Apenas Meu.

41 (II) Saciada.


Notas iniciais
Oi, gente! Desculpem pela demora, mas a escola voltou e estou correndo atrás de umas coisas e também correndo atrás de umas matérias pro ENEM e estou com estórias pra escrever, então a regulagem de postagem vai diminuir, ok? Então, leiam!!!! Boa leitura *-*

And I've always lived like this, keeping a comfortable distance and up until now I had sworn to myself that I'm content with loneliness, because none of it was ever worth the risk.
E sempre vivi assim, mantendo uma distância confortável e até agora tinha jurado para mim mesma que estou feliz com a solidão, porque nada disso nunca valeu o risco.
(The Only Exception – Paramore).

A mensagem de Kate logo pela manhã me espantou. Como todos, decidimos tirar folgas juntos, estávamos livres. Christian fora liberado de seus serviços, mas como esperado hora ou outra recebia ligações de funcionários que não sabiam ao certo o que fazer, aceitar ou recusar. Eu me livrei dos demais projetos de festas a serem organizadas e decoradas e dediquei minha última semana aos últimos preparativos do casamento e da festa do casamento de Kate. Mia tirara alguns dias do curso profissionalizante para a área que estava planejando ingressar. Cary guardou os papéis de seus filmes e photoshoots a serem feitos para se dedicar a... sabe-se lá o que. E Elliot se livrara do escritório junto com Kate, ambos simplesmente ganhando os dias de presentes dos donos do escritório de advocacia do centro de Manhattan. O que fora um ótimo de um presente. Meus olhos estavam embaçados, passei os dedos por eles e li a mensagem novamente: Almoço com meu irmão, naquele restaurante de sempre, bj ;)

Eu odiei aquela carinha e a simplicidade com que ela disse tudo. É claro que Christian iria. É claro que ambos se conheceriam. Ah, droga. Ótimo para se começar um dia de folga após uma noite surreal de sexo. As cobertas esquentavam meu corpo, e já passava das oito, o que resultava que Jullie acabara de ir à escolinha com Taylor e que Taylor deixara algum segurança ao lado de fora da escolinha, aguardando qualquer ocorrido. Me levantei relutantemente e joguei o robe sobre os ombros, caminhando determinada até onde sabia que Christian estaria.

*

Antes mesmo de Ava aparecer na porta entreaberta, Christian sabia que ela viria. Ele rapidamente se livrou das últimas pesquisas e investigações referentes ao homem e minimizou o vídeo que estava aberto novamente, seus olhos ardiam pela tentativa fula de enxergar os números e letras da placa, Christian se incomodava com sua falha em uma busca tão simples, mas a leitura daquele borrão estava mesmo complicada e aquele era um dos melhores vídeos dentre os outros criados, sua solicitação quanto aos vídeos das câmeras de segurança próximas ainda estava sendo avaliada. Então só restava tentar por outros meios.

Ela atravessou o escritório sem dizer bom dia ou cumprimenta-lo, seu olhar parecia vazio. E como se olhasse o escritório pela primeira vez, fitou as fotos grandes que Christian havia disposto pelo escritório. A foto de Ava com Jullie em seu nascimento, uma foto deles quando ela tinha cabelos negros e outra foto dos três, tirada por Kate em um momento de puro prazer em vê-los juntos. Ela sorriu e se voltou para ele, os olhos dela percorrendo suas feições como se pudesse enxergar tudo por dentro dele e era por isso que Christian era tremendamente apaixonado por ela. Por ela ter essa capacidade que ninguém tinha.

- Venha cá. – Ele chamou, sem conseguir evitar o sorriso que surgiu em seu rosto.

Ela se sentou em seu colo delicadamente e cruzou as pernas, fazendo com que o tecido leve do robe escorresse para o lado, deixando sua carne branca a mostra, Christian passou os braços ao redor dela, gostando do calor tão próximo ao seu.

- Nem precisa falar nada. – Ele disse antes mesmo que ela abrisse os lábios. – Eu recebi uma mensagem de Elliot também, vamos todos a esse pequeno almoço. – Christian disse, fitando e aguardando sua reação.

Como esperado, fora de alívio. Ela realmente respirou fundo e ajeitou os cabelos, empurrando alguns fios para trás das orelhas.

