Notas iniciais
Presente de final de ano! Enjoy it!

Ele descia a escada lentamente, degrau por degrau, encarando sem piedade qualquer homem que estivesse em seu caminho. Com a espada de aço valiriano, Valíria, em sua mão direita, Rhaegar não conseguia suportar o impacto que aquela situação havia chegado.

Uma situação idiota, desnecessária e extremamente... dolorosa. Se foi isso que pretenderam, agora conseguiram... mas minha fúria... ahh, minha fúria...

Os homens dos Martell se enfileiravam à esquerda, os Tyrell já estava à direita, ambas examinavam o Rei de Westeros, o dragão que colocara o continente de volta ao seu auge, à sua glória. E é assim que sou recompensado? Traições? Atos inconsequentes? Rhaegar não sabia o que estava mais... ardendo... em si, talvez o lapso nervoso que havia tido com o seu filho tão amado e querido ou saber que era exatamente este resultado que Viserys, Aegon e Daenerys queriam:

Afastar minha família de mim.

Eles realmente acham que podem me manipular?

Eles pensam que estou fraco?

Quem eles pensam que são?

Rhaegar ardia como se estivesse voltando àquela época em que perdera tudo, não estava disposto a que isso acontecesse novamente. Um homem Martell respirava instavelmente quando o Rei passara ao seu lado com a lâmina de Valíria pingando sangue pelo mármore bem trabalhado, fazendo um caminho por toda a escadaria.

Matara vários Tyrell, Martell e que os deuses novos e antigos colocaram em seu caminho. Era um atentado, ele sabia disto, mas Rhaegar era do tipo de homem que quando tirava a espada da bainha, bem, muita gente não sobrevivia. Respirou fundo, não poderia simplesmente assassinar os seus próprios irmãos mais novos e o seu suposto filho. Um filho nunca iria fazer um atentado ao pai, nem mesmo Viserys e Daenerys.

– Tragam meus irmãos.

Os soldados tremeram, todos haviam se esquecido do dragão que Rhaegar ainda era. A ordem havia sido direta e clara.

Arthur Dayne aparecera no final do corredor, a espada na mão direita estava igualmente manchada de sangue. Rhaegar pensou por alguns instantes se aquele sangue era Martell, o que complicaria a situação da casa Dayne com os seus senhores. Mas aquilo já não importava, Arthur era praticamente do sangue do Rei.

– Vossos irmãos já estão com o resto da guarda, Vossa Majestade – avisou o seu melhor amigo quando chegou perto, sussurrando em seu ouvido. Aqueles soldados ao redor eram meninos de verão que achavam ser revolucionistas o suficiente para colocar um dragão tão poderoso quanto Rhaegar assim, no chão. Agora estão com medo... – Sor Loras tentou protegê-los para que ficassem sob custódia dos Martell e Tyrell, mas fui mais rápido – Arthur mostrou a tão famosa espada da casa Dayne, agora suja de sangue – Onde estão o Príncipe e a Princesa? Procurei-os por toda parte.

Rhaegar engoliu em seco, fizera a coisa mais estúpida desde que deixara Lyanna na Torre da Alegria para que ela cavalgasse por todo o Sul para encontrar com o irmão mais velho. Era imperdoável o que fizera com o seu próprio filho, pensara que aquilo pudesse fazê-lo ficar e convencê-lo de que as coisas não eram assim do jeito que o pai falava. Mas ele apenas... ficou mudo.

Talvez esta seja a pior reação.

O seu melhor amigo esperava uma resposta que o Rei não conseguia dar. Desta forma, o dragão fechou os olhos.

– Solte Rhaegal, tranque os outros e não deixe ninguém passar, meu amigo — ...eles achavam que eu estava morto? Arthur entendeu o recado muito bem: Daenerys e Viserys seriam presos. Principalmente Viserys – Faça com que haja uma busca por toda Fortaleza Vermelha, Jon e Arya tem dois lobos então devem ter deixado alguma pista de onde foram.

Ele não quis olhar o seu amigo nos olhos, sabia que Arthur perguntaria o que havia acontecido e não estava preparado para compartilhar sua fraqueza com outra pessoa, mesmo sendo a quem confiaria sua vida.

