Notas iniciais
Desde já peço sinceras desculpas meus caros leitores, estive ausente por um longo período, mas isto não é injustificado, a faculdade está tomando todo meu tempo, mas logo que possível espero retornar ao volume de produção e estar postando fic's variadas e com maior qualidade...

Minha pele transpira, um calor instigante à assola por cada milímetro quadrado. Meus músculos relaxam, a força os abandonou de forma a me fazer pensar se um dia estes poderão se contrair novamente permitindo que eu me movimente. Minha cabeça está pesada, uma sensação próxima à um porre alcoólico, sendo que eu não lembro de ter bebido algo do tipo. Meus pensamentos se encontram nebulosos, misturados, sei que estão lá, mas não posso visualiza-los claramente.

Toda vez é assim, toda vez a mesma coisa, toda vez o mesmo dilema, sempre que eu à encontro terminamos assim, não posso afirmar que ela esteja no mesmo estado que eu, nem pior ou mesmo melhor, mas à julgar por sua expressão enquanto dorme creio que antes de adormecer ela tenha passado por algo semelhante.

Minha boca seca incomoda, quase como se me desse a ordem absoluta de hidrata-la. Penso em me levantar e rumar à cozinha atrás de um pouco de água ou algo do tipo. Meu corpo não responde, enquanto espero que este volte à me obedecer olho ao redor, roupas, travesseiros, e várias outras coisas que não consigo identificar devido à falta de luminosidade se encontram espalhadas pelo chão. Viro meu rosto para o lado oposto, vejo o restante de minha cama, agora sendo ocupado por ela e o fino lençol que a cobria, nada mais, mesmo com a visão restringida eu sabia que além de seu corpo, nada mais havia por baixo daquele lençol, eu o havia deixado assim momentos atrás, momentos estes que se eternizaram em minha mente como tantos outros que passamos juntos nesta mesma cama, neste mesmo quarto, na nossa cama, no nosso quarto. Vejo sua cabeça repousando sobre um dos travesseiros que restaram sobre a cama, seus cabelos espalhados sobre este causam uma bela visão, uma visão que eu posso apreciar, que apenas eu tenho o privilégio de apreciar.

Sua respiração leve e constante nada lembra os suspiros pesados e descompassados de pouco antes, sua face tranquila e relaxada não apresenta resquícios das expressões de logo antes causadas pelo prazer brutal, sua boca entreaberta durante o sono não deixar passar vestígios que pouco antes estava proferindo gemidos nos mais diferentes tons e palavras desconexas, ambos embargados pelo prazer.

Minha boca novamente me incomoda, reúno o que posso de força e me levanto, tomando cuidado para não realizar algum movimento que venha a acorda-la. Saindo do quarto rumo a cozinha passo pela sala de jantar, não está bagunçada, mas apresenta sinais que fora usada recentemente, um jantar para duas pessoas, um jantar para dois amantes, o inicio do evento que encontrou seu clímax no quarto. Adentro a cozinha, pego um copo e o completo com água, ao leva-lo à boca como se esta me amaldiçoa-se por mantê-la longe de algum liquido por tanto tempo.

Retorno ao quarto, agora um pouco mais lúcido caminho consciente de meus passos. Abro a porta e visualizo todo o ambiente, agora com mais noção do que vejo, reparo a desordem que causamos... não eu... não ela... nós...

Caminho até a janela com cuidado para não esbarrar em algo que possa vir à causar algum barulho inoportuno. Alcanço meu alvo, puxo a trava e abro a mesma de forma que a brisa noturna possa adentrar o ambiente.

Me volto para a cama, utilizo passos leves no espaço que separa a janela da mesma, mais uma vez alcanço meu objetivo, deito da forma mais discreta o possível, não me perdoaria se algum movimento meu interrompesse o sono dela. Me viro novamente para novamente para apreciar a visão de seu rosto adormecido mas algo esta diferente agora, um par de lindos olhos castanhos me encaravam, vividos e atentos.

- Te acordei?

- Acho que foi...

Sua voz ainda denunciava fracos traços que estava dormindo ainda pouco.

- Desculpe...

- Não se preocupe, não estava dormindo profundamente...

Ficamos assim, apenas nos encarando, meus olhos nos dela, os dela nos meus, um silêncio tomou o ambiente, um silêncio que não precisava ser quebrado, isto se estendeu até o momento em que noto seu corpo se revirando sobre a cama, buscava se aproximar, para não ter que deixa-la percorrer toda a distância que nos separava sozinha fiz o mesmo indo de encontro a ela. Nossos corpos se encontram, separados apenas pelo lençol que ainda à cobria, tratei de envolve-la em meus braços enquanto ela procurava se aninhar em meu peito.

- Sabe...

- O que?

- Acho que não estou tão cansada, Kurosaki-kun...

Eu sabia bem onde ela queria chegar, e também sabia bem o tinha que fazer, mesmo não estando em meu melhor estado físico não poderia lhe negar aquilo pelo que desejava internamente. Não posso culpa-la por isso, afinal, é essa a punição por corromper um anjo, não é, Orihime?

Notas finais
Obrigado a todos que leram...
Se gostaram comentem...
Se não gostaram (o que provavelmente ocorreu) comentem também..
Sua critica, desde que seja construtiva, ajuda a melhorar o autor e os contos que este disponibiliza à você >.
Esperem pelas novidades, o Dhoutor voltou :3
Ja matane
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!