Notas iniciais
Hello! Obrigada pelos comentários. Um agradecimento especial para as usuárias JaneRizzoli, MauraRizzoli, Sra Potter e Annelise, seus comentários me motivam. Tenho um carinho grande por esse cap. Boa leitura

Jane não saberia dizer se era seu quarto ou quinto drink

Por que diabo fui inventar de largar minha cerveja pra tomar isso?

Casa cheia, mesas cheias, mente mais cheia ainda, Maura parecia ignora-la. Se não fosse pelos olhares dela me procurando a todo instante eu já teria ido embora há muito tempo. Por que ela não senta e fica quieta? Ah é, ela é a anfitriã, mas custava sentar só um pouco?

A morena continuava bebericando sua taça e ouvindo histórias policiais dos oficiais na sua mesa, enquanto Maura ia de mesa em mesa. Toda sorrisos. Frankie e Tommy disputavam a atenção de Senkey, Angela ainda era só sorrisos e olhares com o decorador. Já vi que arrumei outro padrasto, mas cade esse garçom com mais bebidas? Vou ter que levantar e pegar eu mesma.

Ao se levantar e pegar a taça na bandeja que passava por ela, sentiu uma mão a puxando. -Jane, diminui ou você ficará bêbada, isso é muito forte.

–E aqueles prosecos que eu vi a doutora bebendo não são não forte não? Já contei cinco.

–Vem Jane, fica nessa mesa. -Maura levou Jane a mesa onde estavam Senkey, Frankie, Tommy, Susie e dois rapazes do laboratório.

–Senta ai Jane, vamos conversar. -iniciou Senkey. -Estamos falando de ir pra balada namorando.

–Namorando eu não iria para baladas sozinha- Jane afirmava enquanto sentava à mesa ao lado de Maura- Porque sentiria falta de alguém pra compartilhar o momento comigo, as risadas- Maura observava atentamente as palavras de Jane- Acredito que namorar ou casar é dividir o que se é esperando para ser completada, então nada em uma balada iria me atrair.

–Eu já não gosto desses tipo de festas — começou um rapaz sentado em frente a Jane- Então, a mulher que namorar comigo não precisa se preocupar com fidelidade.
Jane observava o rapaz, aparentava trista e poucos anos, parecia preso nos anos 80, como uma versão nerd de algum hippie, mas o que a incomodava é que ele não tirava os olhos de Maura.

–Na verdade, -continuou o rapaz- Eu não iria a festa nenhuma, porque estaria ocupado demais tratando minha namorada como uma rainha.- O rapaz ainda estava vidrado em Maura, fazendo a morena remexer na cadeira.

–Qual o seu nome rapaz? E você é o que aqui: nerd de laboratório ou oficial? -Maura percebeu o tom de Jane e tocou sua mão por baixo da mesa, uma tentativa de acalma-la

–Meu nome é Marcos, sou um dos assistentes de laboratório e trabalho com a Maura a quase um ano. -um olhar mais fixo para Maura que já estava constrangida.

Eu vou arrancar essa barbixa de bode num único puxão se esse cara não parar de ficar sorrindo pra Maura.

–E você det. Senkey, gosta de baladas? -Maura disse tentando mudar o foco e desviar a atenção da morena que parecia querer arrancar a jugular do rapaz a frente.

–Eu amo uma balada e nom me importo se estiver namorando.

–Como? O namorado não desconfia? Ele deixa? Como você consegue fazer isso? -Susie disse empolgada recebendo olhares curiosos de todos na mesa, e então disse timidamente.- Vocês sabem né, é uma pesquisa de campo para uma tese que estou elaborando.

–Deixa ela gente! Faxa assim Susie — começou Senkey gesticulando — Primeiro você tira várias fotos sua deitada na cama, de coberta até o pescoço e tal. E inventa doença , porque doença sempre comove né; "Ai amor, tô com febre" e igual assim, porque tem que ter uma desculpa pra ficar em casa no final de semana. Ai você vai pra balada, manda foto, mas apaga as que você mandar tá pra nom mandar foto repetida, falo porque já fiz isso e da problema reverter o revertério.

