Apenas o tempo

15 No olho do Furacão! (Parte II)


Notas iniciais
Ok. Chegou fim de ano e eu apareci de novo… Pra quem não leu, aviso aqui. Eu perdi meu pc basicamente no ultimo dia que postei a fic (meses atrás, ou seja, no começo do ano) e só pude comprar um novo pc agora, final de ano. Demorou pra recuperar todas as senhas e descobrir onde tava a fanfic. Mas como uns tinham perguntado, não, eu não desisti da fic, só não tinha como escrever! (ou pra ser mais exata arrumar o que já tinha escrito! XD) Mas aqui estamos de novo e eu quero tentar terminá-la logo, pois tenho mais outras 10 na agulha pra sair. Se vc notou, tive que reler toda a fic novamente, e achei erros grotescos e adicionei coisas, algumas pequenas alterações. =D Então, sem mais delongas… Novo capítulo no ar o/ Ah! Skip Beat não me pertence, É da Nakamura-sensei que ta deixando eu com mais e mais ideia de piorar a situação do Ren e da kyoko! Mano, quando estes dois se encontrarem... Hummm esperem faíscas.... Playlist para este capítulo, se tiver spotify: [como não dá pra por os trecos de uma url, então o link vai estar no perfil. pra quem sabe deixo uma parte para achar a playlist]: open.spotify.com/user/jaynemyu/playlist/5ePkFcQutV1VKdhnuQvXdV

Ele chegou em um corredor depois de pelo menos uma hora de procura, com vários seguranças. Sim ele sabia que ela estava ali. De alguma forma, ele tinha certeza que atrás de uma das portas das salas vip's ela se encontrava. E ali estava sua resposta. Um longo corredor que o levava a uma sala reclusa.

Ele pegou um 'rosário' de contas brancas budista na mão, e falou algumas palavras. Por algum motivo, os seguranças, saíram do corredor, e ele pode passar.

A música tocava alto em todos os ambientes, o sentimento de estar em um canto que não era seu lugar era alta, mas ao tocar na maçaneta, seu olhar travou. Era aqui que ela estava. Ele pode sentir a presença dela, mesmo que agora, a presença estivesse totalmente diferente. Abrindo sem cerimônia, olhou para dentro do local.

Vazio…

Um cheiro prazeroso lhe invadiu as narinas, e ele entrou pela porta, fechando atrás de si. Ele olhou ao redor e viu muitas peças de roupas no chão, o que indicava que ali, provavelmente algo havia acontecido. Ele começou a andar, e viu pares de perna. Pelo que ele pode contar, eram 3 pessoas?

Enjoado, Reino ia se virar para sair, mas ao escutar um pequeno murmúrio de uma voz conhecida, seus olhos se arregalaram…

Ele andou até o sofá e a viu.

Abraçada por um cara, e uma garota, que a abraçava, e um outro idêntico ao primeiro, todos os quatro, envoltos por duas toalhas grandes, brancas.

Ele não quis acreditar, mas puxou a toalha que encobria ela e o garoto gêmeo, constatando…

Ela estava nua…

Ele estreitou o olhar e pôs a mão no rosto.

— Como você se prestou a este papel, menina…

Assim que a voz assustadora de Reino penetrou o ouvido dos três ali, eles despertaram no mesmo segundo de seu sono solto.

—AH~!— Gritou Aaliyah se cobrindo imediatamente e tentando cobrir Kyoko, mas ela travou em pânico. Ela o olhou nos olhos e não conseguiu mover nenhum músculo mais.

— QUEM É VOCÊ?! — Gritou Bryan imediatamente. — O que faz aqui!?

— E como entrou aqui!? — Falou Ryan.

— Como, não interessa...— Disse Reino e a voz dele congelou os gêmeos. — Aliciando menores a se entregar? Eu não sabia que ela tinha caído tão fundo quanto os rumores disseram... Para se prestar a este papel...— Reino olhou a garota ainda adormecida, e jogando o sobretudo dele, cobrindo-a por completo, Reino fez menção de pegá-la quando ela, Kyoko, abriu os olhos, se espreguiçando que nem uma gatinha manhosa, seu corpo ficou ainda mais a mostra que antes, deixando Reino paralisado pela beleza dela, limpando o olho, quase como um gato, ela abre a boca, se espreguiçando ainda mais e o olha.

A reação dela foi totalmente diferente de como ele havia previsto.

Numa voz rouca, e muito sexy de sono, ela o olhou, sem nenhum sentimento.

