Apenas amor

25 Capítulo 25


Notas iniciais
Olá, meninas. Então, inicialmente essa fic terminaria nesse capítulo, com uma frase que uma menina que eu gostava na época me disse e um beijo. Eu não tencionava mostrar mais do relacionamento de Emma e Regina mesmo, apenas elas se envolvendo antes disso, mas como contei a vocês, ao comentar sobre isso com a minha digníssima ex, ela quis me matar e disse que vocês também iriam querer kkkkkk então, mais uma vez, os próximos capítulos foram por insistência da Viviany kkkkkkk Pode ter parecido que o envolvimento das nossas duas lindas demorou demais, mas não foi isso, o que demorou demais foi a autora que vos escreve mesmo, passando por "n" coisas e fases. Algumas pessoas reclamaram na demora da Emma em terminar com a Ruby e gente, levou o tempo necessário. Ruby não estava em casa e Emma não queria fazer isso por mensagem ou telefone. Acreditem em mim, isso é uma coisa terrível. Eu já estive nos 3 lados dessa equação, já terminei pra ficar com outra pessoa, outra pessoa já terminou pra ficar comigo e já terminaram comigo pra ficar com outra pessoas e novamente, acreditem em mim, os três lados são terríveis, então não vamos julgar não rsrsrs Eu acredito e muito na monogamia, quando estou com uma pessoa é só ela e pronto, mas eu acredito também que as pessoas se apaixonam várias e várias vezes e amam várias e várias vezes também. Ninguém é obrigado a amar a mesma pessoa para o resto da vida, mas é lindo quando acontece. Não gosto de pensar que até aqui a Emma foi desleal, pois ela se preocupou e muito com a Ruby, se sentia mal, ela apenas não pode evitar e isso acontece mesmo. Ela foi bem mais sensata do que eu fui quando aconteceu comigo, mas foi uma vez só e bom, a gente aprende e não é legal causar esse tipo de mágoa e sofrimento a outra pessoa. Mas vamos parar com as notas enormes e partir para a leitura. Mas que fique claro que Emma não foi enrolada, tudo tem seu tempo e foi bem melhor do que ela apenas trair Ruby antes de tudo. Bjus e ótima leitura!

Emma estava lá embaixo mais que ansiosa enquanto esperava por Regina. não se lembrava da última vez em que ficara assim. A primeira coisa que havia feito ao conseguir um pouco de carga no celular foi ligar para a morena, mas nada de ela atender ou responder às inúmeras mensagens que havia enviado. Estava com medo de Ruby ter feito algo.

“Ruby” A loira se diz num suspiro.

A conversa com a moça não havia sido nada boa. Sabia que não seria, mas também não esperava tanto. Repassava tudo, mais uma vez, em sua cabeça, mas definitivamente não teria como fazer diferente.

Ela nem havia ido em casa e estava lá tocando a campainha da casa de Ruby, mesmo que a chave ainda estivesse no porta-luvas de seu carro.

A veterinária mal abriu a porta e já foi se jogando nos braços dela.

— Meu amor!- Dizia enquanto abraçava a loira.- Que saudades! E que desencontro.

Ruby ria e a apertava em seus braços e embora Emma estivesse com os braços em volta de sua cintura, ela não parecia estar ali. Algo não estava normal.

— O que houve?- Ruby pergunta acariciando o rosto dela.

— A gente precisa conversar.- Emma diz dando um passo atrás, se afastando um pouco.

— Você está estranha.

A detetive diz enquanto segura a mão dela:

— Podemos entrar um pouco? Conversar lá dentro?

— Olha, eu sei que me estressei um pouco além da conta com nosso desencontro, Emma, mas...

— Só vamos entrar um pouco.- A loira passa por ela e se dirige à casa.

— O que está havendo, Emma?- Ruby a segura pelo braço, fazendo com que ela se vire para olhá-la.- Há dias estava te achando meio estranha, mas agora, só de olhar para você, vejo que não é coisa da minha cabeça.

