Apenas mais Uma de Amor

33 Capítulo 33 - Eu ainda penso em você.


Notas iniciais
Feliz ano novo pra todos! (Atrasado rs)
Estava viajando e não pude atualizar, escrevi um pouco, mas não gosto de postar pouco, então escrevi mais um pouco e aqui está...
Enfim, espero que gostem.

-- Muito bom esse filme, né?! – minha mãe disse animada saindo da sala de cinema. Nós assistimos “Muita calma nessa hora”.

- — Muito bom mesmo. Muito engraçado. – eu disse sorrindo ao lembrar de algumas cenas.

-- Foi bem engraçado mesmo. – Amanda disse sorrindo.

-- Tá gostando do passeio, Amanda? – minha mãe perguntou ainda sorrindo.

- — Tô sim. A gente devia fazer isso mais vezes. – Amanda disse aparentando ter mesmo gostado.

-- Claro que sim. Ainda mais agora... – minha mãe disse sem completar a frase, tentando deixar algo subentendido, com certeza não foi a primeira vez nessa noite.

-- Ainda mais agora...? – eu “desafiei”

-- Sim, filha, ainda mais agora que a sua mãe está finalmente de férias. – ela disse tentando esconder um sorriso sarcástico. Pensando que me engana.

-- Sim, claro. – eu disse dando um sorriso de lado. Amanda observava e tenho certeza que ela sacava as “indiretas” da minha mãe e em nenhum momento pareceu chateada com isso.

-- Meninas, eu quero ir ao banheiro, vocês também querem ou me esperam aqui? – ela disse parando em frente ao corredor que dava no banheiro.

-- Eu tô bem. – Amanda disse me olhando esperando resposta

-- É, eu também tô tranqüila. – eu disse virando o olhar pra minha mãe.

- — Então segura minha bolsa, por favor, filha! – ela disse me entregando a bolsa e indo para o banheiro.

Eu sorri pra Amanda que estava à minha frente, não muito perto, mas também não muito longe. Ela retribuiu o sorriso e disse:

- Sua mãe é hilária!

- Ah, é!A Priscila diz o mesmo.

- Ela fica jogando piadinhas pra mim ou é impressão minha? – ela disse sorrindo

- Como assim? – eu disse me fazendo de perdida

- Bom, ainda agora aquele “ainda mais agora” não me convenceu de que era porque ela está de férias. – ela disse jogando um pouco a cabeça pro lado.

- Hum... não, não é impressão sua. Ela gosta dessas brincadeiras mesmo. Principalmente deixar a pessoa um pouco sem graça.

- Suspeitei. Mas foi engraçado... – ela disse rindo de leve

Eu vi uma menina passar com uma blusa linda, e virei o rosto, acompanhei mesmo, mas só pra ver a blusa, se me perguntarem como era a menina, não saberia dizer. Quando voltei a olhar pra Amanda ela tava conversando com um garoto. Nossa, nem vi, nem escutei ninguém chegar perto. Ela me pareceu ficar graça, não sei por quê.

- Você nunca mais apareceu! – o menino de cabelos pretos e olhos castanhos disse para ela.

- Pois é, falta de oportunidade. – quando ela viu que eu os observava nos apresentou. -

- Vinícius, essa é a Daniela, Daniela esse é o Vinícius.

- Oi, prazer Daniela! – ela disse esticando a mão

- Oi, Vinícius! – eu disse sorrindo simpática.

Ele voltou a falar com ela, e tinha alguma coisa estranha, além da Amanda parecer desconfortável, o garoto a olhava de um jeito diferente, como se houvesse admiração em seu olhar. Eu via a Amanda me olhar de rabo de olho às vezes, mas eu mantinha meu olhar fixo em outro ponto, não queria que ela pensasse que eu estava prestando atenção na conversa. Minha mãe finalmente apareceu.

- Então, vamos? – ela perguntou sem ver o menino. Quando ela o viu rapidamente sorriu e deu um aceno com a cabeça. O rapaz fez o mesmo.

- Vinícius, eu tenho que ir agora. – Amanda disse ainda sem graça

- Beleza, Amanda, mas vê se aparece, eu tô com saudades da sua companhia. – ele disse sorrindo

- É... é... tá. – ela disse e deu um tchauzinho com a mão. Mas ele chegou perto e deu dois beijos na sua bochecha.