- Menos mal você me dar a notícia. – Ela murmurou, olhando-o de canto. – Mas estou pensando na Jullie agora. – Ela disse, mordendo a lateral do lábio inferior.

Christian resistiu ao ímpeto de tirar os lábios de entre os dentes dela e ele mesmo os morder, respirou fundo, olhando novamente para seus olhos.

- Os pais de Corinne vão vir para cá. Podem ficar com ela. – Ele supôs dando levemente de ombros.

Christian sabia que Ava não se sentia completamente a vontade na presença do Sr. E Srª. Tramell, mas realmente era necessário algum vínculo dos avós maternos durante o crescimento da pequena Jullie.

- Terá de se acostumar com eles. – Murmurou Christian segurando uma das mãos de Ava entre as suas, entrelaçando seus dedos por fim.

- Eu sei. E isso é agonizante. Me sinto como se estivesse roubando o lugar da filha deles. – Ava disse com o olhar focado no nada, mas com certeza, com os pensamentos a milhão.

- Não está. Você está no seu devido lugar. Onde sempre tem que estar. Comigo.

*

Christian e eu nos arrumamos despreocupadamente. Taylor ficou responsável por buscar Jullie e trazê-la com os avós para casa. Então, aproveitamos para tomar banho juntos e fazer o que qualquer casal faria sob a água, como o que fizemos com nossa reconciliação. Por fim, fora Christian quem escolhera a roupa que eu usaria, conforme suas palavras: tinha de deixar evidente de uma maneira clássica que eu pertencia somente a ele. Então, escolheu para mim um vestido vermelho levemente rodado na cintura alta, com algumas transparências elegantes e pares de salto negros, tinha de concordar que escolhera algo sensualmente elegante para um almoço casual entre amigos.

Não houve tempo suficiente para me despedir de Jullie, então deixei um bombom sobre sua cama, apenas como aviso de que voltaria logo e que sabia que ela estaria em casa quando o fizesse. O trânsito em Manhattan estava calmo, os carros andavam em velocidade média e paravam normalmente nos sinais, deixando a enxame de pedestres atravessarem no local indicado. O veículo estava em silêncio, mas conseguia escutar a conversa baixa emitida pelas caixas de som dos seguranças dos outros quatro veículos que nos rodeava pacificamente. Um diante do nosso carro, um atrás e os outros dois em lados opostos. Eu ainda achava exagero, mas Christian era mesmo exagerado, então estava acostumada.

Christian fez uma curva graciosa e desci minhas pernas dos bancos, calçando os sapatos.

- Ah. – Ele murmurou repentinamente, estacionando o carro em uma vaga próxima a entrada do local.

Naquele local, já conseguira ver os veículos de nossos amigos estacionados em extremidades opostas.

- O que houve? Esqueceu algo? – Indaguei, enfiando um dedo entre o sapato e o pé, para que não me machucasse e depois soltando-o.

- Não. Suas pernas estavam me deixando com tesão daquele jeito. – Ele murmurou, fitando-as.

Desci as mãos para as coxas e subi a barra do tecido do vestido, chegando ao topo da coxa e puxando-o para baixo de novo.

- Terá isso em casa. – Afirmei, olhando-o de soslaio e me virando para abrir a porta...

Christian me puxou pelo braço, trocando de banco rápido demais e sentando-se sob mim me colando em seu colo e pressionando minha bunda contra sua ereção, era tarde demais para protestar.

- Estamos no meio da rua, amor. – Disse com uma voz rouca por desejo, os olhos semicerrando por conta do caminho que suas mãos percorriam.

Rapidamente, ele se moveu e me deixou sentada no banco repentinamente frio.

- Seus amigos não se importam de esperar um pouco. – Ele deu de ombros, totalmente controlado, como se não estivesse tão sedento quanto eu.

Com graciosa perfeição ele colocou o carro na rua e encontrou um estacionamento em uma esquina escura, os carros de seguranças nos acompanharam de longe e pararam remotamente perto, apenas como certificação. O carro passou sobre as pequenas pedras do chão e parou em uma vaga no fundo, a mais escondida de todas.

- Melhor agora? – Ele indagou, se movendo novamente e me puxando pelo braço para se sentar sob mim.

