Apenas Isso: Eu O Amo?
1 Eu o amo?
Notas iniciais
Segundo, não é minha primeira fic - mas no Nyah! é a primeira que posto - então, por favor, não sejam tímidos e digam o que pensam.
Boa leitura :)
Ps: Leia as notas finais.
“Por quê?!”
_ Seitou-senpai! _ gritou Arai Yuitsu da classe 2-A _ Seitou-senpai!
“Por que ele me persegue?”
Parou de andar e virou-se para olhar o rapaz que corria até ele. O vento batia nos cabelos loiros levemente, fazendo-os dançar em sintonia com o mesmo, enquanto observava o mais novo correr até ele, e quando este o alcançou observou-o minuciosamente.
“Por que está corado?”
_ O que foi, Arai-kun? _ perguntou o loiro de uma vez, ignorando a respiração ofegante e o rosto corado do mais novo
_ Etto... Senpai, vamos estudar na biblioteca? _ pediu antes que o rapaz de olhos verdes fosse embora _ Por favor!
“Por que é tão bonito e tão-“
Yuitsu o encarava aguardando a resposta. Era quarto período e seria auto estudo, e o jovem gostava de consultar o veterano nos estudos, porém a cada dia se tornava mais doloroso ao mais velho a convivência com Arai.
Olhava o loiro tão fixamente que este começava a corar, apesar de sequer saber o motivo dessa reação.
“Por que fica me encarando com esses olhos brilhantes e essas bochechas coradas?”
_ Tá _ disse simplesmente recebeu em troca um sorriso cintilante
_ Vamos! _ chamou o moreno sorridente, enquanto começava a caminhada, sendo seguido pelo mais velho que tentava acalmar seu coração que batia forte em seu peito
“Por que é tão feminino?”
Entraram no prédio e seguiram até a mesa favorita no canto do aposento, ambos carregando nos braços pilhas de livros para estudo. A luz era razoável no local e não havia muitas pessoas também, o que deixava o ambiente favorável para lecionar-se. Sentaram-se na mesa e prepararam os materiais como costume e abriram o primeiro livro didático, sendo este de História Geral, do qual Yuitsu era fraco com.
Ensinar o mais novo não era tão ruim assim, pensava Seitou Hakaru. Era de fato prazeroso, já que o mesmo queria ser professor quando se formasse, e podia contar isso como uma oportunidade de treino para sua futura profissão.
E tinha outro motivo para que desse aulas de reforço para o mais novo; ele queria ficar perto dele. Não adiantava negar, mesmo se sentindo um tanto incomodado com a aparência do mais novo, adorava sentir aquele perfume que saía de sua pele, de ver seus olhos infantis, de provar a maciez de sua tez...
Balançou a cabeça rudemente para livrar-se daqueles pensamentos incoerentes e voltou sua atenção à matéria que deveria ensinar ao menino. Ignorou os grandes olhos violeta que o encaravam e tentou dar sua aula, mas era impossível que ele deixasse se concentrar sem se importar com aquele olhar penetrante de Yuitsu.
Depois de algumas horas o local já estava vazio, o céu escuro, e os dois estavam cansados de tanto ler. O secretário da biblioteca já tinha ido embora e deixara a chave com Seitou, que era seu ajudante, incumbindo a ele de trancar o local depois que saísse.
Seitou quase dormia, apoiado pelo cotovelo, e gradativamente fechava os olhos, enquanto o menino utilizava suas últimas energias para copiar um texto em seu caderno. Assim que Arai terminou de escrever sua palavra final, largou a caneta e deixou-se cair na mesa de estudos e observou o mais velho praticamente cochilando.
Acreditando que o outro estava dormindo, ou provavelmente inconsciente, murmurou com a face extremamente corada.
_ Obrigado... _ respirou fundo e sem olhar pro mais velho reuniu coragem e ditou vergonhoso _ Sabe Senpai, acho que estou apaixonado...
Seitou ao ouvir aquelas palavras despertou um tanto, mas não se moveu ou fez algum som, provavelmente o mais novo só queria desabafar, talvez só estivesse dizendo aquilo por que achava que ele estava dormindo, assim ele pensava. Porém, o que foi aquele aperto no peito que ele sentiu? Como se algo o perfurasse e lhe queimasse por dentro.
“Mentira!”
Não se impediu de pensar isso e quase fez algo que atraísse a atenção do mais novo que continuava sua confissão.
_ E é tão estranho estar apaixonado por essa pessoa... _ sussurrou, começando a cair no sono _ Ainda mais por ser um homem...
Seitou arregalou os olhos, completamente surpreso. Ele estava perdendo-o para um homem! Se fosse uma mulher entenderia, mas um homem?!
“O que eu estou pensando?!”
_ Mas eu não sei se essa pessoa gosta de mim, do jeito que eu gosto... _ suspirou voltando a olhar pro seu Senpai e o pegando de olhos abertos _ Oh!
