Apenas Meu.
1 Por água à baixo.
Notas iniciais
E aí genteeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee! Estou tentando aliviar a tristeza do epílogo de ocultas e espero que todos me acompanhem, aqui, viu? É a primeira vez que escrevo sem coisas sobrenaturais e estou conseguindo!
Como sempre quero que me contem os pontos negativos e positivos, ok? Essa é a primeira parte do capítulo, depois de amanhã posto a segunda. Beijinhos e por enquanto não tem música pra esse *-*
Como sempre quero que me contem os pontos negativos e positivos, ok? Essa é a primeira parte do capítulo, depois de amanhã posto a segunda. Beijinhos e por enquanto não tem música pra esse *-*
O vendedor daquela frota de veículos enorme de Nova York não havia mentido quando me informou sobre a velocidade da BMW S1000RR. A moto deslizava pela pista asfaltada de Manhattan com uma leveza absurda, e eu não estava correndo apenas porque estava atrasada para o encontro com Katherine Kavanagh e Cary Cross – meus melhores amigos desde sempre – no apartamento que dividiríamos, presente de nossos pais por temos sido aceitos na Jimks, mas também porque queria correr dentre o sol que emergia dos topos dos prédios. Nossos pais se tornaram próximos devido a nossa amizade de vizinhos e eles sempre estavam juntos quando o assunto era nós três, ou eventos beneficentes e afins.
Cheguei ao edifício enorme com vidros reluzentes, o sol batendo em suas superfícies. Parei a moto em um estacionamento para aquele tipo de veículo e caminhei até o hall de entrada com o capacete, enquanto admirava a escadaria e os portões automáticos de entrada para a garagem. O peito alto de um segurança tomou forma diante de meus olhos e ergui o rosto, para fitar o seu. — Por favor, rapaz, retire o capacete. – Ele pediu olhando impacientemente em direção ao meu visor. Ah merda. Ele pensava que eu era um garoto. Talvez pelo coturno, calça negra e jaqueta de couro, ou pela moto. Então, como pedido, tirei o capacete e soltei meus longos cabelos negros e lisos. Ele engoliu em seco e se mexeu desconfortavelmente sobre os pés olhando diretamente para meus olhos verdes. Estava vendo meu reflexo pequeno refletir nas lentes de seus óculos escuros. Dei um sorriso de canto de boca, como quem dizia que já estava acostumada com aquilo, ou "não se preocupe em ficar envergonhado". — Desculpe senhorita. – Ele se redimiu mexendo os braços, nervoso. – A Srtª mora por aqui mesmo? Ou veio fazer visitas? — Eu e meus amigos estamos nos mudando, viemos dar uma olhada no apartamento. – Disse olhando a altura arquitetônica. — Ah, sim. É só seguir em frente, madame, e desculpe pelo mal entendido. – Ele abriu caminho dando um passo para a direita, ainda me olhando com um pedido de desculpas nos olhos. — Imagine. – Dei de ombros, sorrindo em agradecimento e segui pelos degraus que me levaram para o hall de entrada com dois elevadores e algumas portas de vidros para salas de lazer que custavam uma fortuna no condomínio. — Senhorita... – A recepcionista deixou a frase no ar. — Steele. Ava Steele. – Completei o espaço deixado. Ela revirou algum tipo de lista e me estendeu uma única chave. — Você já sabe o andar, não é mesmo? – Respondi com um aceno em positivo e agradeci enquanto seguia até o elevador e subia até o décimo andar. Encontrei uma porta vermelha com os números do apartamento que dividiríamos, o elevador se fechou atrás de mim e fez uma descida silenciosa. Coloquei a chave na fechadura e abri com um impulso. A felicidade transbordando em minhas ações... meu sorriso desapareceu de súbito, o apartamento estava vazio. Com o assoalho ressecado e não laminado como havíamos planejado. As paredes estavam com buracos brancos aqui e ali. As janelas solicitadas não estavam postas. E o balcão que havíamos escolhido não estava no local de costume. Havia peças de construção jogadas pelo apartamento, mas não terminado como esperávamos encontrar. — Ava! – A voz estridente de minha melhor amiga me chamou sobre o ombro. Virei-me e encontrei seus cabelos loiros claros emoldurando seu rosto e seus olhos verdes. Um sorriso largo iluminava sua face redonda com as maçãs levantadas. – O que houve, baby? – Indagou com o apelido que sempre utilizou comigo. — Não arrumaram a merda do apartamento. – Cary notou, ao longe vi seus ombros despencarem em desapontamento. Seus olhos azuis reluziram em minha direção com alguns fios de seus cabelos castanhos descendo livremente por sua testa bronzeada. – Oi, docinho. – Me cumprimentou e se curvou dando-me um beijo no rosto. – Ah! Meu planejamento de filmes foi por água a baixo. – Exclamou Kate apoiando uma mão em meu ombro. – O que faremos? — Eu não faço a mínima ideia. – Respondi dando de ombros, mas Cary já estava ao celular assentindo rigorosamente. — Sem tempo determinado? Não, aguardamos sim. É, precisamos que comecem amanhã. Exato. Isso, passaremos todos os dias para ver os resultados. Obrigado. – Encerrou a chamada com um toque na tela touch de seu celular. — E então? – Suspirou Kate, dramática como de costume. — Eles disseram que precisamos arranjar um lugar. – Cary deu de ombros guardando o celular no bolso de sua calça jeans. — Ah, mas que merda! Pagamos tudo direitinho e demos todas as coordenadas. – Kate exclamou. — Nós poderíamos ir lá para a casa dos meus pais, mas não vou me sentir realmente confortável. – Dei de ombros, eu disse a eles que queria desfrutar de minha liberdade e por isso eles aceitaram – juntos aos pais de meus melhores amigos – em comprar o apartamento para nós. Não poderia simplesmente mudar de ideia e ir para trás com a promessa que fiz para mim diante deles.
