Notas iniciais
Bom, para quem acompanhou a fic "Mais que o sol", esse é o momento em que o casal Sam e Cal se ama pela primeira vez. Espero que gostem! Link da fic mais que o sol: https://fanfiction.com.br/historia/554998/Mais_que_o_sol/ É um mundo novo, de um novo começo Está vivendo com as batidas de nossos corações É um novo dia, em uma nova terra Aqui estou eu – este sou eu Não há lugar algum na terra onde eu preferia estar Aqui estou eu – somo apenas eu e você Hoje à noite tornaremos nossos sonhos realidade... Here i am — Bryan Adams

Samantha

Naquele mesmo instante o tempo parou de seguir. Não havia guerras ou fim do mundo.

Nada.

Apenas nós dois.

Eu podia sentir cada célula do meu corpo vibrando. E melhor do que isso era que eu podia sentir o quanto ele também me queria. Estávamos ali, juntos, nossos corpos falando tudo o que não conseguíamos dizer em palavras.

— A porta — Cal sussurrou e percebi que ela ainda estava aberta. Retirei minhas pernas que estavam em volta do seu corpo e ele me colocou no chão, indo fechá-la. Esperei que ele voltasse correndo para mim, mas isso não aconteceu. Só o fato de eu não estar tocando seu corpo, de não estar tão perto quanto gostaria foi o suficiente para me deixar aflita.

— O que houve? — perguntei.

— É que... precisamos conversar.

Sério? Eu estava ali, pronta para jogar todos os meus medos e anseios para o alto, completamente cheia de desejo por uma alma, algo inimaginável, e ele queria conversar?

— Agora?

— É, agora — ele enfim se aproximou e colocou suas mãos em torno no meu rosto. — Eu acho que precisamos de mais tempo para...

— Não, nós não precisamos de mais tempo porque não temos mais tempo. Nunca vamos poder saber quando será o fim de tudo. Você não entende? Eu poderia ter sido suprimida, morrido quando cai dos espelhos ou agora por causa do tiro disparado pelo buscador. Você poderia ter sido morto por Nate quando ele invadiu sua casa ou ter ido por outro caminho e o delatado para os buscadores. Eu poderia ter conseguido matar você ou então nunca ter me aproximado. Destino e escolha, isso nos trouxe até aqui. Acho que já pensamos e esperamos demais.

— Mas eu preciso... — ele desviou o olhar. — Saber o que somos e o que sentimos um pelo outro.

— Por que a gente não descobre primeiro antes de nomear ou definir? — eu puxei seu queixo de modo que olhasse novamente para mim e sua respiração ficou irregular quando mordi meus lábios. — Não pense em nada, apenas sinta.

— Você não tem medo das consequências? Não tem medo de se arrepender?

— Sim, eu tenho medo. Mas talvez eu tenha mais medo de acabar pensando demais e no fim deixar de lado tudo o que sinto de verdade... e me arrependa mais tarde não de ter continuado, mas de ter parado — disse, colocando os braços em volta do seu pescoço, minha mão segurando sua nuca de um jeito que não o deixaria escapar. Ele colocou as mãos em torno da minha cintura, timidamente, e fechei os olhos, apreciando o seu toque. — Não deixe que eu pense demais, Cal. Eu já morri tantas vezes que nem sei mais qual é a diferença entre o que é ou não real. Por favor, prove para mim que eu estou realmente viva.

Então finalmente ele me beijou. Inicialmente foi leve, apenas um roçar de lábios, mas em poucos segundos as chamas nos consumiram novamente. Nem que eu quisesse escapar não haveria salvação para mim. Eu pertencia àquela alma e a maneira como ele me tocou me deu a certeza de que ele também me pertencia. Levantei uma das minhas pernas e encaixei-a na lateral do seu corpo e Cal correspondeu segurando fortemente na minha coxa. Ficamos dessa forma por longos minutos, nos aproveitando, meu coração batendo tão forte que eu mal conseguia respirar. A sua outra mão foi subindo levemente, me enlouquecendo, e quando seus dedos tocaram a base do meu seio ele parou.

