Apenas um sussuro

27 Animais de sangue frio são os que possuem veneno.


Notas iniciais
Desculpa a demora, aprendi da maneira mais dolorosa que refrigerante e notebook não se dão bem. Perdi tudo que Cris e eu havíamos escrito. Aprecie sem moderação

Jane estava parada na porta do DP de Miami quando um toro vermelho parou em frente a ela.

— Posso saber por que demoraram tanto? - a morena perguntou nervosa

— Tivemos que deixar a Kikyo em um lugar, ela foi pegar alguns brinquedos com alguns conhecidos daqui. — Frank disse um pouco chateado

— Pelo amor de Deus, essa baixinha tinha que se candidatar a governador, em todo lugar conhece alguém. Cadê o Korsak — disse ao entrar no carro, batendo a porta com forca enquanto Frank acelerava

— Esta perseguindo Maura e o japinha.

— Se alguma coisa acontecer com eles, eu não sei o que vou fazer Frank, jamais vou me perdoar — retirou o rastreador do pulso — Era pra ter sido eu lá agora.

— Vai dar tudo certo Jane. Onde você colocou o rastreador na Maura.

— Coloquei no Esquilo. Ela jamais o deixaria, e ele jamais sairia de perto dela. Coloquei no escudo do capitão America.

— No escudo? Sério? Ele vai perder rapidinho. – Frank bateu com a mão no volante, parecia irritado

— É mais fácil o Esquilo sair sem as calças do que sem aquele escudo. É a arma que ele acredita que vai proteger a Maura. Merda! Era o assistente dela o tempo todo! Como não percebi isso?!

— Ele foi bem discreto. Nem sempre as pessoas que querem nos fazer mal anunciam isso. E confiamos tanto na Susie que foi fácil confiar nele depois.

— Ele sempre lá, perto da Maura, perto de mim, sendo sempre o assistente de legista prestativo. Sempre calado só observando.

— Aqueles que observam mais, são os que temos que ter mais cuidado.

— O que ta acontecendo com você Frank? Virou psicólogo agora? — Jane revirou os olhos.

— Só estou dizendo verdades. Não vimos muitas coisas. Coisas demais. – Parecia irritado, falando entre-dentes

— O que mais eu preciso saber?

— Kikyo mentiu pra nós o tempo todo, se é que esse é o nome dela. – Acelerou tirando fino de um Toyota vermelho

— O que você quer dizer? – Jane segurou mais forte no painel e certificou que o cinto estava realmente preso.

— Ela é uma Federal! – bateu novamente no volante, acionando a buzina que assustou uma velhinha que passava, se Jane não estivesse tão assustada, teria rido da cena.

— Você está brincando né?

Frank a encarou – Minha cara é de quem está brincando?

O moreno voltou a atenção para a estrada, fazendo uma manobra que evitasse que o toro virasse decalque de caminhão.

— Então tudo era mentira?

— Não. Sobre a família dela é verdade. Descobrimos isso na hora de vir pra cá. Não nos deixaram vir com nossas armas sem uma licença emitida por algum juiz e ela com todo seu poder e distintivo reluzente conseguiu fazer a gente passar. – Olhou o retrovisor— Tem um caminhão nos perseguindo já faz algumas quadras.

Jane olhou para trás, o caminhão pedia passagem, se aproximando do carro. – É de cerveja. Cerveja light ainda. Não quero ser atropelada por cerveja light.

Frank passou para cento e vinte roncando, fez a volta para o elevado da rua 79 na esquina do Mercado Publix e entrou direto, procurando desvairadamente o caminhão.

— Será que o despistamos? – Frank perguntou olhando pelo retrovisor

Jane o viu. Ali, na frente deles... E vindo na direção contraria.

— O sacana voltou. Será que viu que tentávamos fugir? Sentiu o cheiro do nosso escapamento? Não importa, é ele, o mesmo caminhão sem duvidas. Mas como foi tão rápido?

— Vai dar tudo certo Jane, prometo.

— Prometi a Maura que não colocaria mais minha vida em risco.

