Notas iniciais
OEEE Fiquei meio confusa em relação ao título do capitulo (novidade), então coloquei esse mesmo. Seguinte, no grupo do whats, Fiz uma Brincadeira com as meninas, por isso essa frases em negrito. Mandei as frases e pedi pra elas adivinharem qual personagem estava falando, e quem acertasse me falaria uma coisa pra colocar no próximo capítulo! Quem será que ganhou? Pro caso de não lembrarem, aí segue as respostas de vocês: "Por que não para de juntar os outros e tenta virar a flecha pro seu próprio coração?" Secret Girl: Dylan Cah Fiori: Dylan Livia Souza: Dylan "Vai ter que esperar, amiga, se eu abrir a boca, o Sam me picota em mil pedaços. " Secret Girl: Anna Livia Souza: Gabi A frase e o nome da pessoa que a falou vão estar em negrito. Vamos veeeer!

O vento fresco, o céu azul sem nenhuma nuvem e o clima de despedida estão me deixando depressiva. Parece que só por hoje ser o último dia em Venice, todo mundo que conheci aqui e fez parte desses três dias de viagem resolveu aparecer.

Enquanto Anna e eu fomos fazer o check out, o cara do desafio passou pela entrada do hotel, e diferente da noite retrasada, não nós arrancou risadas. Pelo contrário.

Eu olhei pra cara dela e ela me olhou também, com uma cara triste.

– Tudo que é bom acaba logo, né? — ela pergunta. Faço que sim com a cabeça e ela suspira.

– Mas o bom é que hoje à noite tem festa. — digo, abrindo um sorriso.

– E essa festa promete! O Sam me contou alguns detalhes, surpresas..

– Ah! Anna, sabe que sou a pessoa mais curiosa da face da terra e fica fazendo essa coisas? Mancada. — falo, meio brava, e ela ri.

– Vai ter que esperar, amiga, se eu abrir a boca, o Sam me picota em mil pedaços.

E depois disso, o Tom saiu do elevador com os pais. Eu, de verdade, quase comecei a chorar. Prometi mentalmente que nunca mais faria uma viagem que me deixasse tantas lembranças boas. Mas, no fim, a graça da saudade é essa, aquela sensação gostosa de querer voltar no tempo sempre que lembrar de algo bom.. bem, nem sempre, às vezes a saudade só vem pra nos machucar e nos fazer cair na real : não tem como voltar. Então, o negócio é só aproveitar mesmo e criar muitas lembranças, porque, afinal, somente elas ficam com a gente pra sempre.

De malas prontas e coração despedaçado, nos despedimos de Venice.

Até parece que fica do outro lado do mundo.. eu tenho certeza de que ainda voltaremos muito aqui e, difícil mesmo vai ser ter memória pra guardar tanta lembrança e coração para tanta saudade..

***

Viajar é bom, mas chegar em casa, é ótimo.

Dylan e eu estamos dividindo um apartamento há algumas semanas, e ele apesar de pequeno é super gostoso.

Assim que abrimos a porta, entramos na sala. Tem um sofá, um móvel com DVD's e uma televisão pendurada na parede. No canto do cômodo, uma mesa pequena com quatro cadeiras e ao lado, uma prateleira com meus livros. Tem uma porta que nos leva para a cozinha, que é normal. Pia, geladeira, fogão e tal..

Tem um banheiro de visitas, entre os quartos. Optamos por um apartamento de um andar só, que caberia melhor no orçamento e nós poderíamos continuar fazendo nossas compras em ritmo normal. No corredor, tem as três portas, e uma outra no final, que leva a um jardinzinho. É pequeno, mas é super aconchegante. Tem um matinho, flores pequenas e nós colocamos uma mesinha com quatro cadeiras, alguns banquinhos espalhados e uma rede na parte que é coberta, na frente da lavanderia.

Para os quartos, tomamos uma decisão conjunta: dividiríamos um deles e o outro, faríamos de closet. Deu mais do que certo! Nós duas tínhamos vontade e várias ideias para o local. Ficou lindo.