– Farei como Vossa Graça ordena – falou sem esperar muito tempo, apenas conseguiu avaliar o dragão como se estivesse avaliando o próprio irmão. Sabia que a hora de contar o que acontecera logo viria – Como amigo, Rhaegar, o que faço com o seu suposto filho?

– Isole-o dos outros, quero vê-lo em meus aposentos – respondeu com várias dúvidas em mente, não acreditando que falara coisas para Jon que nem o mesmo tempo culpa por terem acontecido. Apenas sofremos de crueldades feitas das consequências alheias – Meus irmãos estão onde?

– No quarto da Princesa Arya, — Rhaegar o analisou sem entender a situação, então o seu melhor amigo deu de ombros – Encontrei Sor Loras, o Príncipe Viserys, a Princesa Daenerys e alguns Redwyne revirando até o colchão da cama da Princesa Arya.

Rhaegar ergueu uma sobrancelha, ele pensara que fosse apenas um boato maldoso. Não era à toa que Jon abandonara tudo.

(...)

A porta estava sendo guardada por seu grande amigo Gerold Hightower junto a outros cavaleiros leais ao principal dragão, Rhaegar Targaryen. Com Valíria devidamente guardada, controlava o ódio que crescia verticalmente dentro de si para não ser inconsequente e acabar matando todos ali. A fúria de um dragão sempre foi perigosa demais para ser colocada em xeque por oponentes que eram um pouco mais que crianças.

Gerold e os outros fizeram a reverência típica e logo voltaram à posição anterior. O Rei tinha orgulha da guarda que montara ao longo dos anos, mas sempre foi Jon que testava a lealdade. Pensar no filho estava deixando-o deprimido.

Aproximou-se da porta e um dos guardas abriu a porta para o Rei, revelando jovens verdes e que exalavam medo. O olhar de Daenerys estava bem diferente a ponto de colidir de frente com o olhar que manteve quando era ‘Imperatriz’, sentada junto da janela e brincando com uma mecha do seu cabelo loiro esbranquiçado. Percebeu que até a respiração da menina dragão estava acelerada, Rhaegar sabia que ela havia apenas ido na opinião do irmão. Como sempre, isso não me surpreende.

Já Viserys encarava o irmão mais velho com rebeldia, típico de um jovem verde de Verão que mal sabia qual jogo estava jogando e se ele teria alguma chance de vencê-lo. De certa forma, Rhaegar sentiu pena do irmão pois o mesmo pensava que era fácil se manter no poder, provavelmente pensando que Jon não era digno de se sentar no Trono de Ferro. Jon. Já os outros se encolhiam sentados em cima da bagunça que haviam feito no quarto de sua lobinha.

Respirou e expirou, tinha que fazer aquilo sóbrio para que as consequências não fossem... ir contra as regras.

– Nosso pai era louco,sim, mas sabia que no jogo dos tronos informação valia dragões de ouro – começou mirando Viserys diretamente embora aquilo valia para todos naquele aposento revirado. Arya deve ter ido embora apenas com a roupa do corpo... – Sempre soube que havia gente burra o suficiente para tentar dar um golpe, mas nunca esperei que meus próprios irmãos fizessem a besteira de selar um pacto que apenas o corpo da minha filha serviria como preço da lealdade. Pelo deuses, onde e porque chegaram a tamanha estupidez?

– O Trono de Ferro não pertence aos lobos! – exclamou um Viserys em fúria, mas de um lagartinho... – Pertence aos dragões, o poder está no nosso fogo e san...

Rhaegar esbofeteou-lhe a face, tinha que admitir que Viserys estava torrando a sua paciência e que discursos como aquele nunca iriam chegar a canto algum, a resposta alguma.

– O poder é de quem o conquistar, quem tiver responsabilidade o suficiente para se doar ao jogo dos tronos pois não é fácil jogar por si, muito menos por sua família... – esbofeteou-lhe novamente, na verdade Rhaegar queria socá-lo — ...o que você e sua irmã logo demonstraram o quanto são capazes de desprezarem toda uma dinastia. Jogaram tudo que lhes ofereci pela janela, como acham que devo agir agora que me tiraram tudo que mais amava?

