Apenas uma Potterhead
4 A Dream Come True
Notas iniciais
Capitulo 3 — Um sonho realizado
POV Lyra
Acordei com meu celular vibrando debaixo do travesseiro, o peguei e vi as horas, arregalei os olhos, eram 14:30. Isso demência em pessoa não bota o celular despertar e acorda tarde, sua tia vai ficar chiando no seu ouvido o resto do dia. Não liguem eu falo comigo mesma de vez em quando. Levantei, fiz minha higiene matinal e vesti uma roupa. Uma regata cinza, uma camisa xadrez na cintura, calça jeans preta e rasgada no joelho, com coturnos.
Desci as escadas e já encontrei meus queridos tios (N/L: Ironia você por aqui!) almoçando.
—Bom dia. – falei.
—Depois que terminar de comer vá lavar a louça. – falou minha tia. – Estaremos na sala vendo TV, não quero ouvir um pio.
Os dois se levantaram e foram em direção à sala, revirei os olhos com o que ela disse, como se não soubesse. Comecei a comer quando a campainha tocou. Me levantei, por que sei que minha nenhum dos dois preguiçosos iria atender, abri a porte e me vi de frente a um homem que aparentava estar nos 30 e poucos, com cabelos castanhos e vestes um pouco esquisitas.
—Hã... Pois não? – perguntei depois de um tempo o encarando.
—Boa tarde, eu sou o prof° Neville Longbottom, da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. – disse ele, como se falasse isso toda vez que ia na casa de algum desconhecido.
—Só pode ser brincadeira! – escancarei minha boca o reconhecendo.
—Garanto que Hogwarts é um assunto bem sério, você deve ser a senhorita Black, não é? – ele respondeu de volta. Assenti. – Será que poderíamos entrar, gostaria de falar com seus responsáveis.
—Entre, por favor. – falei dando passagem para ele entrar. – Por aqui.
Fiz o caminho para a sala, e lá vi minha tia tricotando enquanto assistia TV com meu tio.
—Can hãm. – pigarreei, a atenção deles veio para mim. – Tem uma pessoa querendo falar com vocês.
—Boa tarde, vocês devem ser os tios de Larissa, certo? – Neville falou. Quando o olhar de minha tia pousou nele, ela ficou mais branca que cera de vela e esbugalhou os olhos. –Eu sou o professor Longbottom da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e gostariam de contar-lhes que sua sobrinha tem uma vaga nesta mesma, desde que nasceu.
Meus tios se entreolharam receosos, minha tia transformou seu olhar em nojo o passando para mim.
—Sabia que seria uma aberração, igual a desmiolada de sua mãe. – olhei pra ela espantada, primeiro por não tentar negar minha vaga ou que isso seria uma completa loucura e segundo por que ela nunca fala da minha mãe. Logo meu espanto passou a desprezo.
—Você não tem o direito de falar dela assim. – falei calma, mas depois completei venenosa. – Até porque a única aberração desmiolada que vejo são as pessoas que chamo de tios.
—Fale direito conosco garota, você sabe muito bem o que acontece se você sair da linha outra vez. – falou o trasgo do marido dela.
—Pois bem, se vocês me querem na rua, realizarei o pedido de vocês. – falei e subi correndo para o meu quarto.
Chegando lá peguei uma mala e a coloquei em cima da cama, logo comecei a jogar minhas roupas sem me preocupar em dobrá-las. Depois de colocar todas as roupas peguei uma mochila e coloquei minha preciosa coleção, Harry Potter e coloquei nela, depois comecei a colocar minhas coisas colecionáveis da saga. Quando fechei a mochila e iria fechar a mala, as roupas começaram a sair e a se dobrar sozinhas. Surpresa olhei para a porta e lá estava Neville, dei um meio sorriso agradecida.
—Obrigada.- falei vendo as roupas se dobrarem e se colocarem na mala. – E me desculpe pelo o que você viu na sala.
—Não há problemas, alguns trouxas podem ser piores do que imaginamos. – me respondeu.
Depois da mala se fechar ele a pegou e eu peguei a mochila e descemos as escadas. Lá em baixo nem me preocupei quando meus tios me chamaram, fui direto a porta e sai, fiquei com a chave, vai que eu precisasse pegar algo.
—Ah! – Neville exclamou. – Quase me esqueci, aqui está. – falou me entregando uma carta com o emblema de Hogwarts, dei um sorriso.
Então a ficha caiu, olhei para o homem na minha frente e para carta na minha mão, as roupas se dobrando sozinhas. Magia realmente existe! Rafael estava certo, magia existe.
—Ai, meu Merlim.- exclamei, assustando Neville. – Rafael vai enlouquecer quando souber disso!
—Espere, Rafael Collins? – perguntou.
—É, porque?
—Minha próxima parada é lá, gostaria de me acompanhar?
—Claro! Ele vai pirar. – ele me ofereceu seu braço e logo entendi que iríamos aparatar.
Eu não estava acreditando.
Eu vou ir pra Hogwarts.
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