O nosso quarto é normal. Duas camas, um criado-mudo, uma mesinha com o notebook em cima e tal.. e o banheiro fica ao lado do guarda -roupas.

Deixei a mala do lado da minha cama, peguei o celular e fui ler com calma os meus recados de "Parabéns" no facebook. Instantaneamente, uma mensagem chegou. Era o Sam.

Samuel White: Espero que esteja descansando, porque se chegar cansada na festa, eu NUNCA mais compro nem um cupcake pra cantar Parabéns pra você.

Rachel Simpson : Tava de plantão me esperando entrar no facebook ou é impressão?

Samuel White: Ah, me poupe.

Eu ri. É tão legal irritar o Sam.

Samuel White: Tá ansiosa?

Rachel Simpson: Um pouquinho...

Rachel Simpson: Brincadeira, tô pra caramba.

Samuel White: Acho bom, já estava pegando o telefone pra cancelar tudo.

Rachel Simpson: Você é muito afetado. Mas okay..

Rachel Simpson: Eu te amo assim mesmo.

Samuel White: Rach, vai dormir um pouco, à noite você tem que estar linda (não que ficar acordada vá te deixar feia).

Rachel Simpson: Vou mesmo, tá? Te vejo à noite, espero não me decepcionar....

Samuel White: Cala a boca.

Ri e saí.

Eu não consegui dormir. Fiquei o tempo todo agoniada, mas sem a menor vontade de sair da cama. Fiquei deitada até quatro da tarde, pensando em nada e em tudo ao mesmo tempo, até tomar vergonha na cara e levantar pra comer. A fome falou mais alto.

A Dylan estava com o seu notebook no colo, concentrada em alguma coisa tão importante, que ela nem percebeu minha chegada. Claro que eu ia me aproveitar disso.

Cheguei por trás dela e bati com as duas mãos nos seus ombros, falando "Bú". Ela quase morreu.

– Rachel, eu vou te matar! Eu quase morri!

Eu simplesmente não tinha forças pra responder. Aquelas crises de riso que só terminam amanhã.

– Para de rir. — me bate.

– Foi mal, não podia perder essa oportunidade. — falei entre risos.

– Deixa você. Tá ferrada.

– Ferrada, não. Com fome, com certeza. — disse, saindo da sala.

Tinha Ruffles no armário, peguei e voltei pra sala, encontrando-a vazia. Roubei o notebook da minha amiga e entrei no facebook novamente. Não pra conversar ou ver mensagens.. era pra ver outra coisa.

Criei o talvez maníaco hábito de bisbilhotar o perfil do Steve, só pra me torturar um pouquinho por ver a felicidade dele. Mas, dessa vez, o que encontrei não foi um rastro de felicidade.

O status dele não era mais "em um relacionamento sério". Eu fiquei, instantaneamente, feliz. Quis saber como ele estava e o por quê do término, mas essa é uma dúvida que vai morrer comigo.

Comecei a descer a tela, e vi um compartilhamento dele, uma foto que tinha escrito "Saudade é uma coisa que com o tempo começa a ficar insuportável". Fiquei um tempo olhando pra essa foto.

Descendo mais, vi uma foto dele mesmo. Quase deixei o computador cair. Ele estava ainda mais lindo do que eu me lembrava. Estava com uma blusa de moletom azul com capuz, tirou a foto no espelho e percebi que tinha trocado de celular. Era um iPhone 6 Plus. Será que ele foi promovido e está ganhando bem?

Eram infinitas dúvidas..

Vesti minha cara de pau e coloquei em cima da solicitação de amizade. Fiquei uns minutos encarando até a Dylan aparecer e eu realmente quase derrubar o notebook pelo susto.

– Tá devendo? — ela pergunta. Senti a cor do meu rosto sumir.

– Por que acha isso?

– Pelo susto e por você ter ficado branca. Quer dizer, mais que o normal.

– N-nada a ver. — gaguejei e saí do facebook correndo.

– Vou fingir que acredito. — ela diz e sai. Pelo menos ela me impediu de fazer uma grande burrada.

Corri pro histórico e apaguei o perfil do Steve dele, afinal era o computador dela.