— Já sei. – Kate disse puxando o celular de sua bolsa enorme e roxa. – Como não pensei nisso antes? — Não me diga que vamos passar um tempo indeterminado na casa de Elliot com aquele amigo mala dele! – Cary explodiu apontando para Kate que o olhou intrigada. — Tem um lugar melhor, inteligência? Tire esse dedo da minha cara! – Reclamou dando um tapa na mão de Cary estendida. — Oi, Liot! Não tem como você vir agora, amor. É, aconteceram uns problemas. Como adivinhou? Estaremos aí em alguns minutos. – Ela terminou a conversa e desligou a chamada. — Estão cheios de telefonemas hoje. – Notei arqueando as sobrancelhas. — Me responde uma coisa. – Pediu Kate, fiz um gesto com a cabeça, fazendo com que a mesma continuasse. – Aquela moto preta enorme é sua? — É a cara dela. Você nem parece melhor amiga dela. – Resmungou Cary passando o braço sobre meus ombros, aconchegando-os em seu calor caseiro. — É sim, Kate. Posso levar você para dar uma volta. – Dei uma piscadela. — Odeio o perigo que aquilo apresenta, mas parabéns pela aquisição. — Que gentil de sua parte. E aí? Para onde vamos? Pela conversa já temos um destino final. – Eu indaguei. — Ah sim. Elliot disse para passarmos os dias por lá. – Ela deu de ombros. — Não vou dormir naquele sofá de novo. – Cary tremulou o corpo com repulsa. Levantei o rosto e o olhei, tentando entender a situação. – O amigo de Elliot leva as meninas para lá e com certeza transa em cima daquele sofá. — Ele não transa no sofá! – Katherine o defendeu. – Ele tem tipo um quarto de hóspedes em que faz isso. — Tentou, mas não conseguiu tornar as coisas melhores, Kate. Já estou com nojo dele. – Torci o nariz. Sempre tentava me manter afastada deste tipo de rapaz, pois o mesmo me lembrava de um passado nada gracioso para minhas lembranças. — Ele é um cara legal. – Ela o defendeu novamente dando de ombros. — Com as garotas que ele não transa e com rapazes. – Cary disse apertando meu ombro. — Então ele foi legal com você? – Indaguei erguendo uma sobrancelha. — O que? Não! Mas também não foi arrogante, como as pessoas dizem que é, só não gosto dele. – Cary deu de ombros. — Vamos! Liot está esperando. – Kate reclamou enquanto rebolava até a porta por qual entramos. — Imagine? – Cary começou ainda com o braço em torno de meus ombros. – Tempo indeterminado, docinho! Ficar enfurnado com um cara que come alguma garota todos os dias e um casal apaixonado, enquanto coraçõezinhos estouram em volta de ambos. Eu ri enquanto imaginava cada uma das cenas mencionadas. Era incrível como ele conseguia me fazer sorrir nos momentos em que queria entrar correndo em um túmulo ou na foça mais próxima.
Notas finais
Bom, essa moto eu pesquisei e se vocês jogarem o nome, virá a foto dela, ok? Qualquer dúvida só perguntar! E a partir do próximo, começarei a colocar foto pro capítulo, tudo bem? Beijinhos e até o próximo e se quiserem novidades de OIC é só pedir também.
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