— Acho melhor pararmos por aqui — ele ofegou. — Se continuarmos com isso vamos acabar perdendo o controle.

— E quem disse que eu quero manter o controle sobre o meu corpo? — respondi. — Eu já estive fazendo isso por tempo demais — completei e com isso ele me empurrou calmamente, só parando quando me imprensou contra a parede. Era a segunda vez que ele fazia isso comigo e eu adorei. Na primeira vez, ainda nas cavernas, eu estava com medo.

Agora não mais.

— Eu quero você — Cal falou bem próximo ao meu ouvido. — Pena que não faço muita ideia do que devo fazer — sua voz estava suave e isso me deixou ainda mais excitada. Percebi que suas mãos foram ficando um pouco geladas e me apaixonei ainda mais pela mistura de homem e garoto ali na minha frente. Cal era tão puro que quase não acreditei.

— Você não precisa saber de nada. Apenas siga seus instintos — falei e lentamente fui puxando sua camisa para cima. Ele levantou os braços e o ajudei a retirá-la, jogando-a em algum lugar que não pude ver.

Cal era perfeito, lindo, e a cada segundo eu queria senti-lo cada vez mais perto de mim. Aspirei o cheiro do seu pescoço, sugando aquela parte com doçura, e ele logo reclamou minha boca para junto da sua. Passei minhas unhas na extensão do seu tórax, apreciando cada músculo seu, e como resposta ele mordeu meu lábio inferior, causando um arrepio que percorreu todo o meu corpo. Fiquei ali, entorpecida naquela prisão formada pela parede e o seu corpo, sentindo tudo o que passara anos adormecido dentro de mim sem me importar com quais seriam as consequências.

— Nunca mais na minha vida quero ficar longe de você, garota. Eu te amo — ele disse, mas não esperou resposta.

Ao sentir sua boca tocar a base do meu pescoço não consegui evitar um gemido baixo. Eu fui lentamente lhe puxando e ele se deixou guiar, só percebendo que estávamos indo em direção à cama quando estávamos perto dela. Eu podia sentir seu sorriso tocando minha pele quando ele me colocou em seu colo e sentou-se sobre a cama, de modo que minhas pernas apertaram novamente a sua cintura. Olhei em seus olhos e o que vi era lindo, azul e prata cheios de força e timidez.

Ficamos nos encarando por longos segundos antes dele segurar a barra da minha blusa e puxá-la lentamente para cima. Levantei os braços e gemi novamente quando, ao me livrar da peça, meus seios foram de encontro ao seu peito, ficando entumecidos por causa de sua pele quente. A respiração de Cal ficou irregular ao me ver seminua, mas logo sua timidez foi substituída por um desejo selvagem. Era maravilhoso abraçá-lo, enfiar minhas mãos em seus cabelos cor de fogo enquanto ele me trazia todo o tipo de sensação.

— Quer desistir? — ele perguntou, mas parecia mais uma provocação do que uma pergunta.

— Só se você quiser — respondi sugando o lóbulo da sua orelha. Ele arquejou e senti sua ereção me pressionando onde eu estava sentada. Seus olhos estavam refletidos nos meus e os fechei para aproveitar ainda mais as sensações de prazer que sua boca e suas mãos estavam me proporcionando. Ficamos ali, apenas no beijando delicadamente, quando com um movimento rápido ele me virou e logo se colocou em cima de mim. Suas mãos começaram a explorar cada curva do meu corpo e ele sorriu de um jeito safado, me deixando envergonhada pela primeira vez.

— Você é tão linda, Sam... Quero beijar você inteira — ele disse passando o nariz por toda a extensão do meu colo. Fiquei completamente arrepiada e meu coração bateu mais forte quando seus lábios tocaram minha pele.

Era impossível pensar em qualquer coisa com sua língua passeando pelo meu pescoço e indo em direção aos meus seios. Perdi completamente o fôlego quando ele sugou levemente o bico de um deles e ficou massageando o outro com as mãos, e imediatamente me senti pronta.