— É você, Beagle? — Ela olhou agora o sobretudo que estava lhe cobrindo e o olhou novamente. — Sua?

— O que... — Ela jogou nos braços dele o sobretudo, se virando a ele, deixando uma visão privilegiada de suas pequenas nádegas e se abraçando a Bryan, que descongelou, queria voltar a dormir, o ignorando ali.

Ele, num ápice de algo, que ele entendia ser fúria, jogou o sobretudo novamente a cobrindo por completo. Não queria ver nenhuma memória dela naquele exato momento, e se tocasse na pele desnuda dela, com certeza veria e poderia não ser uma situação agradável a ele. Puxando-a do colo do gêmeo, que paralisou com o olhar dele novamente, colocando-a no seu colo, Ele a ergueu, imaginando que ela fosse começar a gritar de raiva.

— Você vem comigo agora…— Disse e com certeza, a reação dela não era exatamente a que ele esperava. Ela, de olhos fechados, sorriu de canto de boca.

— E seu eu não quiser? — Disse abrindo os olhos, depois de ser puxada daquela forma do corpo quente de Bryan. A forma que ela o olhou, Reino sentiu uma eletricidade passar por todo seu corpo, despertando certas partes.

— O que uma ovelhinha perdida no meio de lobos pode sequer dizer se quer ou não? — Continuou, ignorando os sinais de aviso que tinha algo muito errado com aquela garota, para a que ele conhecia.

— Não tem nenhuma ovelhinha aqui, hellhound… — Disse Kyoko ainda o olhando divertida. Parecia que a situação para ela era a mais cômica possível

— Pois sinto cheiro de uma, vejo uma e agora estou carregando uma nua...O que houve? Desistiu de toda modesta e quis experimentar o outro lado? Se tivesse vindo para mim, eu teria lhe apresentado, com certeza… — Ele sorriu maliciosamente e Kyoko piscou o olho como se ele não tivesse falado nada demais. Reino não gostava das reações que ela estava tendo, nem da reação do próprio corpo a aqueles olhos âmbares.

— Não preciso de alguém como você para me apresentar nada, Beagle… Já tenho as pessoas perfeitas para me apresentar o que eu quiser. — Disse ainda sem esboçar suas reações normais.

— Uma ovelhinha como você vai ser comida por lobos… Onde está o leão, para lhe proteger?

— Leão? — Perguntou entortando a cabeça de uma forma inocentemente sexy, sem entender. — Quem?

— Seu guarda-costas…

— Eu não tenho guarda-costas que eu saiba, Beagle. Aliás, sua lógica demoníaca é estranha para nós mortais. — Disse cruzando os braços dentro do sobretudo dele, que a cobria como um casulo quase.

— Ohhh… O que foi? Ele desistiu de lhe proteger, ou você fugiu da guarda dele? — Disse rindo, tentando fazer com que ela esboçasse ódio, ou algo. Nada. Kurumi, que estava acordada, estava tendo uma ideia divertida.

"Temos nossa primeira cobaia, Kyoko-chan"

"Não queria que o Beagle dos infernos fosse minha primeira cobaia..." Disse fazendo biquinho dentro da sala de comando e Kurumi ria.

"Não se pode ter tudo o que quer. Use ele..."

"Não sei..."

"Está com medo?"

"Não tenho medo, mas simplesmente não tenho mais nada contra ele. Tinha quando segurava todas aquelas emoções pelo Fuwa. Agora não sinto nada..."

Kyoko olhou para Reino, e o mesmo sentiu a espinha gelar, e gostou muito, e sabia que algo estava muito errado, completamente errado.

— Ainda não entendo o que quer dizer, Beagle... Agora poderia me soltar? — Disse sem nenhum sentimento na voz.

Reino se aproximou sorrindo do rosto dela, mas não a tocou. Vendo que ela não recuou nenhum milímetro, nem se moveu, ele riu ao se aproximar mais, ainda sem a tocar.

— Estou falando do Tsuruga, ovelhinha…

"Mais um motivo para se brincar com ele agora, não?"

"E de que forma podemos brincar?” — Disse cruzando os braços. Queria agora cutucar demônio a sua frente.

"Que tal ver até onde ele aguenta? Torture ele como ele torturou um dos seus bebês quando eles estavam soltos, e não dentro de ti."

"Oh! Uma boa ideia..."

