Apenas Meu.

38 Epílogo.


Notas iniciais
Olá! Sejam bem vindos ao fim da primeira parte! Ouçam a música, a letra se encaixou direitinho! Boa leitura!

Right from the start. You were a thief, you stole my heart. And I, your willing victim. I let you see the parts of me. That weren't all that pretty. And with every touch. You fixed them. (Just Give me a Reason – P!nk ft Nate Ruess).

Eram exatamente 3h00 da manhã e Christian não conseguira pregar os olhos. O lado de fora do Edifício de Ava estava repleto de seguranças, e ao lado, em um quarto vago, o líder deles assistia as câmeras de segurança. Ainda assim, não conseguiu pregar os olhos. Ava lhe deu boa noite, com Jullie dormindo em seu colo, e partira até o quarto. O dia fora agitado e carregado de ligações importantes para a Empresa, seu pai estava começando a empurrar cada vez mais responsabilidade para ele.

Seus olhos ardiam loucos pelo descanso, mas o destemor em seu corpo não lhe permitia isso. Suas mãos estavam cerradas e as palmas das mesmas com cortes em meio círculo causados pelas unhas levemente compridas. Ele voltava a todo instante ao mesmo ponto, querendo enxergar com a tecnologia de seu laptop a placa do veículo que fugira enquanto Ava ficara para trás, jogada na calçada e Cary furioso, descabelado, olhando o carro partir.

Mas, para sua infelicidade, Christian não enxergara nada. Com o borrão da velocidade e do vídeo feito de um celular com resolução baixa, os números e letras se tornavam impossíveis de ler. Não sabia se havia um “S” ou “R”, ou até poderia ser um “Z”... ele só sabia que precisaria descobrir e só sabia que não estaria em paz enquanto não descobrisse.

A porta de seu escritório foi aberta sorrateiramente e Ava surgiu usando uma camisa jeans de Christian, seus olhos estavam grandes e seu cabelo despenteado em torno de seu rosto. Christian pausou o vídeo e minimizou o mesmo, para que a mesma não ficasse ainda mais apreensiva com o fato de ele estar investigando. Ela não precisava saber da segurança reforçada, e nem da nova tropa em seu apartamento, conversara com Cary por telefone e o mesmo concordara.

- Eu estou sem sono. – Ela anunciou com voz rouca.

Os olhos verdes dela percorriam o rosto dele e aquilo o causou desespero. Desespero por mantê-la em segurança. Desespero por fazê-la feliz. Ele engoliu em seco, reprimindo as palavras.

- Eu também amor, venha cá. – Ele chamou se afastando da mesa de vidro.

Ela atravessou o escritório improvisado, e se sentou em seu colo, de lado. Sorrateiramente, ela deitou sua cabeça em seu peito, e as batidas do coração dele desceram para um ritmo suave. Ele começou a acariciar as pontas de seus fios e ela a passar os dedos por seus braços.

- Aquilo tudo não sai da minha cabeça. Meu Deus. Se eu não tivesse chegado... Jul... ela... minha nossa. – Christian notou, com desespero e ira ainda maior, que Ava não conseguia completar as frases, enquanto sua voz ia ficando cada vez mais embargada.

- Shh. – Foi o que ele conseguiu sussurrar, um dos pulsos cerrados, enquanto a dor das unhas não diminuía o fogo da ira no peito. – Já disse que vou pega-lo, amor. E você chegou a tempo sim. Jullie está no quarto ao lado, dormindo. Está em paz. Você está em paz.

Ela acenou em positivo, incapaz de responder, Christian notou.

Lentamente, ele escorreu os braços sob suas pernas e ombros e se ergueu, enquanto um sorrisinho surgia no rosto de sua... namorada. Belo termo.

Ele percorreu os corredores que sabia de cor, sem olhar o caminho de verdade. Quando chegou a porta do quarto em que dormia com Ava, abriu a porta com um pé e encontrou Jullie dormindo esparramada no meio da cama, seu peito se encheu de afeto repentino e Christian engoliu em seco.

