Apenas Uma Vez
1 Capítulo 1- Apenas.
Notas iniciais
Baixou uma inspiração e resolvi escrever uma NejiHina, sei que não são muitas pessoas que aprovam o casal, mas aqui está. Beijos ;*
Ela estava treinando novamente. E lá estava ele a observando.
Neji observava cada movimento de sua prima, atentamente, de um jeito mais que apenas examinador. De um jeito admirado.
Hinata nem percebera sua presença ainda, apenas continuava a treinar. Seus cabelos esvoaçando com o vento, seus olhos perolados brilhando. A suavidade em cada movimento, a precisão, a perfeição, a delicadeza. Tudo a tornava única.
Era o que Neji pensava.
E não era a primeira vez que se pegava pensando ou admirando Hinata, a sua superior, no qual tinha o dever de dar a vida para proteger. Mas isso não incomodava Neji. Ele ficava satisfeito em saber que poderia protegê-la, para ele não era apenas um dever obrigatório.
Neji observava cada mínimo detalhe. O contraste da pele alva da garota com os raios do sol, o emaranhado de cabelos em volta dela, cada vez que a garota fazia um movimento brusco. A determinação em seu olhar. A força de vontade que a movia. A suavidade dos golpes fatais.
Aquilo estava errado, mas não parecia assim para ele.
Neji nunca fora um garoto romântico. Meninas nunca foram uma de suas prioridades ou objetivos. Já havia sentido atração por algumas, mas nunca havia sentido essa admiração incontrolável por alguma.
Hinata era especial. Hinata era diferente. Hinata era perfeita, a seu ver.
Mesmo aquilo sendo tão errado, era o que o impulsionava a manter seus pensamentos sobre sua prima.
Ele queria tomar seus lábios, nem que fosse apenas uma vez. Queria sentir a maciez da pele de Hinata contra a sua. Queria se sentir vivo.
Não sabia ao certo o que era isso. Não devia ser amor, não estava certo. Achava que era apenas uma admiração secreta. Achava Hinata incrivelmente linda, muito inteligente, e sua timidez era admirável. Ela era tão simples, mas chamava tanto sua atenção a cada gesto que fazia.
Isso o deixava irritado às vezes.
Mas algo se aquecia em seu peito ao ver a garota. E isso era errado, era a única coisa que ele tinha certeza sobre isso. Errado. Eles eram primos, e ele era da família secundária.
Ele apenas viveria para protegê-la. E só.
Mas, talvez, apenas uma vez, ele poderia fingir que estavam no mesmo nível, no mesmo padrão e, talvez, apenas uma vez, poderia tocá-la, senti-la, beijá-la.
Apenas uma vez.
Apenas para tirar suas dúvidas, esclarecer seus sentimentos. Apenas para saber como seria a sensação de tê-la em seus braços.
Deu um passo em direção à garota, chamando a atenção da garota.
— Neji-kun? — questionou, surpresa. — Não sabia que estava aqui.
Má ideia.
— Acabei de chegar — respondeu o garoto. Deu outro passo em direção a Hinata.
Má ideia.
— Quer treinar comigo? — perguntou a garota de olhos perolados, com um sorriso tímido nos lábios que Neji tanto cobiçava.
— Pode ser — respondeu Neji, encarando-a. Deu mais cinco passos.
Perigoso. É perigoso, ele pensou.
Má ideia.
Mas, quem sabe.
Apenas uma vez, certo?
Ele andou até ficar frente a frente com a igualmente portadora do Byakugan. Olhando em seus olhos.
A garota corou abruptamente.
— Neji-kun? — chamou Hinata, hesitante.
Mas ele não se importaria. Não. Apenas essa vez, certo?
Então tomou os lábios de sua prima. Sabia o quanto aquilo era errado, mas não ligava. Apenas essa vez, não ligaria para as consequências e nem para o que poderia acontecer depois. Dessa vez apenas saciaria seu desejo.
O beijo começou apenas como um colar de lábios, mas Neji não estava satisfeito, ele queria provar além dos lábios macios da garota. Pediu passagem com a língua.
Hinata estava em um misto de confusão, surpresa e incredulidade.
Neji continuou persistindo. A garota estava tão vermelha que parecia que estava passando mal, Neji achava que ela podia desmaiar a qualquer momento.
Após hesitar muito, Hinata cede à passagem para a língua de Neji explorar sua boca.
Neji se surpreende com o ato, mas não hesita em aprofundar o beijo. Sua língua explora cada canto da boca de Hinata.
A garota apenas permanecia ali, imóvel e vermelha, seus olhos estavam fortemente fechados. Sempre tão ingênua. Sempre tão inocente.
As mãos de Neji agarram a cintura bem definida da menina dos olhos perolados.
Uma descarga elétrica atingia o corpo de Neji, e seu coração quase pulava para fora do peito.
Hinata apenas continuava imóvel, inalcançável, paralisada, perdida em pensamentos, sentimentos e sensações que acabara de descobrir. Nunca havia pensado que isso algum dia aconteceria. Mas, estranhamente, o coração da garota batia forte, assim como o de Neji.
Neji sabia que ambos necessitavam de ar. Neji precisava respirar. Mas não queria quebrar o beijo. Pois sabia que se quebrasse, acabaria nisso. Ele teria que pedir desculpas e fingir que nada aconteceu. Teria que sair correndo dali, o mais rápido possível, para o mais longe possível.
Teria que inventar uma boa desculpa, e sabia que jamais provaria daqueles lábios novamente.
Mas teve que quebrar o beijo. Mesmo que uma sensação ruim tomasse conta de si quando fez isso.
— N-Neji-k-kun — gaguejou a garota, inocente, assustada, confusa, surpresa. Ela buscou os olhos do garoto, que logo tratou de desviar o olhar.
— Desculpe, Hinata — disse Neji, constrangido. — Mas eu tinha que fazer isso. Nem que fosse apenas uma vez — ele disse, saindo de perto dela, antes de poder ver sua reação.
Hinata ficou lá tentando assimilar tudo oque havia acontecido agora a pouco. Tentando normalizar sua respiração. Tentando entender, tentando descobrir. Será que aquilo realmente havia acontecido?
Mas Neji fora embora tão rápido quanto chegara. E ela estava li, paralisada, olhando para o nada, com a mão sobre os lábios. Acariciando os lábios com a ponta dos dedos, lembrando-se da sensação dos lábios de Neji contra os seus.
Mas ele já estava longe de mais agora, se amaldiçoando eternamente por ter feito aquilo. Por ter criado aquela situação que não seria esquecida tão facilmente.
Mas, se ele tivesse ficado por apenas mais alguns segundos, teria visto o sorriso tímido que correu pelo rosto de Hinata após o beijo.
Mas ele simplesmente entrou em pânico. E repetiu mais uma vez mentalmente que aquilo era errado. Mas agora ele sabia. Era mais que uma simples admiração o que ele sentia.
Ele necessitava de outro beijo, ele desejava. Mas repetiu mentalmente também que era “apenas uma vez”.
Mas o que ele não sabia é que, talvez, aquilo não acontecesse apenas uma vez.
Fale com o autor