Apenas Um Pesadelo

1 Capítulo 1 - Único


Notas iniciais
Espero que gostem!

Era mais uma noite calma. Calma e silenciosa. Ao longe, pelo reino, algumas pessoas ainda estavam acordadas, mas essas eram exceções. No palácio, as únicas pessoas de pé eram os guardas, que mantinham seus postos sem nem pestanejar. E na suite principal, completo silêncio. Pela grande janela que ficava na parede de frente para a grande e luxuosa cama, entrava a luz do luar, já fraca por causa da grande profundidade em que se encontravam.

Tudo parecia absolutamente bem, até que ele acorda, sobressaltado, sentando-se na cama bem assustado. Ele suava frio, sua respiração estava acelerada, assim como o seu coração. Com dificuldade ele tenta se acalmar, tenta entender o que estava acontecendo. Até que ele se lembra. Estava tendo um sonho, ou melhor, um pesadelo, um terrível pesadelo. Por mais que não queira, as imagens voltam em sua mente. A mulher de sua vida, ali, tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Seu pior medo se tornando realidade. Ali, bem na sua frente, sua paixão o deixando, indo para outro, e ele? O que ele podia fazer? Nada. Não podia lutar pelo seu amor. Esse era seu pior medo. Por mais que os outros pensassem "Ele? Um homem, ou melhor, um deus tão poderoso? Seu maior medo deve ser peder suas riquezas, seu posto, seu reino, seu poder.", ele sabia que seu maior tesouro sempre seria ela. E como tinha medo de perde-la. Mas então lembrou-se "Isso não passa de um medo bobo. Isso foi apenas um pesadelo. Acalme-se"

Então ele virou-se e a olhou. Tão bela.

Ela dormia como um anjo. Um belo anjo. O seu anjo.

Seus longos e perfeitos cachos caiam sobre seus ombros nus, e logo em seguida se empalhavem-se no travesseiro, criando uma bela moldura para aquele delicado rostinho. Sua pele tão lisa, como a de um bebê. Seu rosto tão pequeno e frágil, mas que ao mesmo tempo no tamanho perfeito para aquela grande e masculina mão acariciar. Suas bochechas tão belas, e que ficavam mais belas ainda quando ruborizadas. Ele soltou uma pequena risada com a lembrança. Ela simplesmente odiava quando ele falava ou fazia algo apenas para deixa-la sem graça e corar. Mas como ele podia evitar? Era irresistível ve-la daquele jeito, toda ruborizada e irritada (Ele já comentou o quanto amava quando ela ficava irritada?).

Sua boca era tão vermelha que poderia a ter ser comparada com o seu sangue, claro, se o seu sangue não fosse dourado, mas isso é um pequeno detalhe. Seus labios eram tão carnudos e convidativos, eram tão... Inexplicáveis de tão perfeitos que eram. Ele lembrou-se da sensação se beijá-la. Macio, suave, doçe e ao mesmo tempo quente e provocante. Seu beijo lembrava a primavera, e ao mesmo tempo o outono. Era outra coisa irrisistível nela.

E então, a sua parte preferida. Seus olhos. Mesmo estando fechados, já que ela dormia, ele poderia descreve-los perfeitamente. Eles eram cinzas. Muito cinzas. Um tom de cinza que não existia em nenhum outro lugar inimaginável do planeta. Apenas ali, nela, em seus olhos. Porém, eles também tinham um toque um tanto de azul por trás daquela pesada nuvem quase impenetrável do mais belo cinza. Quando ela ficava feliz era como se o seu se abrisse. Aquele azul ganhava mais espaço, mas como sempre, a grande e grossa nuvem cinza nunca a abandonava. Aqueles olhos tão peculiares que para outros pareciam muralhas adentráveis, para ele a muito já não eram tão impenentráveis assim. Ele com o tampo aprendeu a ler ela, e com isso, seu amor por ela só cresceu, por saber que aquela bela criatura bela e fechada era também a mais doce e amável de todas.

E como ele a amava.

Ele poderia passar o resto de sua eternidade ali a observando, mas como que num sinal de vida, ela começou a movimentar-se, como se pretendesse acordar, e suas pequenas e delicadas mãos femininas se esparamaram pela cama, inocentemente procurando algo. Ela se encolheu um pouco, como se estivesse com frio, como se faltasse algo ali. Então ele aproximou-se mais dela e a abraçou. Acambando completamente com o espaço antes existente entre eles. Ela, ainda completamente sobre o efeito do sono, apoiou sua cabeça no peito dele. "Assim estava melhor, mais quente e comfortável" Pensou ela antes de relaxar e voltar a dormir tranquilamente. Afinal, ela achou o que procurava, ele.

E assim eles continuaram. Ela dormindo e ele abraçado bem forte a ela, somente sentindo seu doce aroma de morangos e flores das mais belas que apenas ela possuia.

"Eu te amo Corujinha" Ele sussurou delicadamente para não acordá-la.

E mesmo que ela estivesse dormindo, foi possível ouvir uma resposta, mesmo que quase inaudível. Quase.

"Eu também te amo Pescador"

E ele não impediu que naquele momento um sorriso doce e sincero escapasse de seus lábios, afinal, ele tinha certeza, ela era sua. Aqueles pesadelos não passavem de um medo estúpido e que a cada dia ela provava ser sem fundamento algum. Por tudo o que passassem, ele continuaria ali para ela, e ela para ele. Porque não importava se eles eram o extremo oposto um do outro, pois era isso que os tornavam perfeitos para o ouro. Eles eram o perfeito exemplo de que os opostos de atraem. Eles se completavam.

E foi assim assim que ele também adormeceu. Com apenas uma certeza.

Athena era e sempre seria sua.

Athena sempre seria de Poseidon.

xx Fim xx

Notas finais
E ai? Muito ruim né? Essa idéia não saia da minha cabeça de jeito nenhum, então decidi escrever ela. Não liguem se tiver muitos erros.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!