Kyoko, que não tinha desviado do olhar de Reino, abaixava a cabeça de modo lento, como se quisesse olha-lo de baixo para cima, de forma diferente, e quando menos notou, ela começou dar um sorriso de lado, e o sorriso foi se alastrando por todo seu rosto, até se formar um sorriso predador.

Reino sabia de duas coisas: uma, ele tinha acertado. Duas, apesar de gostar do sorriso dela, sabia que não poderia gostar nenhum pouco. Era um sorriso travesso, de alguém que iria aprontar.

— E o que eu deveria aprender que eu já não saiba, Beagle?

Ela então termina a distância do lábio de ambos, deixando com Reino completamente travado ao receber uma lambida dos lábios dela.

Aquilo foi o suficiente para fazer Reino travar completamente vendo pequenos flashs da memória dela.

— Talvez devesse eu lhe ensinar a respeitar as leis humanas, não… Reino?

E com isso ela tirou as mãos de dentro do sobretudo, prendendo-as no pescoço dele, que no mesmo segundo aprofundava o beijo nos lábios dele.

Uma eletricidade extrema passou viajando o corpo de ambos, Reino quis largar ela, vendo a quantidade de flash que lhe invadiam, mas ela estava com um abraço completamente travado e ele não conseguia se mover nenhum segundo. No momento que a língua dela invadiu sua boca, e o contato mais íntimo aconteceu, ele se perdeu, não só no corpo, mas em todas as memórias da pequena.

Todas as dores, desde sua infância, com sua mãe, Fuwa, Corn, as rejeições, os bullyings, quando entrou na Lme, com o leão, com o presidente da LME, e por fim, o coração dela totalmente esmagado… Sua dor… O que sua linda ‘La La land’ havia se tornado depois das palavras cruéis do Leão, por detrás da porta.

As pernas de Reino não aguentaram e ele cedeu com a pressão da vida dela sobre seus ombros, caindo de joelhos, ainda a segurando. Kyoko, que até então estava de olhos fechados, abriu, vendo-o paralisado. Ela sabia exatamente o que estava acontecendo, pois era como se visse a mesma coisa que ele via, como uma tv, e ela sabia que ele fazia aquilo.

Ela tirou uma das mãos dela e agora estava ajoelhada na frente dele, ainda sem largar o pescoço dele com o outro braço. Inconscientemente Reino agarrou-lhe a cintura, e os seus 3 amigos descongelaram.

Bryan vinha para cima para apartá-los, mas Kyoko fez menção com a mão, para ele parar, o olhando.

Bryan odiou o olhar dela. Era o mesmo vazio que virá, mas tinha algo diferente… Não era o vazio de tristeza, mas o vazio de sentimentos. Um arrepio assustador passou pela espinha do mesmo, e ele não se moveu.

Quando Reino viu a personificação dos medos dela adquirir a forma do leão, que a tentava desistir da vida, ele travou, ainda durante o beijo. Quando ele a vê cortando os pulsos, ele sentiu a mesma dor, tanto do coração estraçalhado, quanto da dor dos pulsos latejantes, sentiu o ar lhe faltar os pulmões quando ela tentou se afogar, sentiu o ar ficar escasso quando ela tentou se enforcar, e em todas as tentativas de suicídio, era ele que estava sempre ali. Ele era como o carrasco dela, aquele que vinha ceifar a vida dela, era assim que ela o personificou, mas mesmo assim, ele via o coração dela sangrando por causa do amor que sentiu por ele, até que ela…

Reino abriu os olhos e a olhou. Apesar do olhar dele mesmo estar envidraçado, os dela estavam sem vida. Olhos envidraçados pela dor, desespero, e desistência de tudo. As lágrimas agora desciam de seus olhos, tanto dos dela quanto dos seus. Reino finalmente compreendia a vida da pequena à sua frente. Ele sentia exatamente toda a dor que ela sentia...

E que agora, desde que ela desligou totalmente a humanidade,não era mais nada…

Suas mãos travadas segurando ela pela cintura, a apertaram ainda mais sobre si. Ele fechou novamente os olhos e Kyoko o acompanhou…

Quando Reino abriu, ele estava em um outro ambiente. Parecia como uma grande sala, com vários controles e comandos, como uma nave. Ele se aproximou até o centro, e escutou uma risada atrás dele. Ele se virou e a viu, do lado de outra pessoa, muito parecida a ela.

