Apenas Meu.

49 II Reino da aflição.


Notas iniciais
Hum. Nome meio interessante. Você, leitor, antes que role para baixo:::::::: Verifique se leu o capítulo postado antes desse. O Nyah! ainda está com uns bugs que estão arrumando, dentre eles está contido que algumas histórias não apresentavam a atualização na página de vocês, por isso estou avisando! Oi, gente! Que saudade de vocês, me abracem! hahahah. Agora sou uma menina muito ocupada. Terminei a escola e vou ter mais tempo, porém agora tenho uma page chamada "Cantinho Alternativo" (pra quem quiser curtir), um blog com o mesmo nome, um tt também com o mesmo nome e um ig @instaleitores (a rede em que estou com mais frequência). No meu ig, assim que chegar a 100 seguidores, irei promover um sorteio, vou liberar o que será quando tiver os 100 seguidores. Nessas vocês encontrarão resenhas. Sei que muitos aqui escrevem e querem um espacinho, por isso abri uma coluna pra novos escritos, me mandem seus textos pelo e-mail: meehzoe@gmail.com, avaliarei e darei uma resposta, ok? Pra enviar um texto de sua autoria pra page, só por inbox, ok????? Me procurem!!!! Esse capítulo foi emocionante de ser escrito. Passei um tempo pra revisar pra estar com aquele lance de mente aberta. Encontrei UM TRILHÃO DE ERROS. O capítulo estava tão seco que praticamente reescrevi!!!! Vai ser uma reviravolta inspirada no filme "Invasão à Casa Branca". Boa leitura! Se tiverem dúvidas sobre o que citei das pages, só indagar, ok? Ou por comentário, ou por mp! Beijão meus amores *-*

So nothing in this whole wide world don’t mean a thing If I ain’t got you with me, baby.
Então nada nesse mundo inteiro não significa nada se eu não tiver você, querido. (If I Ain’t Got You – Alicia Keys.)

Alguns dias se passaram após o ocorrido. Ficamos petrificados. Levamos os brinquedos para as crianças que nos receberam com um sorriso nos lábios. Passamos o dia com Brad, ensinando-o a jogar algumas das coisas que levamos. A doação estava feita. Agora faríamos parte da mesma ação, lutando por coisas iguais. Agora compartilhávamos tudo o que havíamos escondido um do outro.

Algumas semanas depois conseguimos o documento de que precisávamos para que Brad passasse alguns dias conosco.

Teríamos um dia diferente. Meus trabalhos pendentes foram dados a minha assistente, tecnicamente ela estava sendo testada para uma promoção, porém pouco imaginava isso. Ela era muito atenta e trabalhava bem, e precisava daquilo. E eu também precisava de uma ajuda maior. Meu pai concordou e a empresa pagaria os cursos que ela precisasse. Então aquele era o primeiro teste: Dar conta da empresa sem eu por lá.

Estava em casa. Jullie estava no banho e Brad estava conhecendo seu quarto provisório. Ele ficou momentaneamente cabisbaixo, mas os seguranças. Ele gostou de seu quarto, foi possível notar pelo evidente sorriso em seu rosto. Agora, o mesmo estava de banho tomado e decidiu trocar de roupa sozinho.

– Mamãe? – Jullie chamou ao longe. Sua voz batendo contra as paredes e retornando em um eco

Corri pela casa calçando apenas um sapato de salto. O barulho das minhas passadas alternando com o som do salto e da sola do pé. Cheguei ao seu quarto e abri a porta de seu banheiro completamente rosa.

– Oi, querida. – Respondi, meus cabelos longos caindo em volta de mim, enquanto me abaixava para fita-la melhor.

– Terminei. – Respondeu animada e com um sorriso gigantesco no rosto.

Era evidente que as crianças estavam claramente felizes por terem a oportunidade de passar um dia na empresa do pai.