Silêncio.

O Rei esperou, sabia que Viserys não aguentaria ficar calado.

– Irmão, nós trouxemos o seu real filho... – ele não se aguentou, dessa vez Rhaegar fechou o punho e acertou o seu irmão mais novo com o real intuito de quebrar o nariz. Não posso matar, sei disto... – AHHH, PORQUE FEZ ISTO?!

Ele tentou segurar sua raiva, seu ódio, sua fúria... mas não consegui.

Socou Viserys novamente, o sangue escorria pelo nariz e ele tentava se soltar dos braços fortes e firmes de Rhaegar... mas obviamente não conseguia, o Rei sempre fora muito melhor do que o irmão mais novo em... tudo?

Daenerys e os outros assistiam em um misto de horror com constrangimento. Não importava mais, Rhaegar faria com que nenhum deles se colocassem à sua frente novamente. A vida é minha e todos deles devem respeitá-la assim como faço com as inutilidades que eles chamam de ‘vida’, seja casar com um líder dothraki ou resolver gostar de outra ‘fruta’.

– Desde que chegara aos meus ouvidos que tentara invadir Arya, não consigo mais imaginar o porque que ainda não te matei — ...eu estava tão feliz naquele dia e logo tive o desprazer de ficar sabendo que Jon teve que proteger Arya porque meu maldito irmão, ahh... – Tentou estuprá-la, conspirou contra o meu filho e agora quer perdão? Eu deveria ter te matado há tanto tempo, Viserys, és tão parecido com o nosso pai que logo me enojo por ainda te aturar debaixo do meu teto. Informações confusas e manipuladoras, acha que sou idiota? Acha que estou velho? Não, meu irmão, espero que agora você chegue na conclusão de que antes de me enfrentar, pense em algo melhor.

Largou-o com o rosto cheio de hematomas e vários dentes quebrados, alguns deles sendo cuspidos pelo próprio. Mas Rhaegar sabia que era pouco para sanar a sua raiva, havia quebrado o nariz e os dentes do irmão... mas não é o suficiente.

– Daenerys, – ela tremeu toda, não farei nada contra ela... pelos deuses, é uma menina... – sei que não é da sua índole este tipo de trato, mas não consigo evitar. Você terá a sua punição, diferente da de Viserys, mas a terá imediatamente. Arrume suas coisas e vá para o Norte, se casará com Robb Stark e... – ela ia argumentar algo, mas Rhaegar resolveu falar mais alto — ...se você causar algum problema no Norte, qualquer um que seja, te mando de volta para a Baía dos Escravos sem os seus dragões. A propósito, nenhum dos seus dothrakis ou o diabo a quatro irão para Winterfell, nem mesmo Drogon. Partirá assim que amanhecer.

Ela sabe que não voltarei atrás.

– Mas eu sou a Mãe de Dragões! – exclamou desesperada, ela sabia muito bem o quanto o Norte era extremamente conservador na criação das mulheres – Eles criam as mulheres de um jeito diferente, eu serei um problema!

– Será apenas se comportar do modo que está se comportando agora – disparou impaciente, ainda tinha que mandar uma carta para Lorde Stark para avisar que a menina dos dragões estava chegando ao Norte – Não se casará logo de cara, conhecerá Robb Stark e se surpreenderá em como são mais gentis que vocês. Sim, terá que abdicar toda a sua instrução política ou de comandante pois é esta a sua punição. Sei que carregará por toda a vida, para a minha felicidade, e logo verá que fiz o melhor para você.

– Mas as estradas estão cobertas de neve, irmão! – ela alegou inutilmente, lágrimas deslizavam por sua face. Ahh, minha irmã... sei que daqui cinco anos me agradecerá pois um Tully misturado com Stark é bem melhor do que qualquer sulista.

Uma ideia brotou na mente de Rhaegar.

