Kate estava sentada no quintal observando seus filhos brincarem de areia, enquanto lia um livro.

- Mamãe! — Sua filha Elizabeth gritou

- Sim, Lizzie, eu ouvi. — Kate respondeu, fechando o livro e olhando com paciência para a garota, ela sabia que os seus dois filhos tinham brigado de novo.

- Jimmy me bateu! — disse.

- Não, eu não fiz isso! – respondeu se defendendo — Ela colocou areia no meu cabelo.

-Seu mentiroso! — Elizabeth gritou.

- Katherine Elizabeth Ford! — Kate levantou-se com as mãos nos quadris — Você não pode chamar o seu irmão de mentiroso, você me entendeu? E quanto a você, James David Ford, você não vai bater em sua irmã. — Ela relaxou sua postura um pouco. — Agora, vocês dois estão indo brincar bem ou que eu devo contar ao seu pai o que ocorreu aqui.

Ambos balançaram as cabecinhas violentamente.

- Não, não, mamãe, nós estamos bem.

- Bom, porque eu posso facilmente dizer a ele... Sawyer está apenas do outro lado da ilha. – A morena ergueu a walkie-talkie. — Ele está apenas um botão de distância. — As crianças deram meia volta de mão dadas demonstrando sinal de trégua.

O casal mantinha os walkies para que pudessem alcançar um ao outro a qualquer momento, e também Kate teria o novo bebê. Eles viviam na ilha, por mais de 8 anos. Ambas as crianças tinham nascido ali. Kate secretamente ansiava por outra menina, mas ela sabia que James queria outro menino.

Derrepente Kate vê sua filha carregando um balde de areia com a alça quebrada em sua direção.

- Mamãe, você pode arrumar? — Ela perguntou delicada.

- Tudo bem, deixe-me ver. — Kate se atrapalhou com o balde, pois Lizzie ficava cada vez mais impaciente. — Mamãe, anda logo...

- Tudo bem, Lizzie, apenas relaxe.

- Apenas faça, Freckles! — Disse Lizzie. Kate parou espantada.

-Onde você ouviu isso?

Lizzie percebeu que estaava em apuros. Analisou a mãe de baixo para cima e disse:

- Eu... Eu ouvi papai dizer isso.

- Você ouviu? — perguntou Kate, mascarando sua raiva.

- Eu me levantei para pegar uma bebida e ouvi papai dizer do quarto. – a mãe quase soltou uma gargalhada. Ela terminou de arrumar o balde de brinquedo e entregou a menina.

Ela deitou na espreguiçadeira para tentar relaxar por um momento quando ouviu um sotaque sulista no walkie.

- Eu consigo vê-la!

- Não minta. Você não pode me ver. – respondeu pelo walkie – Onde você está?

- Estamos testando o sistema de vigilância e eu consigo vê-la deitada no quintal. – explicou.

- Bem, é melhor você ter certeza de que o sistema de vigilância está funcionando bem.

- Ele está, Freckles.

- Ah, por falar em Freckles — disse ela. — Temos que ser mais silencioso durante a noite!

- Por que isso? – perguntou, estranhando.

-Porque Lizzie nos ouviu ontem à noite, enquanto você dizia “Apenas faça, Freckles – explicou a morena. James ficou em silêncio por um pouco.

- Talvez a solução seja uma casa maior, vamos precisar de um quarto a mais para o bebê. Aliás, como ele está hoje?

Ela riu e respondeu que estava tudo bem o neném. Os dois se despediram e Kate saberia que ele chegaria para o jantar.

O final da tarde chegou logo e Kate chamou os filhos para entrar. Pediu que lavassem as mãos e deixassem os sapatos sujos na porta de casa para que ajudassem ela com o jantar.

Lizzie e ela preparariam um frango com purê de batata, era a comida preferida de James. Junto com um bolo de baunilha de sobremesa. Kate abriu a geladeira para pegar o frango dentro, enquanto seu filho aparece com uma mascara de pirata e a assusta.

- James David...

Ela começou mais não conseguiu terminar. Doubrou-se de dor e olhou para o chão. Sua bolsa havia estourado, pois havia uma poça d’água no chão.

- Mamãe, você fez xixi? – perguntou o filho.

- Não ... não bebê. Pega o walkie para mim em cima do balcão — disse Kate tentando manter a calma.

- Mamãe, você está bem? — Lizzie perguntou em voz assustada.

- Eu estou bem mel. O novo bebê vai estar aqui em breve.

O filho entregou o walkie na mão dela, apertou o botão e gritou o nome do marido. Mas ela não conseguia terminar a frase. Então, seu filho pegou o aparelho de sua mão e disse:

- Papai... barriga da mamãe... onde o novo bebê está... ela assustou e fez xixi no chão.

Sawyer sabia o que o filho estava falando, Kate estava prestes a ter o bebê.

- Diga a ela que eu estou chegando.

Sawyer saiu de seu escritório e correu pelo corredor. Desde que começou a trabalhar na ilha, ele e Hurley tinha encontrado mais 15 das vans velhas Darma e em muito boa forma. As vias e estradas eram grandes o suficiente agora para dirigir, mas mesmo assim a viagem ainda era lenta.

Sawyer ordenou para que os filhos fossem para a casa de Hurley e ficassem por lá. Colocou sua esposa na van e dirigiu até o pequeno hospital da ilha, onde Juliet e Jack trabalhavam.

Juliet arrumou um quarto, contou as pausas das contrações e mediu a dilatação.Estava na hora de o bebê nascer, mas uma pessoa viria conhecer a ilha que hoje era o lar deles.

- Empurre – Juliet ordenou.

E Kate empurrou, empurrou...

- Eu não consigo! — gritou

- Apenas faça, Freckles. — Kate o fixoucom um olhar de desaprovação, definitivamente essa não era a hora de brincadeira.

E Juliet ordenou de novo, e dessa vez quando Kate empurrou o bebê veio ao mundo.

- É um menino! — Juliet anunciou.

Kate sorriu e James se inclinou e beijou-a.

- Bem, você conseguiu seu desejo agora – disse a morena o marido.

- Não, Freckles, eu tenho ele a 8 anos atrás.

FIM

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