- Tchau, Daniela. Tchau tchau! – ele disse pra mim e pra minha mãe. Nós respondemos “tchau” também antes de ele se virar.

Assim que ele saiu, eu me coloquei a andar de novo, eu sentia a minha mãe de um lado e logo depois senti a Amanda do outro, senti também seu olhar novamente em mim, mas continuei a olhar pra frente, só virei pra falar com a minha mãe.

- Então, pra casa? – eu perguntei olhando em seus olhos quando ela se virou.

- Cla-claro. Vamos. – ela disse franzindo a sobrancelha pra mim, tentando entender a filha.

Nós pagamos o estacionamento e entramos no carro. Eu fiquei em silêncio o caminho todo com a cabeça encostada no banco da frente. Enquanto minha mãe e Amanda conversavam. Eu senti a mão da Amanda passando no meu braço direito, o qual minha mãe não podia ver. Ela ficou fazendo carinho um tempo, mas quando eu não me movi um centímetro, ela chegou perto:

- Dani, tá tudo bem? – perguntou bem baixinho. Eu apenas virei um pouco a cabeça e balancei em sinal de afirmação. Depois disso, ela não falou mais, apenas deixou a mão repousada no meu braço.

Eu não sei dizer por que eu estava assim, meu humor mudou do nada, e não entendia.

- Pronto, a senhorita está entregue. – minha mãe disse sentindo um clima estranho

- Muito obrigada pela noite e pela carona também. Beijos . – ela disse dando um beijo no rosto da minha mãe. Ela fez o mesmo comigo mas com mais demonstração de carinho, e eu apenas disse “Até amanhã.”

Ela saiu do carro e entrou em casa, assim que minha mãe arrancou, ela perguntou:

- O que houve enquanto estive no banheiro?

- Nada. Por quê? – eu disse olhando pela janela sem olhá-la

- Não sei por que ainda tenta mentir. Só de olhar pra sua cara já dá pra ver que tem algo errado. – ela disse me olhando assim que paramos em um sinal

- Não sei.

- Não sabe o quê? – ela se virou pra frente de novo

- Não sei por que fiquei assim.

- Essa é nova. Alguma coisa deve ter acontecido pra você ter ficado assim. Pode falar.

- Mas aí é que tá, mãe, se nem eu sei, como eu vou falar pra senhora?- eu perguntei finalmente virando e olhando para ela que se mantinha fixa na direção.

- Hum... então, vamos por partes. Tem a ver com a Amanda?

- Por que pergunta isso?

- Porque você tava estranha com ela o caminho todo e antes de eu ir ao banheiro você tava só sorrisos.

- Provavelmente tem a ver com ela. – eu disse cruzando os braços

- Provavelmente? Sei... pois bem, continuando: ficou assim depois que aquele rapaz apareceu? – ela perguntou virando e entrando na nossa rua.

- Tá bom, mãe, eu sei aonde você quer chegar. – eu disse já tirando o cinto.

- Então me fale, porque nem eu sei. – ela disse estacionando o carro.

- Você quer dizer que eu fiquei com ciúmes. – eu disse olhando e ela de repente deu um sorriso de lado.

- Bom, eu não ia dizer bem nessas palavras, mas já que você mesma se entregou, pode ser colocado assim também. – ela disse tirando o cinto e abrindo a porta do carro ainda com um sorriso.

- Mas... mas eu não fiquei com ciúmes. – eu disse andando ao seu lado até nossa porta.

- Não? – ela perguntou levantando a sobrancelha e parando antes de girar a chave. – Então por que estava tratando a Amanda daquele jeito? – ela se virou e continuou a abrir a porta.

- Porque... Ah, mãe, eu não a tratei mal! – eu disse já indo pro meu quarto com o sapato na mão.

- Tratou sim. E acho que foi desnecessário. Pra que ficar com ciúmes de um conhecido? – ela disse indo pro seu quarto. Quando eu escutei isso levantei a cabeça e fui até seu quarto passando pelo corredor e parando na porta a olhando.

- Se você visse o modo como ele a olhava... – eu disse encostando na porta

- Ou seja, você estava com ciúmes. – quando eu fiquei olhando pra ela sem falar nada, ela prosseguiu: — Você viu algum gesto da Amanda que pudesse dizer que ela se interessa por ele ou coisas assim? – ela perguntou sentando na cama e tirando a sandália

- Não, mas ela parecia desconfortável, sei lá. Ela tava estranha.

