Apenas Uma Vida
16 Vexames e Superação
Notas iniciais
Já virou praxe eu colocar o despertador às 11:00, voltar a dormir e acordar com o meu avô ligando. Hoje não foi diferente.
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Depois de muita falta de tempo e de vontade de ir, estou voltando ao muay thai. Com tantas provas e vestibulares fiquei sem tempo de ir na academia e, como diz minha avó, quanto menos a gente faz, menos quer fazer, portanto estava cada vez com mais preguiça. Agora que já estou de férias tenho que voltar a ativa. O pessoal de lá até que é legal, o único inconveniente é que o menino que eu acho fofo não me nota, e o que eu não quero que me note fica dando em cima de mim. Essas coisas sempre acontecem ...
Eu já fiz muay thai em outra academia durante um ano, mas estava cara demais, então eu deixei de ir e fiquei 4 meses parada. Voltei, mais ou menos, em outubro, em outra academia, com uma periodicidade completamente irregular por conta da nova rotina, mas como passou, este é momento de recomeçar de vez. Espero ter a mesma vontade do que antes.
Sai do muay thai e fui para casa tomar banho, porque ia me encontrar com as minhas amigas em um bar karaokê. Fui de ônibus e cheguei junto com Isabelle na frente do lugar. Esquecemos de uma coisa bem importante quando marcamos de sair, somos as únicas de férias, quem sai em uma quarta-feira? Obviamente não tinha ninguém além de nós no estabelecimento. Mesmo assim nós não nos deixamos de nos divertir, cantamos pra caramba.
O grande problema da noite foi o seguinte: A dona não nos pediu documento, e minhas amigas resolveram beber. Até aí tudo bem, eu bebi junto. Uma caipirinha e você ganhava outra de graça, e era bem gostosa. Eu sou forte, e quase não bebo. Tomei dois copos e estava extremamente sóbria, porém minha amiga Carla tomou um copo e ficou louca. Cantou, gritou, reclamou, chorou, dormiu e vomitou. A moça reparou que eramos menores e disse que não serviria mais nenhuma bebida alcoólica. Até que ela foi compreensiva perante a vergonha que Carla nos fez passar.
Eu já não simpatizo em ficar bêbada e falar merda, mas ela gosta disso. Se for pra fazer que faça, mas não em um lugar público. Como eu já disse, Victor sempre cede sua casa para festas, e em praticamente todas elas Carla passou mal ou deu vexame, não que eu aprove, mas pelo menos lá tinha só adolescentes e amigos pra ajudá-la. O karaokê era um lugar público, poderíamos ser presas, a dona poderia ser presa. Ela não entendem o significado de limites.
Coitada da Isabelle no final teve que dar carona pra ela e quase teve o carro vomitado. Sinceramente, não sei se saio de novo com ela se tiver bebida e lugar público envolvido. A Juliana disse que ia dar uma bronca nela mais tarde e espero que dê mesmo.
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Quinta — feira, 10 de dezembro de 2015
Um dia super tranquilo e pensativo hoje. Acabei de ver um filme chamada À Primeira Vista, o típico filme de Sessão da Tarde que passa na Globo. Um homem cego, que conhece uma moça, eles ficam juntos, ele faz um cirurgia, volta a enxergar, briga com a moça, volta a ficar cego e volta com a moça. A vida dele é realmente cheia de voltas. A história é verídica e eu achei inspiradora.
Ser cego não é uma tarefa fácil, mas ele aprende a "ver" o mundo de outra forma. No filme, a personagem não entende porque as imagens nos enganam e ele tira a conclusão de que ele enxergava as coisas bem melhor quando era cego. Foi então que eu percebi que não precisamos de olhos para ver as coisas. A visão é só mais um sentido que usamos para sentir o mundo, e nós banalizamos tanto o ato de ver as coisas que deixamos de absorver as experiências que esse sentido proporciona.
Minha sugestão hoje é: enxergue o mundo e as pessoas que o cercam.
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