Eu o queria. Sim, como eu o queria.

Era impossível não me apaixonar por Cal, ele era perfeito em todos os sentidos. Uma alma pura, bondosa e gentil e ao mesmo tempo um homem com um corpo incrivelmente gostoso e mãos firmes. Mesmo em sua completa inexperiência ele tinha total atitude e me senti incrível ao perceber que era eu aquela que estava trazendo à tona seus instintos humanos.

Ele continuou a beijar minha boca, seu corpo sobre o meu, e me entreguei por completo. Uma de suas mãos estava na minha cintura e ele a desceu devagar, empurrando um pouco do meu short para baixo.

— O que eu faço? — ele sussurrou no meu ouvido e o efeito foi devastador.

— Faça o que você quiser...

Cal foi retirando as últimas peças de roupa que me vestiam e onde seus dedos me tocavam deixavam um rastro de fogo e desejo. Fiquei ali, completamente nua e a mercê daquele homem, desejando-o como nunca havia desejado ninguém. Ele olhou todo o meu corpo e engoliu em seco, sua respiração compassada.

— Você é tão linda — repetiu e acarinhou o meu rosto, descendo até tocar novamente meus seios. Ao chegar em minha barriga, ficou fazendo pequenos círculos com as pontas dos dedos em meu umbigo, me fazendo ansiar por mais. Ele pediu permissão com os olhos e eu autorizei o beijando de forma apaixonada, sua língua em todos os cantos da minha boca. Tentei segurar a intensidade do gemido, mas não resisti quando ele tocou bem no centro de minha intimidade. Era um prazer doloroso e enlouquecedor.

— Nunca imaginei que isso fosse acontecer um dia.

— Shh, esqueça tudo — eu o calei. — Não me faça implorar por você.

Ele então se encaixou entre as minhas pernas e mesmo vestido senti um imenso prazer quando seu membro tocou minha excitação. Eu não pertencia mais a mim mesma naquela hora, meu corpo sendo tomado por uma alma. Mas dessa vez era de um jeito bom e completamente diferente.

— Essa desvantagem não é justa — disse e ele riu, ficando de joelhos. Admirei seu corpo, perfeito para a metáfora que ele era, os cabelos vermelhos e a pele quente que só poderiam pertencer ao mundo do fogo. A alma e o corpo eram um só ali. E ambos me pertenciam.

Cal abriu o zíper de sua calça e a retirou bem lentamente, se deitando apenas de cueca sobre mim. Era como se estivesse me torturando, prolongando todas aquelas sensações. Não aguentando mais, aproveitei que minhas pernas estavam em torno do seu corpo e usei meu pé para ir lentamente retirando sua cueca, empurrando-a e acabando com a única barreira entre nós. Isso pareceu libertar todos os instintos que faltavam e o jeito como ele me olhou foi selvagem e feroz. Fiquei ainda mais úmida e resolvi tocá-lo, segurando seu membro rijo delicadamente e fazendo pequenos movimentos com polegar na parte mais sensível. Ele fechou os olhos e gemeu, ofegando em meu ouvido palavras incompreensíveis.

— Por favor, seja meu — pedi. Não poderia suportar mais.

— Unicamente e para sempre seu — ele respondeu e calmamente pude senti-lo se colocando dentro de mim.

Foi a melhor sensação que tive em toda a minha vida. Estar ali, fazendo amor com ele, era algo que eu jamais poderia imaginar ser tão bom. Finalmente eu tive a certeza de que estava viva, de que todas as coisas que haviam acontecido tinham como único alvo nos proporcionar aquele momento. As diferenças não importavam ali, pois éramos apenas um só.

Ele começou a se movimentar devagar, não deixando de me beijar em nenhum momento, e a cada investida sua eu não conseguia evitar gemer de prazer, pouco me importando se alguém pudesse escutar. Tomando posse total de mim, sua mão acariciou a minha nuca delicadamente, agarrando meus cabelos e me prendendo ali. Era sutil, perfeito. Mas então tudo mudou.