Kyoko estava vestida com um maiô vermelho, de tiras. Parecia muito aquelas roupas que pessoas com fetiche usavam. Botas de cano longo, salto luís 15, pretas, e cabelo longo, vermelho fogo. Seus olhos âmbares o fitavam com certa surpresa.

Já a outra garota, que parecia com Kyoko, tinha cabelos negros, um olho âmbar e outro vermelho, vestia um vestido de napa preto, que lhe apertava nos lugares certos, mostrando suas belas curvas. Botas de cano alto também, salto luiz 15, pretas. O cabelo de ambas estava amarrado igualmente, no alto da cabeça, com um rabo de cavalo, e mechas caindo do lado, cobrindo metade do rosto , Kyoko do lado direito e a garota igual Kyoko do lado esquerdo. Deixando-as quase como irmãs gêmeas, menos o olho vermelho e das roupa preta.

— Oh~ Nunca imaginei que alguém poderia entrar na sala de controle, sendo de fora, Kyoko-nee.

— Nem eu, Kurumi-nee. — Kyoko se aproximou, e se agachou na frente de Reino, que agora notou que havia se sentado numa cadeira preta no centro da sala. Quando ela se agachou, ele poderia ver quase tudo, pois ela fez questão de se abaixar de pernas abertas para ele. - O que faremos?

— Onde estou?

— Oh~. Até parece que não sabe, Beagle. - Kyoko sorriu, ainda agachada. Reino tentava não olhar mais para baixo, e ver o belo corpo da pequena tão exposto.

— Não. Não sei.

— Usa seus poderes demoníacos e não sabe onde está? Tsk Beagle, você me decepcionou.

— Hum, Kyoko-nee, acho que nós o trouxemos aqui.- Disse a que Kyoko chamou de Kurumi.

— Mas eu nunca fiz isso… - Retrucou Kyoko.

— Não sei se você notou, mas esta diferente de dois segundos atrás, antes do beijo.

— Estou?— Disse se levantando e olhando para como estava vestida. — Desde quando estou com esse maiô que não esconde nada, Kurumi-nee?— Perguntou ainda se olhando. Kyoko se virou e Reino pode ver o fio dental da pequena, e como a roupa de tira lhe contorcia sobre o corpo. Reino sentiu seu membro ficar um pouco mais rijo e sua calça um pouco mais apertada.

— Está muito bonita assim, Não está, Reino-kun? — Disse Kurumi olhando-o. Reino estava um pouco corado e Kurumi riu. — Por que não desfila para Reino-kun ver sua nova roupa?

— Não estou muito afim, Kurumi-nee.

— Porque não consigo me mover? — Disse tentando tirar elas da conversa tortuosa.

— Não sei. Mas me sinto diferente Beagle. — Disse Kyoko e o olhou. — Acredito que você viu tudo, não? — Disse de forma ambígua e sorria travessa.

— Ora, Kyoko-nee — Disse Kurumi se aproximando e abraçando Kyoko por trás - Nosso pequeno lobo está muito envergonhado. Não está vendo o quão desejoso pelo seu corpo ele está?

— Oh~ Né que é verdade? — Riu Kyoko se deixando ser abraçada pela garota. Reino se contorceu, como se sentisse a mão de Kurumi em si. E as olhou.

— Você não sabe o que está fazendo… — Tentou. Ele sabia que ela tinha desligado a humanidade dela, e isso, para uma humana comum, era o mesmo que virar as costas para sua própria raça, e tudo poderia acontecer agora.

— Oh não, Beagle… Você que não sabe. Parece que você ativou algum sentido meu adormecido, e agora, me deu o que podemos dizer, algo bem mais divertido…— Disse e se aproximou dele, se sentando no colo dele, se esfregando no membro rijo dele dentro da calça dele. — Mas há um poder que eu até que iria gostar de usar… Você pode ver tudo o que aconteceu comigo, se eu tivesse isso, ninguém mentiria para mim, e eu seria a mais forte. Então, que tal dar para mim seu poder, hum? — Disse Kyoko de forma sexy se esfregando nele, o mesmo começou a gemer, mas mordeu os lábios tentando não o fazer. Aquilo era o terror.

— Você não sabe o que pede, menina. Você está quebrada o suficiente para não aguentar isso. E eu não seria doido de lhe entregar algo assim, mesmo porque não teria como fazer. Cada um nasce com um dom natural e este é o meu. Ache o seu. — Tentou mais rijo, tentando ser mais rígido com ela, e ser mais bruto. Ela fez um beicinho e depois gargalhou.