Fui pro closet e ouvi o chuveiro sendo ligado. Encarei minhas roupas, sem a menor ideia do que vestir e comecei a vasculhar cada peça do meu armário.

Depois de uma boa busca, encontrei o que queria. Era um shorts perto de renda. Também encontrei uma cropped branca, de moletom, com listras pretas e um número. Deixei separado e escolhi um tênis preto meio de skatista que o Sam me deu depois de ver o estado do meu Vans. Minha cara de que vou de salto.

Dylan saiu do banho e foi pro closet.

– Anda logo que eu vou maquiar você.

– E o que te faz achar que eu quero uma maquiagem?

– Você não entendeu? — ela pergunta.

– O que, exatamente?

– Não foi uma pergunta. Foi uma afirmação, querida. — ela ri. Eu mostro a língua. Sei que no fim, ela vai acabar ganhando mesmo, então.. — Vai, menina! Ah, e você tá muito skatista pro meu gosto.

– O Sam vai gostar. — falei, saindo do closet.

– Awn, tá pensando se ele vai gostar da sua roupa. Que lindo, meu casal.

Voltei e parei na porta.

– Cala a boca. — semicerrei os olhos. Ela riu e eu fui pro banheiro.

Desde que Sam e eu estamos ficando, ela — e todo mundo — insiste em dizer que nós estamos namorando. Tá, eu sei, parece mesmo e eu praticamente não tenho argumentos pra provar o contrário. Confesso que já cheguei a me perguntar se ele acharia que estamos namorando. Mas, paro pra pensar e chego à conclusão de que isso, provavelmente, nem passa pela cabeça dele. Ele fica com outras meninas, tem plena consciência de que eu faço o mesmo — com meninos, óbvio — e nunca demonstrou nenhum sentimento além de atração e amizade. E, pra falar a verdade, nós nem ficamos taaanto assim. Só de vez em quando...

Eu estava bem ansiosa. Principalmente para a tal surpresa que a Anna tinha comentado comigo mais cedo. O que será que esses 5 estão aprontando? Que vai ser incrível, eu sei. Mas, de qualquer forma, não posso evitar a curiosidade que cresce em mim a cada segundo.

Sem mais demora, saí do banho, me sequei num jato, passei hidratante (SIM) e me troquei. Eu fiquei apaixonada pelo look e sabia que o meu amigo colorido também gostaria.

– Ei, gatinha. — Dylan chega, já pronta. — Pensei que tinha se perdido no caminho.

– Claro, por que não? — falo, rindo.

Parei pra olhá -la. Ela estava de shorts branco de sarja, blusa laranja de alcinha, bem fininha, e o sapato estava perto da porta do quarto, um scarpin preto. Ela também usava umas pulseiras coloridas e uma bolsa de pedrinhas, também coloridas, repousava ao lado do sapato.

Ela me manda sentar na cadeira na frente da penteadeira e começa.

Com roupas, eu me dou super bem, mas no quesito maquiagem, eu sou um fracasso. Então, sempre que quero (ou que sou obrigada, como hoje) a usar uma maquiagem mais elaborada, Dylan que faz o serviço.

Ela fez uma esfumado em degradê, com tons de verde água, marrom e preto. Na linha d'água, usou lápis branco. Fez um delineado preto de gatinho e passou batom rosa bem claro, quase da cor da minha boca. No final, eu adorei e fiquei me sentindo bonita.

Segundos depois, ouvimos a buzina da Gabi.

Agora que a noite iria começar.

***

Coloquei o pé no carro e a Gabi mandou Dylan me vendar. Eu fiquei olhando pra cara dela e ela apenas disse:

– Ordens do Sam.

Okay, isso já tá ficando chato. Se ele mandou me vendar, é porque eu não posso saber o lugar.

– Pela nossa frequente convivência, acho que deveriam saber que curiosidade é meu segundo nome e, provavelmente, eu chegue morta nesse tal lugar. — protestava, enquanto Dylan amarrava a faixa preta em volta da minha cabeça.

– Exagero é o terceiro, né? Calma, não vamos demorar mais do que 15 minutos pra chegar, acho que sua curiosidade pode aguentar, não pode? — Gabi fala.