— Creio que ela vai entender – O caminhão ligou o pisca alerta. As mãos de Frank e Jane suavam enquanto observavam o caminhão se aproximando na direção deles.

— Se alguma acontecer você cuida da minha filha, certo? – Frank perguntou apertando mais forte o volante nas mãos.

— Não, você não é nem louco Frank. – O caminhão se aproximou mais, o toro roncava enquanto Frank ainda pisava no acelerador sem retirar o pé do freio.

Quando o caminhão estava a menos de 30 metros era possível ouvir uma sirene dentro dele. Jane soltou o ar aliviada quando viu longos cabelos negros balançando para fora da janela e uma asiática sorridente acenando para eles.

— Uma lésbica que se preze precisa andar de caminhon. Entra ai Jane! Sabemos onde Maura está. Você vai com esse caminhon e eu vou buscar reforços. Seja discreta.

— Mas logo light? – Jane saiu do carro subindo no caminhão

— Cala a boca e vai salvar sua mulher.

***************

Jane estacionou o caminhão próximo a um pequeno supermercado. Korsak havia passado o endereço, a ordem era para não entrar até os reforços chegarem. Com o caminhão seria fácil perceber qualquer movimento dentro da casa a 15 metros sem chamar a atenção.

Porém antes que Jane da-se conta, ela já estava andando sem parar através de um corredor dentro da casa e se escondeu em um quarto pequeno. Esse quarto poderia ter sido qualquer coisa, um quarto, uma pequena sala de estar, uma despensa ... Mas não importava, Maura estava ali em algum lugar e esse era o foco.

***

O assistente de legista finalmente removeu as algemas e a mulher sentiu outra pontada de dor nos ombros e pulsos ao libertar-se da posição em que os braços estiveram todo esse tempo. O assistente sentou-a com brutalidade na cadeira de metal e amarrou as mãos sobre os braços de metal. Maura tentou resistir novamente, mas novamente só serviu para ferir as cordas em seus pulsos. Seu sequestrador, finalmente, tirou a mordaça.

— Você não tem uma cadeira mais confortável? — Maura disse com desdém, se mexendo desconfortavelmente na cadeira.

— Cada um recebe o que merece.

Marcos entrou na sala com uma caixa que fazia uma barulho alto de engrenagem e Maura ficou surpresa por ver o ex colega de trabalho ali.

— Ei doutora, sentiu minha falta?

— Marcos? Como? Por que? – Agora conseguia entender porque Kikyo ficava “orissada” perto dele.

Sem dizer nenhuma palavra ele voltou para a porta e trouxe algo nos braços, colocando sobre o sofá.

Maura ao perceber o que era, sentiu todas as veias de seu corpo congelarem.

— O que vocês fizeram com ele? — Olhou com mais atenção, Esquilo ainda respirava.

— Ele só está dormindo um pouco. Minha culpa, dei algo pra ele se acalmar. Ele sabe ser bem elétrico quando quer alguma coisa— Coçou a cabeça, onde aparentemente havia um pequeno galo ali

— Faça o que quiser comigo, mas por favor, deixe ele ir. Ele é só uma criança!

— Mas faremos o que quisermos com você doutora Isles – o ex assistente falou— Não existe barganha. Mas fique tranquila, não iremos fazer nada ainda, até a detetive Rizzoli aparecer. Não deixe esse garoto ai! Vai sujar o sofá. Leve ele lá pros fundos.

Contrariado Marcos pegou Esquilo o tirando da sala.

— Já volto doutora – japinha sussurrou com sua voz rouca e saiu do quarto.

Maura teve vontade de chorar ao ver a silhueta familiar caminhando sorrateiramente até ela.

— Jane, salva o Bruno – sussurrou.

— Cadê ele?

— Não sei. Salva ele. - Chorava

— Calma, ele vai ficar bem. Korsak e Frank estão aqui também. Eles vão nos ajudar. Trouxeram até brinquedos bem potentes.

— Kikyo vai fazer aquela coisa de sniper?

— Minha esperança é essa. Eu sou muito jovem pra morrer.- Jane tentava desamarrar as cordas do braço da loira

— Eu não sou mais tão jovem, mas também não quero morrer.

