Apenas Um Sentimento
15 Conselhos...
Notas iniciais
Boa Leitura!
Meu pior erro foi amá-lo...
Esforcei-me para parar de chorar, afinal ele não merecia minhas lágrimas, mas algumas ainda teimavam em descer.
Limpei-as, sentindo a brisa acariciar minhas bochechas, o vento... o clima estava tão bom naquele momento.
Uma bola logo veio parar aos meus pés, enquanto ainda estava abraçada aos joelhos.
Uma criança, que aparentava ser o dono da bola, perguntou:
_Moça, por que está chorando?- as crianças sempre com seu toque de inocência.
_Eu... coisas da vida.- respondi não querendo fitá-lo.
_Que coisas da vida?- pergunta o menino, se sentando ao meu lado na grama.
_Coisas tristes...
_Coisas da vida, que são tristes? Mas a vida não é bonita?- inquire o menino, me fitando com seus olhos azuis intensos.
Fiquei sem palavras, o que dizia àquele garoto?
A vida era pra ser bonita!
Preferi ficar calada.
_Que coisas tristes da vida?- insistiu ele.
_Amor...- respondi tentando livrar-me daquele enxurrada de perguntas.
_O amor... eu acho que o amor também seja bonito...- arremata o garotinho.
_Pra mim é sinônimo de dor.- disse depois me punindo severamente por ter dito aquilo a uma criança.
Talvez ele nem sabia o que era sinônimo.
_Não... dor é muito diferente do amor.
_Então, você sabe o que é sinônimo?- pensei alto.
_Sei de uma porção de coisas... inclusive sinônimos...- diz ele sorrindo docilmente.
_Você parece um ótimo aprendiz.- comentei sorrindo.
_Não, não! Eu sou é um ótimo mestre!- diz ele sorrindo e apontando para o peito.
_Penso que seja...
_Moça, o que você acha que seja amor?- perguntou-me ele repentinamente.
_Sofrimento.- respondi sem pensar.
_Não, o amor não é assim. O amor... ele edifica, não destrói, ele aumenta, não diminui, ele alegra, não entristece ele nos faz rir, e não chorar! Você disse que chorava por amor, mas não entendo por que choras se devia era estar rindo!
_Então, talvez o meu amor seja diferente do seu!- opinei.
_Claro que não! Só existe um tipo de amor, e esse amor é bom, para todas as pessoas...
_Então por que eu choro, se eu devia estar rindo?- perguntei com as lágrimas voltando como uma represa, não queria desabar ali, na frente de um garoto, mas é impossível evitar o inevitável.
O menino ficou quieto por alguns instantes.
_Eu entendo por que chora...- começa ele fazendo uma breve pausa- ... é porque você chora por um amor... por algo que você chama de amor, algo inexistente, mas que você insiste em chamar de amor, um falso amor, mas você o transforma em realidade, pois o amor não nos faz sofrer, pode até fazer mas não desse jeito, não desse jeito que você sofre!
_Ah, é? Então me fale, como é sofrer por amor?- eu estava pergunto isso á uma criança, fim dos tempos...
_Sofrer por amor, é sofrer sabendo que você está sofrendo por algo bom, sofrer com o coração preenchido, não sofrer apenas para o bem próprio, ser egoísta e sim sofrer pelo próximo.
_Você está me dando uma lição sobre amor?- perguntei, quando parei de chorar e comecei a rir.
_Sabe, não é bem assim!- disse o garotinho que havia alegrado meu dia, eu já sentia a alegria de viver.
Comecei olhá-lo.
_O que foi?- ele perguntou rindo.
_Nada, é que eu acho estranho, uma criança aparecer do nada, e me dizer coisas complexas sobre amor, que nem eu fazia ideia!- disse para rir depois.
_Eu já sou um adulto, não sou mais criança!- disse ele bravo, com se tivesse o ofendido
_Posso te dar um conselho? Pelo menos um?- perguntei.
_Claro!- responde ele rindo.
_Não queira deixar de ser criança e nem eu sou adulta.
_Então você é o quê?- diz ele me encarando.
_Uma adolescente!
_Hum... de quantos anos?- pergunta e o garoto.
_Eu vou deixá-lo descobrir...- disse fazendo mistério.
_Eu acho que 37...
Eu ri, para logo depois perguntar:
_Pareço tão velha assim?
_Não. Eu, quantos anos acha que eu tenho?- perguntou o menino estreitando os olhos.
_7...
_Affs, por que os adultos sempre sabem tudo?- reclama ele indignado.
_Ta afim de um sorvete?-perguntei pro garoto.
_Eu estou!- diz ele sorrindo.
O garoto pegou sua bola e nos dirigimos a uma barraca de sorvete que tinha li mesmo na praça.
Lá, pedimos vários sabores e... eu devia ter ganhado uns 37kg, além de ter ficado pobre, mas acho que valeu a pena.
_Onde está sua mãe?-perguntei pro menino.
Ele baixou o olhar, dizendo:
_Ela está com papai do céu...
_Desculpe-me... eu não sabia... Mas e seu pai?
_Ele não veio, vim com meu irmão...
_E onde ele está?- perguntei bancando a curiosa.
_Namorando, meu irmão está namorando... aquela namorada desprezível dele...
Ri gostosamente.
_Você não gosta dela?-perguntei, mas já estava óbvio.
_Não! Ela é nojenta...
Depois de eu ter falido, aquela conta saíra muito caro, mas repito valera a pena, logo eu e o garoto fomos jogar bola, a pior ideia que já tive na vida.
_Qual o seu nome?- perguntei a ele.
_Ah, perdão, meu nome é Jim...
_Tenten.- disse sorrindo.
_ENTÃO PEGA A BOLA TENTEN!- gritou ele, chutando a bola que voou muito alto e foi parar na minha cara.
_AI!-exclamo caindo sentada no chão.
Logo Jim fica distante,com a bola na mão olhando para algo atrás de mim.
_Vou ter que ir, nos vemos um dia desses...- despede-se ele aparentemente triste.
Vejo...
O QUÊ?
Impossível!
Meu Deus, há quanto tempo!
Notas finais
O que vocês acharam?
Empolgação, demais...
Fale com o autor