- Então converse com ela sobre isso. – ela disse me olhando

- Pra quê? – eu perguntei franzindo a testa

- Pra saber se isso tem algum fundamento, ou se isso é apenas fruto do seu ciúme.

- Você acha? – eu perguntei me erguendo e pensando melhor.

- Com certeza. Ficar de cara feia pra ela só vai piorar. Deixa de ser orgulhosa e vá ligar pra ela, mas vá agora porque tá ficando tarde e vou tomar banho. – ela disse levantando e já indo pro seu banheiro.

- Obrigada, mãe. – eu disse antes de ela fechar a porta. Ela a abriu mais um pouco e sorriu piscando pra mim.

Eu coloquei a mão no bolso e meu celular não estava ali. Pensei um pouco. “Na bolsa da minha mãe!”. Fui até a cama abri a bolsa e peguei meu celular. Quando olhei tinha uma chamada perdida da Priscila, assim que eu falar com a Amanda, eu ligo pra ela.

Fui pro meu quarto, disquei o número e Amanda atendeu no terceiro toque.

- Oi.

- Hum... já estava dormindo? – eu perguntei sentando na minha cama

- Não não, eu tava tomando banho.

- Ah, então eu ligo depois...

- Não, fica tranqüila, pode falar.

- É... desculpa se eu te tratei mal ou coisa do tipo. – eu disse jogando meu corpo na cama ficando só com os pés no chão.

- Acho que tudo bem, mas por que você ficou assim do nada?

- Fiqueicomciúmes. – eu falei muito rápido e baixo

- Quê? Eu não entendi. – ela disse parecendo confusa

- Quem era aquele garoto? – eu perguntei tentando fazê-la entender

- Ahhhhh, então foi isso? SABIA!- ela dando uma risada. Fiquei em silêncio apenas esperando. – Daniela? – ela perguntou sentindo meu silêncio

- Tô aqui.

- Você ficou com ciúmes, foi isso? – ela perguntou e eu podia jurar que tinha um sorriso naquela cara lavada.

- Não vejo graça nisso, aliás, não muda de assunto. Eu sei que tem alguma coisa estranha.

- Como assim? – ela perguntou ficando séria de novo

- O jeito como ele tava te olhando, o jeito como você tava desconfortável, estranha.

- E como eu tava?

- Ok, Amanda, esse joguinho já tá ficando chato, vai direto ao ponto.

- Ele é meu ex. – ela disse mais baixo

- Ex? Por que nunca falou dele?

- Eu falei uma vez, lembra? Eu disse que fugia do colégio pra encontrar um namorado, o namorado era o Vinícius.

- Hum... ele ainda gosta de você?

- Não sei. – ela disse rápido

- Amanda... – eu forcei

- Talvez.

- O que você quer dizer com “talvez”?

- Que talvez ele ainda goste de mim. Às vezes ele me manda mensagem e depoimentos pra não aceitar no Orkut.

-Isso tem muito tempo?

- O quê?

- Que ele anda fazendo isso...

- Deve ter um mês.

- Você ainda gosta dele?

- Não não. – ela respondeu rápido

- Tem certeza?

- Tenho, eu não o via tem um tempo já e quando o vi hoje não senti nada, além de desconforto.

- Sei... Já falou com ele sobre essas mensagens?

- Já, mas ele diz que é sem maldade, apenas na amizade.

- Amizade, sei bem...

- Por que não me falou logo que tava com ciúmes?

- Até parece...

- Poderia evitar a confusão que ficou minha cabeça, eu pensei que tinha feito alguma coisa. Aliás, ciúmes do Vini?

- Vini? – eu repeti

- Desculpa, era o hábito.

- Olha, eu vou desligar, vou tomar um banho e dormir.

- Ih, tá pior do que antes!

- Amanhã a gente se fala, ok?

- Mas Daniela, deixa de ser ciumenta.

- Eu já tô tranqüila, só quero tomar banho e ir pra cama, afinal amanhã tem aula.

- Ok, vai lá. – ela disse suspirando

- Tchau.

- Tchau, linda. – ela disse carinhosa

Eu desliguei, fiquei com raiva e ciúmes sim, afinal que história é essa de mensagem e depoimento? Por que ela não falou antes? Aí, agora eu sou a “linda”, tô fora.