Enquanto todos riam com o jeito de Kikyou, Maura a todo instante olhava de canto para Jane.

–Tenha a certeza de ir pra um lugar que você tenha certeza que seu namorado nom esteja -Senkey olhava para Susie- Porquê eu já fiz isso também. Tava rebolando, descendo até o chon, ai quando olhei pra frente, olha lá o namorado chegando com os amigos.... aí fui dando ré, dando ré e liguei pra uma amiga que estava lá e falei: "Qualquer coisa você que me que ele tava aqui e eu vim fazer uma surpresa".

Todos riam, Kikyou sabia como divertir uma festa, mas mesmo entre risos Jane ainda estava incomodada com os olhares do Hippie Nerd para Maura.

–Um dia você vai encontrar a metade da sua laranja det. Senkey- dizia Marcos voltando os olhos para Maura.-E vai querer ficar só em casa, esperando seu marido chegar, nem trabalhar terá vontade.

–Eu heim! Tá afastado de Deus é? Quem fica em casa é panela. Vida curta, bunda cai com os anos, quero isso pra mim não. Mas você já encontrou a metade da sua laranja Marcos?

–Talvez sim, acho que encontrei, só falta ela perceber que somos duas metades iguais. — piscou para Maura.

Jane já podia sentir o olho querendo tremer, Maura apertou sua mão um pouco mais olhando com olhos pidões.

–Sabe, -começou Jane tentando controlar a voz, forçando um sorriso.- Acho que as vezes nos sentimos tão sozinhos que pensamos que qualquer metade da laranja é a nossa metade, só que muitas vezes ela é só a metade de um limão.- Jane encarava Marcos fixamente, que parecia não sentir a tensão.

–Não. Sei que encontrei essa metade. e é a MINHA metade

O olho tremeu

Ahh mas eu vou te mostrar a metade da laranja seu frutinha!!
Tommy pigarreou, queria evitar o conflito.

–Essas coisas de laranja são complicadas né Jane? E por falar em laranja e metades, cade o Casey? Noticias deles?

–Com licença, preciso olhar como Bass esta. -Maura se levantou, desculpando a saída, aliviada por não ouvir a resposta.

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Maura estava agachada em seu quarto, acariciando o casco de Bass.

–Eu sei meu amor, você está assustado com toda essa movimentação né.

–Por que você está falando com a tartaruga Maur?- disse Jane de braços cruzados escorada na porta.

–Você me assustou! -Maura levantou em um pulo, uma mão ao peito. -Sabia que ele se ofende quando você trata ele assim. Ele não é uma tartaruga, tartarugas são carnívoras, ele é um cagado. Pede desculpas!

–Que? Você tá brincando né?

Maura colocou as mãos na cintura. -Pede logo. Ele tem sentimentos tá!

Jane se sentou na cama.


Incrível como parece que aquele beijo não significou nada para ela, Maura era assim tão fria? Ou será que ela sabe disfarçar tão bem? Não quero sair daqui até resolver isso.

–Maur, isso ai não tá nem aí. Ele só anda e come, mas nada.

–Tem sentimentos sim, olha como a expressão dele mudou pra triste. -Maura se agachou, acariciando Bass novamente- Liga pra ela não, tá Bass.

–E ela continua falando com a tartaruga...

–O que você disse?! -Maura levantou, mãos na cintura, testa franzida.

–Nada. Só estava pensando alto.

–Tá faltando nada não?

–Ahhh! Desculpa Bass, você não é uma tartaruga, é um cágado.

–Ai viu? Ele tá feliz agora. A expressão dele até mudou.

–Ele tá comendo o alface Maura,

–Tá comendo alface feliz. -A loira foi em direção a porta.

–Maur, espera, vamos conversar sobre o que aconteceu mais cedo.

–Conversar sobre o que Jane? Não vejo tópicos para serem discutidos. Não foi nada demais, você nunca beijou uma amiga antes não? Talvez uma garota na balada. É normal. -Maura olhava para o chão agora.