Ele me virou entre seus dedos e meus pés tropeçaram em si. Me sentou em seu colo, fazendo com que minhas pernas ficassem em lados opostos das suas. Abaixei meu rosto para beija-lo e suspirei de prazer quando sua boca esperava entreaberta pela minha. Toquei sua língua com a minha, enquanto suas mãos deslizavam para a barra do meu vestido, ele subiu a peça lenta e dolorosamente. Seus dedos se apertando em minha coxa.

Nosso beijo continuava firme entre nós, meus seios inchando pelo prazer evidente. Seu peito musculoso pressionado o meu e sua ereção pressionada contra mim enviando arrepios de satisfação. Sobre a calça, eu passei os dedos sobre sua ereção, sentindo-a dura e firme, esperando para entrar em algo. Christian ofegou e se livrou dos meus lábios, beijando a lateral do meu pescoço. Minhas mãos foram automaticamente para a barra de seu jeans escuro e abri o botão do mesmo, descendo o zíper da bainha com demora saciada, escutando seus suspiros contidos, a respiração quente contra a pele do meu pescoço. Meus mamilos eriçados.

Peguei sua ereção quente entre meus dedos e libertei-a da cueca, sentindo-o pulsar entre meus dedos. Com ambas as mãos, subi e desci por sua longa extensão, sentindo-o inchar entre meus dedos.

- Vamos logo. Vou acabar gozando na sua mão. – Ele suspirou contra meu pescoço e minha cabeça pendeu para trás.

A qual ele segurou com seus dedos ágeis. Repentinamente, ele tirou sua ereção dos meus dedos e colocou-a rapidamente contra minha entrada, colocando a calcinha de renda para o lado. Eu desci lentamente, sentindo sua cabeça aumentar meu tamanho aos poucos, o prazer irradiando pelo meu corpo. Me apoiei nos joelhos, deixando-o bem na ponta e ele entendeu o recado, se apoiou em seus pés e subiu e desceu por mim em uma velocidade incrível. Uma velocidade que só ele conseguia atingir. Eu gemia, contra o carro, a umidade invadindo o ar. Minha mão se apoiou contra o vidro da porta, escorregando pela extensão por conta do suor de nossos corpos ali acumulado. Ele me olhava nos olhos, segurando minha cabeça. Indo e vindo. O som do sexo invadindo tudo ao meu redor, subindo acima de qualquer som. Seus urros de prazer se sobressaíam e senti-o inchar dentro de mim.

Eu me aproximei de seu rosto e mordisquei o lóbulo da sua orelha com força, sentindo minha virilha esquentar e uma necessidade absurda de pressionar as pernas uma contra a outra. Ele agarrou minha cintura com força, seus dedos marcando minha pele, aprofundando-a. Ele ia e vinha, o som ia e vinha.

- Goza comigo. – Pedi em um sussurro contra seu ouvido, gemendo um pouco.

Ele se derreteu sob mim e eu sobre ele. Sentindo ir cada vez mais lento e relaxar os músculos dos ombros, mas nunca relaxando o aperto na minha cintura.

*

Cheguei ao restaurante com uma área ao ar livre com as pernas bambas. Christian ajeitou meus cabelos, mas isso não diminuiu o aspecto pós-foda que meus cabelos e rosto admitiam. Meus lábios ultra-avermelhados, minhas bochechas rosadas e os cabelos com alguns fios erguidos. Era um pouco constrangedor, mas conseguiria suportar e afinal, era por uma ótima causa. Ao contrário de mim, Christian estava intacto. Jeans no lugar certo, camisa sem marcas de batom, cabelos alinhados e rosto impassível, impenetrável.

Uma garota com uma pasta em mãos interrompeu nossa caminhada e me ergui nas pontas dos pés, ainda agarrada a Christian, procurando por todo o pessoal. Não via nada que me levasse até eles no meio de todo o restaurante...

Repentinamente, Christian me arrastou adiante, e mal ouvi sua conversa com a morena de cabelos cor de âmbar. Encaramos o sol novamente, levemente impedido pelo teto transparente, mas que o inibia suficientemente para espantar o calor. Agora sim, ao lado de fora, conseguia enxergar Kate em um par cropped verde e Mia com calça jeans justa e uma camisa rosa. Ambas ergueram os olhos e abanaram as mãos acima das cabeças, seus cabelos abanavam contra o vento e correspondemos ao aceno.

