Notas iniciais
"Eu era apenas um garoto veneziano."

CAPITULO I

Até agora a sorte nos favorecia, mas ele descobriu os civis, agora eles corriam desorientados, enquanto monstros matavam seus familiares. Ele a segurava como refém, com sua faca em seu pescoço. Meus olhos tinham a atenção nele, os outros me gritavam e eu ignorava, com o intuito de mata-lo, minha sede por sangue é imensa.... Ataco.

10 meses atrás. Veneza, Itália. Julho de 2015.

Acordo ao som do meu despertador fazendo minha vontade de ataca-lo na água, com o sol em meu rosto me levanto, revelando o clima do verão, fazendo assim eu querer ficar em minha cama. Sonho que é estragado assim em que minha mãe entra em meu quarto gritando para eu me levantar coisa que fazia todos os dias, algo como “MARLON MONTENEGREO LEVANTA DAI AGORA! SEU VAGABUNDO PREGUIÇOSO, VAMOS SER ALGO NA VIDA, NEM PARECE SER FILHO DE LUCCA E KORALINE MONTENEGRO, VAMOOS JÁ É 7:50 DA MANHÔ, e assim se seguia com sons irritantes para levantar. Porem apesar de irritante eu amava isso tudo, o que me promovia muitas risadas. Me levanto e vou ao meu banheiro, olho em meu reflexo ao espelho e percebo como o tempo muda, fazendo me lembrar de todos os momentos que já vivi, tanto alegres quanto tristes.

Ao chegar na mesa do café da manhã, meus pais estavam sentados lado a lado, e enquanto minha mãe lia um artigo em seu Tablet, meu pai se estressava e se divertia com o jogo vector, os observo atentamente e percebo como os anos estavam passando para eles, e em minha cabeça faço uma ficha completa sobre eles: Koraline Montenegro, filha de uma Brasileira, uma mulher linda, cabelos pretos e até metade de sua coluna, porem sempre presos à um coque, seus olhos azuis eram lindos, e aos 38 anos continuava bela, porem havia traços de envelhecimento nela, tais como fios de cabelos brancos e as rugas mais marcadas. Já meu pai continuava o mesmo Lucca, com seu cabelo cacheado, 1,82 de altura, pele morena, brincalhão, com um corpo de um homem esportivo em boa forma. Basicamente são meus pais.

Meu pai estava se estressando com o jogo, e para fazê-lo ficar mais irritado, rapidamente pego seu celular de sua mão, e o coloco longe dele, ele pula em cima de mim para tentar pega-lo, e diz:

— GAROTO ME DEVOLVA ISTO AGORA, SE NÃO SEM CHOCOLATINHO QUENTE VIU?! MARLON MONTENEGRO NÃO FAÇA SUA MAE SE ARREPENDER DE PENSAR EM TE TER!

Solto risadas.

—amor não me ponha nessa situação, afinal ele veio de você. – diz minha mãe em um tom calmo com sua xicara de café em sua mão.

Eu e meu pai não captamos a mensagem, fazendo ela rir, e ao compreender começamos a rir. O despertador de meu celular toca, apressado, me troco e ao quase sair minha mãe me interrompe:

—Hey, Hey, onde vai assim garoto? Até parece que só tem apenas um último pedaço de pizza no mundo.

—Não mãe – digo sorrindo-, algo melhor, vou me encontrar com Jaay. — minha namorada.

—Ui, vai lá filhão, não esquece do que eu te ensinei em. –diz meu pai.

Minha mãe chama sua atenção e dá um tapinha nele, eu solto uma risada e digo:

—Tentarei o máximo possível –eles riem-, mas pai, não esqueça em, Ponte da academia, às 15:00, mas vou nessa.

Saio de casa e cruzo o quintal e dou um “oi” para os empregados, saio de casa e espero uma Gôndola.

Chego em frente da casa de Jaay, onde o sol batia em sua janela, subo pelas paredes e me sento na janela, ela ainda estava dormindo, e em 10 minutos ela iria acordar com o seu despertador

Olho meu reflexo na agua na esperança de ver se minha aparência havia mudado e não. Continuava sendo o Marlon Montenegro, um garoto magro de 16 anos, de pele morena, com cabelo encaracolado, olhos castanho escuro, 1,79 de altura, com seus hobbies e gostos, como música, pizza, Europa, skate, Bicicleta, Parkour e arco e flecha. Relembro tudo o que já passei, por exemplo a mordida de rotwailer no beiço superior ao inferior deixando uma cicatriz. Os 10 minutos se passam em um piscar de olhos e ela acorda, olho ela pelo canto do olho, e vejo ela assustada ao me ver, solto uma risada e entro em seu quarto, ela se senta na cama com o sol em seu rosto e eu percebo como a amo, seus cabelos loiros estavam jogados para o lado enquanto ela me olha com seus olhos verdes como às águas dos canais de Veneza, sua pele branca, e traços lindos. Relembro de tudo o que já vivemos juntos, como quando a conheci aos 12 anos e ela com 11 anos, e a amizade prevaleceu até os quatorzes anos e desde então o namoro surgiu, e agora em 2015 nunca estivemos mais felizes. Eu a encarava enquanto me perdia em meus pensamentos deixando ela aflita:

—Hey, Ou Marlon? Ainda está no meu quarto em Veneza? Na Itália? Na Europa? No planeta terra? –disse ela.

