Notas iniciais
Se Beto não saberia a verdade pela sua mãe, então descobriria sozinho. Aquelas cartas com certeza são pistas. Ninguém melhor pra me ajudar do que Fernando.

Um plano de investigação

A casa de Beto era bem pequena e sombria. Tinha um cercado por fora e muitos arbustos e galhos velhos. Sua mãe gostava de manter a casa com as janelas e cortinas fechadas. Sempre que ela saía deixava a laleira e um incenso aceso para perfumar a casa (Beto não suportava aquele cheiro).

Fernando estava na casa de Beto para que fizessem um trabalho da escola. Eles esperariam Andrea sair para o mercado para que dessem início para o plano. Era muito excitante para os dois essa “investigação”. Se sentiam num filme de suspense americano onde os personagens correm contra o tempo, correndo riscos.

Mas Fernando estava com o pé atrás e comentou..

Fernando: Deixa isso pra lá Beto. Outro dia agente acha, quando a sua mãe esquecer a chave. Não dá pra gente entrar pela janela, tem muitos arbutos.

Beto: Mas é claro que não, eu vou achar essas cartas hoje. E minha mãe nunca esquece as chaves.

Fernando: E se você pedisse a chave pra ela?

Beto: Piorou, néh? Ela não confia em mim… Então vamos entrar pela janela.

Fernando: Deixa eu te fazer uma pergunta: Você alguma vez já entrou no quarto da sua mãe?

Beto: Só quando pequeno, mas isso não vai ser problema.

Fernando: Não esquece que a cortina está fechada.

Beto: Claro que não. Hum.. o que você acha de eu pedir pra ela pra cortar esses galhos?

Fernando: É uma boa ideia e ela vai gostar muito. Mas você não acha que ela vai desconfiar?

Beto: Acho que não, ela está sempre dizendo pra eu surpreendê-la.

Fernando: Tá bom então, faça isso.

Então Beto lhe pediu.

Andrea: Ótimo meu filho, mas de quem foi essa ideia? Do Fernando?

Beto: Claro que não néh mãe, foi minha mesmo.

Andrea: Mas que maravilha, meu filho. Só toma cuidado para ão se machucar.

Beto então esperou que sua mãe saísse para ir ao mercado. E como já havia cortado os galhos com ajuda de seu amigo Fernando estavam prontos para executar seu plano de “investigação”. Então os dois deram a volta pela casa até a janela do quarto de Andrea e entraram. E começaram a procurar as cartas por toda a parte. Até que Fernando encontrou um bote que tinha o desenho de uma flor na tampa e sacudiu para ver se tinha algo dentro.

Fernando: Acho que achei!

Beto: Sério? Abre, abre!

Então Fernando abriu e lá estavam as cartas. Os olhos de Beto logo arregalaram-se ao ver todas aquelas cartas, teve um sentimento de realização. Beto logo pegou todas as cartas juntas e começou a abrir uma por uma, mas quando começava a abri-las ouviu os passos de sua mãe. E seu coração começou a bater a mil.

Beto: Rápido! Rápido! Vamos esconder essas cartas! Coloca o bote onde você achou.

Fernando: Ai... Mas eu não me lembro.

Beto: Então coloca no armário! Mas rápido e vamos nos esconder aqui debaixo da cama!

Então Fernando colocou rapidamente o bote dentro do armário e se escondeu junto com Beto. Esperaram ali por um tempo e ouviram Andrea gritar: “Beto? Fernando? Cadê vocês? Crianças?”

Eles se mantiveram bem quietos. Até que ela entrou no quarto e pegou suas chaves e disse: “Ai... não acredito que esqueci essas chaves.” “Essas crianças devem estar brincando pela rua.” Beto sussurrou para Fernando: “Podíamos ter entrado pela porta.” E deu um soco no chão.

Andrea ouviu o barulho e se assustou. E disse para si mesma: “O que foi isso?” Quando Beto suspirou Fernando imediatamente tampou sua boca e fez sinal para que ficasse quieto. E Andrea começava a olhar por todo o quarto até que entrou um pombo pela janela. Andrea diz: “Ufa.. foi só um pombo. Como eu pude deixar a janela aberta?” E poe-se a fechá-la. E saiu do quarto. Mas os meninos só saíram de debaixo da cama assim que ouviram Andrea bater o portão. Após saírem Fernando pegou novamente o bote das cartas e deu para Beto. Os dois sentaram no chão e começaram a abrir as cartas e começar a lelas. Beto Não conseguia entender o que estava escrito, parecia que estava em outra língua.

Beto: Olha, olha... parecem de outra língua.

Fernando: É verdade! E agora? O que vamos fazer?

Beto: Temos que ver uma forma de traduzir é claro.

Fernando: Vamos ver se tem alguma na nossa língua.

Beto: Boa ideia. Mas eu tenho que saber o que essas outras cartas dizem.

Fernando: Agente podia achar um dicionário na biblioteca.

Beto: É! Mas agente nem sabe em que língua está escrito. Agente podia levar uma carta e perguntar ao bibliotecário se ele sabe que língua é.

Fernando: Grande ideia amigão!

Beto: É melhor sairmos daqui antes que minha mãe volte.

Os dois foram caminhando para a porta, mas quando tentaram abrir estava trancada e as janelas fechadas como era de costume de Andrea. Então saíram pela janela e deixaram tudo exatamente onde encontraram e Beto levava em seu bolso uma cartas.


Notas finais
No próximo capítulo: Beto agora não tem nada a perder e consegue finalmente um dicionário. Agora o quebra-cabeça começa a se encaixar.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.