Apenas não morra!

2 Um pouco procurados...


Notas iniciais
Eu já tive 1 comentário e estou super feliz!! Espero que gostem desse capítulo aqui.

–LUNA! LUNA!– acordei com alguém berrando meu nome, já até sabia quem era só pela voz, o meu querido Rony, um garoto, o meu melhor amigo, meu “irmão”.

–Que foi Rony! Eu estava dormindo e você vem com essa de gritar meu nome?!? – falei com a voz sonolenta, mas brava.

–Eles estão aqui Lu, estão aqui! Eu já arrumei a minha mochila, coloquei todas as minhas coisas, sugiro que você faça o mesmo e muito rápido!

Levantei em um segundo e coloquei todas as minhas coisas dentro da minha mochila. Quando terminei tudo e já estava pronta para ir comecei a falar.

–Como os Grapes já estão aqui? Eles só podem estar procurando algo ou alguém, porque já tivemos que nos mudar três vezes só essa semana!

– Também não sei o porquê deles estarem aqui, só pode ter uma razão, você sabe qual é...

– Pessoas como nós! – falei baixinho. A resposta veio a minha cabeça em um pulo, o único motivo dos Grapes estarem aqui era procurarem mendigos e pessoas com habilidades especiais, os poderes.

Os Grapes eram uma espécie de policiais do governo que usavam roupa social e iam atrás de mendigos, que eram muito desprezados e de pessoas com poderes.

Segundo o nosso governo, os mendigos sujavam a nossa sociedade e deveríamos bani-los e com isso os Grapes vieram, mas quem era pego por eles já sabia o que ia acontecer, morte, nada de banimento, só morte. A pessoa com certeza ia ser morta pelo os Grapes.

Depois que nosso governo tomou conhecimento sobre pessoas como eu, eles mandaram os Grapes atrás de nós também. Vi muitas crianças e adultos serem perseguidos pelos Grapes e só Deus sabe o que aconteceu com eles. A única solução para se manter seguro era fugir, se esconder e parecer o mais normal possível.

– Lu, você está bem? – pergunta Rony depois de me ver viajando pelos meus pensamentos por um bom tempo.

–Estou, só estava pensando nos Grapes. Eles fazem crueldades com as pessoas como nós – disse baixinho e continuamos a andar – só não acho o que eles fazem certo – tentei parecer o mais convincente possível, mas não era só por isso que eu estava assim, era por causa do sonho também.

–Lu, você sabe que também não gosto dos Grapes. Mas você também sabe que eu sei que você não está bem- falou ele apontando para mim – agora me conta o que foi que aconteceu com você. – disse passando o braço em volta do meu ombro.

– Em parte é por causa dos Grapes – ele me olhou com uma cara de “Tá, continua” – mas ontem eu tive um sonho muito estranho, ele até se parecia mais com um lembrança...

– O.K. , agora me conte tudo – ele falou como se fosse um psicólogo e estivesse anotando, mas continuando a andar.

Contei meu sonho para ele, o mais detalhado que eu consegui lembrar. Depois de “tomar notas” ele começou:

– Mas você não me disse que seus pais tinham morrido e você NÃO se lembrava deles?

– Tinha, tinha sim. Esse é o problema, até umas quatro horas atrás eu não lembrava nada deles, aí do nada eu tenho esse sonho estranho. Eu ainda acho que é uma lembrança, mas não lembro da cara ou aparência deles.

– Lu, eu acho que você ta pirando! Com quantos anos você foi deixada no abrigo para crainças?

– Três anos. – respondi imediatamente.

– Como você poderia se lembrar de seus pais e ter poderes antes dos três anos?!? Você mesma disse que só descobriu os poderem com sete anos e foi expulsa do abrigo por não conseguir controla-los — ele falou da minha trágica história com a maior facilidade, mas para mim me doía falar aquilo, então apenas afirmei com a cabeça – Com isso eu concluo que foi só um sonho. Não se preocupe mais com isso.

– Obrigada por me fazer me sentir melhor Rony! Na verdade... Você não ajudou quase nada, mas agora sei que é só um sonho, até porque como poderia ser real? – abrasei- o e fomos andando até ficarmos muito cansados e com muita fome...

Notas finais
obrigada por lerem! E comentem o que acham (mesmo se não for bom) que eu arrumo a fic. Se você gostou comenta tb, é muito importante para mim.