tranquilamente quando tive uma ideia e sorri.
— Jade corre, se não quiser se molhar. – Mal terminei de falar e a vi correndo e fui atrás ate que ela tropeçou caiu e eu não consegui me segurar e cai em cima dela, ali começamos um beijo calmo, estava diferente o clima entre a gente, talvez fosse apenas por causa da despedida mesmo, peguei ela no colo e levei pra dentro da casa, lá comecei a beija-la que apenas sorria.
Jade
Me arrumei e quando estava quase saindo minha mãe veio me infernizar, graças a Deus meu pai estava lá pra me ajudar a sair, quando vi Cobra estava com sua moto, esqueci totalmente como ele iria me buscar, e fiquei meio envergonhada por estar de vestido mas mesmo assim acabei subindo da moto, quando vejo que ele me levou pra praia fico bem desanimada, mas fico surpreendida quando vejo um cenário lindo, comemos e andamos pela praia ate que começamos a brincar e levei um tombo e o desastrado caiu em cima de mim, rimos da cena e ele veio me beijar, ate que uma onda atrapalha e ele em silencio me pega no colo e me leva pra dentro de casa.
Em meio aos beijos percebi que o clima começou a esquentar, ate que interrompi o Cobra.
— Vagabundo não sei se isso é certo. – Disse insegura
— Calma dama, eu trouxa camisinha. – Falou pegando a camisinha sorrindo voltando a me beijar.
— Mas aqui, e assim tão rápido? Acho melhor não
— Ta com medo Jade? Vou fazer nada que a gente não queria
— Não é medo, só que eu, eu, eu...
— Jade você é virgem? – Ele me perguntou, se sentando e me olhando.
— Sim Cobra, me desculpa, sei que pareço ser tão experiente nisso tumo mas eu...
— Você é perfeita dama, se não tiver preparada eu entendo. – Falou Cobra deitando ao meu lado
— Eu quero que seja com você Cobra e eu estou preparada sim. – Disse sorrindo e vendo ele voltando a me beijar.
— Vou fazer dessa noite, e mais perfeita pra você. – Cochichou no meu ouvindo, beijando meu pescoço, tirou a camiseta dele com minha ajuda me fazendo babar por aquele corpo maravilhoso e assim ele foi tirando cada peça da minha roupa, e ficava me analisando com olhos brilhando, me fazendo ficar sem graça , ele foi carinhoso a todo o momento, nem parecia o Cobra eu que conhecia.
— Cobra eu nunca senti por alguém o que sinto por você. – Disse me deitando no sei peitoral
— Sou amarradão na tua também Jade, não acabe com nosso lance ele é tão bom.
— Vai ser preciso vagabundo, não por escolha minha. – Disse entristecendo
— Então por sua escolha a gente continua junto escondindo, me odeie perto da sua mãe e me beije quando estiver longe dela. – Apenas sorri e comecei a beija-lo, não queria que aquela noite acabasse, no meio de beijos e caricias acabamos dormindo.
Cobra
Acordei com Jade me abraçando, sorri lembrando da noite passada, levantei com cuidado para não acorda-la e fui comprar algo para seu café da manhã.
— Bom dia dama, dormiu bem? – A acordei com alguns selinhos
— Bom dia vagabundo, tive uma ótima noite de sono, mas preciso voltar a realidade.
— Antes de voltar pra essa coisa ai, toma um cafezinho que eu mesmo comprei.
— Ta me mimando demais, isso tudo é medo de perder? – Falou rindo
— Ta se achando muito hein dama. – Falei e sente ao seu lado
— Mas deixando brincadeiras a parte, vai ser difícil ficar longe de você, era meu único refugio. – Deu um sorriso tímido ao mesmo tempo triste.
— E pra que se separar dama? Não é bom, vamos continuar.
— E fácil falar quando não é você que convive com Dona Lucrécia
— Se eu sobrevivo a você minha dama, a sua mãe será moleza . – Falei rindo e ela me deu um tapa no braço.
— Ta tudo muito bom, mas vou indo vagabundo, ate nunca mais.
— Espera me de meu ultimo beijo então. – Falei e nem esperei a mesma responder, a puxei para um beijo, com um ar de tristeza, despedida.
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