O vento sopra lá fora.

A guerra nasce no quintal.

E lá à alguém que luta...

que luta pelo amor...

que luta contra si...

que luta por nos.

Lá fora a vida continua.

No quintal as crianças brincam.

E lá à alguém que chora...

que chora por achar que perdeu...

que chora ao ver que nada mudou...

que chora por saber que o que fez foi

de coração.

Aqui dentro tudo é trabalho.

No quarto alguém dorme.

E do meu lado à alguém que trabalha...

trabalha para se manter viva...

trabalha para amar...

trabalha por todos nos.

O vento sopra lá fora.

A guerra nasce no quintal.

E lá à alguém que luta...

Você!

Notas finais
Poesia dedicada à maior guerreira que eu conheço, minha mãe Janaína Rodrigues Ramos.