—Ah sim, só me perdi em meus pensamentos. – digo.

—Desligado como sempre. – Diz ela.

Ela se levanta e me abraça, fazendo nossos narizes quase se tocarem, e eu sentir seu hálito de hortelã, ela fecha seus olhos e passa seus braços pelos meus ombros e minhas mãos em sua cintura a puxando para a mim, e sussurro:

—O único desligado que te ama. – e nos cumprimentamos com um beijo caloroso.

Após ela se trocar saímos de sua casa e andamos por Veneza, conversando sobre o passado e nossas aventuras, por exemplo nossa viagem ao Brasil onde aconteceu nosso primeiro beijo, ou quando fomos expulsos de um shopping na França. Falamos de brigas escolares e sobre o dia à dia. Após contar para ela quando eu zoei com o meu pai nós acabamos em risadas, Ela me pergunta:

—Amor quais são os seus sonhos? Desejos futuros? O que você quer para a sua vida? E o que você acha que pode acontecer?

—Bem, remédios estimulantes sexuais aos 80 e artérias entupidas de muitas batatas e pizza. –digo, fazendo ela rir-Fora isso pretendo crescer no Parkour, trabalhar como engenheiro civil, Casar com uma tal de Jaay Harrison, Conhece? E viajarmos pelo mundo conhecendo cada canto dos continentes, e ter 3 filhinhos com energético no sangue.

Ela dá uma risada revelando seu sorriso lindo, com sua boina em sua cabeça, a deixando mais linda ao sol.

—Pior que não conheço essa filha da mãe! – Diz ela.

—Nossa, -digo rindo- Quem não conhece essa garota linda?! Mas e você amor, O que pretende? E mais todas essas perguntas.

—Me casar com um Tal de Marlon Montenegro, ter filhos, calmos de preferência, Mais que o pai, por que ser uma usina elétrica ambulante não é a melhor. Montar meu Restaurante, viajar pelo mundo, e ser feliz, e aguentar o meu velho e seus remédios de estimulante sexual. – diz ela enquanto eu ria- Você é incrível Marlon.

Ela se vira e fica parada na minha frente e nos beijamos calorosamente. E assim se prosseguiu a conversa com risadas e mais risadas, conversamos sobre séries, livros e músicas. Chegamos na casa de seu pai e nos despedimos.

Agora teria que ir até a ponte da academia, pego uma gôndola e vou até ela em um passeio agradável, observava as praças e casas, com pessoas e turistas felizes. Ao chegar (cedo até demais) espero meu pai, enquanto observava meu reflexo na água, turistas e venezianos passavam atrás de mim, pedindo informações, ou me cumprimentando, casais andavam em gôndola observando a cidade maravilhados, enquanto uns falavam “meu Deus, é Veneza!”

Outros falavam “Ah, Veneza.” Após muito tempo no lugar não era tanta coisa. O sol sumira, revelando uma tempestade que está por vir, uma ventania trazia o cheiro da maré, as gôndolas agora, estavam inativas os turistas corriam para os hotéis para não tomarem chuva, e os venezianos com capas de chuva, porém ainda não havia caído se quer uma gota, meu cabelo estava ligeiramente pro lado por causa do vento, fazendo assim cair em meus olhos.

—Hey, cachinhos dourados, está preparado para um tour? – Diz meu pai atrás de mim.

Me viro com surpresa.

—Vamos para casa, Tempestade por vir. –Digo.

—Nossa filhão, só uma garoa, tá com medo do penteado princesinha? – diz ele caçoando de mim – mas como queira, vamos para a vossa residência, quem chegar primeiro em um pote de chocolate de 3kg esperando, pipoca refrigerante e netflix.

Ele começa a subir em uma casa e eu só o observo e ele já no topo da um sorriso para mim e solta um grito que não ouço, e começa a avançar.

No mesmo momento eu corro na mesma direção que ele, ouvindo rock e em sequência eletrônicas (Skrillex e system of a donw), empurrava venezianos enquanto era chamado de louco, passava por mesas ou barracas, caixotes ou qualquer obstáculos, avançava com bravura, encontro uma brecha para ir par um telhado por uma rampa e um poste de iluminação, e corro ao lado de meu pai em um telhado, de repente paro, uma tontura com uma dor de cabeça me faz parar e apoiar no chão de joelhos, meu pai grita de outro telhado para saber se está tudo bem, eu minto e falo que sim, me levanto e voltamos a fazer. 4 minutos se passam, a ventania ficará mais forte, e a tempestade estava mais perto, dificultando a movimentação, encontro um canal entre uma casa e outra, meu pai atravessa e me espera do outro lado, pego distância me preparo. Pulo.

Caio em pé no outro telhado, à beira de outro canal a tontura volta, pior do que antes, a dor de cabeça explode, sinto minha cabeça tremer, a ventania me arrastar para a o canal me fazendo cambalear, começo a ouvir um som agudo, meus ouvidos começam a doer, tudo começa a girar, eu grito em dor, mas só oque escutava era o som, o cheiro da maré virou cheiro de sangue, Minhas pernas enfraquecem meu corpo se solta, e eu caio, sinto a água em minhas costas minha vida se passa em meus olhos, desmaio.

Notas finais
Gostou? então comente e divulgue a historia com seus amigos, e em breve terá mais!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.