Notas iniciais
Oiiii, ninguém esperava né? bom, nem eu. Tive essa ideia meio louca hoje de manhã, mas só consegui escrever agora a noite, então me perdoem o horário, mas até meia noite ainda é o dia do amigo, né?

E porque não criar uma fic do nosso casal que foram 'apenas amigos' por longos quatro anos? Bom, espero que gostem.

Boa leitura ♥

Kate estava perdida em pensamentos. Mais especificamente na noite anterior, onde o que aconteceu nunca, em hipótese alguma, poderia ter acontecido. Por mais que ela desejasse aquele beijo, por mais que ela torcesse para que isso tivesse acontecido em outro momento da sua vida, ela sabia que não poderia ter acontecido, e não poderia se repetir.

Onde Castle estava com a cabeça para beija-la daquele jeito? E onde ela estava com a cabeça quando retribuiu? Com certeza não estava pensando em seu namorado quando aceitou o beijo dele e praticamente expos seus sentimentos, guardados a sete chaves, para ele.

Castle sentiu o quanto ela quis beija-lo, já que seus lábios se abriram e ele pode, enfim, aprofundar o beijo por poucos segundos. Suas línguas se tocaram e fora uma sensação que nenhum dos dois sentiram antes. Os braços dele a prendiam contra seu corpo, e cada segundo que se passava, enquanto suas bocas devoravam umas às outras, o desejo aumentava para ambos.

Até que Kate caiu em si, por um segundo, e se lembrou do real motivo para estarem ali. Os rapazes precisavam de sua ajuda, e por mais que ela quisesse continuar essa batalha que acontecia entre suas bocas, ela sabia que precisava parar, por ela e pelos rapazes. Abriu seus olhos devagar e viu o cara gordo e mau encarado, que antes estava viajando a porta, agora rindo deles e virando de costas. Hora perfeita para ela aplicar um golpe certeiro, fazendo com que ela quebrasse o beijo e o contato de seus corpos.

Por um segundo ela esqueceu o que acabara de acontecer entre ela e Castle, e se sentiu orgulhosa por derrotar o cara que era três vezes maior que ela. Ele estava caio no chão enquanto ela estava de pé, admirando o corpo jogado naquele asfalto frio. “Isso foi incrível”, ela escutou ele dizer e, naquele momento, sentiu seu rosto queimar, mesmo sendo uma das noites mais frias do ano. E só então sentiu o peso das consequências do que acabara de fazer. A vergonha tomou conta dela por inteiro e quase não tinha coragem de olhar pra ele.

Mas Castle sabia muito bem o que iria fazer quando disse que tinha um plano. Não pensou que teria coragem de beija-la, mas ao ver que ela ia fazer um movimento arriscado ele não pensou duas vezes antes de impedi-la, e quando seus rostos estavam perto demais e seus olhares presos um no outro, ele não teve mais dúvidas, tinha que beijá-la.

E beijou, fazendo desse um momento único para os dois. Não importa o que aconteceria depois, ele só queria sentir ela em seus braços. E a forma como ela se entregou, como ela tremeu nos braços dele antes beijá-la, a forma como ela aceitou seu beijo sem lutar, então ele soube que ela queria isso tanto quanto ele.

Mas já era outro dia, e Kate estava sentada na sua mesa no distrito tentando trabalhar, mas tudo o que via enquanto fazia o relatório do ocorrido na noite anterior, era pensar no beijo. Em como ela queria repetir aquilo, mas não podia, Kate tinha namorado e Castle sabia, mas isso não impediu ele de beija-la na noite passada. Ambos sabiam que não era apenas um disfarce, então o que estava acontecendo com eles? Eles eram amigos, apenas amigos.

“Bom dia.” Castle assustou ela quando chegou sem ser notado.

Ele colocou o seu tradicional copo de café na mesa dela e sentou em sua cadeira, encarando ela, mas Kate não conseguia tirar os olhos daquele copo a sua frente, onde estava escrito aquela frase, que ela sabia que era verdade, mas que desejava que não fosse.