— Mas eu quero… Prometo não ser uma mestra malvada… Beagle…

Kyoko começou a se mover com mais força sobre ele, e ele não pode segurar o gemido. Ela lhe mordeu o lombo da orelha e sussurrou de forma sedutora, que ele não pode saber o que fazer.

— Seja meu… Meu servo… Que eu te garanto que suas noites vão ser as mais divertidas a partir de agora, Reino-kun… Mas em troca, me dê o que eu quero…

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= Reino Pov =

Estava muito difícil de raciocinar com ela se esfregando assim em mim… Eu sinceramente não quero ceder, mas…

Ele olhou para o corpo dela, para o olhar dela, e viu um resquício de luz.

Ainda tinha como fazê-la voltar. Religar a humanidade dela…

Ele tinha que arriscar.

Aquela não era a Kyoko que eu conhecia, e com certeza, se ela ficar dessa forma, das duas uma…

Ou ela nunca mais voltaria a ser a Kyoko divertida de brincar, e se tornaria um tipo de imperatriz da noite, e sendo mulher, eu tenho certeza, que tudo vai ser mais difícil para ela alcançar. E eu não quero que ela caia neste caminho. Ela merece… Algo melhor…

Ou ela volta a ser a Kyoko que muitos conhecem, mais madura, humana, mas com o toque dela de ser e não uma máquina para trabalhar e viver de uma coisa que ela não é...

— Com uma condição… — Disse tentando se manter impassível, mas estava difícil. Seu corpo reagia ao dela, quase como se necessitasse daquilo. Mesmo não sendo seu corpo real, aquilo estava deixando-o louco.

— Qual?— Perguntou Kyoko ainda se esfregando nele.

— Esta última gota de luz… Eu quero proteger.

— Por que?

— Não quero que perca sua humanidade por total.

— Pensei que fosse um bastardo que não ligava para nada além de si mesmo.

— Sou mais do que possa pensar, menina.

— Kyoko-nee. - Começou Kurumi se aproximando de ambos. Ela abraçou Reino por trás da cadeira, o que fez o mesmo travar ao senti-la. Mas ele a olhou estranho, como se ela pudesse dar a ele o que ela estava pensando pelo toque. — Se Reino quer proteger, melhor. Uma vez que se ele quebrar, ele vai ter que se responsabilizar, não?

— E como se responsabilizaria?

— Seria seu servo pelo resto de minha vida. — Disse. — Nunca lhe abandonaria, a menos que você me mandasse ir embora.

— E para que? O que ganharia com isso?

— O que mais você quer, um pet? — Disse cansado.

— Pet? Gostei. Já que é um lobo, seria meu novo ‘guardador’? Um Lobo de guarda. Oh, seria interessante ter um pet, humano.

— Você tá brincando né?

— Não. Melhor que servo é pet. Pois o Pet vai sempre estar no colo do dono, vai sempre estar perto do dono sempre quando o dono quiser, e quando o pet puder. O pet come com o dono, dorme com o dono, protege o dono das pessoas malvadas, ajuda o dono quando o mesmo está triste, o pet sabe os segredos do dono. Seria unir o útil ao agradável. Eu gostei. Um pet é melhor que o servo.

Reino suspirou. Pelo menos ele poderia estar ao lado dela, e protegê-la dela mesma, quando ninguém mais saberia o que ela pensava.

Só ele poderia fazer isso. Só ele pode entrar no mundo dela e ver…

O quão cinza estava.

— Pet. Concorda?

— O que quiser, minha dona. — Disse e a mesma riu maliciosa. E com isso Kyoko o beijou novamente, colocando a mão dentro da calça dele, retirando o membro rijo e pulsante dele.

Enquanto ele sentiu as mãos dela em suas calças e em seu membro, logo sentiu uma língua. Kyoko lhe mordia o lombo da orelha enquanto Kurumi agora lhe abocanhava, em um vai e vem frenético.

Como duas almas poderiam fazer isso com ele? Parecia tão real…

— Mas aqui dentro é real… Reino-kun — Disse Kurumi agora tirando o lábio do membro dele. — Na La La land dela atual, isso é bem real…— E com isso voltou a masturba-lo enquanto Kyoko depositava beijos e mordidas por toda a extensão do pescoço dele, marcando-o. Até chegar aos lábios dele e o beijar.

O beijo era parecido com o sabor de mel sangue e morango, era como se ambos selassem um contrato. Quando ela se separou, ele viu sangue nos lábios dela. Por algum motivo, ele sorriu, sentindo o sangue dele e dela se misturarem em sua boca.