— E tem outra coisa... a Kikyo é do FBI. – Conseguiu desamarrar um pulso

— Sim, eu sei

Jane parou todos os movimentos e olhou a mulher — Como você sabe?

— Ela me contou antes da gente vir pra cá. – Deu de ombros e olhou ansiosa para a porta, receosa do ex assistente ou Marcos voltarem.

— E você não pensou "Oh que legal, tem um federal no prédio, vou contar pra minha namorada, já que ela odeia federais."

— Não queria atrapalhar na investigação. Mas houve um momento que duvidei dela e achei que ela fosse a vilã, então...

— Você sabe do que é a investigação? – Conseguiu desamarrar o outro braço e se dirigiu as pernas também amarradas.

— Não faço ideia. – Maura a olhou, esquecendo de vigiar a porta

— Ao menos isso compartilhou comigo.

— Tem mais uma coisa que não te contei. — Antes que concluísse a frase Maura viu uma sombra grande atrás de Jane, a ultima coisa que ambas sentiram foi uma dor aguda na cabeça

****

Maura acordou zonza, olhando ao redor na tentativa de ver algo familiar.

— Finalmente acordou. Já estava preocupada. – Uma voz rouca chamou sua atenção.

— Jane? – A morena estava amarrada, sentada no chão a sua frente.

— Isso é temporário, já vou me livrar dessas cordas.— Se remexeu apertando mais as cordas

— Precisamos conversar

— Precisamos sair daqui Maura, e urgente.se remexeu mais, travando uma luta com as cordas

— Jane, eu tenho que te contar um segredo.

— Não posso ir a nenhum lugar mesmo, fique a vontade. – desistiu das cordas, soltando o ar frustrada

— Quando estávamos separadas eu fiz inseminação artificial.

— Você o que? — Os olhos de Jane eram do tamanho de bolas de golf - Você ta grávida Maura? – Sentou mais rígida.

— Não. Não estou. Não deu certo. Mas eu queria que você soubesse, eu quero ter mais um filho. E eu estava disposta a ter, mesmo sem você.

— Será que agora você pode querer ter comigo?

— Você quer ter um filho?

— Mais um filho, eu sinto que o Esquilo é meu filho também, mesmo que ele jamais possa ter meu nome e tenha que dividir ele com o pai. E eu tenho que te contar um segredo também.

— Ah não Jane! Se você tiver me traído com alguma vagabunda, eu te mato!

— Calma amor, não é isso... Espera! É isso que você pensa de mim? Que eu ando com vagabundas por aí?

— Desculpa Jane - Maura estava envergonhada — Qual o segredo?

— Eu comprei um anel de noivado pra você. Na verdade encomendei um nesse mês em que ficamos distantes, ele demorou pra chegar e fui te pedir em noivado sem ele mesmo. Ele ta no meu bolso há duas semanas.

— Ah, então aquele volume era isso?

— Por isso que você ficava metendo a mão na minha calça? Pra descobrir o que era?

— Você sabe que às vezes sou curiosa.

— Jesus! Ás vezes você é irritadamente curiosa. E agora vamos rezar pra Deus pra Kikyo já ter conseguido os reforços.

— Você sabe que não acredito em Deus

— Nunca é tarde pra acreditar em Deus. Ainda mais nessa situação. O importante é acreditar em algo. Eu não acredito em você tão sem fé.

— Nós temos que respeitar as escolhas dos outros. Você sabe que eu respeito sua crença, apesar de eu ser ateia.'

— Maur, eu sei. Mas Jesus existiu, e ainda existe em todo lugar. – Maura balançou a cabeça.

— Eu quero que nosso relacionamento dure. Eu quero ter bebês no futuro, quero que eles sejam criados de uma certa maneira. Quero que meus filhos sejam criados ateus. Preciso saber que meus filhos sejam livres para louvar do jeito que eu quiser.

Jane arqueou uma sobrancelha para o “Eu” na frase - Mas com certeza nossos filhos serão cristãos.

— O que? Não, eles serão ateus.

— Acho que devemos deixar pra discutir isso mais no futuro.

