Apenas Um Segredo
2 O início
Notas iniciais
Lá estava eu, com alguns dos meus amigos-meio-irmãos, observando as garotas do acampamento. Haviam muitas, a maioria muito bonita. Mas eu só tinha olhos para uma.
— Quando você vai chegar nela? – Perguntou Noah, um dos meus manos.
- Não sei ainda – eu sorri. – Mas conquisto ela até o final do verão e disso você pode ter certeza.
- Duvido – Noah respondeu. – Ela não gosta de nós, filhos de Apolo.
- Idiotice dela – intrometeu-se Nick, outro amigo-meio-irmão meu. – Todas sabem que somos os melhores.
- É, mas ela prefere Joshua – Noah falou – É a primeira garota que gosta mais do seu irmão do que de você.
Você deve estar se perguntando ´Mas se Axon é filho de Apolo e Joshua filho de Hefesto, como eles são irmãos?´ Bom, vou te explicar. Minha mãe, uma mulher muito bonita e com uma personalidade forte, conquistou os dois deuses. Sim, ela teve filhos com dois olimpianos ( Quem pode, pode. Quem não pode se sacode). O curioso foi que esses deuses são opostos. Enquanto Apolo é sedutor, bonito, boa-pinta, Hefesto é... Bom, ele é Hefesto.
- Não me importo se ela gosta mais de Joshua do que de mim – respondi – Isso vai ser por pouco tempo.
- Então, ela é sua vítima desse verão? – Nick perguntou e eu assenti, sorrindo.
*
Estava arrumando os meus pertences quando um novato chegou correndo e gritou para todos do chalé:
- É pra todo... mundo.... ir..... para o anfiteatro! – Ele falou, ofegante.
Noah olhou para mim com cara de interrogação e eu só dei de ombros. Era estranho o Quíron chamar todo mundo assim, ates mesmo de chamar os líderes dos Chalés. Alguma coisa muito grave devia estar acontecendo.
Quando chegamos ao anfiteatro, o lugar está quase lotado. Olho a minha volta, procurando por Leah. E ela está lá, com os olhos inchados e vermelhos. Esteve chorando, e muito. Procuro por Joshua. Ele parece extremamente atormentado, mas tem uma expressão muito séria no rosto. O que será que aconteceu?
Quando todos tomam seus lugares, Quíron chega. Ele parece muito preocupado e perturbado.
- Semideuses – ele começa, com a voz firme – Nós passamos por uma época difícil. Somos ameaçados pelo Acampamento Júpiter, e pior, por Gaia. Já temos uma equipe de semideuses tentando deter Gaia, não há muito mais que possamos fazer, a não ser nos preparar para uma guerra. E se for preciso, para enfrentar o Acampamento Júpiter também.
“ E é por isso que estamos aqui agora. Vou fazer uma coisa que nunca, nunca pensei que faria. Mas estamos numa situação de extrema necessidade, então eu vou mandar dois de vocês numa missão. Os dois semideuses serão voluntários – Quando ele fala isso, várias pessoas se mexem em seus lugares – E irão para uma ilha desabitada na Oceania. Irão para pegar uma espada, muito, muito poderosa.”
“ A espada foi forjada pelo próprio Hefesto há muitos milênios. Percebendo o perigo que ela proporcionava a todos, se o poder da arma caísse nas mãos erradas, ele a escondeu. E designou alguns guardiões para ela. Um ciclope muito grande. Uma Harpia, e uma Equidna. Não vai ser nada fácil, mas eu confio em vocês. Só irão dois pois não temos condições de abrir mão de mais semideuses”
“ Vocês devem entender que nós realmente precisamos da espada. Acho que podemos fazer réplicas. Claro que não terão tanto poder, mas podemos chegar perto. Então é isso, temos voluntários?”
Uau. Quíron estava realmente desesperado. Acabara de expor tudo para todos. Muitos semideuses cochichavam, estavam inquietos. Assim que Quíron perguntou por voluntários, Leah levantou em um pulo e gritou “Eu!” excessivamente alto. E o que eu fiz em seguida pode ser considerado idiotice. Mas foi por puro impulso que eu também me levantei, que me voluntariei.
*
Leah me olhava com uma cara emburrada, não escondia sua decepção em ter que viajar comigo. Falávamos com Quíron em particular para saber os detalhes da missão.
— Vocês vão pegar um avião até a Austrália. Da Austrália até a ilha vocês irão de barco. Devem tomar cuidado, o inimigo está por toda parte.
- Não teremos nenhuma ajudinha divina? – Leah disse, parecendo assustada.
- Zeus cortou os contatos dos olimpianos conosco, mas disso você sabe. – Quíron respondeu;
- Então estaremos sozinhos nessa? Sem nenhum dos deuses para nos ajudar?
- Olha para mim e me diz se eu não sou um deus grego – Eu falo e Leah dá um sorriso fraco.
- Cuidado com o que fala – Quíron murmura.
*
Depois de tudo arrumado, eu e Leah entramos no carro para ir ao aeroporto. Argos dirige.
— Ele está estranho não é? – Eu sussurro – O Quíron, quero dizer.
- Oi? Ahn, sim, está sim. – Ela fala e vira o rosto. Bom, não antes de me lançar um olhar que dizia “Eu não gosto de você e não queria que estivesse aqui. Por favor, morra.”
E aquilo doía. Quer dizer, eu gostava dela, por que ela me tratava tão mal?
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