— Ruby, vamos entrar e conversar lá dentro. Estou cansada, com frio e...

— E vai me falar o que está acontecendo agora!

Emma solto o ar em um suspiro ruidoso e diz passando a mão pelo cabelo preso em um rabo de cavalo:

— Eu passei essa conversa algumas vezes na minha cabeça e nunca consegui fazer isso direito, eu...

— Imaginou que seria mais fácil, não é!?

Ruby sorri sem vontade alguma, parada de frente para ela e de costas para a rua.

Como a loira a olha interrogativamente, a jovem continua:

— Emma, você acha que eu tenho cinco anos!? Acha que não tenho te visto se esquivar de mim de tudo que é forma!? Por favor, né!

— Eu queria fazer as coisas da forma certa. Acho que nós...

— Essa palavra não existe a tempos, não é!? Realmente achei que conseguiríamos salvar nossa relação.- Mais uma vez ela sorri sem vontade.- Lembra quando eu fiquei na dúvida de aceitar a proposta da Mary e do David e você me convenceu a isso!? Lembra o que me disse?

Emma afirma com a cabeça. Se lembrava perfeitamente de ter dito que conseguiriam levar o relacionamento á distância sim, pois tinham algo que as outras pessoas não tinham: amor verdadeiro.

Pelo olhar da loira, ao perceber que ela se lembrava, Ruby continua:

— Então não era amor verdadeiro, não é!?

— Ruby, nós fomos nos afastando, nos distanciando e querendo ou não as coisas foram esfriando. Nós estamos em momentos diferentes e eu realmente gosto muito de você. É uma pessoa fantástica e...

— É a Regina, não é!? Foi por causa dela que percebeu estarmos em momentos diferentes?- A moça é sarcástica. Dava para sentir isso em casa palavra sua.

— Isso vem acontecendo antes dela.

— Então sim, é a Regina.

— Olha, não aconteceu nada.

— Claro!

— Ruby, é sério. Não aconteceu nada entre a gente. Eu...

— É claro que aconteceu alguma coisa, droga!- Ela aumenta o tom de voz.- Enquanto eu estava fora trabalhando, cuidando de todos os detalhes da mudança para nossa casa, você saía com a patricinha perfeita do subúrbio.

— Ei!- Emma afasta o dedo que Ruby havia estendido bem de frente ao seu rosto.- Você acha que eu gosto disso? Acha que eu gosto de ter feito você se mudar para uma cidade que nunca gostou e nem cogitou morar, que eu gosto de ter feito você largar seu emprego e sua avó lá e vir atrás de mim e depois me apaixonar por outra pessoa!? Acha que eu gosto disso, Ruby!? Acha que não me sinto péssima!?

Como a outra fica calada, Emma continua:

— Não, Ruby, eu não gosto! Me detesto por isso e por te respeitar demais é que eu estou aqui. Você não merecia isso.- A loira abranda o tom de voz.- E realmente peço desculpas, mas só foi acontecendo e eu não consegui evitar. Sabe que eu não sou esse tipo de pessoa.

— Ok!- Ruby diz com um menear de cabeça.- Obrigada por vir esfregar na minha cara que se apaixonou por outra. Se isso é respeito pra você...

— Não estou esfregando nada na sua cara, eu não sou assim. Vim até aqui pra terminarmos pessoalmente porque achei que você merecia isso. Não iria nem tocar no nome da Regina ou entrar em detalhes. Eu sinto muito e espero que depois consiga ver que eu te respeitei o suficiente para vir aqui, o suficiente para não sair com ela enquanto estávamos juntas. Pode dizer o que for, mas os meus princípios...

— Emma, pode pegar os seus princípios, enfiar no seu carro e dar o fora daqui! Não sei como pode ter passado pela sua cabeça que isso aqui seria amigável.

Ruby passa por ela e entra em casa, batendo a porta com toda força atrás de si.

