Notas iniciais
Eu não tenho pudor em escrever um tanto de outros assuntos grotescos, mas tenho vergonha de escrever um simples lemon, acredita? Sim, esse capítulo terá lemon, mas não espere algo bom, pois é o meu primeiro e eu fiz morrendo de vergonha >.
Sobre a charada da doença, uma pessoa acertou, mas eu não vou dizer qual é, haha! Mais para frente vocês saberão =)

Os atos daquele homem variavam em doces e cruéis, eu não tinha medo do que ele poderia fazer comigo, mas ao Ike. Embora eu não saiba o que aquele gordo quer comigo até agora, ele me odeia e... me ama? É tudo tão complexo para mim, porém é como se tudo sumisse em um beijo. Eu nunca fui uma pessoa que guarda rancor, mas eu acho que eu devia sentir no mínimo raiva por alguém que me estuprou, me torturou e fica me pressionando com o tal plano comunista, como se eu me importasse com política. Toda via, eu não tenho, sim, eu tenho raiva daquele bundão, mas não é a raiva que eu deveria sentir, eu não me lembro de que foi ele que me estuprou, sinto raiva por ele me impedir de me matar, por querer sadicamente que eu me submeta à sua tortura psicológica.

Eu entrelacei meus braços em seu pescoço, entreabrindo meus lábios para que sua língua aveludada pudesse entrar. Embora eu já tenha beijado na boca antes, eu sentia como se esse foi meu primeiro beijo de verdade, repleto de sentimentos de paixão e ódio.

Quando tivemos que nos separar, nos entreolhamos, as palavras não saíam, mas eu sabia o que ele pensava e, provavelmente, ele também sabia o que eu pensava. Eu coloquei as mãos entre seus cabelos cor de chocolate e puxei-o para os meus lábios novamente, passando a mão livre em seus bíceps, ele correspondeu colocando as mãos na minha cintura, subindo o tecido da minha camiseta e acariciando minha cintura. Suas mãos eram quentes, ásperas e aconchegantes, me fez arrepiar ao seu toque delicioso.

Esse momento bom só chegou ao fim quando algo tocou em seu bolso, ele pegou seu walk talk e alguém do outro lado falou que estava precisando dele no portão seis, não entendi muito bem, ele respondeu que estava indo e desligou.

-Você precisa voltar a trabalhar. –Ele disse suavemente, segurando em minha mão e me puxando para junto dos outros prisioneiros, algemando novamente meus pés. Ele estava claramente sem graça e eu ri baixinho ao ver o durão militar mostrar seu lado humano e amoroso.

Talvez seja o começo de algo, ou talvez não seja nada, eu já não tenho certeza de nada que me acontece. Mas uma coisa eu tenho certeza, esse gordo conseguiu o que queria, eu estava me apaixonando por ele.

Xxxx

Quando noiteceu eu voltei para o dormitório e pela primeira vez na minha vida, eu senti uma calma, um sossego, mesmo não havendo motivos para isso. Eu vi Ike deitado no chão do outro lado do lugar e fui até ele, me sentando ao seu lado, seu rosto estava repleto de hematomas e sangue seco e eu pude perceber que já começaram a judiar dele. Pobre criança... Ele estava dormindo após o primeiro dia exaustivo e eu o segurei pelos ombros delicadamente para coloca-lo no meu colo, mas ele abriu os olhos, me senti culpado por acordá-lo.

-Me desculpe, eu não queria acordá-lo. –Murmurei enquanto acariciava seus cabelos negros, ele tinha olhos cor violeta, agora misturado com o roxo inchado que estava sua pálpebra.

-Eu não estava dormindo... –Ele disse com a voz fraca, repleta de dor, ele estava cansado, mas mesmo assim não conseguia dormir, essa é a realidade de muitos aqui, eu o levantei nos meus braços e comecei a niná-lo como um bebê, na esperança que ele dormisse ao menos um pouco.

Eu comecei a pensar, então, no Cartman e em suas palavras, eu não poderia deixar que aquele homem destruísse a pessoa que me dá esperanças. Eu nunca senti tanto sentimento ambíguo por uma mesma pessoa. Uma relação complexa que eu confesso que nem em filmes eu vi acontecer.

Meus pensamentos foram interrompidos quando eu ouvi as grandes portas de metal se abrir, quando eu virei a cabeça para ver, arregalei os olhos ao ver o Cartman parado em frente à porta. Eu larguei o Ike, que se assustou com meu surto repentino, mas eu coloquei a mão na frente da boca dele, e olhei para ele como se dissesse para que ficasse quieto. Eu rezei para que não fosse eu quem aquele homem queria, mas eu estava enganado, ele veio andando com toda a glória até mim e só faltou eu urinar nas calças de tanto medo. Alguns olhavam para ele, com extremo pânico nos olhos e outros olhavam para mim, com pena.