— Bem vindo ao meu mundo… Meu pet...

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Kyoko, do lado de fora, abriu os olhos e sorriu, tudo estava diferente. Era como se o mundo mudasse de cor e forma. Bryan observou o olhar de Kyoko e ele notou uma leve diferença, Apesar da lente vermelha, que ainda estava em um dos olhos dela, o olhar dela chamava ainda mais atenção que antes, como se tivesse se modificado, ficando um âmbar mais forte.

Sorrindo ela olhou para os três. Aaliyah parecia uma deusa, com uma áurea muito angelical ao redor dela, dourada, cabelos longos loiros, e na metade se transformava nos cabelos dela mesma, negros, e os via Bryan e Ryan, cada qual, como um incubus. Ela olhou Reino e viu agora mais formal, orelhas de lobo nele, sorrindo, ela o soltou e o mesmo caiu no chão, de lado, como se desmaiasse. Na boca de Kyoko o sangue escorreu um pouco, até ela engolir o todo. Ela sorriu olhando Bryan.

— O que aconteceu? — Disse vendo o vermelho da boca dela.

— Nada. Apenas que agora tenho um pet. — Disse divertida e se agachou ao lado de Reino.

Por mais coração gelado que Reino fosse, ele ainda se debatia consigo mesmo: “Como ela pode aguentar tudo aquilo sozinha? Quantas vezes foi abandonada?” Agora, ele só pensava em uma coisa.

Trazê-la de volta.

Aquela não era Kyoko, mas o produto de uma vida inteira que acabava de se entregar ao nada.

O início de alguém sem coração.

Ela não tinha ódio, não tinha amor, não sentia mais nada. Ela apenas decidia o que sentir e sentiria. E este tipo de estágio, Reino sabia, era pior que o fundo do poço. Se ela continuasse dessa forma, provavelmente ela colocaria a vida em risco apenas por diversão.

E a culpa era dele. Mesmo não sendo toda, ele era o mais culpado!

“Ele vai aprender a lição dele Kyoko… Custe o que custar…” — Entre dentes falou internamente.

Reino não gostava de se machucar, mas naquele momento, a única coisa que ele poderia ver era sangue. Ele queria matar o único que começou a cadeia e a deixou naquele estado… E todos os outros? ele queria muito transformar a vida deles no inferno puro.

Ele havia decidido, se ela o queria como pet, ele ficaria, e daria um jeito de trazê-la de volta.

— Né, se vai dormir, pet, deveria ter aproveitado mais… — Disse fazendo bico, cutucando a bochecha dele.

— Como se eu quisesse dormir…— A voz grossa de Reino arrepiou os pelos de Kyoko e Aaliyah. Ambas sorriram ao mesmo tempo. Reino abriu os olhos e se sentou, olhando Kyoko. — O que minha dona deseja?

— Hum… Que tal um banho? — Disse entortando a cabeça, com um dedo na bochecha dela, agora sorrindo travessa.

— Hime-chan, vai deixar ele aqui dentro mesmo? — Ryan perguntou sem querer entender.

— Bom, ele sempre foi meu stalker, agora que ele é o meu pet, por que não?

— Ele era stalker? — Perguntou Aaliyah antes e chegou perto de Kyoko abraçando-a. Reino pode ver a surpreendente semelhança entre elas. — Tem certeza?

— Vocês disseram que eu decidia, eu decidi dar uma chance a ele. Não que ele venha a ser malvado. Se ele não se comportar, podemos adestra-lo, como se ensina a um cachorro. — Ela sorriu travessa a Aaliyah. E a mesma sorriu travessa também. Reino não gostou da ideia.

— Não quero perder minha dignidade, minha rainha, se é que me entende.

— Para que manter a dignidade quando o prazer pode ser maior? — Disse sorrindo ainda mais. Ele suspirou. — Então, que tal um banho?

— Não cabemos todos na banheira — Começou Bryan.

— Hum, então tenho um pedido para vocês dois — Disse apontando para Bryan e Ryan. — Por que não vão atrás de Alan-nii e contam tudo o que acontece, e também, pedem emprestados alguns brinquedos?

Bryan sorriu de canto de boca acompanhado pro Ryan.

— O que pretende fazer? — disse ambos.