Lentamente, passei meus olhos por cada um da mesa. Kate de mãos dadas com Elliot. E Mia com os ombros cobertos pelo braço insistente de Cary... e Kyle. Seus olhos verdes me fitaram pacificamente. Ele estava levemente largado em sua cadeira branca, entrando em um contraste incrível contra sua pele em um tom de bronzeado natural. Ele ergueu uma mão, dando apenas um aceno e ergueu o canto de sua boca em um sorriso encantador. Naturalmente, as lembranças dos tempos em que me derrotara internamente voltaram para mim. Ele não sabia de nenhum dos meus segredos, mas notou quando algo de diferente ocorreu comigo. Lembro-me de ter mudado a maneira como me vestia e de ele ter dito: ‘gosto de você de qualquer jeito’, incialmente achei completamente estranho que aquilo proviesse dos lábios dele, mas provieram. Foram palavras suas, e ele foi a primeira pessoa que me aceitou. E aquele fora o primeiro gesto abertamente lisonjeiro que ele transmitia a mim, então, com aquela memória, eu sorri abertamente.

Me sentei na cadeira entre Kyle e Christian, e não senti a atmosfera se alterar quando ambos chacoalharam a cabeça, em reconhecimento e cumprimento de uma única vez.

- Vocês se atrasaram. – Comentou Mia, transferindo seus olhos azuis de mim a Christian, simultaneamente.

- Não se intrometa. – Cary disse para Mia, mas continuou encarando meu rosto.

Desci uma pálpebra em uma piscadela cúmplice, e ele sorriu largamente, compreendendo sem que eu dissesse.

- Bom, a gente já fez os pedidos. – Kate deu de ombros.

- E se eu não gostar do que pediu? – Indaguei, apoiando o cotovelo sobre o tampo da mesa coberta com uma toalha de seda clara.

- Oras. Te conheço há uns doze anos, sei do que gosta, bobinha. – Kate respondeu, erguendo uma sobrancelha e sorrindo.

Enquanto todos emergiam em conversas e faziam comentários, Kyle se ergueu na cadeira rapidamente, pedindo vagas licenças e se retirou para o interior do restaurante.

- Aquele deve ser o irmão de Kate. – Christian sussurrou ao meu ouvido e me virei para fitar seu rosto, acenando em positivo.

- Como sabe? – Indaguei, arrumando os fios descabelados de sua sobrancelha escura.

- O jeito que ele te olha...

O toque insistente de seu celular nos interrompeu de uma conversa. Ele se levantou, pedindo desculpas e passando as mãos pelos meus cabelos. E ficou quase irreconhecível ao atender a ligação com um ‘alô’ frio.

*

Christian caminhou com o celular encostado ao ouvido, enquanto não escutava nada. Simplesmente apertou um botão para que o mesmo ressoasse em seu toque habitual. Depois de abandonar o ar livre do local em que se encontrava, e ao entrar num ambiente em que vozes distintas se misturavam a uma canção de fundo, guardou o celular no bolso da frente do jeans. A pessoa com quem queria falar estava empoleirada atrás de uma planta, com o celular também pendurado ao ouvido.

Christian serpenteou cuidadosamente entre as mesas repletas de famílias. Ao se aproximar, Kyle guardou o aparelho no bolso traseiro do jeans e o cumprimentou com um aceno de cabeça. – O que você quer?

- É simples. E temo que aceitará com estranha facilidade. – Christian respondeu fitando-o diretamente nos olhos. – E precisarei disto depois do casamento.

Kyle ponderou por alguns instantes, avaliando o homem diante de si e o ambiente ao redor. Por fim, ele acenou em positivo. E, Christian, com um estranho alívio nos ombros, lhe explicou sua ideia.

*

- Você tem que contar! – Mia disse insistentemente puxando a manga da camisa de Cary.

Um sorriso bobo estava estampado no meu rosto. Era incrível ver Cary tão bem disposto em um relacionamento, e era extremamente gratificante vê-lo perdidamente apaixonado por Mia. As feições de seu semblante diziam isso e o modo como ele tratava a mesma esfregava aquilo na cara de todas as mulheres que olhavam para os quatro belos homens sentados à mesa.