O moreno pegou no meu braço e me arrastei para fora do dormitório, eu pensei que ele ia me levar para uma sala de interrogatório de novo, mas ele foi ao sentido oposto, dispensando todos os soldados dizendo que ele tinha tudo sob controle. Eu estranhei quando nós saímos da prisão pela porta dos fundos e andou mais um pouco, ao olhar para os lados, ele me soltou.

-Me desculpa por hoje. –Ele diz em voz mansa e eu me deliciei em ouvi-lo se desculpar, deve ser algo muito difícil para ele fazer. –Eu gosto de você, mas eu não deveria gostar, você é um judeu de merda.

-Eu também gosto de você, apesar de ser um bundão cruel e insensível. –Ele riu e eu também acabei rindo ao confessar a verdade, eu olhei ao redor e percebi que estamos na entrada de uma floresta. –Por que me trouxe aqui?

-Eu quero passear com você, você aceita?

-Claro. –Eu não queria passar batido aquele convite, já que pode ser uma oportunidade de conhecer melhor o soldado que eu estava apaixonado.

Ele pegou em minha mão, ela era maior que a minha e o simples toque dela era capaz de me aquecer inteiro, ele me puxou para dentro da floresta e eu o segui. Nós conversamos de tudo, ele me contou que sua mãe era uma prostituta que nunca teve muito tempo para ficar com ele e que ele sempre teve a vontade de entrar no exército. Quando Hitler subiu como chanceler da Alemanha ele se apaixonou pelo seu discurso e só reforçou ainda mais sua vontade de ser militar, ele contou como ele desejava exterminar todos os judeus da Alemanha e eu sei que eu deveria sentir raiva, mas eu senti vontade de rir e não contive.

-Isso não tem graça. –Ele afirmou fazendo uma careta.

-Você está chateado? –Eu perguntei em tom divertido. –Era eu quem devia estar com raiva por você falar desse jeito do meu povo.

-Então por que não está?

-Você não falou em um tom muito assustador. –Eu respondi provocativo.

Eu soltei da mão dele e continuei a andar, mas logo eu o senti me pegando no colo e me girando, eu ri ainda mais com isso. Era impressionante o que aquele homem me fazia sentir no meio de toda aquela situação caótica, nele eu encontrava a segurança e o medo. Quando ele me pôs no chão eu olhei em seus olhos castanho-avermelhados e tive uma vontade súbita de beijá-lo, bom, fazer isso não significa que eu estava em águas desconhecidas. Mas parece que ele leu meus pensamentos, pois ele abraçou a minha cintura e começou a me beijar.

Eu envolvi meus braços em seu pescoço para impedir que ele fugisse de mim. Eu amava aquele homem, de um modo que nem o Stan me fez sentir por ele. Eu seria capaz de esquecer tudo que ele fez para mim só para ter a chance de viver ao seu lado. Ele abandonou a minha boca e desceu beijando pelo meu pescoço, começou chupando a minha clavícula e me fez gemer, pois eu tinha muita sensibilidade no pescoço. Acho que aquilo agradou meu parceiro, pois ele continuou me beijando e mordendo de leve meu pescoço enquanto com uma das mãos apoiava minhas costas e a outra ia desabotoando a minha camisa.

Ele quebrou o beijo por um momento e me deitou sobre uma raiz de árvore, assim ele continuou a me beijar de forma terna e romântica, quase como em filmes de romance. Ele passava a mão por todo o meu corpo e ele se arrepiava por inteiro e eu sentia um choque de calor. Eu passava as mãos em seus braços, às vezes eu arranhava sua nuca quando ele conseguia me arrancar muito prazer.

Confesso que eu estava um pouco envergonhado, mas quando eu senti a língua quente do Cartman no meu mamilo, eu quase dei um grito de prazer, tampando minha própria boca ao lembrar que ninguém poderia nos ver lá. Mas o Cartman estimulava meu mamilo com a sua boca de modo que eu começava a ficar excitado, eu tive poucas experiências de excitação na minha adolescência, por isso eu estava estranhando muito. Ele pressionou o meu membro com o joelho e um gemido longo e relaxante escapou da minha garganta, apesar do frio do chão naquela noite, eu só sentia meu corpo ficar cada vez mais quente como se o Cartman usasse seu calor natural para me aquecer, isso era muito bom.