— Me divertir. — Respondeu sorrindo. Ela parece que tinha modificado com a entrada dele. — Me surpreendam, com o que trouxerem, mas dentro das coisas tem que ter, 2 pares de asas, 2 chifres de incubus, se tiver uma fantasia de incubus seria divertido, uma túnica branca, orelhas de lobo e rabo de lobo, luvas como patas pretas, máscara preta e mordaças, sem ser aquelas que machucam, de qualquer forma, precisamos esconder o rosto dele, já que é famoso assim como nós somos.

— Alguém já está aderindo a feitiche? — Riu Ryan.

— Ainda não, mas quero experimentar tudo. São 4 dias, não? — Riu malvada. — Nee-san, vens pro banho comigo? Tenho que tratar do meu novo pet…

Reino sentiu as calças ainda mais apertadas. Apesar de odiar o Leão e o que ele fez, Reino estava agradecendo-o por ter deixado Kyoko mais livre, e ele agradecia a qualquer força por ter aparecido no lugar certo, na hora certa, para aproveitar aquilo que o leão nunca iria aproveitar, ou se aproveitasse, seria sob tortura.

– Eu preciso ficar no banheiro sozinha um instante. — Começou Kyoko.

— Necessidades? — Perguntou Reino com um sorriso de canto de boca.

— Donos têm suas necessidades, Wolf-chan. — E piscou para ele. — Aaliyah, porque não começa a adestra-lo um pouco?

— Mas eu não o conheço… Nunca fiz com desconhecidos assim.

— E eu não quero… — Disse Reino e Kyoko o olhou, logo entendendo ele.

— Cara, você é gay? — Perguntou Bryan sem entender a recusa dele de ter Aaliyah e Reino suspirou. — Como pode querer dispensar uma gata que nem ela.

— Se fosse vocês eu também dispensaria. — Disse cruzando os braços.

— Não me diga… Você é virgem!? — Os olhos de Aaliyah brilharam quase ofuscante, e Reino corou um pouco.- KYA!!!! Kyoko-nee, agora não é apenas uma virgem, mais dois!? Ah~ Só de pensar já estou ficando excitada!

— É virgem pet? — Perguntou Kyoko olhando-o de lado sem acreditar. Bastou uma olhada dele de “Se lembra que tenho um certo problema que você bem o conhece?” e ela entendeu, colocando a mão na boca. — Ah! Tenho dó de você agora pet… — disse com lágrimas no rosto. Reino ficou mais vermelho e irritado.

— Não que não tenha tido oportunidade.

— Ele é hermafrodita, Kyoko-chan? — Perguntou Ryan, e Reino o olhou com cara feia. — Qual foi? Só tem este motivo pra um cara não querer tranzar…

— Ou o pau dele é pequeno? — Disse Bryan.

— Ou o pau dele é torto — Continuou chutando Ryan.

— Ou ele nasceu com algum defeito genético — Continuou Bryan…

— Ou…

— Já chega, vocês dois! — Disse Reino irritado. — Não tenho nada disso que falaram, e meu problema não diz respeito a vocês!

— Pet…— Kyoko falou em tom de aviso. Ela pode ver as orelhinhas dele baixarem como se soubesse que ia levar sermão e o rabo, que para os outros era invisível, se esconder atrás da perna dele. Kyoko achou isso fofo. — Muito bem. Vai precisar de luvas, e protetor para caso chegar às vias de fato com Aaliyah, não aconteça nenhum problema.

— Kyoko… — Começou Reino e ela sorriu.

— Vamos dar um jeito no seu problema, Pet. Agora, se vistam, vocês dois, e vão atrás do que eu pedi, pois quero sair no meio da pista para me divertir e caçar algumas presas. Eu vou fazer minhas necessidades e já abro a porta para vocês tomarem banho comigo. Quando abrir é melhor estarem já nus. — Disse sorrindo para Reino que a olhou meio envergonhado, mas suspirou, pois ele iria fazer o que ela mandava. — E Aaliyah, se segure para não voar em cima dele antes de eu deixar.

— Mas Kyoko-nee!

— Ouviu… Se não você que será disciplinada… — E com isso ela fecha a porta do banheiro deixando os outros para trás.

[ ------- ]

Kyoko entrou no banheiro e se fechou, olhando para o espelho. Kurumi lhe olhava pelo espelho.

– Não vá demorar. Nosso pet estava desconfortável demais.

— Quem diria que o meu pet era virgem. Queria deixar a noite dele especial, mas ainda não sei o que.

— Ir lá fora e caçar? Ainda quero entender.

