Notas iniciais
Gente, desculpe decepcioná-los, mas não será nesse capítulo que Neji pedirá desculpas a Tenten, mas sim no próximo....
Boa Leitura!

Meu pior erro foi amá-lo...

Esforcei-me para parar de chorar, afinal ele não merecia minhas lágrimas, mas algumas ainda teimavam em descer.

Limpei-as, sentindo a brisa acariciar minhas bochechas, o vento... o clima estava tão bom naquele momento.

Uma bola logo veio parar aos meus pés, enquanto ainda estava abraçada aos joelhos.

Uma criança, que aparentava ser o dono da bola, perguntou:

_Moça, por que está chorando?- as crianças sempre com seu toque de inocência.

_Eu... coisas da vida.- respondi não querendo fitá-lo.

_Que coisas da vida?- pergunta o menino, se sentando ao meu lado na grama.

_Coisas tristes...

_Coisas da vida, que são tristes? Mas a vida não é bonita?- inquire o menino, me fitando com seus olhos azuis intensos.

Fiquei sem palavras, o que dizia àquele garoto?

A vida era pra ser bonita!

Preferi ficar calada.

_Que coisas tristes da vida?- insistiu ele.

_Amor...- respondi tentando livrar-me daquele enxurrada de perguntas.

_O amor... eu acho que o amor também seja bonito...- arremata o garotinho.

_Pra mim é sinônimo de dor.- disse depois me punindo severamente por ter dito aquilo a uma criança.

Talvez ele nem sabia o que era sinônimo.

_Não... dor é muito diferente do amor.

_Então, você sabe o que é sinônimo?- pensei alto.

_Sei de uma porção de coisas... inclusive sinônimos...- diz ele sorrindo docilmente.

_Você parece um ótimo aprendiz.- comentei sorrindo.

_Não, não! Eu sou é um ótimo mestre!- diz ele sorrindo e apontando para o peito.

_Penso que seja...

_Moça, o que você acha que seja amor?- perguntou-me ele repentinamente.

_Sofrimento.- respondi sem pensar.

_Não, o amor não é assim. O amor... ele edifica, não destrói, ele aumenta, não diminui, ele alegra, não entristece ele nos faz rir, e não chorar! Você disse que chorava por amor, mas não entendo por que choras se devia era estar rindo!

_Então, talvez o meu amor seja diferente do seu!- opinei.

_Claro que não! Só existe um tipo de amor, e esse amor é bom, para todas as pessoas...

_Então por que eu choro, se eu devia estar rindo?- perguntei com as lágrimas voltando como uma represa, não queria desabar ali, na frente de um garoto, mas é impossível evitar o inevitável.

O menino ficou quieto por alguns instantes.

_Eu entendo por que chora...- começa ele fazendo uma breve pausa- ... é porque você chora por um amor... por algo que você chama de amor, algo inexistente, mas que você insiste em chamar de amor, um falso amor, mas você o transforma em realidade, pois o amor não nos faz sofrer, pode até fazer mas não desse jeito, não desse jeito que você sofre!

_Ah, é? Então me fale, como é sofrer por amor?- eu estava pergunto isso á uma criança, fim dos tempos...

_Sofrer por amor, é sofrer sabendo que você está sofrendo por algo bom, sofrer com o coração preenchido, não sofrer apenas para o bem próprio, ser egoísta e sim sofrer pelo próximo.

_Você está me dando uma lição sobre amor?- perguntei, quando parei de chorar e comecei a rir.

_Sabe, não é bem assim!- disse o garotinho que havia alegrado meu dia, eu já sentia a alegria de viver.

Comecei olhá-lo.

_O que foi?- ele perguntou rindo.

_Nada, é que eu acho estranho, uma criança aparecer do nada, e me dizer coisas complexas sobre amor, que nem eu fazia ideia!- disse para rir depois.

_Eu já sou um adulto, não sou mais criança!- disse ele bravo, com se tivesse o ofendido

_Posso te dar um conselho? Pelo menos um?- perguntei.

_Claro!- responde ele rindo.

_Não queira deixar de ser criança e nem eu sou adulta.

_Então você é o quê?- diz ele me encarando.

_Uma adolescente!

_Hum... de quantos anos?- pergunta e o garoto.

_Eu vou deixá-lo descobrir...- disse fazendo mistério.

_Eu acho que 37...

Eu ri, para logo depois perguntar:

_Pareço tão velha assim?

_Não. Eu, quantos anos acha que eu tenho?- perguntou o menino estreitando os olhos.

_7...

_Affs, por que os adultos sempre sabem tudo?- reclama ele indignado.

_Ta afim de um sorvete?-perguntei pro garoto.

_Eu estou!- diz ele sorrindo.

O garoto pegou sua bola e nos dirigimos a uma barraca de sorvete que tinha li mesmo na praça.

Lá, pedimos vários sabores e... eu devia ter ganhado uns 37kg, além de ter ficado pobre, mas acho que valeu a pena.

_Onde está sua mãe?-perguntei pro menino.

Ele baixou o olhar, dizendo:

_Ela está com papai do céu...

_Desculpe-me... eu não sabia... Mas e seu pai?

_Ele não veio, vim com meu irmão...

_E onde ele está?- perguntei bancando a curiosa.

_Namorando, meu irmão está namorando... aquela namorada desprezível dele...

Ri gostosamente.

_Você não gosta dela?-perguntei, mas já estava óbvio.

_Não! Ela é nojenta...

Depois de eu ter falido, aquela conta saíra muito caro, mas repito valera a pena, logo eu e o garoto fomos jogar bola, a pior ideia que já tive na vida.

_Qual o seu nome?- perguntei a ele.

_Ah, perdão, meu nome é Jim...

_Tenten.- disse sorrindo.

_ENTÃO PEGA A BOLA TENTEN!- gritou ele, chutando a bola que voou muito alto e foi parar na minha cara.

_AI!-exclamo caindo sentada no chão.

Logo Jim fica distante,com a bola na mão olhando para algo atrás de mim.

_Vou ter que ir, nos vemos um dia desses...- despede-se ele aparentemente triste.

Vejo...

O QUÊ?

Impossível!

Meu Deus, há quanto tempo!

Notas finais
O que vocês acharam?
O que vocês acharam?
Empolgação, demais...