O braço de Christian estava rodeando minha cintura, mesmo quando tinha de mexer em seu celular, ele o fazia apenas com uma mão. Nossas cadeiras estavam fora da posição, puxadas para os lados e encostando-se. Minha perna cruzada tocava a sua ligeiramente, em um afeto costumeiro.

- Não vou contar, Mia. – Cary respondeu a mesma coisa jogando a cabeça para trás.

Christian sorriu, sem mostrar os dentes, em sua maneira típica.

- Ah! É mesmo! Você não me contou, Elliot. – Kate ergueu uma sobrancelha e o braço de Elliot em torno dos seus ombros se retesou.

- Como assim? – Elliot perguntou, erguendo uma sobrancelha e fitando-a de soslaio.

- Elliot. Não brinque comigo. – Kate respondeu, com os lábios prensados.

Os pratos a mesa estavam repletos de restos de sobremesa. Um bolo caseiro de chocolate com sorvete de creme. Todos nós estávamos satisfeitos e sabia muito bem o que Kate iria querer a seguir, mas Christian e eu tínhamos compromissos com nossa pequena que nos aguardava em casa e já havíamos recusado a oferta.

- É o seguinte. – Me manifestei e todos os olhares caíram sobre mim, até Christian ficou momentaneamente de lado para me olhar. – Os rapazes não conhecem a despedida das meninas e vice-e-versa.

- Princesa, acho justo que conte. – Christian murmurou com uma sobrancelha erguida.

- Acho interessante também. Aí vocês contam a de vocês e nós contamos a nossa. – Kyle deu de ombros, me fitando ao longe com um sorriso preso nos lábios.

- Combinado. – Respondi, fitando-o e desafiando-o de longe e encontrando o olhar repreensivo de Mia. – Pense pelo lado bom, vamos saber o que eles irão fazer.

- Tudo bem! – Mia sorriu, evidentemente animada por tomar conhecimento do que o namorado faria. – Vocês primeiro. – Ela deu de ombros, olhando diretamente para Cary.

Os ombros do meu melhor amigo despencaram em desapontamento, e ele afundou os dedos nos cabelos castanhos.

- Quem teve a ideia fui eu. – Cary disse as palavras lentamente, aguardando a reação de Mia com os olhos prensados. Mia cruzou os braços com mais força e o olhou com uma sobrancelha erguida. – Só para salientar que todos nós pensamos juntos. E como sabemos que todas as despedidas de solteiro de garotas são naqueles locais com homens dançando de uma maneira bem ridícula...

- Só se for para você. – Kate interveio comentando com a expressão vazia.

A ideia do que eles fariam perambulava por minha cabeça e belisquei a coxa musculosa de Christian que apenas riu com o gesto.

- Então a gente escolheu uma casa com shows femininos. Só para não ficarmos para trás...

- Seu idiota! – Mia o xingou empurrando seu ombro com força para trás. – Não vamos fazer nenhuma merda dessas. Nem pensamos nisso, aliás.

- O pior é que já reservamos. – Kyle deu de ombros, risonho. Ele não tinha com o que se preocupar sendo o único solteiro.

Elliot estava em silêncio, assim como Christian. Mas a expressão rasteira de Elliot não perdurou por muito tempo. Kate já o olhava com a ponta da língua passando pelo lábio superior e com os braços cruzados.

- E qual a de vocês? – Christian indagou, quebrando a discussão de Mia e Cary e derretendo o olhar de Kate.

- Bem boba para a vista da de vocês. – Kate respondeu bufando. – Poderíamos sair com as roupas que vamos usar no evento, mas não seria muito legal. – Ela propôs pensativa.

Dei risada, imaginando-nos de lingerie pelas ruas de Manhattan, depois chacoalhei a cabeça, com a ideia fula passando por meus olhos.

- Vamos fazer uma noite de lingerie para Kate e vamos escolher as que ela vai usar na lua-de-mel. – Mia respondeu claramente desanimada com a diferença de proporção de despedida de solteiro.

- Eu adoraria estar lá. – Kyle disse, chacoalhando a cabeça, demonstrando estar desapontado.

Cary interrompeu o olhar cético para Mia e o fitou com brutalidade. – Cale a boca.

Kyle só deu risada e senti Christian rijo ao meu lado.