Joguei meu celular na cama e fui direto tomar um banho.

Tomei meu banho com calma pra relaxar e dormir bem. Quando cheguei no quarto e olhei a hora no celular tinha uma mensagem. Adivinhem de quem? Sim, Amanda.

“Amor, você com ciúmes é muito chatinha, sabia? Mas eu te adoro mesmo assim.

E para de pensar besteira, tá?! Durma bem. Tô doida pra te ver de novo. Beijos nessa boquinha linda, rs”

Não pensar besteira, isso porque não é com ela! Só fiz colocar meu pijama, colocar o celular pra despertar e fui direto pra cama. Quando estava pegando no sono, minha mãe abre a porta, mas não acende a luz, provavelmente pensou que eu já tinha dormido, porque já ia fechando a porta.

- Boa noite, mãe! E obrigada de novo.

- Ah, ainda está acordada? Mas tudo bem, não se preocupe. Falou com ela?

- Sim, amanhã conto melhor, pode ser?

- Claro. Boa noite, filha. – ela fechou a porta e eu voltei a fechar os olhos, eu ainda pensei um pouco nessa história da Amanda e esse garoto e consegui pegar no sono.

Eu estava em uma praia e a mesma estava deserta, eu me encontrava sentada olhando o mar, concentrada na linda paisagem, fechei meus olhos por um momento e senti a brisa em meu rosto, fazendo meus cabelos voarem, de repente sinto braços me envolverem, e eu reconhecia aquele cheiro, apesar de ser um cheiro que eu não sentia há algum tempo, ele ainda se fazia presente na minha “memória”.

- Oi, linda. Eu voltei. – assim que escutei a voz da Bruna e confirmei que era ela, abri meus olhos e virei a cabeça.

- O que você faz aqui? – perguntei com certa frieza

- Como eu disse: voltei. Não está feliz? – ela perguntou me envolvendo mais em seus braços, esse gesto fez meu coração acelerar.

- Por que você voltou? – eu perguntei olhando fixamente em seus olhos verdes

- Era óbvio que eu não ia agüentar muito tempo sem meu bebê. – ela disse sorrindo e fazendo carinho no meu braço

- Seu bebê? Seu bebê uma pinóia! – eu disse tentando me soltar de seus braços, prontamente fui impedida.

- Pinóia, amor? Que vocabulário é esse? – ela disse rindo deixando seu lindo sorriso à mostra

- Sério, Bruna, o que você quer? – eu disse com o coração apertado

- Eu só quero que tudo volte a ser como antes. Eu sei que errei, mas... – eu a interrompi

- Você não pode simplesmente voltar do nada e querer que as coisas voltem a ser como antes. – eu disse irritada me levantando bruscamente, por um momento pensei até que poderia tê-la machucado.

- Eu sei, mas olha...

- Eu não quero te ouvir! – eu disse olhando em volta tentando encontrar algum ponto o qual eu conseguisse me localizar.

- Eu sei que você ainda pensa em mim... – quando eu ia falar, ela continuou – não tenta negar, se foi difícil pra mim, com certeza foi difícil pra você.

- Tenho certeza que foi difícil dizer o que você disse! – eu disse começando a andar sem nem ao menos saber pra onde.

- Ei, espera, você precisa me ouvir! – eu sentia seus passos atrás de mim

- Ouvir? Ouvir o quê? Você me insultar mais um pouco? – eu perguntei me virando e acabei ficando cara a cara com ela. Tenho certeza que era a oportunidade que ela queria pra me deixar sem reação.

- Não. Precisa ouvir que eu te amo, que a minha tá sendo uma droga sem você e principalmente que eu preciso de você! – ela disse pegando minhas mãos e colocando em volta do seu pescoço com todo seu charme, aquele sorriso de lado que eu não resisto. Quando teve certeza que eu não ia tirar, ela colocou uma mão na minha cintura e a outra ela levou ao meu rosto e ficou me observando por um tempo, ainda sorrindo daquele jeito.

- Bruna, eu...

- Shh, amor. Deixa rolar e sente o momento. – ela disse levando a mão pra minha nuca e aproximando o rosto do meu, quando nossos lábios iam se tocar, eu escutei meu despertador. Peraí, despertador?

Acordei totalmente desnorteada, perdida e sem saber onde estava, levantei minha cabeça tão rápido que fiquei tonta.