— Não será discutido. Eles serão ateus e ponto final.

Jane revirou os olhos — Veremos, Maura. Veremos.

Escutaram alguém bater palma e então avistaram o homem parado próximo a porta com um outro menor mascarado ao lado.

— Que lindo vocês falando de futuro, pena que não terão nenhum. Agora vamos brincar. O nome desse jogo é roleta russa, já ouviram falar? Brincava muito com ele quando eu estava no exercito.

— Entao todos aquelas pessoas vitimas de “suicídio” era você? Você que fazia esse jogo estúpido? Por que ter tanto trabalho em roubar evidências? Por que dar tanto trabalho pra gente? Por q...

— Você tem porquês demais. Vai ou não brincar?

— Jamais participarei disso. É idiotice.

— Então brincarei com sua namorada, só que com ela brincarei usando uma automática. Assim como faço com quem não gosta de brincar

Jane olha para Maura que nega com a cabeça, como se implora-se para Jane não aceitar. Mas a escolha já estava feita.

— Ok. Mas você primeiro.

— Meu jogo minhas regras. Se você tiver sorte pode não morrer dessa vez.

— E se você também tiver sorte?

— Vamos esperar pra decidir.

O pequeno homem mascarado soltou as mãos de Jane

— Respire, profundamente. Acalme-se – o asiatico rolou o tambor e estendeu a arma para Jane que ainda estava sentada no sofá— Se você jogar, você pode ficar livre. É só pegar a arma e contar até três

Jane estava suando, movendo a arma devagar, ela parecia tão mais pesada que todas as armas que já pegou em toda sua vida. Com certeza havia um red Taylor ali dentro

— Não pense muito, é sua vez agora.

Jane tentava controlar a mão que tremia e podia jurar que era possível ver o seu coração batendo através do seu peito. Estava apavorada, sabia agora a real diferença entre medo e pavor, mas não iria desistir. Não iria desistir por Maura. O quanto você arriscaria por quem ama? Tudo! Jane arriscaria tudo.Talvez alguma coisa tivesse acontecido com Korsak e os outros, afinal horas se passaram e nada, agora era apenas ela e a arma, e ela teria que passar por esse teste, basta puxar o gatilho e fazer o tambor rodar.

— Faça uma oração já que você se diz tão cristã. Às vezes isso ajuda.

Então Jane teve um pensamento assustador, que se ele estava aqui, significa que nunca perdeu. Por isso os casais sempre morriam com o mesmo projétil.

Ergueu mais a arma, o cano frio tocou sua testa suada, não conseguia olhar para Maura agora, mas podia ouvir seus choramingos. Ouviu a respiração excitada do asiático, isso excitava ele, o poder, o medo do casal... Não era assim tão diferente de Hoyt, ”Animais de sangue frio são os que possuem veneno.”

Enquanto a vida passava pelos olhos, Jane se perguntava se veria o sol nascer novamente, algo tão bobo que nos momentos finais faz toda a diferença. Quando estamos a ponto de perder que percebemos o quanto era importante, uma sobremesa sempre fica mais saborosa quando pegamos um pequeno pedaço sabendo que é o último. “Meu último sacrifício será por você, todos foram por você Maura.”

Respirou fundo, muitos não têm a chance de dizer adeus, mas é tarde demais para pensar no valor da vida agora.

Seus dentes batiam um no outro, seus olhos fortemente fechados e seu dedo apertando o gatilho.

Um barulho metálico fraco era a única esperança, qualquer outro barulho seria o fim.

Ela estava apavorada, mas segurou mais forte a arma.

Um tiro ecoou pelo quarto, que ficou silencioso

Relutante Maura abriu os olhos e viu todo o sangue pelo chão, seu coração literalmente parou de bater até ver a origem.

O asiático estava deitado no chão, tão perto de Jane ainda ajoelhada. O ar voltou aos pulmões da loira que não conseguiu conter as lágrimas.

Confusa procurou a fonte do tiro e viu o pequeno homem ao seu lado, ele segurava a caixa que Marcos havia trazido anteriormente, ela não fazia o barulho irritante mais. E era exatamente o pequeno homem que segurava a arma... A arma de Kikyo.