A loira se volta para a porta na intenção de segui-la, mas se detém ao levar a mão á maçaneta. Aquela conversa nunca ficaria melhor, não acertariam mesmo as coisas de forma civilizada e sentia que se tentasse dizer mais alguma coisa, acabaria piorando tudo. Então dá apenas mais uma olhada na fachada da casa, se despedindo mentalmente e desejando tudo de bom, depois entra no carro e vai embora.

Ela não percebe, mas pela janela da sala de jantar Ruby a observava escondida pela cortina, ao mesmo tempo torcendo para que fosse embora e para que entrasse. Assim que a loira arranca com o carro, a jovem veterinária se deixa cair sentada em uma das cadeiras, enquanto algumas lágrimas caíam de seus olhos.

— Em!

A loira é tirada de suas lembranças pela voz de Regina e pela mão em seu ombro.

Regina chega a colocar a mão em sua nécessaire sobre a pia do banheiro, na intenção de se maquiar um pouco, mas depois acaba desistindo. Só pega um cardigã ao passar por seu armário e desce.

Já no final da escada ela sorri ao ver a mãe sentada na sala, ao notebook. Ali estava uma pessoa que trabalhava o tempo todo. Regina duvidava que a mãe realmente fosse se aposentar.

Cora sorri de volta ao ver a filha e diz:

— Ela não quis mesmo entrar. Acho que ficou sem jeito.

— Tudo bem. Ela é meio cabeça dura mesmo.

— Ok!- Cora fecha o computador e se levanta com ele na mão.- Eu vou subir, assim conversam tranquilamente aqui dentro.

— Não precisa, mãe.

— Eu já estava indo mesmo.- Ela passa pela filha e deposita um beijo em seu rosto.

Cora sobe para o quarto enquanto Regina segue para a porta.

A morena abre a porta e sorri ao ver a loira de costas. Achava ela linda de rabo de cavalo.

— Emma.- Ela diz baixo.

Emma não parece ouvir, então ela anda até a loira e diz tocando seu ombro:

— Em!

Emma se vira já com um sorriso nos lábios.

— Oi!

— Oi!- A morena retribui sorrindo de volta.

— Nossa, você está linda.

— Ah, nem vem.- Regina ri.- Me olha de novo.

Emma continua sorrindo e se aproxima mais dela, admirando-a. Cabelos meio revoltos, sorriso no rosto, blusa preta, cardigã vermelho, calça jeans e chinelos felpudos azuis.

— Sim.- A loira não conseguia parar de sorrir.- Você está linda.

— Deve gostar mesmo de mim, senhorita Swan.

— Você nem faz ideia!

— Vamos entrar?

— Porque não damos uma volta?- Emma pergunta indicando a rua.- Só caminha um pouco.

— Olha pra mim!- Regina reclama, fechando o cardigã e cruzando os braços.

— Já disse, você está linda!

— E eu já disse pra me olhar de novo.

Emma ri alto e diz descruzando os braços dela e passando seu braço esquerdo pelo braço direito dela:

— Vem, prometo que não vamos demorar. Só uma volta pela praça.

— Está bem.- Regina cede rindo e elas saem de braços dados.

Da janela de seu quarto, Cora sorri com a cena e pega o celular para conversar com o senhor Swan.

— Como foi a viagem?- Regina pergunta enquanto descem a rua rumo a praça.

— Foi mais tranquila que a ida. Bom, no sentido do trânsito, claro.- Emma a olha rapidamente e sorri.- Porque intimamente eu estava á mil pra poder te ver.

— Você esteve em casa? Falou com Henry?

— Falei sim e ele está todo orgulhoso. Não parou de falar nem por um segundo.

— Ele esteve mesmo incrível.

Elas ficam em silêncio por algum tempo enquanto caminham e assim que pisam na praça, Emma pergunta:

— Está tudo bem? Estou te notando um pouco estranha.

— Estranha?- Regina sorri de forma brincalhona.- A alguns minutos atrás eu estava linda.

