Apenas uma Potterhead

14 Present and Quidditch Team


Notas iniciais
E aí? Tudo bem com vcs? E um capitulo que eu sinceramente adorei escrever, afinal eu amo Quadribol. Na capa do capítulo temos a Lyra e o James Sirius, usei o mesmo ator que faz o James original pq, o James S. é bastante descrito parecido com o avô, então.... Obrigada pelos comentários do capitulo passado. Boa Leitura.

Capítulo 13 – Presente e Time de Quadribol

Pov Lyra

Acordei com os raios solares invadindo o quarto, eu e as meninas não havíamos fechado as cortinas essa noite. Me sentei na cama e me espreguicei, bocejando logo em seguida, levantei e cocei os olhos, fui até a cama de Evy a chamando, e segui para a cama de Ruby, também a chamando, mas ao contrário de Evy, ela não acordou. Deixei-a dormindo mais um pouco e fiz minha higiene matinal, colocando o uniforme e arrumando os materiais.

Já havia se passado uma semana desde que cheguei em Hogwarts, junto com Rafael e descobri o mundo em que sempre sonhei em conhecer, nessa última semana meus laços com Evy e Ruby, minhas colegas de quarto e melhores amigas, aumentaram ainda mais, assim como Nico se mostrou um ótimo professor para as matérias em que eu precisei de auxílio. A família Potter/Weasley e Scorpius se aproximaram bastante de mim, e Rafa agora virou um Maroto, participando das brincadeiras e pegadinhas pregadas por Fred, James e Frank. Eu e Alvo nos aproximamos também, se não fosse por Evy, Ruby e Nico, eu poderia ser considerada uma Sonserina, porque venho ficando bastante tempo com Roxy, Scorpius e Alvo, algo incrível, porque eu guardava certo rancor de Sonserina, mas já me conformei que nem todas as cobras são ruins.

Olhei para a cama de Ruby e bufei vendo que ela ainda estava esparramada lá. Dei um sorriso sacana e peguei minha varinha na cabeceira da minha cama. Evy me olhou confusa e eu fui para o lado de Ruby, apontando a varinha para a mesma.

–AQUAMENTI!! – exclamei vendo um jato de água saindo da ponta da varinha, indo em direção à morena deitada. Ruby deu um pulo e me olhou mortalmente, respirando ofegante, dei um sorriso e peguei minha mochila. – Vejo vocês no Salão Principal.

Sai correndo antes que alguma das duas pudesse dizer alguma coisa, subi as escadas saindo do Salão Comunal e comprimentando alguns alunos que passavam por mim, chegando ao Salão Principal me sentei na mesa da Lufa-Lufa e comecei a comer, pensando nos sonhos que eu ando tendo, na verdade é sempre o mesmo sonho, eu estou cercada por pequenas grades de madeira e ouço uma voz, só não sei porque tenho esse tipo de sonho.

–Terra para Lyra, Terra para Lyra, está na escuta? – escuto a voz de Scorpius e abro um sorriso vendo ele, Roxy e Alvo se sentarem comigo. – No que tanto pensas?

–Em uns sonhos que ando tendo, nada demais.

Escutamos barulhos de asas batendo e corujas começam a entrar, pude ver minha coruja pousando na minha frente, ela trazia um longo pacote, embrulhado em papel velho. Fiz carinho em seu bico e dei um pedaço de torrada.

–O que é isso ein, Edwiges? – sim, eu coloquei esse nome nela, seria um insulto se não colocasse. Comecei a desembrulhar o pacote, vendo um cabo de madeira polida e depois a ponta da vassoura, minha boca se abriu em um perfeito ‘O’.

–UOU! – exclamou Scorpius olhando a vassoura em minha frente. – Quem te deu Lyra? É uma Firebolt 4.5, nem meu pai quis me dar ela.

–Eu não sei quem mandou, não tem remetente. – respondi, e com um estalo em minha mente lembrei que McGonagall já havia dado uma vassoura a Harry. – Não pode ser...

Olhei para a mesa dos professores e encarei McGonagall, ela apenas balançou a cabeça negativamente e olhou em direção a Slughorn, nosso professor de poções, o mesmo deu um pequeno aceno em minha direção.

–Lyra, com uma vassoura dessas, você tem que entrar no time da Lufa-Lufa. – fala Roxy olhando fascinada a Firebolt.

–Mas antes ela tem que saber andar e ser boa, não é apenas ter uma vassoura Roxy, francamente. – Rose falou e junto com os outros se sentou, sem se importar se estão infestando a mesa da Lufa-Lufa.

–Quem te deu a vassoura Lyra? – pergunta Rafa eufórico.