–Não, nunca fiquei uma amiga ou alguma garota na balada, você foi a primeira. Quero saber se aquilo foi só um beijo, porque não tá parec...

–Jane, pára! Acho que você está imaginando coisas. Eu beijei você porque eu estou me sentindo sozinha após a partida do Jack. Você me beijou porque está sentindo falta no Casey, foi coisa de momento.

–Maur, desculpa, mas só quero entender. Nos conhecemos ha anos, ai do nada, em um dia normal nos beijamos. Já aconteceram tantas coisas que criaram momentos, por que logo agora?

–Jane, não complica as coisas. Nada demais aconteceu, não vamos deixar isso abalar nossa amizade- Maura abriu a porta, mãos na maçaneta, olhos no chão. -Apenas esqueça, não quero te perder por isso.

Jane levantou em um pulo, fechou a porta prendendo Maura entre seu corpo e a madeira envernizada.

–Maura, você não vai me perder, eu sempre estarei aqui com você.

A loira virou devagar, ficando frente a frente com a mais alta.-Você quis ir embora uma vez, o que me garante que você não deseje ir embora de novo? Eu não quero te perder minha amiga.

–E não vai Maur! Eu não quero ir pra nenhum lugar onde você não esteja. Estou aqui e é aqui quero ficar.

Os rostos estavam tão próximos, respiração descompassada, coração disputando corrida com a velocidade da luz.

–Por que as coisas sempre tem que ser tão complicadas Maur?

–Não são, nós que sempre complicamos tudo.

–Então vamos deixar tudo mais simples. Nós queremos não é?
Estou aqui e é aqui quero ficar.

As testas se tocavam, a respiração ficava mais rápida

–Há muitas variantes Jane, muitas coisas que nos impedem... e isso tudo torna o desejo fútil.

–Pensei nisso a noite inteira Maura. -olhos agora se comunicavam- Pensei sobre sua lista. Minha família é sua família, nada mudaria, ninguém mudaria, porque todos te amam e amariam mais ainda por você me amar. O nosso trabalho não mudaria, seríamos Rizzoli e Isles a mesma coisa, e eu atiraria em quem fizesse alguma brincadeira. Nossa amizade só iria ficar mais forte. Maur, por favor...

A última frase morreu em um sussurro. Novamente a distância entre os lábios era tão curta, que chegava a ser insignificante,

Os lábios quase se tocaram, e Maura soltou o ar que ela nem sentia prender. O hálito quente tocou os lábios de Jane, o aroma de laranja e Prosecco. Como eu quero sentir esse sabor em minha boca.
Jane conseguiu ver o negro se misturando com verde amendoado de Maura, as mãos suavam contra a parede, a incerteza do próximo passo era cruel e ninguém ousava dar.

Apenas um sussurro

********

Maura desviou o rosto, olhando a lua pela janela. O reflexo no vidro não prendia sua atenção.

Amor

desejo

Medo

Nenhuma palavra justificava ou desculpava o que estava prestes a acontecer.

Jane pensou em tentar um beijo, mas estava receosa, o pescoço de Maura lhe chamou a atenção, estava muito convidativo por estar ao seu alcance. Num impulso depositou beijos molhados na pele nua, um gemido foi contido. Não há como negar o desejo. O toque era frio devido as bebidas com gelo que passaram por aquela boca. Lábios frios em pele quente, caminho sem volta.

O gemidos eram baixo, mas o suficiente para incentivar a morena a prosseguir.

Maura se agarrava aos ombros de Jane sobre a camiseta branca, o tecido estava retorcido em suas mãos. Tentava empurrar aquele corpo que pressionava o seu contra a porta, mas faltava lhe força, faltava lhe vontade.

Não posso me entregar- Maura se reprimia- Ela já tem alguém, não quero atrapalhar um amor verdadeiro.

Maura sentia suas pernas bambas, suas mãos puxavam mais a camiseta branca. Queria empurrar, queria puxar mais pra si, nenhuma opção era válida.