– Tudo bem. – Concordei abrindo a porta enquanto a mesma saia e pisava no carpete felpudo de seu quarto.

Consegui calçar o outro par da minha sandália alta. Ajudei a mesma a se secar e colocar a roupa que separara para usar no encontro com o pai. Era seu vestido preferido, com estampa de onça e sapatilhas brancas. Ajudei-a com o cabelo e perfume, e depois batemos à porta do quarto de Brad. O mesmo estava sentado em sua cama, olhando a sua volta.

– Gostou do seu quarto, Brad? – Indaguei, enquanto o aguardávamos.

Ele acenou em positivo e caminhou na nossa direção.

Taylor já nos esperava do lado de fora para irmos até a empresa com os seguranças de maior confiança. Um lampejo louro me chamou a atenção e virei a cabeça para fitar Kyle usando um dos uniformes de segurança.

Coloquei Jullie na cadeirinha e fechei o cinto de Brad, depois fitei Kyle mais demoradamente. Os cabelos podados quase que completamente e os olhos verdes vivos. Como os da irmã.

– Você?

– Não. Sou Kate. – Brincou e estendi as sobrancelhas. – Fui contratado há muito tempo. Desde antes da viagem.

– Ah. – Murmurei apenas, tentando absorver.

– Senhora? – Taylor gritou de dentro do veículo. Ele prosseguiu quando o olhei nos olhos. – O Sr. Maddox está pedindo para irmos logo.

Acenei em positivo e abanei a mão para Kyle, este respondeu com um simples gesto de cabeça. Entrei no veículo e me sentei no banco traseiro. Taylor tomou partida com o veículo. Um Volvo preto nos seguindo e um na frente nos guiando. Somente para o caso de estarmos sendo perseguidos e precisarmos fazer algum tipo de estratégia.

O caminho até a Empresa Maddox não era muito longe. Porém o fizemos com cuidado e sempre atentos a nossa volta. Agora eu parecia me importar mais com minha segurança, pois, depois do que Christian me dissera, só me sentia segura com a sua presença, pois só então tinha a extrema certeza de que estaríamos bem. Todos bem.

Taylor e os demais seguranças entraram no estacionamento subterrâneo da empresa reservado somente para funcionários.

Taylor me ajudou com as crianças e trouxe Jullie no colo, enquanto conversava com a mesma. Assim que trancamos o veículo e o deixamos para trás, Brad se agarrou a minha mão. Meu coração se acelerou com a sensação de que ele confiava em mim de alguma forma e de que queria percorrer aquele curto trajeto segurando meus dedos.

Passamos pela porta de segurança e a Recepcionista liberou nossa entrada, enquanto abanava a mão na nossa direção. Os demais funcionários passando para lá e para cá também me cumprimentavam com fervor.

Caminhamos pelo recinto cumprimentando algumas pessoas ali e outras aqui. Subimos no elevador até o último andar, onde Christian se encontrava tomando conta dos assuntos do pai, pronto para exercer a empresa por completo e continuar com seu secreto cargo.

Christian estava a sua porta quando chegamos. Jullie desceu do colo de Taylor com velocidade e correu para os braços do pai. Christian a pegou no ar e ambos estavam sorrindo enquanto conversavam. Ele a ajeitou em seu colo e sorriu para Brad.

– Oi, garoto. Venha aqui. – Ele o chamou com uma mão.

Brad hesitou por alguns instantes e ergueu o rosto na minha direção, eu acenei em positivo. Seus dedos se soltaram dos meus e ele foi recebido pelos braços de Christian que também o pegou no colo com o braço que estava vago.

– Obrigada, Taylor. – Sorri na sua direção.

Ele confirmou com a cabeça, como que me dizendo que aceitava o pedido.

Christian abanou a cabeça indicando o interior de sua sala e o segui. Instantaneamente ele trancou a porta com a chave, depois caminhou até sua mesa e pressionou um botão, todas as cortinas escuras cobriram as paredes de vidro, e uma iluminação suave tomou conta do recinto.