–Alguma ideia Alvo? – Ruby perguntou provocante e suspendendo a sobrancelha, e sim, ela ainda não desistiu da ideia de nós dois juntos, pelo menos ela e Evy não ficam no meu ouvido.

–Porque eu teria? – ele olhou estranho para Ruby, que bufou. (N/A: Oferecimento: Tramontina, corte rápido.)

–Ui, essa doeu em mim, — fala James com um sorriso sacana. – eu não deixava.

–Mas você não é eu, e se não calar a boca, a única coisa que eu vou deixar vai ser a marca dos meus dedos na sua cara. – Ruby retruca ácida e olhando mortalmente para o moreno ao meu lado.

–Não está mais aqui quem falou. – ele levanta a mão em sinal de redenção. – Mas, enfim Lyra, você vai precisar de alguém para te ensinar a andar na vassoura.

–Você está se oferecendo indiretamente para me dar aulas de voo? – questionei retoricamente.

–Estou sempre disponível para você. – ele deu outro sorriso dessa vez galanteador.

–Eu acho que a Roxy pode me ensinar. – imponho revirando os olhos.

–Não, agora é sério, eu te ensino, sem brincadeiras. – ele me olhou sério, o que me surpreendeu.

–Sem cantadas? – perguntei, o observando descreditada.

–Sem cantadas. – ele afirmou, ainda sério, o encarei por um tempo e estendi minha mão na direção dele.

–Feito, professor. – concordei irônica.

–Feito, aluna. – ele repetiu meu gesto, também irônico.

***************

–James, você se ofereceu para me dar aulas de voo, mas não precisava ser hoje, você é bem mais lerdo na segunda do que nos outros dias, isso vai te atrapalhar. – reclamo e cruzo os braços, encarando seriamente o moreno a minha frente.

–Ah, larga de ser rabugenta e arrumar desculpas esfarrapadas. – ele abana a mão com desinteresse.

–Ok, vamos começar então? – questiono suspirando e abrindo um sorriso animado.

–Claro! – ele pega a minha vassoura e a coloca no chão. – A primeira coisa que tem que fazer é pegar a vassoura, levante o braço direito e diga: Suba.

–Suba! – a vassoura veio direto para minha mão, ela era bem leve.

–Perfeito. – ele me lançou um sorriso. – Agora suba na vassoura e dê um pequeno impulso com os pés.

Fiz o que ele pediu e logo eu estava flutuando centímetros acima da grama do campo de quadribol, onde eu e James estávamos.

–Ótimo, está se saindo melhor do que Hugo na primeira aula dele. – James comentou dando um sorriso maroto. – Agora você só tem que direcionar para onde quer ir que a vassoura obedece. Vou te acompanhar, ok?

–Ok. – respondo.

Ele sobe na vassoura dele e logo já está ao meu lado, começamos a voar por todo o campo e eu já ia na mesma velocidade que James, com a maior facilidade, pude ver algumas pessoas entrando no campo, mas isso era normal, deviam, assim com eu e James estar em um intervalo entre aulas.

–Olha, olha o que temos aqui. Resolveu estragar o campo de Quadribol também, Black? – eu e James paramos no ar e olhamos para trás, Yew e os três capangas dele estavam em vassouras, James o encarou mortalmente, como eu nunca tinha visto.

–Porque não vai se meter na sua vida, ein Yew? – James impõe. – Vai ser muito melhor para você.

–Ui, que medo do Potter, vai defender a namoradinha? – Yew provoca, James já iria impulsionar a vassoura em direção a ele, mas o impedi segurando seu braço. – Relaxa, só viemos parabenizar ela, por ter aprendido a voar, e também viemos poupar trabalho para a Lufa-Lufa.

–Como assim? – pergunto confusa.

–O que acha de fazer um teste de batedora? — ele dá um sorriso petulante.

Eu só tive tempo de olhar para o capanga ao lado dele, que segurava com dificuldade um balaço, e vê-lo soltar, o balaço vinha em minha direção. James puxou meu braço para tentar me ajudar a desviar, mas não deu certo e por puro reflexo meu corpo foi para trás, me deixando pendurada em uma perna só, por sorte eu uso uma calça por baixo da saia. Olhei para frente, vendo o balaço dar a volta mais a frente e começar a vir em minha direção de novo, forcei meu corpo para cima pegando no corpo da vassoura e me ajeitando, sem pensar em nada só segui em frente tentando desviar do balaço e despistá-lo.

O balaço com certeza está enfeitiçado.

–Fugindo assim nem parece que é descendente de Godric Gryffindor! – grita Yew, ainda em cima da vassoura, se acabando de rir junto com os outros três ao seu lado.