- Durma com a gente. – Ava pediu, olhando-o de baixo, percorrendo seu rosto, como se o enxergasse por dentro, como se ele fosse um caco de vidro quebrado, que ela concertaria.

Ele acenou em positivo e colocou Ava em um lado da cama, dando a volta na mesma e se deitando, mesmo não sentindo sono e paz o suficiente para dormir, se deitou e cobriu parte do corpo com o lençol que elas estavam cobertas. Ava passou um dos braços sobre o corpo de Jullie e a pequena se agarrou a sua mão. Ele percorreu o carinho com os olhos atentamente.

- Vem mais pra cá. – Ava chamou, olhando com os olhos semicerrando, o cansaço lhe percorrendo a face, e estranhamente o início de um sentimento que pensou ser calma. Como se o próprio trouxesse calma para ela.

Christian chegou mais perto. Estranhando o fato de nunca ter se deitado para colocar sua filha para dormir, instantaneamente Ava puxou-o para ainda mais perto e ele passou o braço por Jullie até parar com as mãos no centro das costas da mulher.

- Eu amo você. – Ava sussurrou, antes de seus olhos se fecharem e ela mergulhar no mesmo sono apaziguado que Jullie com cabelos jogados por todos os lados.

- E eu amo vocês. E vou pega-lo. – Jurou ele, dentre o silêncio.

Depois do que fora dito, ele dormiu, mal sabendo que estava tão seguro para aquilo. Deu-se conta que o sentimento de segurança vinha pelo fato de suas duas mulheres estarem sob seu abraço.

Notas finais
Sim, costumo fazer Epílogo e Prólogo sempre curtos, ok?!?!?!? Vamos aos agradecimentos! Estou feliz e triste ao mesmo tempo!
Chego ao fim da parte I de Apenas Meu com agradecimentos pendurados na ponta da língua! Primeiro tenho de agradecer ao sonho que tive na noite em que tive. Eu nunca contei a vocês sobre ele, certo? Bom, foi tudo muito corrido, mas, basicamente, o que eu via era uma menina de pele branca e completamente vestida de maneira máscula. Os cabelos negros e grandes atados em um rabo-de-cavalo. Ela estava chegando a um lugar, como lanchonete ou algo do tipo. Todas as garotas olhavam, por parecer um homem e todos os garotos olhavam pela moto gigantesca que aquele possível rapaz trazia. Todos os queixos caiam quando ela se mostrava uma menina.
Depois, a cena dava um corte quando ela estava conversando com um garoto loiro, que tentava sequestrar ela, ou algo do tipo e eles iam parar em um carro em que duas garotas nuas estavam dentro. Depois, a cena do sonho se alterava de novo. Ela tentando se vingar do rapaz assistindo TV em uma lanchonete próxima. Deu partida na moto, mas ainda assim ele estava ocupado com o que passava e depois simplesmente roubava seu carro. Depois disso, eu acordei. No dia seguinte contei o sonho para alguma amiga minha e comecei a escrever. Então, agradeço àqueles que me acompanharam de pertinho.
Eu vou mencionar os nomes de que me lembro. Agradeço a Stella por me aconselhar muito durante a trajetória e por me apoiar a todo o momento com minhas ideias. Agradeço à Evelyn por ter ficado completamente ANIMADA com a estreia da estória! Agradeço a Lah Nicoli por ter surgido de repente e me feito ama-la por ter como leitora. Agradeço a Sophs que chegou pelo fim, mas que marcou presença com seus comentários que me incentivavam! Agradeço à Tris que chegou para ficar e por me mandar MPs me dando bronca e fazendo pedidos. Agradeço a seis recomendações recebidas. As 46 pessoas que marcaram a estória como favorita. E, por fim, agradeço aos 116 leitores presentes! Agradeço aos que leem e não comentam! Vocês são bem-vindos, e quando quiserem deixar algo também.
Agraço aos outros leitores que comentam ao fim de cada capítulo com extrema fidelidade. Vocês são demais! Sem vocês, eu não estaria aqui, firme no fim da parte I e partindo para a parte II. Topam embarcar em um pouco mais de Ava e Chris? Nos encontramos por lá!!!