E de repente veio um sentimento de... Frustração? Eu não queria acordar.

Droga! Eu coloquei a mão na testa e senti o suor, suspirei pela confusão na minha cabeça. Só quando minha mãe apareceu na porta me dei conta que o despertador continuava tocando.

- Filha, tá na... Ah, já acordou? Por que não desliga isso? – ela disse com carinha de sono

Eu nada respondi, apenas olhei pro lado e peguei meu celular em cima da mesinha ao lado da cama, assim que desliguei, fiquei olhando pro nada.

- Daniela, está tudo bem? – minha mãe perguntou saindo da porta e se aproximando

- Hãm? – eu perguntei parecendo acordar e olhando pra ela

- Que cara é essa? Você tá pálida! E suando! – ela disse chegando mais perto e colocando a mão na minha testa. – Aparentemente bem! Se sente bem?

- Mais ou menos.

- O que você sente? – ela perguntou sentando na cama de frente pra mim

- Me sinto... – eu comecei a sentir meu coração apertado, minha respiração ficou ofegante.

- Daniela, tá me assustando! – ela disse chegando mais perto

- Calma, mãe! – eu disse percebendo que ela estava ficando nervosa

- Então me diga o que está sentindo!

- Eu tive um... – foi sonho ou pesadelo?

- Pesadelo? – ela perguntou

- Não sei se consigo chamar de pesadelo.

- Ok, então o que você sonhou? – ela perguntou aparentando estar mais calma

- Com a Bruna! – eu disse abaixando a cabeça e lembrando do sonho. Seu cheiro, sua pele, seus olhos, tudo parecia tão real.

- Bruna? Mas filha, o que você sonhou?

- Que eu estava numa praia deserta e ela estava lá, falava que sentia minha falta, que me amava e precisava de mim!

- Não sabia que você ainda pensava nela... – ela disse parecendo meio perdida

- E quem disse que eu penso?

- E por que está tão nervosa e sonhou com ela?

- Não sei...

- Filha, você deve estar confusa. Olha, provavelmente ficou chateada com a Amanda e ficou pensando na Bruna, acabou que sonhou com ela.

- Será? – eu perguntei olhando para ela

- Provavelmente. Você ficou mexida. – não foi uma pergunta e sim uma afirmação.

- Fiquei.

- Daniela, pense bem no que você tá fazendo, a Amanda é uma menina especial e que parece gostar de você, não a faça sofrer se você pode evitar.

- Por que está me dizendo isso? – eu perguntei mexendo no meu cabelo

- A Bruna foi especial pra você, é normal que você ainda pense nela, tenha saudades, mas tome cuidado pra esses sentimentos não te confundirem.

- Eu sei, mãe. Mas...

- Mas... ?

- Eu tenho mágoa da Bruna por tudo que ela me disse, quando eu penso nela, eu sempre lembro das suas palavras e do seu rosto enquanto as falava. Mas ao mesmo tempo esse sonho me fez sentir saudade da sua companhia, do seu abraço, do seu cheiro.

- Só você pode saber o que você sente pela Amanda, mas como eu disse a Bruna foi uma pessoa especial demais para ser esquecida de um dia para o outro.

- Mãe, faz 3 meses... – meu coração apertou mais

- Que pro seu coração vai parecer uma eternidade. – ela disse piscando

- Parece que eu não a vejo há tanto tempo.

- Exatamente. Pense bem antes de criar qualquer tipo de laço ainda mais forte com a Amanda, ok filha?

- Ok, mãe. Que droga! Até nisso a Bruna conseguiu me deixar com raiva.

- Não seja tão cruel com ela. Quem sabe ela não está que nem você? Arrependida de tudo o que disse.

- Eu queria nunca ter escutado aquelas palavras da Bruna.

- Eu sei, filha, mas no final a gente sempre aprende, certo? Pense nisso enquanto toma banho e eu vou preparar alguma coisa. E anda logo que você já está atrasada. Eu vou te levar, tá?

- Obrigada, mãe. – eu disse abraçando-a

- De nada, filha. – ela disse fazendo carinho no meu cabelo e depois se levantando.

Fui direto para o banho pensar mais. Até em sonho a Bruna consegue fazer isso comigo.

“Tava bom demais pra ser verdade! “ Essa foi a única frase que pensei durante todo trajeto até o colégio.

Notas finais
Obrigada pelos comentários. =)