O loiro permaneceu olhando nos olhos do pequeno e deu um sorriso choroso. Não queria que ele fosse levado de si. Nunca!
“Você é meu!”
Levou sua mão até o rosto do mais novo que o encarava assustado e sem reação, e tocou levemente sua bochecha limpando uma lágrima que traçava seu caminho pelo rosto do menino. O mais novo continuou observando o mais velho, sem ao menos respirar, apenas sentindo o toque suave da mão do outro.
_ Você tem a mim, não tem? _ disse o loiro, se achando completamente insano _ Não precisa chorar por esse idiota...
Arai soltou um sorriso choroso e deixou mais umas lágrimas caírem antes de confessar-se.
_ O idiota é você... _ sussurrou, corando novamente, enquanto a expressão do outro mudava completamente para assustado _ É por você que estou apaixonado...
Abaixou o rosto e deixou que mais algumas lágrimas banhassem a mão do mais velho que permanecia em seu rosto. O outro mal sabia o que pensar, sentia-se estranho, como se algo fervesse dentro de si, e a sensação não era ruim, pelo contrário, era maravilhosa. Sentia como se um mundo inteiro de abrisse à ele e o convidasse para descobri-lo.
“Eu o amo?”
Tocou com os dedos os lábios do mais novo e sentiu a maciez daquela carne que tanto chamava sua atenção. O outro contraiu-se ao sentir o contato e fechou os olhos esperando o pior, mas este não veio. Esperava uma bofetada, ou risadas seguidas de xingamentos, mas não recebeu nada disso.
“Não é a primeira vez que penso isso, mas seus lábios são tão convidativos que quero beijá-los.”
Aproximou o rosto do mais novo, que abriu os olhos ao perceber que não seria atacado, e o encarou firmemente, sentindo suas forças serem extraídas de si.
“Seu olhos são tão lindos que tenho vontade de passar a eternidade encarando-os sem parar.”
Mudou o alvo, que era a boca, para o pescoço do moreno que tremia nervoso, e cheirou intensamente, gravando o aroma dele.
“Não sei se o amo, mas o quero, e se tiver que ama-lo aprenderei com ele.”
Beijou levemente o pescoço do mais novo e subiu devagar, aproveitando a sensação boa que sentia quando tocava a pele dele com seus lábios. Beijou o maxilar, a bochecha, os olhos, o nariz, e voltou à sua orelha.
_ Yu- Yuitsu... _ sussurrou, passando a ponta da língua levemente em volta da orelha do moreno, deixando o mesmo completamente corado e ofegante _ Yuitsu...
Arai Yuitsu jamais imaginou que seu nome pudesse parecer tão sexy na voz de alguém, mas quando Hakaru sussurrou seu nome, tantas vezes seguidas, enquanto o beijava e lambia sua orelha, deixou-o mais sem ar como qualquer um jamais pode fazer.
_ Ha- Hakaru... _ soltou aos sussurros ao sentir a respiração do loiro próxima a sua boca
Hakaru sentia-se inflamado, estranho, maravilhoso ao ouvir seu nome sendo sussurrado por aquele menino que se entregava a ele sem hesitar. E aquilo o excitava de uma forma que nenhuma mulher jamais pôde fazer.
“Seria isso por que eu o amo?”
Aproximou sua boca da dele e tocou levemente os lábios do mais novo, aproveitando a sensação quente que subia por seu corpo. Era tão delicioso aquele casto beijo que não se conteve ao agarrar os cabelos do pequeno e o puxar para si possessivamente. Mas Arai não reclamou, ele gostou da maneira como foi sobrepujado e abraçou o mais velho querendo sentir sua língua toca-lo.
Seitou sabia bem disso, e como prova abriu mais a boca para que pudessem provar o sabor um do outro. Deixou que Arai começasse e desse inicio da maneira como quisesse, pois não queria perde-lo de seus braços. E isso o assustou já que apenas agora pôde perceber o que realmente sentia pelo rapaz.
Amor talvez não fosse o sentimento certo a se usar naquela situação; poderia ser talvez paixão, ou até mesmo desejo, quem sabe não existia sentimento algum na verdade, mas o loiro de olhos verdes só não queria que aquilo acabasse.
Os olhos fechados deixavam que o corpo os guiasse, numa dança lasciva, rumo à descoberta de uma possibilidade até então impossível de acontecer. Mas quando Seitou sentiu a língua macia do mais novo na sua, numa procura que parecia insaciável por seu ser, convenceu-se de que tudo o que precisava estava bem na sua frente, sob seus lábios.
Notas finais
Portanto, a manterei assim, como uma One-shot, até minha imaginação voltar e caso alguém se interesse por esta loucura que surgiu da minha mente maliciosa - pena que esse lado meu não apareceu muito por aqui - eu continuarei, se os comentários me inspirarem, obviamente.
Agradeço àqueles que leram esse pedacinho da minha imaginação fértil e espero muito que tenham apreciado lê-la assim como eu me diverti escrevendo-a.
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