- A gente vai escolher aquelas lingeries de vovó, só para constar. – Kate abanou as mãos, passando os olhos por mim e depois por Mia.

Elliot ficou sério ao seu lado, demonstrando que não aprovava a ideia.

- As outras garotas só vão ficar lá? Olhando a Kate de lingerie? – Christian indagou, meramente interessado. – Que... parado.

Estranhamente, concordei com o pensamento de Christian e toda aquela espera ansiosa que eu guardava estava se derretendo no meu interior. A ansiedade retornou quando eu fitei as feições de Kate. Ela estava guardando um sorriso com os lábios, tentando sustentar a pose de durona que tinha criado. E então, seu olho se fechou morbidamente em uma piscadela secreta. Acenei em positivo.

- Eu conheço esse olhar. – Kyle comentou e fitei seus olhos prensados para sua irmã.

O que aumentava o contraste da leve diferença do rosto era o tom de pele. Kate era branca, quase como algodão e Kyle tinha um bronzeado natural, que o tornava mais atraente naquele belo corpo provido de músculos.

Kate ajeitou a coluna na cadeira e tentou manter sua feição durona. – Se eu tive ou não, o problema é meu, Kyle. – Respondeu no tom que qualquer irmão responderia ao outro.

- Devo ficar com medo? – Christian indagou, fitando ambos.

- É claro que não. Aposto que irá me agradecer, se tudo der certo. – Kate respondeu, dando uma piscadela.

*

- Sabe – Christian disse, trancando a porta da frente, enquanto os pais de Corinne deixavam uma Jullie dormindo no sofá. – eu queria entender o que Kate quis dizer com aquilo.

- Ninguém nunca entende a Kate. – Respondi, tirando os sapatos e pendurando-os em dois dedos.

Me movi até Jullie, sorrindo ao vê-la tão pacífica, perdida em sonhos, provavelmente.

Os braços de Christian se embolaram na minha cintura, e ele me beijou abaixo da orelha, me esquentei contra seu corpo. – Eu a levo.

Acenei em positivo, e percorri o caminho parcialmente escuro até o nosso quarto. Não o ouvi abrindo a porta e deixando Jullie por lá, então tomei o tempo para mim mesma. Encostei a porta do quarto atrás de mim e acendi as luzes em modo opaco do quarto com locais de teto rebaixado.

*

Christian carregou Jullie com suavidade até o quarto, olhando seu rosto pacificamente dorminhoco entre seus braços. Abriu a porta de seu quarto com facilidade e deitou-a sob as cobertas, deixando um beijo no centro de sua testa e fechando a porta do quarto ao sair.

Ao entrar em seu quarto, encontrou uma cena que o deixou parcialmente imóvel. Christian viu a mulher mais bela que existia para ele. Viu Ava afastar os cabelos dos ombros e descer o zíper da parte de trás do vestido. Sentiu-se levemente tonto de desejo por como a peça vermelha escorregou por seus ombros formando uma muralha sobre e em volta de seus pés. Ela resgatou o tecido com dedos ágeis e o dobrou com facilidade colocando-o sobre a cama. Christian viu a bunda redonda da mulher que amava e sentiu seu corpo reagir em concordância para o que faria a seguir. Atravessou o quarto lentamente, vendo-a enquanto colocava as mãos para trás e abria o feixe do sutiã. Ela jogou a peça contra a cama, deixando seus belos seios a mostra. Ele então se aproximou mais, e espalmou as mãos na bunda da mulher, beijando-lhe os ombros.

Christian gemeu ao ouvir o suspiro contido de Ava. Ela então pressionou sua bunda contra a ereção firme de Christian. Este gemeu ao pé de seu ouvido, mordendo o lóbulo de sua orelha.

- Você é insaciável. – Ava murmurou com a voz repleta de desejo.

- Assim como você, princesa.

- Essa frase teve duplo sentido. – Ela respondeu, jogando a cabeça para trás, apoiando-a em seu ombro.

Ele sentiu a mão da mesma percorrer sua coxa coberta pelo jeans e apertar sua ereção, ele se sentiu no auge e se segurou por mais tempo.

- Fico feliz que tenha entendido direitinho.

Notas finais
Uma pergunta: Se a fanfiction se tornasse um livro, vocês o comprariam? Sejam sinceros.