Apenas Um Sonho
10 Sim, eu gosto de você.
Notas iniciais
Opa, eu conheço essa voz...
–Hiashi?- Meu pai disse.
–HIASHI?!- Eu gritei, com o desespero beem claro na voz.
–Atrapalho?- Ele disse.
Hiashi, se não me engano, é o pai da Hina, certo?
– Não. — Meu pai disse.
– O QUE VOCÊ OUVIU? — eu disse, ainda gritando.
– Naruto, está todo mundo olhando, tem como falar baixo ? — Meu pai sussurrou.
NÃO ACREDITO QUE AQUELA VELHA [N/A: Desculpa o termo ''velha'', mas no momento de raiva...] AINDA TA ME OLHANDO! ME SEGURA PORQUE SENÃO EU VOU BATER!
–Eu ouvi só você dizendo que gosta da minha filha.
– Ferrou...
– O que que ''ferrou'', Naruto? — Minha mãe surgiu do nada.
– EU DISSE QUE QUERIA CONVERSAR À SÓS COM MEU PAI!
– NÃO FALA ASSIM COMIGO, RAPAZINHO! TA ACHANDO QUE TA FALANDO COM SEUS AMIGUINHOS?
Quando eu ia responder, meu pai disse:
– Kushina, vamos entrar. Todos estão olhando, olha o mico... — Meu pai falando ''mico''? ok né...
– QUE MICO O QUE MINATO?! ESSE POVO NÃO TEM QUE ESTAR OLHANDO PRA CÁ! SEUS BANDO DE FOFOQUEIRO! — Minha mão gritou enquanto meu pai carregava ela. — A GENTE AINDA VAI CONVERSAR, MOCINHO!
Ferrou.
– Naruto-kun...? — Ouvi uma voz inconfundível me chamando. Só agora que percebi que ela estava aqui. — A gente pode conversar ?
Eu olhei pro pai dela.
–Pode ir, mas eu tô de olho. — O pai dela disse, me olhando MUITO sério. — Vem cá Hinata.
Ele chamou e ela foi. Quando ela chegou perto, ele disse alguma coisa no ouvido dela que ela corou imediatamente. Ele não seria capaz de contar o que ouviu eu dizer, seria ? Espero que não...
Ela veio andando calmamente na minha direção, muito corada e olhando pro chão. De vez em quando olhava pra mim, mas desviava logo.
– Juízo! — O pai dela disse e virou-se pra ir embora.
X-X-X-X-X-X
– ér... Desculpa pelo escândalo lá na praça... — A gente estava numa lojinha de sorvete.
– Nada... — Ela ainda estava corada. Não quero perguntar o que o pai dela disse... E se ela me achar fofoqueiro? E outra, ela está tão bonita assim...
– O que você quer falar comigo, Hina?
Ela não respondeu, ficou olhando o chão, olhando pra mim, depois pro chão de novo...
– A-Aquilo que v-você disse pro meu pai, e-ra verdade? — NÃO ACREDITO QUE ELE FALOU!
Vou tentar dar uma de desentendido.
– Aquilo o-o que? — MERDA, GAGUEJEI! Tudo foi por água abaixo.
– Ah, você sabe... Que você g-gosta de m-mim. É verd-dade?
Minha vez de corar. COMO ASSIM, NARUTO UZUMAKI CORANDO?
– Bom... É. — Eu dei uma pausa pra esconder meu rosto corado. — Mas o que voc...
Antes de eu terminar, ela levantou da cadeira, botou as mãos no meu rosto para me fazer levantar o rosto e me beijou.
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