– Não sei. — digo e me aquieto no banco traseiro.

Tento me concentrar no barulho do carro (não encontrei nada melhor pra pensar) para o tempo passar mais rápido e, depois de quatro sinais vermelhos, nove curvas e três gritos da Gabi para algum motorista "barbeiro", a gente chega. Alguém abre a porta pra mim e meu coração batia cada vez mais rápido. Sério, eu estava ansiosa demais pra saber do lugar, da decoração, das comidas, de tudo!

– Finalmente! — ouço a voz do Sam. Sinto a mão desconhecida ser trocada pela dele e falo:

– Já pode me desvendar.

– Nada disso, só quando a gente entrar.

Bufei, inquieta, e fui andando devagar, até chegar ao lugar.

– Agora pode.

Ele foi tirando a faixa lentamente e, durante o processo, sussurra, para que só eu escute:

– Você está linda.

Sorrio e finalmente posso ver o que estava ao meu redor.

Era uma boate. Ele fechou uma boate para o meu aniversário. Não estava completamente escuro, eu conseguia enxergar cada detalhe da decoração. Tinha um globo enorme bem no alto, no centro da pista de dança. Em um canto, tinha um mural cheio de fotos minhas com as meninas, o Sam, o Liam.. a mesa tinha vários doces que comi com os olhos, e o bolo me fez abrir um sorriso maior que minha cara. Eram 5 livros feitos de bolo, empilhados, e na lateral de cada um tinha um nome. O de baixo, era "Quem é Você, Alasca?". Em cima dele, "Divergente". O do meio, "Querido John". O segundo da pilha, "A Culpa é das Estrelas". O primeiro, "Um Amor Para Recordar". A coisa mais linda que já vi. E no topo dele, tinha uma menina de shorts jeans e cropped. Eu ri. Olhei em volta. Tinha pouca gente, eu reconheci cada rosto. Anna, Lizz, Liam, Diego, Lucas, Marcus, Kristen, Luke (como foi que ele conseguiu entrar com 16 anos?) .. e entre tanto outros rostos, eu vi o Peter.

Eu simplesmente saí correndo e pulei no colo dele.

– Por que você não me contou nada? Eu tava morrendo de saudade! — falei, enquando o sufocava num abraço.

– Quis fazer surpresa. Não volto mais pro Canadá, tudo o que eu preciso está bem aqui. — ele diz, eu o solto e olho pra ele.

– Acho bom. Eu te amo muito!

– Eu te amo mais. — ele dá um beijo na minha testa.

Uma música começa a tocar (I knew you were trouble) e eu vou cumprimentar cada pessoa que está lá. Primeiro, vou até Diego, Marcus e Lucas.

– Ressurgiram das cinzas? — pergunto para Lucas e Marcus.

– O Sam convidou o Diego e perguntou se ele não conhecia mais algum amigo antigo seu. Aí o Diego nos avisou e viemos. — Lucas explica, sorrindo.

– Eu tô muito feliz por terem vindo! Sério, obrigada. — digo, abraçando os três. — Diego, e sua namorada?

– Ahn.. terminamos.

– Depois me conta isso direito. Preciso ir ver as outras pessoas.

Eles assentem e eu vou cumprimentar o resto do pessoal.

Depois de muitos "obrigadas" e abraços, eu vou falar com o Sam.

– Ei, menino lindo. — chamo, de longe. Ele olha e sorri. — Mas é convencido, né?

– Eu sabia que era você.

– E como sabia que era com você?

– Só associei as palavras, ué. — eu dou risada e bato nele.

– Tá incrível. Muito incrível.

– Você merece. — ele diz, colocando uma mão na minha cintura e a outra no meu pescoço. Me puxou mais pra perto e me beijou.

Eu gosto dele. Gosto muito mesmo dele. Mas é outro que eu amo..

– Vim vestida de acordo com o seu gosto, só pra ficar feliz.

– Tá muito gostosa. — ele diz.

– Me respeita, rapaz. — falo e ele ri. Me beija de novo.