E ficou ainda mais intenso e melhor.

Por ele ser uma alma achei que tudo fosse continuar delicadamente como havia começado, mas à medida que o prazer foi tomando conta de nós ele aumentou a velocidade e a força, chocando nossos ventres de maneira bruta e me enlouquecendo, entrando e saindo de mim com rapidez. Cal ainda me torturou por muito tempo antes de unir minhas mãos por sobre a minha cabeça e as prender lá, me deixando completamente dominada. Eu não me importei, já havia passar muito tempo da minha vida no controle.

Uma sensação de torpor começou a me invadir e soltei meus braços para que pudesse me segurar em suas costas largas. A cada investida sua o prazer aumentava e ele foi acelerando o ritmo, gemidos que pertenciam a ambos ecoando pelo ambiente. Arranhei seus braços com força e nosso suor começou a se misturar, inundando o quarto com um cheiro sensual. Ele continuou, sugando e mordendo levemente meu colo, meu pescoço e meus seios de um jeito que deixariam marcas.

Eu era dele para que ele fizesse o que quisesse.

— Acho que me apaixonei quando te vi pela primeira vez. Você não faz ideia do poder que tem sobre mim — ele disse no meu ouvido e seu hálito morno em meu pescoço aumentou ainda mais o efeito de suas investidas.

Não havia mais como lutar. Eu havia perdido a guerra.

Senti quando meu sexo começou a se contrair e, ao perceber isso, ele me segurou com força pela cintura, de um jeito másculo e lascivo. Seu membro foi aumentando de volume dentro de mim e isso foi o meu fim. Explodi em um orgasmo tão intenso que não consegui evitar gritar, fincando minhas unhas em suas costas. Para abafar o som, mordi com força seu ombro, seu pescoço, mas ele não se queixou, apenas ficou rindo com a sua boca encostada na minha. Cada pedaço do meu corpo parecia querer pegar fogo, cada pedaço da minha alma queria que aquele momento jamais acabasse.

Após sentir meu corpo se contorcer, Cal não conseguiu se segurar por mais do que alguns segundos e logo começou a tremer, seu peso me esmagando e aumentando as sensações. Ele colocou os lábios sobre um dos meus seios e suas mãos envolveram cada uma das minhas coxas, para logo depois me pressionar com força, nossos corpos se completando e dando prazer um ao outro.

Era insano, inexplicável, irresistível. Nada no mundo poderia ser comparado.

Fechei os olhos e o abracei, aproveitando o prazer que ia aos poucos diminuindo. Seu coração acelerado aos poucos foi se normalizando e com isso seu rosto foi ficando vermelho, a timidez retornando e me fazendo rir. Ele saiu de dentro de mim e ficou me olhando, passando os dedos em meus lábios e rosto.

— Eu nunca senti nada assim em todas as minhas vidas. Eu amo você — ele disse ofegante. Eu também o amava muito, com todas as minhas forças. E embora nunca tivesse dito isso a Cal eu sabia o quanto ele sentia a verdade disso. — Seja minha para sempre.

— Eu não te mereço. Não sou boa o suficiente para você — foi o que consegui responder. A afirmação dita era verdade e isso machucou por instantes meu coração.

— Não diga isso. Você mesmo disse para não pensarmos em nada. Acho que sou eu quem não merece tudo isso — ele me beijou e enxugou uma lágrima que caiu sem meu consentimento. — Não precisa me dizer nada, Sam. Apenas fique. Fique comigo.

Bom, antes de pensar em qualquer forma de futuro eu aprendi que primeiramente eu deveria aproveitar o presente — sorri ao pensamento.

— Posso responder depois? — eu perguntei e ao ver minha expressão safada a timidez de Cal se esvaiu novamente.

Era como abraçar o sol em combustão.

E então nós explodimos junto com ele.

Notas finais
Enfim, digam o que acharam, please! Preciso muito saber se acertei na cena. Vocês são leitores tão legais, muitos também até escrevem, então sabem como a gente fica na expectativa. Bjos, amores.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!