“Kate, você está bem? Parece pálida.” Ele observou ela um pouco e notou que ela realmente estava mais branca, parecia que tinha visto uma assombração.

“Eu... eu estou bem.” Ela lhe deu um sorriso fraco, ainda sem olhar pra ele.

Kate não poderia mais ficar ali, agindo como se não quisesse avançar nele e beija-lo até essa necessidade de sentir o gosto de seus lábios novamente acabasse. A passos rápidos ela foi para a sala de café, preparar seu próprio café. Castle se assustou com a forma com que ela levantou-se, um movimento brusco, que quase derrubou o café que ele pediu especialmente pra ela.

“Eu trouxe o seu café, não viu?” Castle disse chegando devagar perto dela.

Kate fez questão de não olhar pra ele, e continuou fazendo seu próprio café.

“Se você não gostar mais de como eu peço, pode ficar com o meu. Está puro hoje.” Ele ofereceu seu próprio copo de café, mas esse, diferente do que ele ofereceu antes, não tinha a frase “Feliz Dia do Amigo” escrito no protetor do copo.

Kate olhou pra ele de canto de olho, e se entregou a tentação de olhar pra ele totalmente, vendo um Castle sério. Mas não um sério de bravo, e sim um sério de receoso, sem saber porque ela estava agindo assim.

Como ele pode agir como se nada tivesse acontecido ontem? Ele quis beijá-la, ele que começou com tudo aquilo, e agora age como se não tivesse importância quando ela sabia que tinha. Ou pelo menos tinha importância para ela, já pra ele Kate não tinha mais tanta certeza assim.

Após tentar fazer seu café perfeito pela terceira vez, todas sem sucesso, Kate desistiu e aceitou o copo de café dele. Café puro seria uma boa para quem passou a noite acordada, pensando nele e no Josh, seu namorado que não merecia nada do que ela estava fazendo com ele.

Castle acompanhou ela, sentando na mesa da sala e encarando-a. Kate bebeu um grande gole de café quente, sem se importar que ele queimasse sua garganta, e só então voltou a encarar Castle.

“Feliz Dia do Amigo, também.” Ela sussurrou, e ele logo abriu um sorriso. Ela tinha visto.

“É uma data especial, certo? Deveríamos comemorar.” Castle propõe.

“Comemorar o que exatamente?”

“Nossa amizade.” Ele diz jogando os ombros como quem não quer nada. “Seu namorado está viajando, estamos no meio da semana, sem nenhum caso novo...”

“Castle, fala logo.”

“Ah, eu estava pensando que nós poderíamos ir ao The Old Haunt, tomar alguns drinks.” Ele propõe receoso, depois da noite anterior ele já não tem tanta certeza que ela queira ficar sozinha com ele.

“Claro. Vai ser ótimo.” Ela diz, mesmo sem saber por que aceitou.

Castle sorriu como criança que acaba de ganhar um doce, deixando seus lindos olhos pequenos, e Kate só conseguia pensar o quanto ele ficava lindo sorrindo assim, e ali ela soube que valeu a pena aceitar seu convite.

O dia passou se arrastando. Kate não via a hora terminar aquela papelada imensa e poder ir pra casa, pra se arrumar para seu encontro com Castle mais tarde. Depois da conversa com ela, Castle saiu, tinha alguns compromissos profissionais. Ela agradeceu mentalmente, já estava difícil terminar a papelada sem ele aqui, se ele resolvesse ficar para observar ela, como faz sempre que possível, eles não teriam nenhum encontro hoje.

Não era errado ter marcado um encontro estando namorando, né? Quer dizer, era o Castle. O que isso tinha de errado? Nada. Ela insistia em se convencer. Mas o fato é que Castle não era apenas seu amigo. Era o cara que ela decidiu dar um chance meses atrás, e se não fosse ele aparecer com a Gina, talvez eles ainda estivessem juntos. Castle era o cara que podia enxergar sua alma, sabia de suas fraquezas e a entendia melhor que ninguém. Castle era o cara que ela tinha beijado ontem à noite. Castle era o cara que ela tinha traído o Josh.