— Kikyo? – Maura falou confusa

— Desculpa a demora, tivi que desativar isso aqui. Algumas bombas son mais complicadas que outras. E essa non chegará ao destino planejado.

Jane respirou fundo— Como você conseguiu disfarçar e entrar aqui?

— Eles confiavam em mim. – Kikyo retirou a máscara

— Por que? – Jane perguntou desconfiada enquanto ia em direção a Maura, para libertá-la

— Lembra da invasão a sua casa Maura? Desculpa por tê-la assustado. Mas eu tinha que convencer eles.

— Então foi você? Por isso você chegou tão rápido.

Havia raiva nos olhos de Jane quando encarou a asiática.— Você sabe que eu confiei em você não sabe?

— Procuro por Andrew toda minha vida. Vocês o conhecem por Marcos, ele matou minha família. Realmente sinto muito. Isso tudo era muito maior que vocês.

— Como você chegou até nós? – Maura perguntou ao se levantar, um pouco tonta pela pancada que havia recebido.

— A primeira vitima desse caso, que foi apelidada de Xena, era agente federal e estava tentando te avisar da aproximaçon deles Jane. Após matar Hoyt você ficou muito famosa. Mas Andrew mudou tudo pra te incriminar. – Kikyo colocou a caixa no chão— Ainda posso ser a madrinha de casamento de vocês?

— Qual seu nome? – Jane perguntou cruzando os braços

— Kikyo, apenas modifiquei meu sobrenome.

— E seu sobrenome?

— Rizzoli... Se ela quiser. – Frank entrou no quarto assustando a todos — Você aceita se casar comigo Kikyo?

— Achei que você ainda esta bravo comigo. — Kikyo perguntou confusa

— Esse foi o pedido de casamento mais estranho que já vi – Jane resmungou enquanto abraçava Maura

— E isso vem de uma mulher que pediu a esposa em casamento quando ambas estavam amarradas e prontas pra morrer.

— Fiz o melhor que pude ta.

— Deixa eles Jane. – Maura bateu no ombro da noiva - Vai aceitar Kikyo?

— Você sabe que non te amo non é?

— Não estou pedindo que me ame, estou pedindo apenas uma chance pra te provar que posso te fazer feliz.

— Ele foi melhor que você Jane – Korsak entrou no quarto com dois federais

— Podemos ter privacidade aqui? – Frank rosnou

— Non posso te prometer casamento, namoro, mas posso te prometer um jantar.

— Já é um começo – Frank sorriu.

— Apesar que você me pediu em casamento do lado de um morto. – Kikyo brincou, seu sotaque não era tão forte como anteriormente, provando que era mais um toque de seu disfarce.

— Ele não vai contar a ninguém mesmo. — Frank disse pegando a mão da asiática e a levando para fora. – E eu fiquei brava com você só por alguns minutos. Não da pra ficar muito tempo

— Tomara que ele lembre disso na primeira briga deles – Jane resmungou

— Falei que eles formavam um casal fofo. – Maura disse após observar a interação dos dois.

— Você queria era ela longe de mim, admite. E Maura, você precisa parar de colocar “Assassinos que querem te matar” na vaga de emprego para seus próximos funcionários.

— O Marcos, ou Andrew sei lá – Korsak se aproximou delas— disse que se apaixonou pela doutora e por isso se juntou ao asiático morto aqui.

— Não se preocupe, ele vai encontrar muita paixão na cadeia. Cade o Esquilo? -Jane abraçou mais forte sua amada

— Esta bem. Esta lá fora com os federais, contando sobre a viagem que vocês prometeram a eles e soabre o novo irmão que terá. E vocês vão mesmo se casar? Quero ser o organizador.

Jane e Maura olharam assustadas para Korsak.

— Falo sério. E quero ser padrinho da nova criança também.

Notas finais
então é isso. Encerra aqui a história, não quis dar uma de autora das novelas globais que terminam com casamento e um monte de mulher barriguda. Quis deixar assim, aberto. Espero que tenham se divertido
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!