– Awn, casal lindo. — Liam faz voz de mulher e interrompe o beijo.

– Cala a boca. — eu falo, rindo.

– E aí, tá gostando? — pergunta. Sam me dá um selinho e diz que vai checar com o DJ se tá tudo certo e pedir uma música.

– Da festa?

– Também.

– Ih, lá vem. — digo, sentando no banquinho do balcão do bar. Ele senta também.

– Vocês estão juntos?

– Liam, você sabe que não.

– E ele, sabe?

– Claro que sim. — digo, sem realmente ter certeza.

– Ele gosta de você, Rach. E não é pouco.

– Eu gosto dele também, gosto muito.

– E por que não namoram? Já tá na hora de se envolver de novo com alguém, deixar o passado pra trás.

– Não é simples assim.. — falo, mais baixo que o intencional.

– Ray.. acho que já deu tempo suficiente de esquecer o Steve. Sei que você sente falta, que ainda gosta dele e tal.. mas da uma chance pro cara. Tenho certeza que ele pode te fazer feliz.

– Eu não..

– Não diga que não gosta mais dele.

– Não era o que eu ia dizer. Ia dizer que eu não gosto dele. Eu ainda amo o Steve. — falo com sinceridade. Ele é a única pessoa com quem consigo falar realmente tudo.

– Vou ser sincero com você. No começo, até pensei que vocês voltariam, mas agora, depois de sete meses, acho que já tá na hora de seguir em frente. Você já provou pra si mesma que pode viver sem ele e talvez seja o momento certo pra deixar o passado no passado.

– Eu.. eu não quero falar sobre isso. — esse assunto estava ficando desconfortável, e isso é o que menos quero hoje.

– Tudo bem.. — dá de ombros.

– E você e a Gabi? Também já não acha que passou da hora?

– Ah, acho que tá bom assim.

– Ai, homem é bicho burro mesmo. Quantas vezes eu vou ter que bancar de cupido pra vocês? Já não basta a Dylan e o Peter, agora você e a Gabi também vão começar a me dar trabalho? — Liam ri.

– Por que não para de juntar os outros e tenta virar a flecha pro seu próprio coração?

Isso me deixou sem palavras. Fiquei olhando pra ele, que me deu uma piscadinha, disse "Fica a dica" e saiu, me deixando completamente estática.

Começa a tocar Shake it off (Taylor Swift divando na minha festa) e as meninas me puxam pra dançar.

Ficamos dançando juntas por muito tempo, mesmo. Nem sei quantas músicas foram, só que eu estava a ponto de arrancar os meus pés e trocar por outros.

Quando olhei no relógio e vi que ele marcava meia-noite e meia, levei um choque. E então, o Sam pegou no microfone e anunciou a hora do Parabéns.

Eu nunca sei onde enfiar a cara quando cantam Parabéns pra mim. Não sei se canto junto, se sorrio, se rio, se choro, sério. Fico sem saber o que fazer. E dessa vez não foi diferente. Ver umas trinta pessoas cantando e olhando pra mim foi muito constrangedor. Mas, quando me dei conta, eu estava chorando.

Chorei por estar feliz, mas não me sentindo completa.

Chorei por gratidão, pois apesar de ter perdido alguém muito importante, eu tinha várias e várias outras, e sentia que pra sempre.

Chorei de saudade, daquele sorriso que me faria sorrir naquele momento.

Chorei de confusão, porque não sabia se trocaria todas aquela vozes me desejando felicidade por apenas uma me dizendo um "Eu te amo".

E então, na hora de assoprar as velas, desejei que os 19 anos me trouxessem mais alegrias, mais sorrisos, mais abraços apertados, mais amigos e,Nn principalmente, mais certezas.

Porque agora já não sou mais a garotinha de 17 anos do começo.

Notas finais
ELA CRESCEU GENTE 😭😭 A frase da flecha ninguém acertou. Liam surpreendendo! Hahahaha E a frase do começo do capítulo....... SECRET GIRL ACERTOUUU! Olha lá a sua ideia, viu hahahahaha É isso, pessoal! Gostaram? Comentem! Beijo, até logo ❤😘