Afastando todos esses pensamentos negativos, que com certeza a fizeram ficar na dúvida se deveria mesmo ir a esse encontro, e saiu do Distrito, deixando para entregar a papelada para o capitão assinar no dia seguinte.

Castle chegou cedo ao seu bar. Tudo ocorria bem, e as lembranças de suas noites aqui eram sempre as melhores. O cara no piano tocando suas músicas favoritas, a decoração, o clima, o cheiro de cerveja choca que Kate havia reparado quando estiveram lá pela primeira vez, eram tantas lembranças, e hoje ele iria poder reviver algumas delas.

Sentado numa mesa sozinho, bebendo seu costumeiro whisky caro, ele avistou a mais bela moça adentrar no bar. Sua boca abriu instantaneamente assim que viu Kate tirar o casaco e entregar a um rapaz na porta, deixando a mostra suas belas pernas que ficavam escondidas naquelas calças de linho que ela usava no trabalho. Ele queria mais oportunidades de ver suas pernas assim.

Kate correu seus olhos pelo bar, parando numa mesa discreta ao fundo, onde apenas um abajur que fazia parte da decoração iluminava seu escritor. Ela sorriu e se aproximou, desviando das várias pessoas que estava presente naquele local. Era quarta à noite, porque tantas pessoas saiam pra beber no meio da semana? Talvez ela devesse sair mais.

Castle levantou quando ela chegou perto. Sorriu de volta e notou o batom vermelho que ela usava, juntamente com seu vestido preto, que o deixava com vontade, não só de toca-la, como beija-la até não existir mais nada em seus lábios. Ele se controlou, e apenas apontou para a cadeira, permitindo que ela sentasse, voltando para o seu lugar em seguida, sentando de frente pra ela.

Sem dizer nada eles ficaram apenas se encarando por algum tempo. Kate tinha se arrumado pra ele, e se ele soubesse que ela estaria assim, só pra ele, ele não teria convidado o resto do pessoal. Assim que o pensamento passou por sua cabeça e avistou ao longe Esposito chegar, juntamente com Ryan, Janny e Lanie. Sim, aquela noite não seria em nada como Kate esperava.

“Um brinde aos melhores amigos de todos.” Lanie disse, levantando seu copo de cerveja.

Os outros seguiram seus movimentos, erguendo os seus copos e soltando um grito, como uma aprovação do brinde que ela fez.

Kate virou seu copo de uma vez só, assim como tinha feita com os últimos quatros copos de shop. Castle observava ela, enquanto bebia seu segundo copo de whisky da noite. Ele viu como Kate ficou quando os seus amigos chegaram, ele viu a decepção em seu olhar. Ela realmente achou que seria apenas eles dois essa noite, mas Castle tinha estragado tudo.

“O dia do amigo com os amigos.” Kate disse se levantando e pegando sua bolsa que estava em cima da mesa. “Aos amigos.” Ela disse olhando diretamente pra Castle e bebeu o resto de whisky que tinha no copo dele.

“Onde você vai, maluca?” Lanie perguntando olhando ela se desvencilhar dos meninos até conseguir sair da mesa.

“Vou... pegar um ar.” Visivelmente alterada, Kate saiu andando a passos vacilantes do local.

Castle sabia que ela iria exagerar assim que ela virou seu primeiro copo de bebida, então decidiu não beber muito. Ficou apenas esperando o momento em que ela ficaria bêbada e ele teria que leva-la pra casa. Ele iria cuidar dela, era pra isso que os amigos serviam afinal.

Levantou-se e foi atrás dela, deixando seus amigos curtirem o restante da noite.

“Kate!” Gritou assim que saiu na calçada e viu ela encostada num carro estacionado ali de frente.

“Só preciso de um pouco de ar, Castle. Não precisa vir tomar conta de mim.” Sua voz embolada entrega seu quase total estado de embriagues.

“Vim te fazer companhia, posso?” ele se encostou no carro ao seu lado e ela o encarou.

“Porque?”

