Apenas Uma Vida
11 Domingo, Véspera de aula
Notas iniciais
Acordei desorientada, peguei meu celular e fui ver que horas eram. Duas e quarenta da tarde. Dormi bastante, mas convenhamos, eu mereci. Levantei, e fui até o banheiro. Quando saí pude avaliar o que estava acontecendo. Minha mãe não estava em casa, provavelmente tinha ido até a casa da minha avó almoçar. Meu irmão estava deitado no sofá com o notebook no colo e com o controle do videogame na mão. Não demorou muito para que minha mãe chegasse com o almoço. Tender, batatas e pão francês. Minha família tinha mania de comer pão em todas as refeições. Felizmente não agreguei esse hábito a minha rotina. Exceto hoje, é claro. Depois de almoçar fui para o quarto. Não tinha nada para fazer, apenas descansar, estava precisando. Entrei em meu fã clube e fiquei conversando com minhas amigas. Como sempre faço. Depois fui arrumar a minha mala da escola. Amanhã começam as aulas, aposto que não vai ser nada demais, pelo menos não o primeiro dia. Segundo boatos, haverá 8 pessoas novas na minha sala. Não tenho expectativa nenhuma para amanhã. Nada mesmo. Só quero entender a matéria, ficar no meu canto, com as minhas amigas, me divertindo no meu mundo. Às vezes gosto de viver nesse meu mundo paralelo, nele não tenho que ligar para o que os outros pensam, com todos os comentários ruins e malvados, todo mal é bloqueado e só a felicidade que importa. O mundo inteiro deveria ser assim. Infelizmente, não é.
Devaneios e devaneios, agora voltemos para a realidade. As horas se passaram e eu arrumei tudo, vi o que faltava e tomei nota na minha agenda. Adorava arrumar o material escolar. A papelaria que era agora da minha família antes pertencia a um casal de idosos e toda vez que eu ia lá deleitava meus olhos em canetas, lápis, massinha, e outros materiais escolares. Sempre gostei, difícil de explicar. Depois de arrumar tudo fui me deitar mesmo sem ter jantado, eu precisava acordar cedo amanhã e meu travesseiro clamava por companhia. Mesmo assim, demorei demais para pegar no sono. Os sonhos tomavam conta da minha mente e me mantinham acordada. Olhei meu celular. Três da manhã. Minhas pálpebras finalmente se renderam e fecharam, fazendo com que minha mente mergulhasse em um sono profundo.
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