Notas iniciais
Eu estava um pouco nervosa de postar isso,mas acabei me convencendo,todo capitulo vai ser dedicado a alguém e esse eu dedico a minha melhor amiga Sabrina por sempre me ajudar em minhas história e ao meu grande amigo Biel por me convencer a começar a postar.

-Droga!-essa foi a primeira palavra que eu disse naquela ensolarada manha de segunda. Pássaros cantavam do lado de fora da minha janela e meu cachorro dormia preguiçosamente em um canto do jardim e eu, bem, eu estava caído de cara no chão do meu quarto. Isso porque eu sou a pessoa mais cega do mundo de manha e não ajuda quando seu irmão deixa um brinquedo bem no meio do caminho que leva para o banheiro.

Eu, como um ótimo irmão mais velho, peguei o brinquedo e taquei com a maior força possível para o outro lado do quarto e sem nem verificar se havia quebrado levantei e continuei minha jornada de dez passos até o banheiro. Bufando lavei o rosto e coloquei minhas lentes de contato... Cara!Esqueça minha primeira palavra de segunda, a primeira visão foi muito pior!Eu não estou brincando!O quão ruim sua aparência tem que estar para você gritar “zumbi” para o seu próprio reflexo?Recuperado do choque comecei a tentar sem sucesso abaixar um pouco meu cabelo repicado e preto, que dava um ótimo contraste com minha pele branca e meus olhos azuis claros, acabei desistindo e peguei uma jeans preta e uma blusa qualquer saindo de casa rapidamente sem falar com ninguém como todo dia.

Apesar do sol um vento gelado batia em meu rosto e me fez me arrepender de não pegar meu casaco, eu não voltaria agora,o jeito seria passar frio.

Como todo garoto de dezesseis anos eu tenho que ir para o colégio e como todo garoto de dezesseis anos desastrado eu estava atrasado. Quando finalmente cheguei à pris...colégio!Os portões já estavam se fechando, corri e me esmaguei por entre eles e sem parar passei pela diretoria.

-Bom dia Sam!-a secretária, Anna, gritou rindo.

-Bom dia, Anna!-respondi também gritando já no final do corredor, alcancei minha sala de inglês e entrei batendo a porta na parede chamando um pouco mais de atenção do que seria necessário, eu parei na porta e cocei minha nuca com um sorriso envergonhado.

-Atrasado de novo Senhor Andrade. – o professor disse indiferente. -Ande logo! Vá para o seu lugar!

Eu corri para o fundo da sala e me sentei ao lado do meu melhor amigo.

-Entrada triunfal, cara. -ele disse rindo um pouco, mas depois ficou sério. -Eu já disse que você precisa de um despertador, Samuel. -pronto, aí estava meu amigo preocupado com a escola que eu conheço.

-Cala boca, David!-respondi, ele sabia que eu odiava que me chamassem de Samuel, ele deu de ombros e voltou a prestar atenção na aula enquanto eu abria meu caderno e começava a desenhar, eu sempre gostei de desenhar e acabei ficando bom nisso.

Assim que o sinal do intervalo tocou e eu saí da sala notei que estava mais frio do que de manha, abracei meu próprio corpo e me sentei encolhido em um banco qualquer esperando o intervalo acabar, já que David estava na biblioteca de novo e eu tinha sido expulso de lá. Comecei a observar as pessoas, meu colégio é o que pode se chamar de típico colégio americano de TV, jogadores de futebol metidos a besta, lideres de torcidas patricinhas, excluídos e pessoas normais. Eu sou um excluído com “E” maiúsculo, mas não ligo muito.

Quando o sinal tocou fui para meu armário pegar meu livro de história e dentro dele encontrei um casaco que com certeza não era meu, eu o peguei e um bilhete caiu aos meus pés.

“Notei que estava com frio, comprei esse casaco durante o intervalo, espero que goste xx”

Olhei em volta tentando localizar quem poderia ter feito isso, mas o corredor estava vazio. Então simplesmente coloquei o casaco e fui para sala.

Se naquele momento você me dissesse quem tinha colocado aquele casaco ali... eu nunca iria acreditar.

Notas finais
E aí?