“Porque somos amigos.” Ele dá os ombros e sorrir pra ela, que fixa seu olhar nos lábios finos dele.

Kate sentiu um frio em sua barriga, não queria fazer nada que pudesse se arrepender depois, ou melhor, que pudesse se arrepender mais ainda. Mas seu estado não ajudava em nada, ela não era acostumada a beber assim, nunca passou de mais que dois copos de cerveja e duas taças de vinho, e quando bebia mais que isso falava e fazia coisa que não deveria.

“É isso que somos?” ela pergunta ainda com seu olhar fixo nos lábios dele. “Não foi o que pareceu ontem.” Seu olhar finalmente muda de foco, indo agora para os olhos azuis dele, que brilhavam na escuridão da noite, assim como ontem.

Castle sentiu o ar sair de seus pulmões, mas não sentiu ele voltar. Seu coração disparou, e um pouco de desespero se instalou em seu corpo. Ele não conseguia se mover, muito menos falar. Kate apenas o encarava, esperando que ele falasse alguma coisa, mas tudo o que conseguiu foi um silencio dele.

Castle estava arrependido do que tinha acontecido na noite anterior, e isso foi como um balde de agua fria, que a fez despertar da maneira mais injusta possível do seu estado de embriagues. Ela soltou um sorriso fraco e se afastou do carro, mas na verdade queria ficar o mais distante possível de Castle. Ele tentou segui-la de volta para o bar, mas ela levantou a mão pra ele, impedindo ele de dar mais um passo. Seus olhares não se cruzaram mais, e nem Kate queria isso, caso contrário ele veria seus olhos começarem a brilhar com algumas lágrimas que se formavam ali.

Por sorte um táxi passou e parou assim que ela deu a mão. Castle ficou parado onde ela o deixou, apenas olhando ela ir embora naquele carro amarelo. Mas o que diabos estava acontecendo com ele? Ela queria falar do beijo, e essa era sua chance de dizer o que sentia por ela, mas ele simplesmente não podia.

Perdeu a conta de quanto tempo ficou ali, parado no meio da rua, apenas olhando cada táxi que passava e esperando que fosse ela, e que ela parasse e falasse tudo o que queria falar caso ele tivesse dado continuidade aquele assunto. Um arrependimento bateu e ele não pensou duas vezes quando viu que ela não voltaria, pegou seu carro e saiu em direção a casa dela, que não ficava tão longe.

“Droga.” Kate reclamava pela décima vez com suas chaves nas mãos, que insistiam em não querer entrar no buraco da fechadura.

Castle ficou apenas olhando ela de longe, já sem saltos, a bolsa no chão enquanto ela contava quantas chaves já tinha usado. Ele se segurou para não rir, ele nunca tinha visto Kate daquela maneira.

“Posso ajudar?” a voz dele assustou ela, que deixou as chaves caírem no chão.

“Não, eu estou bem.” Ela voltou sua atenção para as chaves de bufou. “Agora eu vou ter que começar tudo de novo.” E assim ela fez, enfiando uma a uma as chaves na fechadura, mas sem sucesso.

“Eu posso tentar?” Castle se aproximou, estendendo a mão pra ela, que mesmo relutante, concordou e entregou o seu chaveiro pra ele.

Não era um chaveiro comum, tinha o símbolo do distrito, mas mais que isso, tinha uma quantidade de chaves absurdas, não era de se admirar por ela não estar conseguindo abrir a porta. Ele tentou algumas vezes, também sem sucesso.

“Tá vendo? Não é porque eu bebi.” Ela diz, se encostando na parede e se deixando escorrer por ela, até sentar no chão.

“Kate, você está bem?” ela fez que sim com a cabeça de olhos fechados.

Ele tentou mais uma chave e finalmente conseguiu abrir a porta, mas quando se virou para contar a boa notícia a ela, Kate já estava de cabeça baixa, dormindo. Ele sorrio em vê-la assim e se abaixou jogando os saltos dela pra dentro do apartamento e em seguida pegando-a no colo.