A mão que agarrava o tecido perdeu aos poucos a pressão, uma mão delicadamente posou na nuca com cachos negros. As vezes não podemos resistir, não quero mais resistir.

Maura virou seu rosto ao encontro da boca que lhe arrepiava, O toque dos lábios gerou um dor gostosa no ventre de ambas.

As línguas se tocavam, os corpos se tocavam. Jane colocou uma das mãos na cintura da morena, pressionava com vontade, puxando o corpo quente para si. A outra mão ainda estava na porta, sendo o apoio temporário do desejo que unia dois corpos, uma vontade.

Mãos se perdiam em cachos negros. Ninguém ousava interromper aquele contato. Nada importa agora.

Os corpos foram descolados da madeira indo em direção a cama. A mão permanecia firme na cinturam dessa vez mais forte, dissipando o medo de algo acontecer e o espaço aparecer. A mão par estava pressionando a nuca, massageando, puxando de leve cabelos loiros.

Maura sentiu sua panturrilha encostar na cama e se sentou, observando Jane abaixar e tirar delicadamente suas sandálias, olhos não perderam a conexão.

Nem que seja por um única noite eu quero sentir você minha amiga. Quero ter essa sensação. Por uma noite arrisco tudo.

Maura deitou sobre a cama com o corpo da morena lhe pressionando contra o colchão, um contraste que umedecia seu centro. Poros abertos, pele com estática, prótons corriam livremente, corpos buscando atrito.

Arrisco tudo

O beijo era intenso agora, marcante. Mordidas nos lábios, chupões estalados.

As mãos da loira tiraram a camiseta branca. E a visão fez seu sexo pulsar. Jane possuía um abdome definido, seios firmes que se enrijeceram ao toque, Maura tirou o top nadador e sugou um mamilo rígido, depois o outro, fazendo um gemido surgir nos lábios da mulher acima de si. Sentia seu corpo queimar enquanto fazia o que tinha desejo.

Sentia os braços de Jane tremerem, seu quadril buscava atrito no corpo da loira que abriu lentamente as pernas para receber aquele contato. Jane já pressionava as próprias pernas não suportando a pulsação.


A morena retomou o beijo e com uma mão levantava o vestido de Maura, recebendo ajuda da mesma. O vestido foi levantado até a altura dos seios, os movimentos eram necessitados. Jane investiu novamente no pescoço da loira que em um gemido arranhou as costas da mulher que pressionava seu centro com a coxa. Um movimento impulsivo fazendo Jane soltar um gemido abafado contra o pescoço.

Maura reposicionou o quadril para receber com mais prazer o movimento que se seguia, que agora não queria mais parar as investidas, a pressão, as estocadas.

Arrisco tudo


Uma única vez


O beijo retomou mais selvagem, gemidos abafados na boca, corpos que não cessavam o atrito. Maura sentiu uma onde crescer em seu ventre, mas a rejeitava.

Não! Agora não! Não posso estar tão próxima de um orgasmo.

Estocadas.

Não sou fraca, ainda estou vestida, agora não!


Mais estocadas, mais mordidas

Tenho experiência, sou boa de cama, agora não.

Maura tentou empurrar Jane, mas as forças lhe faltavam, pensamentos começavam a ficar desconexos.
Jane não cessava as investidas contra a umidade da loira que se perdia em movimentos e gemidos embaixo de si. O orgasmo de Maura era prioridade, mesmo com braços queimando pelo esforço de sustentação, mesmo com as costas ardendo, nada a faria parar agora.

Uma estacada mais forte, as pernas enlaçavam na cintura, tentando fechar.

Uma estocada, e outra, outra mais forte.

Jane pressionou mais contra o centro de Maura e sentiu a loira arquear as costas e tremer compulsivamente. A convulsão desejada

Maura voltou lentamente a si, a mente vazia, sentiu as vibrações e levezas do corpo. Então abriu os olhos, a visão que teve jamais poderia esquecer
Jane estava ali, sorria para era ela, não era um sonho, miragem, ela realmente estava ali. Havia esperança nos olhos castanhos, expectativa, um sorriso vitorioso esperando o próximo passo.