Os alunos lá embaixo já perceberam que não é nenhum pequeno jogo entre amigos e estavam apreensivos. Pode se dizer que eu fiquei furiosa com o comentário desnecessário de Yew e que tenha parado perto das balizas de um lado do campo, pude ver o balaço vindo em minha direção e a única coisa que fiz foi usar o cabo da vassoura como taco, rebatendo o balaço em direção a Yew e seus capangas. Os quatro estavam rindo, mas expressões horrorizadas e amedrontadas tomaram conta de suas faces quando viram a bola indo em direção a eles.

O balaço atingiu a vassoura de Yew, fazendo-o cair da vassoura, porém ele foi pego por um menino que estava com ele. Já era visível a volta que o balaço daria para chegar a mim, então mergulhei na direção de James que havia aberto uma malão onde Yew havia pegado a bola, encostei meus pés na grama e desci da Firebolt, a deixando no chão.

Me virei, vendo o balaço vir com velocidade até mim, suspirei.

–Isso vai doer. – murmurei para mim mesma, mas parece que James me ouviu, já que o mesmo me olhou confuso.

Pude sentir o impacto contra minha barriga, e todo o ar em meus pulmões se esvaiu durante segundos, segurando com meu próprio corpo e com os braços, coloquei o balaço no seu lugar respectivo, segurando com força e James fechou as fitas de couro, segurando no malão a bola, logo o fechando e suspirando.

–Você ‘tá bem? – ele me perguntou me olhando preocupadamente.

–Sim, eu ‘tô bem. – garanti assentindo positivamente com a cabeça.

–Oh, meu Merlin! – dois corpos se chocaram com o meu, me abraçando. – Você tá bem? Quebrou alguma coisa? Se machucou?

–Evy, Ruby, eu estou bem, não quebrei nada, e nem me machuquei. – respondi calmamente.

–Eu vou quebrar a cara daquele idiota, se ele aparecer na minha frente... – Nico me deu um abraço e interrompi sua fala.

–Você não vai fazer nada, eu vou fazer, ok? – o abracei de volta.

–Quando vimos aquele balaço indo em sua direção quase tivemos um infarto! – exclama Roxy e junto com Rose e Alice me abraçaram.

–Tivemos que segurar o Rafa e o Fred para eles não azararem o Yew e sua trupe de idiotas. – explica Alvo.

–Hey, Black. – todos nos viramos na direção da voz. – Você está bem?

–Estou, obrigada pela preocupação. – era o menino que havia falado comigo na aula de História da Magia, no primeiro dia de aula.

–Olha, eu admito, não achei que você conseguiria rebater aquele balaço, e muito menos o segurar. – ele coçou a nuca. – Você é muito boa, e eu queria te fazer uma proposta.

–Que tipo de proposta? – arqueio a sobrancelha.

–Porque não aparece nos testes de Quadribol, essa quarta? Estamos precisando de um batedor. – arregalo meus olhos, assim como todos ao redor. – E aí, o que me diz?

–Me espere lá... – esperei ele me falar seu nome.

–Adam, Adam Finch-Fletchey. – ele abriu um sorriso. – Estarei esperando, Black.

–Só eu que senti um clima rolando aqui? – pergunta Alice depois que Adam saiu.

–Só me faltava essa. – reclamei, fazendo todos rirem. – E James, obrigada pela aula, você é um ótimo professor.

–Fazer o quê. Eu sou incrível. – ele me mandou uma piscadela, sinal de que estava brincando.

–Tudo bem, senhor Incrível, vamos logo se não você vai se atrasar para a aula da Minerva.

E estas foram as palavras chaves para ele sair correndo desesperado, nem se despedindo. Logo todos já foram, eu e Rafa ficamos para trás, peguei minha Firebolt no chão e minha mochila.

–Então, agora minha melhor amiga vai ser uma jogadora de Quadribol e acabou conhecendo o filho de Justin Finch-Fletchey, me surpreendo com sua sorte. – ele passou o braço pelo meu pescoço, me dando um abraço de lado. – Mas, fiquei curioso, o que você vai fazer com Yew e seus capangas idiotas?

–Nada comparado a uma de suas pegadinhas com os meninos. – respondi. – Mas, digamos que Slughorn vai receber uma visita hoje, e aposto que Sonserina irá perder no mínimo 50 pontos.

–É por isso que eu te amo. – exclama Rafa. – Você não faz marotagens, mas faz as coisas de um jeito correto, ainda ferrando quem merece.

–Fazer o quê, eu sou incrível. – falei imitando James, e caímos na risada, entrando para a aula de DCAT.

Notas finais
Espero que tenham gostado. :D Comentem, favoritem e recomendem se acharem que a fic merece. Bjos da BiahIce.