— Estava pensando…

— Isso é ruim quando pensa demais. — Disse Kurumi rindo.

— E se eu vir os outros como vi agora os 4? — Diz ignorando Kurumi.

— Com aquela forma de animal/demônio/anjo?

— Aaliyah, parece diferente aos meus olhos, como se ela fosse algum tipo de deusa, talvez Afrodite… Ou algum tipo de anjo… E os gêmeos? Quem diria que eles seriam incubus!

— Não é difícil imaginá-los como incubus. Mas Aaliyah como deusa é engraçado. Eu pensei que ela seria uma succubus, ou algo do gênero. Agora sua habilidade de ver pessoas com este tipo de forma, é interessante, mas ainda temos que descobrir para que.

— Talvez uma natureza deles, porque não testamos?

— Então o ir lá fora caçar significa isso?

— Talvez. Mas ele estava lindinho com orelha e rabo de lobo. Você viu quando falei meio que como ordem e ele abaixou as orelhinhas e o rabinho ficou escondido? Será que consigo ver fadas? Será que Corn apareceria?

— Ainda tem esperança de que Corn seja mesmo uma fada?

— Se ele for?

— E se não for?

— O que tenho a perder?

— Não sei, como Reino disse ele está encarregado do pingo de luz que ainda há em você, no seu coração. Se este pequeno pingo for despedaçado, você pode nunca mais voltar a ser uma humana normal.

— E o que eu posso ser?

— Não sei… Talvez perdesse a humanidade? É como se você estivesse…

— Tem medo? - Diz cortando Kurumi.

— De que? - Perguntou sem saber o que ela falava.

— De eu me tornar sem coração…

— Eu não. Eu mesmo não tenho…

— Pensei que era uma parte de mim.

— Uma parte, sim… Sou. Mas isso não significa que tenho um coração. Sentimentos para mim são apenas besteiras, usadas para nos deixar a favor ou contra algo.

— Ficarei como você?

— Talvez. Não sei o que poderia acontecer se esse pingo se quebrar. Talvez seremos unidas num só corpo e alma e nunca mais você volta a ser a Kyoko que as pessoas conhecem.

— E eu sou agora?

— Seria bem pior, talvez.

— Hum, então deixar o pingo protegido sob custódia do pet seria uma boa ideia?

— Por mim eu quebraria. Mas faça o seguinte, já que ele entrou uma vez, ele pode entrar outra, se ele entrar, ponha o pingo numa corrente e ao redor do pescoço dele, e diga para que ele o guarde. Se ele quebra, ele que terá que se responsabilizar pelos danos, se outro quebrar, bom, tudo quebrará e nós entraremos para sempre na escuridão completa. O que mais me deixa excitada é que, o céu é o limite… — Kurumi sorri malignamente e Kyoko retribui.— Segunda coisa, vamos viver uma “Vida Loca”, atropelando quem vier pela frente… Começando pelo Shoutaro, e deixado o Ren por último.

— E como vamos fazer isso?

— Se tornando uma imperatriz da noite. — Kyoko gostou da ideia.

— Vai ser divertido vê-los boquiabertos, querendo me tocar e apenas acabarem com o dedo na boca. O apelido que o Fuwa me deu vai ser bem definido aqui.

— O que? Demônio-transformista-sugador-de-almas?

— Sim. - Disse Kyoko rindo.— Vai ser engraçado vê-lo cair na armadilha e ficar chupando o dedo.

— Não só eles, mas o mundo ao nossos pés.

— Sim… Para sempre unidas, Kurumi-nee?

— Para sempre, Kyoko-nee...

Kyoko e Kurumi encostam os dedos e Kyoko abre a porta do banheiro.

— Podem entrar… — Disse indo preparar a banheira, que era grande o suficiente para caber os 3.

Notas finais
Curtinho, para brindar minha volta XD Gostaram????? Reino apareceu! finalmente quem ia aparecer, chegou! Loopins vindo mais a frente? Hum, pode apostar que sim. Que novo poder é este que ela tem? Da onde veio todo o efeito!? E o que será agora que Reino virou o Pet dela? Será que ele vai conseguir protege-la de si mesma? Ou o Leão vai aparecer e o ultimo resquicio de humanidade dela desaparecerá? Mais cenas hentais estão por vir... Aguardem pq ainda muita agua vai rolar! Feliz natal atrasado e boas festas o/ Ps: esta semana creio que posto o novo capitulo XD Myu-chan out /o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.