– Acho que quero uma sala dessas. – Comentei, observando a minha volta.

– Meu pai era bem reservado. – Ele comentou com uma piscadela.

Ergui as sobrancelhas enquanto o mesmo colocava as crianças no chão. – Percebe-se.

– Você ainda não viu nada. – Ele caminhou na minha direção e tocou os lábios nos meus, em um beijo simples e caloroso. Ergui meus dedos e limpei a mancha do meu batom que se formou em seus lábios. – Vem aqui ver.

Ele me puxou pelos dedos, enquanto as crianças andavam atrás de nós. Christian abriu uma porta empoleirada e praticamente escondida em um canto, ao lado de uma estante com livros. Um espaço caloroso e realmente fora de lugar se formou diante dos meus olhos. Parecia uma casa, ou era uma casa. Sabe-se lá como havia uma cozinha simples, porém com materiais necessários e eficientes. Um balcão separava aquele cômodo da sala com uma mesa para refeições. Sofás macios, alguns brinquedos espalhados e um aparelho de televisão, assim como um DVD. Ao fundo do encontro dos cômodos continha uma porta e ao lado de tudo uma parede de vidro que revelava uma bela visão da vangloriosa Manhattan.

– Isso é loucura. Aquela porta...

– Sim, é um quarto. – Christian disse risonho com minha reação.

As crianças já tinham se dispersado e estavam pegando alguns brinquedos para suas diversões. Captei um brilho com o canto dos olhos e notei a mesa posta com alguns pratos, talheres e copos.

– Tem umas pessoas vindo para cá. Quis fazer uma surpresa...

– Baby! – Me virei ao som da voz da minha melhor amiga e sorri ao vê-la sorrindo.

Sem pestanejar e me soltando de Christian em segundos, eu a agarrei e ela me pegou no ar. Estávamos emaranhadas dentre cabelos e depois de alguns segundos ela me colocou no chão.

– Oi. – Elliot me cumprimentou enquanto mantinha uma mão no ombro de Kate, eu acenei em positivo.

– Seu futuro marido é muito possessivo! – Disse ela desesperadamente, enquanto Christian cumprimentava os demais.

– Docinho, docinho. Preciso dessa recepção calorosa também. – A voz rouca de Cary mencionou ao pé do meu ouvido e também pulei em seus braços.

Em alguns segundos captei seus cabelos levemente mais curtos. Seus músculos me aparavam com um ar de lar que nenhum outro par de braços continha. Ele me beijou no rosto, à medida que eu sorria.

– Estava morta de saudades. – Comentei.

Eu não havia me esquecido deles. A ferida de não tê-los todos os dias, como sempre tive, permanecia comigo em todos os momentos. Porém criamos vidas diferentes. Mia estava permanentemente no apê de Cary e Elliot e Kate eram casados, estavam vendo os detalhes para comprar a casa de ambos. Tínhamos vidas diferentes, porém sempre se cruzando.

Mia estava cumprimentando o irmão e dando tapinhas em seu peito. Depois caminhou na minha direção e me recebeu com o mesmo abraço caloroso.

– Estava com saudades de você, também! – Cantarolou ela após me soltar e pegar em minhas mãos. – Eu trouxe comida. – Sussurrou com uma piscadela.

Aos poucos fomos conversando e colocando a comida nos pratos, ainda quente e saborosa. Antes de tudo, Christian e eu demos comida para Brad e Jullie. Estávamos todos muito bem entrosados, rindo e conversando quando tudo aconteceu.

Quando nosso Mundo veio a baixo. Quando achamos que não teríamos escapatória. Quando chegamos perto do fim.

Notas finais
E aí? O que acharam que acontecerá no próximo? Dividi o cap em duas partes, por isso ficou pequeno. Me contem! Estou escrevendo a próxima parte pra postagem, viu? Beijinhos *-*