Estamos dando passos de bebes demais

Maura começou a sentir medo, flashes de um possível futuro passando em sua mente. Elas namorando, se amando, sendo felizes, e então Casey voltaria ou pior, elas perceberiam, que tudo aquilo foi apenas desejo e carência e se afastarem por não saber como voltar àquela amizade do começo.


Passos de bebes demais

–Licença Jane, quero levantar. -Empurrou Jane para o lado

–Espera Maur. -chamou se sentando na cama, tentando evitar que a loira levantasse, mas já era em vão. Maura estava sentada na beirada da cama, pés no chão, mãos apoiadas esperando um impulso para ficar ereta.

–Maura, você não pode negar o que aconteceu aqui.

–Só podemos negar o que existe. Sim, aconteceu, e foi a última vez. Não quero me entregar a você, nos iludir. Não posso me envolver se sei que daqui a pouco quando Casey voltar você irá virar aquela menina apaixonada de novo.

–Maur, não é bem assim. -Maura se levantou ao toque em seu ombro, como se tivesse sido queimada.

–Então você vai mentir na minha cara que não sente mais nada pelo amor da sua vida? Que já o esqueceu? Eu sei como você fica perto dele Jane, já vi isso várias vezes, um amor assim não some por causa de uma noite, um beijo.

Jane percebeu os olhos marejados que a fitavam, a voz estava presa na garganta, a mente não criava argumentos para discutir com Maura.

Ela esta se segurando para não chorar–pensou Jane- não posso fazer isso com ela.

–Não quero passar por isso de novo Jane, não quero viver agarrada em um travesseiro sozinha, com medo de você ir embora.

Eu tenho o vicio de me machucar, e já estou cansada disso

Maura entrou no banheiro e trancou a porta, daqui a pouco seria uma bola de lágrimas e soluços embaixo do chuveiro. Que Jane se encarrega-se de se despedir de todos e agradecer a visita, ela não queria ser a anfitriã agora. Toda a educação que foi polida por anos ficou do lado de fora daquela porta.

–Maura, abre a porta.

–Vai embora. Conversaremos amanhã- a voz saiu chorosa, apertando o coração de Jane

–Fala comigo Maur, vamos conversar, não podemos ficar assim. -duas lágrimas arriscando cair.

–Vai embora por favor Jane, me deixa ter um pouco de privacidade, só hoje. -a morena sentiu um peso tão grande no peito que parecia que roubar todo o ar, a dor era palpável.

–Maur, te imploro, sai dai, vamos conversar -dizia a mulher encostada na porta, seu rosto na madeira fria, duas lágrimas rolaram pelo rosto aflito.

O silêncio do lado de dentro da porta fez sua respiração travar novamente. Não posso fazer isso com minha amiga, não quero ver ela chorando nunca mais.

–Conversa comigo Maur, nem que seja pra brigar, me deixa cuidar de você.

A frase ainda latejava na cabeça de Maura

Me deixa cuidar de você

Não é isso que todos desejamos?–pensou Maura- alguém pra nos dar segurança, pra nos abraçar e dizer que tudo vai ficar bem, mesmo que seja mentira.

Ela nunca se sentiu segura antes de Jane, todos eram egocêntricos demais.

Maura não ouviu mais nenhum ruído no quarto, silêncio e vazio era o que a esperava.

Por que você não insistiu mais um pouco Jane? Por que não arrebentou a porta e me tirou daqui?

A loira reparou suas mãos, tinha Jane embaixo da suas unhas, Jane em seu cabelo, Jane em seu corpo inteiro. Num impulso Maura abriu a gaveta do armário e pegou cortador de unhas, e começou a cortar cada pedaço, cada corte era um flash do que acabara de acontecer, cada corte uma lágrima. — a loira tentava tirar Jane de si.
Ligou o chuveiro e notou que havia algo que não pertencia a ela.


O cheiro de Jane.

Notas finais
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