Ele parou de acariciar os meus mamilos e isso me fez resmungar em desaprovação, mas logo ele olhou para mim, o brilho em seus orbes era diferente do que eu estava costumado a ver, era terno, delicado e romântico. Uma de suas mãos entrelaçou com a minha e ele passou a distribuir beijos por todo o meu rosto, arrancando suspiros meus e a outra mão pousava no cós da minha calça e ele puxava para baixo. Acho que um choque de vergonha veio até mim e eu o empurrei bem de leve.

-Eu estou com vergonha. –Disse corando, desviando o olhar levemente, eu ouvi uma risada dele e fiquei bravo por ele estar rindo, mas quando olhei em seus olhos a raiva dissipou-se.

-Se quiser eu também tiro a roupa para você se sentir melhor. –Ele sussurrou e eu assenti com a cabeça.

Ele se afastou um pouco de mim apenas para que eu possa o ver tirando seu casaco e a blusa branca debaixo do casaco, expondo seu corpo perfeito de militar, eu corei. Ele desabotoou sua calça também e a abaixou junto com a sua cueca deixando bem nítido que ele também estava excitado. Eu corei com o tamanho do seu membro, mas deixei escapar um sorriso malicioso.

Ele então agarrou a minha cintura e me puxou para o seu colo e voltou a me beijar com luxúria, eu passava a mão em seus cabelos castanhos, e gemia levemente quando sentia o toque da minha ereção na dele, era tudo muito novo para mim, mas também era sem dúvidas a melhor sensação da minha vida. Ele passava a mão nas minhas pernas, na minha bunda, era tudo tão intenso, malicioso.

-Eric... –Eu arrastava o seu nome na minha boca várias vezes, enquanto ele puxava minha calça para baixo, dessa vez eu deixei, e distribuía beijos no meu ombro, eu estremecia em seus braços ao me sentir totalmente exposto.

Ele levou seus dedos para a minha boca e eu não sabia o que ele ia fazer, mas eu achava muito sexy quando eu os chupei e os molhei com a minha saliva, ele estava corado também, mas não creio que seja de vergonha, acho que seria mais excitação. Ele tirou os dedos da minha boca e me deitou novamente na raiz da árvore.

-Você me deixa fazer? –Ele perguntou e eu assenti com a cabeça. Eu não sabia ao certo o que ele iria fazer, mas naquele momento eu confiava minha vida a aquele homem. Ele levou seus dedos molhados com a minha saliva para o meu ânus e pressionou um para dentro. Eu fiz uma careta e gemi de dor, enquanto ele mexia o dedo dentro de mim, eu me sentia tenso, mas ele beijava o meu rosto e eu relaxei, deixando a dor escapar, quando eu relaxei ele pressionou outro dedo, já não doeu tanto quanto o primeiro, mas mesmo assim, tanta pressão dentro do meu ânus me fez gemer muito de prazer e de desconforto. Ele mexia seus dedos em movimentos circulares que em poucos minutos meu corpo foi preenchido por uma forte adrenalina e eu ejaculei. Eu senti tanta vergonha que olhava para qualquer coisa menos no rosto do Cartman, mas ele segurou a minha bochecha de leve e virou o meu rosto para encará-lo.

-Você é fofo. –Ele riu. Aquele bundão bastardo, eu queria matar ele se aquilo não tivesse tão gostoso.

De repente, ele se encaixou entre as minhas pernas e eu percebi o que ele ia fazer, quando eu senti a ponta do seu membro encontrar no meu ânus, eu gemi. Ele me abraçou muito forte, nosso corpo estava em um encaixe delicioso. E ele começou a me penetrar, doeu muito, eu começava a ofegar, enquanto ele penetrava todo o seu membro dentro de mim, quando estava tudo, ele parou um pouco para que eu me acostumasse com a dor, presumo. Depois de um tempo, eu dei carta branca para ele.

Ele sorriu um sorriso nada inocente. E começou a estocar dentro de mim, eu já não sentia mais dor, mas sim um prazer incrível que me fez esquecer tudo de ruim que já me aconteceu e todos os pensamentos bons começaram a invadir a minha mente. Eu já não controlava mais os gemidos e o Eric me beijou novamente, eu nem conseguia me concentrar no beijo com toda aquela situação maravilhosa, então foi um beijo um tanto atrapalhado.

O Cartman chegou ao seu ápice dentro de mim e eu soltei um gemido mais alto que os outros por sentir sua substância quente como se me rasgasse, eu o abracei o mais forte que eu pude.

-Eu te amo... –Eu sussurrei em seu ouvido, eu não via seu rosto, mas o senti sorrir.

-Eu também te amo, Kahl.

Continua...

Notas finais
Espero não ter estragado tudo >.< Não foi o meu melhor capítulo, eu sei, mas... foi importante para o andamento da fanfic
Espero que tenham gostado! Comentários, sempre bem-vindos!