– Os meus homens pegarão um navio até o Norte e você, ou melhor, nós dois iremos montados em Drogon – assim posso esperar em Winterfell, Jon e Arya estão indo para lá... eu sei que estão. Também terei uma reunião com Ned Stark, a minha Mão – Sor Gerold, – como sempre, Rhaegar sabia que ele estava ouvindo bem a discussão do lado de fora... mas quem não estava? O cavaleiro abriu e porta imediatamente – Leve minha irmã com a Septã, se é que esta ainda está viva, para arrumar a roupas de frio pois partiremos para o Norte quando o sol raiar. Leve esses jovens corajosos até as masmorras, os Redwyne serão executados e o nosso galante Cavaleiro das Flores viajará para uma das visões mais incríveis do mundo embora fique lá no extremo Norte. Isso se não morrer no meio do caminho – acrescentou com um ar divertido, ver aquele jovem verde que tinha tudo para ser o maior orgulho de sua casa, agora nada mais é do que um traidor da coroa sendo punido. O olhar incrédulo seguido de desespero o encarava, até mesmo a respiração do galante Loras Tyrell estava descompassada – Eu realmente que morra no meio do caminho, facilitaria muita coisa pra mim.

– E o Príncipe Viserys, Vossa Graça? – perguntou com um riso sendo segurado, Rhaegar sabia que aquele Cavaleiro das Flores irritavam os guardas da Fortaleza Vermelha com o seu riso fácil e floreios galantes.

O Rei voltou o seu olhar para o irmão mais novo que jazia inconsciente e espancado no chão de mármore bem trabalhado. Pensou no que poderia fazer com Viserys, já que não estou inclinado a ser visto como um fraticida. Vontade não faltava ao Rei embora não fosse do tipo que ficaria com a consciência pesada caso matasse um parente como o irmão mais novo, o problema de tudo isso é que logo questionariam seus ‘atos fraternos’ para com Arya e Jon. Afinal, eles realmente são os meus filhos e não abrirei mão deles, nem que o próprio fantasma de Lyanna apareça para mim falando que devo deixá-los ir.

– Permita-me um conselho, Vossa Graça? – perguntou Gerold percebendo que o seu Rei estava demorando para chegar em uma conclusão. Rhaegar assentiu e o seu comandante da guarda aproximou-se falando em seu ouvido – Não penso que será sábio sair da Fortaleza Vermelha nos próximos dias, tem esse suporto filho de Vossa Graça e qualquer ausência será considerada uma forma de... fuga, embora não seja a palavra mais apropriada.

Rhaegar escutou, pensou e assentiu.

Gerold tem toda razão, não posso agir de cabeça quente agora.

O seu grande amigo apenas lhe falara que se ele fosse ao Norte agora, seria mais uma desculpa para que os sulistas enchessem a cabeça de minhocas e resolvessem fazer o que sempre fazem quando estavam com os celeiros cheios de alimentos, soldados e ouro. É sempre assim, parece até ser um passatempo para os Tyrell.

– Daenerys deve ficar com a septã, cheque se a velha está viva, coloque essas plantinhas verdes de Verão nas masmorras – resolveu manter o plano primário, pelo menos enquanto as coisa são assentarem e Rhaegar não estava tão confiante assim agora que o tal Aegon realmente era o seu filho. Percebeu o olhar esperançoso dos Redwyne – Não mudei a minha decisão, se é que querem saber.

(...)

O seu suposto filho Aegon poderia esperar novamente, parecia até mesmo que Rhaegar evitava pensar naquele rapaz por lembrar vários fatores: decepção ou frustração caso seja uma farsa, como disse Jon, ou por lembrar que o desespero falara mais alto quando praticamente implorou para que Jon ficasse. Está bem que um dragão não consegue implorar mas Rhaegar tentou inutilmente, perdeu a calma e levantou a espada contra a pessoa que mais ama no mundo. São momentos de desequilíbrios que nunca devem ser repetidos, seu idiota! O que esperava, que o próprio filho cometesse a burrice de levantar a espada para o pai?!

Jon não havia feito nada, talvez soubesse que o pai não seria capaz de matá-lo ou desferir um golpe sério... desta forma Rhaegar o admirou, a calma gelada que o rapaz incorporara ali não tinha nada de dragão. Algo a aprender, sim, o Rei estava com muitos novos aprendizados naquelas últimas horas. Posso pensar nisso mais tarde...