— Você “é” linda.- A loira faz questão de enfatizar o “é”.- E sempre está maravilhosa, até com esses chinelos, mas sei lá, só estou te achando diferente.

Regina desliza os dedos pelo cabelo e coça a nuca, uma mania que Emma já tinha reparado nela.

— Fala comigo.- A detetive insiste pressionando mais seus braços.- Tem algo com seu encontro com a minha ex hoje?

A morena não deixa de notar o termo “ex” e tinha certeza que o uso dele fora proposital, mas não toca no assunto e responde apenas:

— Também.

— Também?- Ela comprime os lábios e balança positivamente a cabeça enquanto andam.- Vai, me diz porque está com essa carinha...

— Essa carinha abatida?- Regina a interrompe rindo.- Vai, pode falar.

— Eu ia dizer essa carinha e esse olhar distante. Sei lá, seu sorriso não chega aos olhos.

— Hoje foi um dia atípico e eu estou muito, muito cansada mesmo.

Emma interrompe o caminhar delas e diz se afastando, soltando o braço dela e parando bem em sua frente:

— Nós podemos voltar agora, se quiser.

— Não desse jeito.- Regina se aproxima e pega a mão dela, recomeçando a andar e entrelaçando seus dedos.- Essa mudança no haras, a encheção de saco com essa festa da minha mãe...Tudo me estressando já.

— E eu vim te dar mais dor de cabeça ainda.

— Nada disso.- Regina aperta a mão dela.

— Claro que sim, Regina. sei que se encontrou com a minha “ex” hoje e isso contribuiu.

— Eu entendi o “ex” da primeira vez, senhorita Swan.- Regina sorri travessa.- Não precisa ficar repetindo.

— Mas isso é uma coisa boa, não é!?

— Maravilhosa.- Regina pega a mão dela e leva aos lábios, dando um beijo demorado enquanto fita a loira nos olhos.- Só me senti desconfortável por passar o dia com ela, sabendo o que aconteceria mais tarde.

Aí Regina começa a contar do seu dia, da aparição surpresa de Ruby no haras, da troca de faixa de Henry e Emma sobre o desencontro com a veterinária, das vezes que se esquecera de comunicar algo a ela, do término nada amigável, da vontade de só voltar para casa logo e vê-la.

Quando dão por si, estão de volta á entrada da casa e Emma a acompanha até a porta, ainda de mãos dadas e com Regina a puxando.

A empresária para de costas para a porta e diz:

— Eu adorei te ver hoje. Dar uma volta, conversar.

— Eu também adorei.- Emma não conseguia tirar o sorriso do rosto perto dela.- Mas acho que deveríamos fazer isso de novo amanhã. E dessa vez envolvendo um carro, um restaurante.

— Contanto que não seja aquele seu carro.- Regina zomba.

— Ei!- Emma ri.- Aquele carro é um clássico.

— Deus tá vendo!- A morena dá uma gostosa gargalhada.

— Agora sim.- Emma comenta se aproximando mais dela.- Está rindo com o rosto inteiro.

— Você me deixa assim.- Regina dá mais um passo para próximo da loira, quase colando seus corpos.- Mais leve, risonha.

— Coisa boa de se ouvir.- Emma se aproxima ainda mais, não deixando espaço algum entre elas.

— Mas então, detetive.- Regina leva a mão esquerda ao rosto da loira, colocando uma mecha da franja atrás da orelha.- Tenho algumas condições para aceitar o convite para amanhã.

— As que você quiser.- Emma passa os braços pela cintura dela.- A prendendo em seu corpo.- Concordo com o que você disser.

— Cuidado, detetive.- Regina aproxima o rosto do dela, passando os braços em torno de seu pescoço.- Se eu resolver pedir qualquer coisa, você está perdida.

Emma tira os olhos dos lábios dela, a olha bem nos olhos agora e completa:

— E quem foi que disse que eu não quero me perder!?

Notas finais
Mini post, mas que tenham gostado rsrsrsrs