Ela envolveu seus braços envolta do ombro dele e afundou seu rosto em seu pescoço. E acordou quando sentiu o cheiro dele tão próximo, abriu os olhos mas não se mexeu, queria aproveitar qualquer momento com ele. Castle entrou no apartamento dela e chutou a porta, ouvindo ela bater atrás de si, e só então adentrou de vez na casa dela. Estava escuro, mas ele já tinha decorado cada canto daquele apartamento.

A passos lentos, ele seguiu por um pequeno corredor e empurrou a porta entreaberta com o pé, revelando o quarto dela, quase totalmente desarrumado, com roupas jogadas no chão. Ele sorriu só em pensar nela tentando decidir uma roupa que a deixasse mais linda, pra ele.

Castle depositou o corpo dela na cama, mas Kate não soltou seus braços do pescoço dele. Ela queria ficar mais naquela posição e sabia que ele não se recusaria. Castle ergueu o olhar pra ela, que logo o encarou de volta, deixando seus rostos mais próximos que o necessário.

“Fica um pouco comigo.” Ela pediu num sussurro.

Castle não disse nada, apenas ajeitou ela na cama e em seguida deu a volta, sentando ao lado dela. Pegando-o totalmente de surpresa, Kate se aproximou dele e se aconchegou em seu corpo, deitando sua cabeça nas pernas dele.

Castle não sabia o que fazer, e nem o que aquilo significava. Mas suas mãos ganharam vidas, e logo elas estavam acariciando os cabelos de Kate, fazendo-a gemer baixinho com o carinho.

Ficaram assim por incontáveis minutos, Kate não dormia, apenas sentia os dedos deslizarem por seus cabelos. Ela poderia ficar ali pra sempre, mas sabia que tinha que tocar no assunto novamente.

“Castle..” ela sussurra saindo de sua posição inicial e sentando na cama, de frente pra ele. “Não podemos agir como se nada tivesse acontecido.”

Ele tinha o mesmo olhar assustando de quando ela perguntou sobre eles mais cedo. Mas dessa vez ela não deixaria ele fugir e nem fugiria, ela tinha que saber.

“Apenas me diz o que aquele beijo significou pra você.” Ela tenta mais uma vez.

“Não posso.” A voz dele sai baixa.

“Qual é, Castle!” ela faz menção em se levantar, mas ele segura sua mão forte, impedindo que ela se mova.

“Eu não posso porque não há palavra para descrever o que aquele beijo fez comigo. Kate eu esperei por isso tanto tempo, e quando finalmente tomei coragem foi em um momento totalmente errado.”

“Porque errado?”

“Porque você tem um namorado, eu estou em um relacionamento, nós estávamos em um ‘disfarce’ e por mais que eu queira te beijar loucamente agora, eu não posso.”

Ela abaixou seu olhar. Sabia exatamente o que estava acontecendo com ele, ela tinha as mesmas duvidas, os mesmos motivos para não beija-lo agora. Mas ao mesmo tempo aprecia injusto ter que se negar a isso quando os dois queriam tanto. Ter que ficar longe quando suas bocas pediam para ficarem perto.

“Eu não posso fazer isso com o Josh.” Pensou alto, e depois olhou para ele. “E nem com você.”

“Eu sei... não dá pra começar nada assim.” Ela concordou silenciosa.

“Por mais que a gente queira.” Ela diz, lembrando a ele o quanto ela queria ficar com ele agora.

“Por mais que a gente queira.” Ele concorda, olhando no fundo dos olhos dela e deixando seus sentimentos a mostra.

Kate sorrir, ela sabia que ele sentia algo por ela e que não morreria tão fácil. Talvez quando a vida de ambos fosse menos complicada, eles conseguiriam ficar juntos.

“Amigos, então?” ela pergunta meio na dúvida.

“Amigos.” Castle abre seu melhor sorriso, aquecendo o coração dela.

Ele se inclina e beija o canto de seus lábios, não demorando muito para não cair na tentação de beijá-la, e então saí, deixando Kate sozinha com seus pensamentos.

Notas finais
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!