Estava esperando uma visita importante no Bosque Sagrado.

– Sei que está aí, Jaqen.

O homem de madeixas exóticas em cores vermelho e branco, sempre vestido em preto e branco, aproximou-se lentamente. Era a segunda pessoa que o Rei via naqueles últimos instantes com a espada desembainhada e escorrendo sangue pela lâmina... mas não foi só uma ou dez pessoas que estão com o sangue ali...

Rhaegar ia até Jaqen quando queria saber o que os filhos estavam fazendo, muitas vezes eles nem desconfiavam que o próprio Rei os regulava mais do que imaginavam. Sempre seguiu a a maior parte dos conselhos do homem da Casa do Preto e Branco, e agora queria segui-los novamente.

Se ele souber onde meus filhos estão.

– Um homem honra o pacto da Casa do Preto e Branco com os dragões, Vossa Majestade – começou o enigmático homem sem rosto, assassino inato e habilidoso para lidar com crianças como Arya – Minha missão é proteger e assim o fiz.

Sei que sim.

Era um pacto antigo e desejoso para ambas partes, Rhaegar aceitaria a interferência na criação dos seus pequenos dragões pelos homens sem rosto e em troca teria as melhores e mais confiáveis informações de Westeros e Essos. Foi doloroso a princípio, principalmente ao ver a independência que Jon e Arya adquiriram ao longo do tempo. Mas tinha suas recompensas... como esta.

– Para onde os mandou? – perguntou calmo, agora tinha a certeza de que foi tudo calculadamente planejado e o Rei agradecia aos deuses novos e antigos por aquela aliança tão benéfica. Rhaegar sabia que só vencia o jogo dos tronos com a ajuda de Bravos, tanto no dinheiro quanto na política – Bravos?

– Este homem não excluirá o Príncipe do continente que irá herdar – respondeu com um sorriso enviesado, foi nesta hora que Rhaegar soube para onde seus pequenos dragões estavam indo... e sentiu-se temeroso.

– Eles sabem para onde estão indo? – ...eles fugiriam se soubessem?

– Não, Vossa Majestade. Devem achar que estão indo para Bravos, assim como Vossa Alteza supôs.

Jaqen era um homem inteligente, sabia jogar... mas não sabe o quanto temo ir até as criptas de Winterfell.

– Já avisou Ned Stark? – quanto mais prático, melhor. Estava conversando com um homem sem rosto, não com um familiar e sempre quis que Arya se lembrasse disso, mas era difícil.

– O Lorde Lobo já está a caminho de Porto Branco com poucos cavaleiros, seremos discretos e apenas Lorde Gordo Manderly saberá o que está se passando – resposta pronta, eficiência cem por cento... tem alguém melhor nisso do que Jaqen? – O Norte é muito leal, Vossa Alteza.

Disso também sei muito bem.

Leais, disciplinados, prático e guerreiros.

O Sul tem muito o que aprender com o Norte.

– E a neve? — ...o Inverno chegou... mas são ambos lobos...

– Profunda embora não terão dificuldades mas... – Rhaegar ergueu uma sobrancelha, aquilo não era comum. Jaqen está hesitando em me contar algo? – ...há algo que deve saber.

O coração do dragão se apertou, o que mais poderia acontecer naquela noite? Tinha algo pior a vir?

Ele preferia não acreditar mas era tão difícil ver Jaqen hesitar, deixava o Rei temeroso sobre alguns aspectos de sua vida. Suas vidas.

– Continue – era uma ordem clara, Rhaegar iria até o fim... nem que eu tenha que dormir com uma espada enfiada em meu coração.

O exótico homem respirou fundo e transpareceu preocupado.

– Recebi uma mensagem há poucos minutos do navio em que os seus filhos embarcaram e... – não, por favor... que não seja o que estou pensando... – ...o Príncipe não conseguiu evitar, o sangue de dragão foi mais forte que ele. Sei que Vossa Alteza e eu pensamos que o Príncipe Jon fosse resistir aos seus desejos mais íntimos... mas isso não aconteceu.

Rhaegar se sentia... vazio.